Paródias
Disciplina: Microbiologia
Curso Ciências Biológicas
Alunos: Arthur, Jéssica Campos, Josiane, Thais, Alessandra, Flávio, Maria Cristina, Rafaela, Welder.
Os vírus são parasitas, intracelular
Podem ser bacteriófagos...
Ou até mesmo autótrofos
E vários tamanhos, formas podem tornar.
Seu processo de isolamento é chamado Purificação
Podem ser vistos por microscopia eletrônica,
Os mini vírus reais se assemelham ao cocus gram +
E podem ter várias formas de transmissão
Os formados de transmissão destacam-se:
Não-persistente, semi persistente que pode ou não propagar
Persistente circulativo e propagativo,
O não propagativo, sem passar pela prole familiar
Podem ter genoma grande como herpevírus
Eles evoluíram de forma a produzir genes próprio
O parvovírus pode ter moléculas linear ou circular
Um genoma simples não permite ser separado.
Disciplina: Microbiologia
Curso Ciências Biológicas
Alunos: Anna Carolina, Gaby, Aline, Illana, Dieferson, Jéssica Ferreira, Michelle e Thiago Lima.
Sabe-se que os vírus
São seres acelulares
Muito Simples, constituídos
Por Cápsulas RNA ou DNA
É sobre os vírus que nós vamos falar
Os vírus não são constituídos por células
Mas precisam delas para sua duplicação
Outra característica importante
Pode ser a presença da rT, enzima da retro-transcrição
O meu corpo possui vírus
Mas nenhum consigo ver
pode estar em qualquer lugar
Até dentro de você
Os vírus causam doenças terríveis
Podem levar a danos irreversíveis
Gripe, Câncer e AIDS são algumas delas
Enfraquecem nosso sistema imunológico
Podem atacar qualquer parte das nossas células.
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segunda-feira, 9 de setembro de 2013
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Trabalho Acadêmico pertencente a disciplina de Microbiologia II:Aspectos sintomatológicos, epidemiológicos e controle de Shiga Toxine Escherichia Coli
Glaucimila Adrielly Belem Lopes
Acadêmica do Curso Ciências Biológicas
INTRODUÇÃO
O objetivo deste trabalho é
apresentar informações a respeito da sintomologia, epidemiologia e controle de
Escherichia coli Produtora de Toxina Shiga(STEC), que é um importante patógeno
veiculado por alimento, principalmente produtos derivados de carne bovina e
está associado a quadros de diarréias leves a severas e sanguinolentas.
A toxina Shiga(Stx) é o principal
fator de virulência das STEC e constitui uma família de citotoxinas
estruturalmente relacinoadas e com atividades biológicas similares, que tem a
capacidade em causar doenças com gravidades distintas, e tem cido relacionada
não apenas ao tipo de Stx mas também à variante da toxina apresentada pela
amostra de STEC.
A bacteria E. coli apresenta seus
principais fatores de virulência codificados por genes localizados em elementos
genéticos móveis. Ela está relacionada a um amplo espectro de doenças humanas,
que compreende desde diarréias leves à colite hemorrágica(HC), e a síndrome
hemolíticourêmica(HUS), cuja possível seqüela mais grave, é possivelmente, a
falência renal e a púrpura trombocitopênica trombótica (TTP), em seres humanos
(NATARO; KAPER, 1998; GRIFFIN; TAUXE, 1991).
Humanos podem ser infectados por
STEC ao ingerir alimentos de origem animal contaminados, principalmente a carne
bovina. o que tornou esta categoria de E. coli objeto de estudos na medicina
humana, veterinária e na biologia molecular (MAINIL; DAUBE, 2005).
As Sitotoxinas são produzidas no cólon e,
através da corrente sangüínea, são levadas aos rins, causando danos ao
endotélio vascular e oclusão dos microvasos, através de uma combinação de
toxicidade direta e indução local da inflamação local os quais podem levar à
HUS (ANDREOLI et al., 2002).
