quinta-feira, 15 de abril de 2010

“ASPECTOS GERAIS E MORFOLÓGICOS DO FUNGO Phoma sp.”

Jacy O. Filho

Os fungos dispersam-se na natureza através do ar atmosférico ou por outras vias como água, insetos, homem e animais. Os fungos que são dispersos através do ar atmosférico são denominados fungos anemófilos. Sendo assim, a microbiota fúngica anemófila pode ser semelhante ou diferente em cada cidade ou região. Os elementos fúngicos que são encontrados no ar atmosférico são os esporos (propágulos). Os fungos são seres vivos eucarióticos, com um só núcleo. São encontrados no solo, na água, nos vegetais, em animais, no homem e em detritos em geral. O vento age como importante condutor espalhando seus propágulos e fragmentos de hifa (Leite et al., 2001).
Existem várias doenças, causadas pelo fungo Phoma sp. este fungo foi estudado analisando características morfológicas, como estruturas reprodutivas e de resistência, forma, e culturais como taxa de crescimento, a distribuição e ocorrência destas espécies são influenciadas pelas condições ambientais (Leite et al., 2001).
Para um melhor entendimento do bem e do mal que se pode ser causado por este tipo de fungo, este trabalho foi realizado, dando atenção ao gênero Phoma sp.Existem registrados em literatura 3223 espécies e outros táxons supra específicos registrados em literatura, sendo o principal teleomorfo associados a essas espécies denominado de Didymella sp. Seu teleomorfo possue o seguinte posicionamento taxonômico: ordem Pleosporales, Sub-classe Pleosporomycetidae, Classe Dothideomycetes, Divisão Ascomycota, Reino Fungi.O fungo Phoma sp. É causador da doença que incide sobre folhas, frutos e ramos de cafeeiros, produzindo lesões necróticas de vários tamanhos e coloração castanho escura, causa queda de folhas e frutos e quando incide sobre nos ramos, inicia o seu ataque pelas brotações novas acarretando seca total dos tecidos (seca dos ponteiros).Testes de patogenicidade em casa de vegetação e o subseqüente re-isolamento do fungo confirmaram a hipótese de que Phoma sp. é o agente etiológico das manchas foliares de capim Pojuca, no Distrito Federal. Os primeiros sintomas apareceram em todas as plântulas inoculadas, quatro a cinco dias após a inoculação. Sete outras espécies de gramíneas foram suscetíveis ao fungo. A ocorrência de manchas foliares de capim Pojuca causadas por Phoma sp. é relatada pela primeira vez no Brasil (Leite et al., 2001).
Muitos strains isolados de infecções humanas não tem variação a nível de espécies. A coloração da colônia, morfologia do conídio, existência e estrutura dos clamidósporos auxiliam na diferenciação de uma espécie da outra (Doctor Fungi, 2009).
Durante muitos anos, os fungos foram considerados como vegetais, porém, a partir de 1969, passaram a ser classificados em um reino à parte, por apresentarem características próprias, tais como: não sintetizar clorofila, não possuir celulose na sua parede celular (exceto alguns fungos aquáticos), e não armazenar amido como substância de reserva, eles foram diferenciados das plantas. Os fungos são seres vivos eucarióticos, com um só núcleo (Fernandes, 2001).

Preferem locais escuros e úmidos para realizar a reprodução. Em função desta característica, nota-se uma maior quantidade de mofo em ambientes úmidos, como paredes, gavetas, armários, etc. Estas mesmas células minúsculas também se agrupam em pães, frutas e vegetais, pois buscam alimentos em ambientes propícios para o seu desenvolvimento. O fungo Phoma sp., é um Coelomiceto, pertencente ao grupo dos Fungos mitospóricos, pertencente ao Reino Fungi, , é encontrado parasitando várias partes das plantas e normalmente ocorre com o aumento de temperatura. Apresenta conídios ameroseptados, cilíndricos, hialinos e pequenos. Leite e Freire (2001)
Leite e Freire (2001) verificaram a presença de Phoma sp. em 12 sementes (3%), cuja patogenicidade foi demonstrada em Pojuca nos isolados oriundos das sementes e da parte aérea. Este foi o primeiro relato da ocorrência de mancha-foliar-de-Phoma em P. atratum cv. Pojuca no Brasil.
O objetivo deste trabalho é descrever o fungo denominado Phoma sp. suas características, sua forma,aspecto, e ações.
Isolado foi obtido de uma colônia que desenvolveu em meio de cultura batata-dextrose-ágar (BDA). Utilizando o método de “Pescagem” utilizando o microscópio estereoscópico realizou-se o preparo de lâminas utilizando o corante azul de algodão (ácido lático, ácido acético, água e glicerina).
Logo após, as lâminas foram analisadas utilizando microscópio ótico. Imagens microfotográficas foram obtidas a partir das amostras analisadas.



Descrição Morfológica

O picnídio é ostiolados, não setosos, e quando cultivados em meio de cultura produzem uma mucilagem que representou uma massa de esporos de coloração cor creme. Os ostíolos, são aberturas ou poros do qual os conídios ou os esporos, são liberados de um corpo frutífero. (ascocarpo ou picnídio). Os picnídios são corpos frutíferos assexuado, em forma de frasco e ostiolizado, no qual são produzidos e contidos os conídios
Não são necessárias precauções além dos cuidados gerais dos laboratórios no que se diz respeito ao fungo Phoma sp. do ponto de vista de periculosidade.
Conclui-se através deste trabalho que através da metodologia utilizada foi possível descrever características morfológicas essenciais para identificação a nível de gênero do isolado encontrado.
REFERERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANÔNIMO. Capim Pojuca (Paspalum atratum), capim nativo alta produção e qualidade. Folder, Embrapa Cerrados, Brasília, Editora – APS PRESS THE AMERICAN PHYTOPAHOLOGICAL SOCIETY.
BART, HUNTER – Ilustra genera of imperfect fung. ST PAUL, MINNESOTA, E.U.A
LEITE, G.G., SILVEIRA, L.F., FERNANDES, F.D. & GOMES, AC. Crescimento e composição química do capim Paspalum atratum cv. Pojuca. Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento n° 19, Embrapa Cerrados, Brasília, 2001.
INDEX FUNGORUM, Disponível em:< http://www.indexfungorum.org/Names/Names.asp >, acessado em novembro de 2009.
DOCTOR FUNGI. Phoma spp. Disponível em:< q="cache:aC5rXrU3JrYJ:www.doctorfungus.org/Thefungi/Phoma.htm+phoma+human&cd=" hl="pt-BR&ct=" gl="br">, acessado em novembro de 2009.

Um comentário:

  1. Gostei muito das informações sobre este fungo. Sou bióloga, trabalho com análise do ar e me interesso muito por fungos.

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