segunda-feira, 26 de abril de 2010

Sclerotinia sclerotiorum (MOFO BRANCO DA SOJA)



Sclerotinia sclerotiorum (MOFO BRANCO DA SOJA)


A podridão branca da haste esta disseminadas por todas as regiões de condições climáticas amenas (Região Sul e chapadas dos cerrados, acima de 800 m de altitude). Alem da soja, o fungo infecta uma vasta gama de plantas cultivadas e daninhas, com exceção das gramíneas. A fase mais vulnerável vai do estádio da floração plena (R2 ) ao inicio da formação das vagens (R3/R4). O fungo é capaz de infectar qualquer parte da planta, porem, as infecções iniciam-se com mais freqüência a partir das inflorescências e das axilas das folhas e ramos laterais.


Sintomas – os primeiros sintomas são manchas de anasarca que evoluem para a coloração castanho claro e logo desenvolvem abundante formação de micélio branco e denso. Em poucos dias o micélio transforma se em massa negra, rígida, o escleródio, que é a forma de resistência do fungo. Os escleródios variam em tamanho de poucos milímetros a alguns centímetros que são formados tanto na superfície como no interior da haste e das vagens infectadas.


Etiologia – escleródios caídos ao solo, sob condições de alta umidade e temperaturas variando de 10-25 °C, germinam e desenvolvem, na superfície do solo, os apotécios. Estes produzem as ascósporos que são liberados ao ar e são responsáveis pela infecção das plantas. A transmissão por semente pode acorrer tanto através de micélio dormente (interno) quanto escleródios misturados as sementes.

Controle – evitar a introdução do patógeno na área utilizando sementes certificadas. O tratamento de sementes com fungicidas do grupo dos benzimidazóis associados a produtos de contato deve ser adotado como medida de segurança para reduzir o risco da introdução do patógeno em área indene, via semente com micélio dormente. Uma vez estabelecido em uma área, o fungo é de difícil erradicação. Em áreas de ocorrências de mofo branco recomenda-se fazer a rotação/sucessão de soja com espécies resistente como milho, aveia branca ou trigo; eliminar as plantas daninhas que, na maioria, são hospedeiras do fungo; incorporar restos culturais; fazer adubação adequada; aumentar o espaçamento entre linhas, reduzindo a população ao mínimo recomendado para cada variedade.


Autor: Wallisse Resende Ribeiro

Referências bibliográficas


KIMATI, H.; AMORIM, L.; REZENDE, J.A.M.; BERGAMIN FILHO, A.; CAMARGO, L.E.A.; Manual de fitopatologia: Doenças das plantas cultivadas. 4ª Ed. Vol. 2, pag. 580 – São Paulo: Agronômica Ceres, 2005.

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