DESENVOLVIMENTO
Esta categoria de E. coli
diarreiogênica foi caracterizada pela produção de potentes citotoxinas que
apresentam a capacidade de inibir a síntese proteica de células eucarióticas.
As STEC diferentemente das outras categorias diarreiogênicas de E. coli são
encontradas no intestino de uma grande variedade de espécies de animais domésticos
e selvagens. Entretanto, os ruminantes, especialmente os bovinos e os ovinos,
epresentam os seus princípais reservatorios naturais. Contudo, alguns sorotipos
de STEC pode causar doença em animais, tais como a diarréia em bezerros e a
doença do edema em suínos.
A STEC se destaca por causar um
amplo espectro de doenças no homen, que compreende desde casos assintomáticos,
diarréia branda, até casos mais graves de colite hemorrágica (CH) que podem
evoluir para complicações extra-intestinais, sendo a de maior gravidade a
síndrome hemolítica urêmica (SHU). Além de SHU, outras comlicações como a
púpura trombocitopênica trombótica (PTT), apendicite, cistite hemorrágica e até
mesmo anormalidades neurológicas podem ser observadas. A produção de toxinas
Shiga, não é suficiente para causar doenças e outros fatores são considerados
relevantes, como a produção de enterohemolisina e de adesinas fimbriais e
afimbriais.
A infecção por STEC tem geralmente
início após a ingestão de alimentos ou água contaminados, algumas vezes em
dozes infectantes muito baixas, apresenta seus principais fatores de virulência
codificados por genes localizados em elementos genéticos móveis. Ela está
relacionada a um amplo espectro de doenças humanas, que compreende desde
diarréias leves à colite hemorrágica (HC) e a síndrome hemolíticourêmica (HUS,
cuja possível seqüela mais grave, é possivelmente, a falência renal) e a
púrpura trombocitopênica trombótica (TTP), em seres humanos (NATARO; KAPER,
1998; GRIFFIN; TAUXE, 1991).
Humanos podem ser infectados por
STEC ao ingerir alimentos de origem animal contaminados, principalmente a carne
bovina. o que tornou esta categoria de E. coli objeto de estudos na medicina
humana, veterinária e na biologia molecular (MAINIL; DAUBE, 2005). As
Sitotoxinas são produzidas no cólon e, através da corrente sangüínea, são
levadas aos rins, causando danos ao endotélio vascular e oclusão dos
microvasos, através de uma combinação de toxicidade direta e indução local da
inflamação local os quais podem levar à HUS (ANDREOLI et al, 2002).
Sintomas
O periodo de incubação é, em média
três dias a quatro dias, sendo a diarréia não sanguinolenta e dor abdominal os
sintomas iniciais. A partir de um ou dois dias a diarréia torna-se sanguiolenta
e a dor abdominal mais intesa, caracterizando a CH. O paciente pode permanecer
assim por um período de até dez dias, mas após este período, a maioria evolui
para a cura sem sequelas.
No entanto, em aproximadamente 10%
dos pacientes a doença pode progredir para SHU, e em crianças a taxa de mortalidade
varia de 3 a 5% e cerca de 12 a 30% permanecem com graves sequelas. Embora
geralmente associada com infecção intestinal, a SHU, ocasionalmente, pode
ocorrer após infecção urinária, com ou se histórico prévio de diarréia.
Após ultrapassar a barreira
gástrica, devido à presença de um eficiente sistema de regulação que permite
adaptação e sobrevivência à acidez do estômago, as STECatingem o intestino
grosso, onde aderem à mucosa, proiferam e produzem Stx. A toxina é absorvida
pelo epitélio intestinal, entra na circulação e liga-se rapidamente aos leucócitos
polimorfonucleares.
Embora as células endoteliais
pareçam ser o principal alvo para Stx, outras células como as dos túbulos
renais, células mensangiais, monócitos e plaquetas podem também ser afetadas
pelas toxinas. A ligação da toxina ao seu receptor inicializa, então, uma
cascata de reações que inclui coagulação e processos inflamatórios que resultam
na SHU. No cólon deve ocorrer o rompimento dos vasos e nos rins ocorre ostrução
dos vasos do glumérulo levando à insuficiência renal.
As STEC produzem fatores
distintos de Stx que também lesam o hospedeiro. Além da intimina, responsável
pela formação da lesão A/E, uma série de outros prováveis fatores de aderência
e outras toxinas é produzido pelas STEC. Entretanto, o papel destes fatores na
fisiopatologia da doença humana precisa ser mais bem esclarecido.
Epidemiologia
STEC apresenta uma distribuição
mundial, entretanto os grandes surtos e o elevado número de infecções
esporádicas associados a estes patógenos têm cido reportados em países
desenvolvidos, com alta prevalência nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido,
vários países da Europa Continental e no Japão, onde constituem um serio
problema de saúde publica.
Na maioria destes países, as
infecções por STEC 0157:h7 são reconhecidas como uma das mais frequentes
doenças de origem alimentar. Por outro lado, em alguns países da Europa, na
Argentina, Austrália, Chile e Brasil, as infecções por STEC são
predominantimente esporádicas ou fazem parte de surtos de menores proporções,
sendo causadas mais frequentemente por sorotipos não-0157.
No Brasil a incidência de infecções
por STEC é comparavel à de alguns países da Europa. Casos de SHU, anemia
hemolítica e diarréias, sanguinolentas
ou não, relacionados tanto à STEC 0157:h7 como aos sorotipos não-0157 têm sido
diagnosticados em diferentes regiões do Brasil.
Os bovinos representam o principal
reservatório natural das STEC e a carne bovina, em especial a carne moída, o
leite e seus derivados, os vegetais e a água contaminados por material fecal
ingeridos crus ou com conzimento insuliciente são as formas mais comuns de
transmissao da bacteria para o homem.
Transmissão pessoa a pessoa,
especialmente so sorotipo O 157:H7 está bem estabelecida, sendo facilitada pela
baixa dose infectante. Entretanto, modos de transmissão variados como aqueles
associados a água de recreação de lafos e de piscinas ou pelo contato com
outros ambientes contaminados, como, por exemplo, de fazendas, têm sido também
descritos.
Tratamento
e Controle
Tratamentos com antimicrobianos e com
agentes que diminuem o peristaltismo intestinal têm sido utilizados em casos de
diarréia, entretanto, a utilização destes medicamentos antes de se conhecer a
etiologia da diarréia oferece um grande risco para uma evolução mais grave da
doença. Segundo alguns relatos, crianças que receberam tratamento com
antiperistálticos evoluíram mais frequentemente para a SHU, e em outros
pacientes, as diarréias sanguinolentas se estenderam por um período mais longo.
Varías evidências têm demonstrado, que
o tratamento das infecções por STEC com
antimicrobianos é muito mais prejudicial do que benéfico. além disso, o
uso de drogas que promovem a lise das bactérias no lúmen intestinal poderia,
teoricamente, desencadear uma maior liberação da toxina.
Por outro lado, a terapia de hidratação
com monitorização hospitalar é recomendada em crianças com colite aguda
sanguinolenta, pois não oferece efeito adverso. Além disso, a possibilidade de
utilização de probióticos, capazes de competir com STEC na mucosa intestinal ou
a utilização de compostos químicos sintéticos que apresentam a capacidade de
absorver a toxina.
Medidas de controle envolvem práticas
de higiene em toda a cadeia de produção de alimentos, cuidados no manuseio e
descarte de dejetos animais, especialmente de crianças que vizitam
minizoológicos e fazendas, evitar a contaminação cruzada entre alimentos crus e
aqueles para o consumo, bem como evitar a ingestão de produtos não
pasteurizados e especialmente de carnes cruas ou malcozidas.
CONCLUSÃO
Neste trabalho pude concluir que a
Escherichia coli Produtora de Toxina Shiga(STEC), é um importante patógeno
veiculado por alimento, principalmente produtos derivados de carne bovina e
está associado a quadros de diarréias leves a severas e sanguinolentas e
apresenta seus principais fatores de virulência codificados por genes
localizados em elementos genéticos móveis.
Ela está relacionada a um amplo
espectro de doenças humanas, que compreende desde diarréias leves à colite
hemorrágica(HC) e a síndrome hemolíticourêmica(HUS), cuja possível seqüela mais
grave, é possivelmente, a falência renal e a púrpura trombocitopênica
trombótica (TTP), em seres humanos.
As STEC produzem fatores distintos
de Stx que também lesam o hospedeiro. Além da intimina, responsável pela
formação da lesão A/E, uma série de outros prováveis fatores de aderência e
outras toxinas é produzido pelas STEC. Entretanto, o papel destes fatores na
fisiopatologia da doença humana precisa ser mais bem esclarecido.
A transmissão pessoa a pessoa,
especialmente so sorotipo O 157:H7 está bem estabelecida, sendo facilitada pela
baixa dose infectante. Entretanto, modos de transmissão variados como aqueles
associados a água de recreação de lafos e de piscinas ou pelo contato com
outros ambientes contaminados, como, por exemplo, de fazendas, têm sido também
descritos.
As medidas de controle envolvem
práticas de higiene em toda a cadeia de produção de alimentos, cuidados no
manuseio e descarte de dejetos animais, especialmente de crianças que vizitam
minizoológicos e fazendas, evitar a contaminação cruzada entre alimentos crus e
aqueles para o consumo, bem como evitar a ingestão de produtos não
pasteurizados e especialmente de carnes cruas ou malcozidas.
LITERATURA
CITADA:
1-GUTH,
B. E. C. Escherichia coli Produtora de Toxina Shiga(STEC). In. TRABULSI, L. R.
Microbiologia. 5ºed. São Paulo: Atheneu. 2008. p. 289-293.
2-http://www.uel.br/proppg/portal/pages/arquivos/pesquisa/semina/pdf/semina_28_2_20_22.pdf
Trabalho Acadêmico pertencente a disciplina de Microbiologia II:Aspectos sintomatológicos, etiológicos, epidemiológicos e controle de Vibrio cholerae
Hellen Patrícia Dos Santos
Acadêmica do Curso Ciências Biológicas
INTRODUÇÃO
O
principal fator de virulência do V. cholerae é a toxina colérica (CT, de
Cholera Toxin). A toxina colérica é constituída de uma subunidade A enzimática
e cinco subunidades B adesão formando um anel que envolve a subunidade A.
Bactérias V. cholerae que não produzem CT não provocam cólera mas podem no
entanto causar diarréias leves devido a produção de outras toxinas. “A síntese
da toxina colérica ocorre em duas etapas, na primeira etapa as subunidades A e
B são secretadas separadamente no espaço periplasmático, onde são montadas
formando holotoxinas A: B5 que posteriormente é secretada para o meio
extracelular” (CAMPOS,E; FERREIRA,L, 2008,p. 343). Uma vez que a toxina
colérica se liga ao receptor da célula eucariótica, libera a toxina que é translocada
para o interior da célula. Este trabalho tem por finalidade apresentar
informações a respeito da sintomatologia, epidemiologia e controle da bactéria
V. cholerae sp, espécie mais estudada da família vibrionaceae agente etiológico
responsável pela cólera humana. “Apresentam forma de bastonete curvado, sendo
móvel por um único flagelo, o nome que siquinifica vírgula de cólera refere-se
aos mais de duzentos sorogrupos O, denominados de O1,O2,O3,O4 e assim por
diante” (CAMPOS,L; FERREIRA,E, 2008, p. 347). Cada um corresponde a uma
variedade de antígeno somático e antígeno O, destes somente o sorogrupo O1 era
associado a cólera. Porém em 1992 outro
sorogrupo foi descoberto associado a cólera o sorogrupo O139. Sendo assim dois
sorogrupos O de V. cholerae. “Em termos de fatores de virulência os dois são
iguais, mas a principal diferença entre eles diz a respeito ao antígeno. Os
demais sorogrupos não causam cólera, mas podem provocar infecções intestinais
com diarréia leve e autolimitada decorrente da produção de certas toxinas”(
CAMPOS,L; FERREIRA,E, 2008, p. 347). Os vibrios que não transportam os
antígenos O1 e O139 são chamados de víbrios não- aglutinantes ou NAG.
DESENVOLVIMENTO
Sintomatologia
A
cólera é transmitida por via fecal- oral, a partir de alimentos e água contaminada.
Sua patogenicidade é mediada quaseque exclusivamente pela ação da toxina
colérica.“Uma única dose de unidades formadoras de colônias de V. cholerae é
necessária para causar a doença, que pode ser reduzida quando se faz a
neutralização de ácidez do estômago ou quando o inócuo é administrado com
alimentos”(CAMPOS, L; FERREIRA,E, 2008,p. 3510). Podendo variar o período de
incubação de poucas horas a vários dias, dependendo da dose de microorganismos
ingeridos e do pH do estômago. É uma doença exclusivamente do intestino
delgado. O ácido gástrico, a secreção de muco e o peristaltismo intestinal
constituem defesas inespecíficas primárias contra o V. cholerae.“Os
microorganismos que conseguem sobreviver aos sucos gástricos e ao pH baixo do
estômago podem aderir e colonizar o intestino delgado. A bactéria V. cholerae é
resistente aos sais biliares e consegue penetrar na camada de muco do
intestino, possivelmente pela secreção de neuraminidases e proteases,
resistindo aos movimentos peristálticos do intestino”(CAMPOS, L; FERREIRA,E,
2008, p. 352). A cólera é caracterizada por uma intensa perca de fluídos e
eletrólitos, em uma diarréia aguosa, com aspecto de água de arroz, sem pus ou
sangue. Os sintomas incluem cãimbras musculares, tontura e pressão sanguínea
baixa podendo ocorrer a perca de vinte litros de água ou mais de fluídos por
dia. O período de excreção pode durar cerca de uma a duas semanas. O
desiquílibrio eletrolítico com a enorme perda de potássio vem normaelmente
seguido de fraqueza, cãimbras abdominais e irritmia cardíaca. Qunado ocorre o
acúmulo de grandes quantidades de líquido nas alças intestinais. Outro aspecto
perigoso é o aumento de ácidez dos fluídos corpóreos que podem levar ao edema
pulmonar resultante da excreção de bicarbonato nas fezes. “Indivíduos do grupo
sanguíneo O são mais susceptíveis a contrair cólera, pelo fato de serem
deficientes para/ uma enzima envolvida na glicosilação de antígenos de
superfície, ocorrendo maior exposição dos sítios de ligação para a toxina”
(CAMPOS,L; FERREIRA,E, 2008, p. 352).
Diagnóstico
“
Faz-se a coleta de 3 a 5 gramas de fezes diarréicas ou não que devem ser
colhidas antes da administração de antibióticos aos pacientes e processadas até
duas horas após a coleta, e mantidas em temperatura ambiente ou sobre
refrigeração”( CAMPOS, L; FERREIRA,E, 2008, p.352). Para isolamento e
indentificação, o material é inoculado em água peptonada alcalina (APA) com 1%
de cloreto de sódio incubando-se a 37 C durante seis a oito horas semeando agar
TCBS. Provas bioquímicas complementares podem ser realizadas como teste de
oxidase, fermentação de açucares, uma vez indentificada procede a
soroglutinação em lâmina com soro polivalente de V. cholerae sorogrupo O1.
Tratamento
Consiste
na terapia de reidratação oral (TRO) de fluídos e eletrólitos, sendo a terapia
intravenosa indicada nos casos graves. “A terapia antimicrobiana pode ser
utilizada como coadjuvante no tratamento pois reduz o volume diarréico, duração
dos sintomas e tempo de excreção dos bacilos” (CAMPOS,L; FERREIRA,L,2008, p.
352). A doxiclina é a droga de escolha embora possa ser empregados outros
agentes. O monitoramento da resistência microbiana faz-se necessária em função
de amostras multi resistentes.
Epidemiologia
A
bactéria V. cholerae é um microorganismo autóctone de ecossistema aquático. A
epidemiologia se apresenta de forma endêmica na Índia durante séculos. “A
primeira disseminação para Europa e américa ocorreu em 1817 e a partir de então
sua trajetória pode ser dividida em seis grandes pandemias, pelo menos a quinta
e a sexta foram causadas pelo V. cholerae O1 tipo clássico” (CAMPOS,E;
FERREIRA, E,2008, p. 353). Em 1961 deu-se a sétima pantemia quando o biótipo EI
Tor emergio na indonésia espalhando-se para Ásia e Oriente médio. Se
disseminando pelos países de américa do sul e central e incluindo o Brasil em
abril de 1991 em tabatinga, através do rio alto Solimões atingindo a forma
grave no norte e nordeste. O surto mais recente foi na região de Paranágua em
1999 com 467 casos notificados e 3 óbitos. Segundo dados estatísticos do centro
nascional de epidemiologia- Fundação Nascional de saúde o Brasil apresentou
entre 1991 e 1999 um total de 167.719 casos e 2.009 óbitos se mantendo de forma
endêmica em muitas regiões do país como Alagoas e Pernanbuco.
CONCLUSÃO
Levando
em consideração o fato da cólera ser transmitida principalmente através da água
contaminada com fezes e alimentos contaminados. A forma mais eficaz de controle
da doença é melhorando as condições de higiene, com fornecimento de água
potável, redes de esgoto adequados a higiene sanitária que pode em parte
diminuir o risco de infecções. Incluindo também a rápida indentificação dos
sintomas, localização e interrupção dos locais de transmissão a onde foi detectado
o foco da doença e educação sanitária podem ajudar no controle da doença. Outro
fator que pode contribuir para o controle da doença é a criação de vacinas
específicas que ajudam no controle e contenção de doença.
LITERATURA CITADA:
TRABULSI,
L.R; ALTRTHUN,F. Microbiologia. 5.ed. São Paulo, 2008, p.347. autoras
CAMPOS,C,L; FERREIRA,O,E.
sábado, 24 de agosto de 2013
Trabalho Acadêmico pertencente a disciplina de Microbiologia II:Aspectos sintomatológicos, etiológicos, epidemiológicos e controle de Plesiomonas shigelloides
Káryta
Franciele Gomes dos Santos
Acadêmica do
Curso Ciências Biológicas
INTRODUÇÃO
A
bactéria Plesiomonas shigelloides é um bacilo Gram-negativo, pertencente à
família Enterobacteriaceae, isolada de água doce e salgada, de peixes de água
doce, mariscos e de inúmeros tipos de animais. Suspeita-se que a maioria das
infecções humanas causadas por P. shigelloides, seja veiculada pela água.
O
gênero Plesiomonas é composto por apenas uma espécie, P. shigelloides, que foi
originalmente descrita por Ferguson & Henderson (1947), como uma
Enterobacteriaceae móvel. (Falcão, J.P; Gibotti, A.A. Plesiomonas shigelloides:
um enteropatógeno emergente, 2007).
Até
recentemente, o gênero Plesiomonas, espécie shigelloides, pertenceu à família
Vibrionaceae, juntamente com os gêneros Aeromonas e Vibrio. (Janda citado por
Falcão, J.P; Gibotti, A.A, 2007).
Estudos
moleculares, particularmente a análise das seqüências de nucleotídeos de RNA
ribossomal 5S e 16S, mostraram que P. shigelloides está mais próxima de
bactérias do gênero Proteus, que dos membros da família Vibrionaceae, o que
sugere uma relação filogenética de Plesiomonas com a família Enterobacteriaceae
(Martinez- Murcia et al., 1992; Ruimy et al., 1994 citado por Falcão, J.P;
Gibotti, A.A, 2007).
A
bactéria P. shigelloides pode colonizar uma grande variedade de animais
aquáticos como peixes, mariscos e camarões, mas também mamíferos como gatos,
cães, suínos, entre outros. Os animais, alimentos e águas contaminadas são
considerados como os veículos de transmissão de Plesiomonas para o homem
(Kirov, 2001; Janda, 2005 citado por Falcão, J.P; Gibotti, A.A, 2007).
A
bactéria causa doença intestinal, sobretudo em indivíduos que vivem ou viajam
para países tropicais e que ingerem alimentos marinhos crus e consomem água
e/ou alimentos contaminados (Abbott, 2003 citado por Falcão, J.P; Gibotti, A.A,
2007).
A
bactéria mede 0,3 a 1,0 m de diâmetro por 2,0 a 3,0 m de comprimento, anaeróbio
facultativo que apresenta motilidade por meio de dois a sete flagelos polares,
produz a enzima oxidase, fermenta o inositol, a glicose e outros poucos
carboidratos sem produção de gás, descarboxila a lisina e ornitina, dihidrolisa
a arginina e é sensível ao agente Vibriostático O/129. Sua temperatura de
crescimento varia entre 8 e 44°C, sendo considerada ótima em torno de 37 a
38°C. P. shigelloides apresenta pH ótimo de crescimento na faixa de 4,0 a 8,0 e
é capaz de crescer em concentrações de sais que variam de 0 a 5% sendo bem
tolerante às concentrações de 3,0 a 3,5% de NaCl (Kirov, 2001, citado por
Falcão, J.P; Gibotti, A.A, 2007).
Como
muitas outras bactérias aquáticas, P. shigelloides pode utilizar, por meio da
produção de quitinases, este composto polimérico como fonte de carbono e como
um caminho para penetrar no exoesqueleto de diferentes organismos e ali se
estabelecer (Ramaiah et al., 2000 citado por Falcão, J.P; Gibotti, A.A, 2007).
O
objetivo é apresentar informações a respeito da sintomatologia epidemiologia e
controle de Plesiomonas shigelloides.
DESENVOLVIMETO
Epidemiologia
O
principal habitat de P. shigelloides é o ambiente aquático, incluindo a água
doce e do mar. Em países tropicais e subtropicais do sul da Ásia como Japão e
Tailândia, vários países da África, Taiti e Austrália é comumente encontrada no
intestino de peixes (Islam et al., 1991; Schubert & Beichert, 1993;
Aldova et al., 1999; Pasquale & Krovacek, 2001; Janda, 2005, citado por
Falcão, J.P; Gibotti, A.A, 2007).
O
frequente isolamento de P. shigelloides em diferentes espécies de animais
reflete a probabilidade de exposição à bactéria na água. Dessa forma, é mais
comum o isolamento em peixes, répteis, mamíferos e aves, respectivamente. É
provável que essa bactéria pertença à microbiota intestinal normal de peixes e
alguns outros animais que residem na água como anfíbios e alguns répteis, porém
sua presença esporádica em fezes de animais pode ser devido à ingestão de
peixes, água contaminada ou comida contaminada (Jagger, 2000 citado por Falcão,
J.P; Gibotti, A.A, 2007).
A
maioria das cepas de P. shigelloides associadas com gastroenterite humana foi
de fezes de pacientes com diarreia que vivem em áreas tropicais e subtropicais.
Raramente são informadas tais infecções em regiões como EUA ou Europa. No
Brasil é subdiagnosticada e subnotificada.
Sintomatologia
Os animais, alimentos e
águas contaminadas são considerados como os veículos de transmissão de
Plesiomonas para o homem (Kirov, 2001; Janda, 2005 citado por Falcão, J.P; Gibotti,
A.A, 2007). A bactéria causa doença intestinal, sobretudo em indivíduos que
vivem ou viajam para países tropicais e que ingerem alimentos marinhos crus e
consomem água e/ou alimentos contaminados (Abbott, 2003 citado por Falcão, J.P;
Gibotti, A.A, 2007). Ingestão de água contaminada e alimentos contaminados.
Animais domésticos também são fonte de transmissão. (Secretaria de Estado da
Saúde de São Paulo Centro de Vigilância Epidemiológica – CVE).As infecções
humanas causadas por P. shigelloides podem ser intestinais e extra intestinais.
A diarreia pode ocorrer na forma secretória ou diarreia com sangue e muco. A
forma secretória, que é a mais comum, normalmente tem duração de um a sete
dias, mas que pode ser prolongada (aproximadamente três semanas). (Kirov, 2001
citado por Falcão, J.P; Gibotti, A.A, 2007).
A maioria dos pacientes
adultos, dos quais P. shigelloides foi isolada, apresentavam sintomas de doença
invasiva com sangue, fezes mucoides com leucócitos polimorfonucleares;
relataram também que os pacientes apresentavam com frequências cólicas
abdominais intensas, vômito e um pouco de desidratação. (Kirov, 2001 citado por
Falcão, J.P; Gibotti, A.A, 2007).
Tratamento
A
maioria dos isolados é resistente a penicilinas, incluindo ampicilina,
piperacilina, ticarcilina, meziocilina e carbenicilina. (Jagger, 2000 citado
por Falcão, J.P; Gibotti, A.A, 2007).
A maioria das sete P.
shigelloides isoladas apresentaram resistência à penicilina, ampicilina,
amicacina, carbenicilina e neomicina. Algumas dessas amostras foram também
foram resistentes à gentamicina. Todas elas foram sensíveis a cloranfenicol,
norfloxacina, tetraciclina e nitrofurantoína (Gibotti et al., 2000 citado por
Falcão, J.P; Gibotti, A.A, 2007).
Algumas
medidas de controle podem ser usadas na prevenção: notificação de surtos - a
ocorrência de surtos (dois ou mais casos) requer a notificação imediata às
autoridades de vigilância epidemiológica municipal, regional ou central, para
que se desencadeie a investigação das fontes comuns e o controle da transmissão
através de medidas preventivas. Orientações poderão ser obtidas junto à Central
de Vigilância Epidemiológica.
Medidas
preventivas – cuidados com águas de recreação; ingerir alimentos cozidos,
higienizados e água tratada; cuidados com animais domésticos que podem ser
fonte de transmissão.
Medidas em epidemias –
investigação dos surtos e identificação das fontes de transmissão para controle
e prevenção. (Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo Centro de Vigilância
Epidemiológica – CVE).
As infecções respondem
a um amplo espectro de antibióticos. Em casos severos tem sido utilizada a
associação trimetoprim/sulfametoxazol (TMP/SMX). (Secretaria de Estado da Saúde
de São Paulo Centro de Vigilância Epidemiológica – CVE).
CONCLUSÃO
Este
trabalho relata um estudo sobre a bactéria Plesiomonas shigelloides,
evidenciando seus riscos à saúde e as principais doenças que ela pode causar
tanto ao ser humano quanto aos animais.
Destaca também todas as
vias de transmissão, sintomas, lugares de sua ocorrência e o mais importante a
ser considerado que é os outros métodos importantes para sua prevenção e o
devido tratamento.
LITERATURA
CITADA:
Falcão, J.P.1*;
Gibotti, A.A.2; Souza, R.A.1; Campioni, F.1; Falcão, D.P.3 Plesiomonas
shigelloides: um enteropatógeno emergente.
Secretaria de Estado da
Saúde de São Paulo Centro de Vigilância Epidemiológica - CVE
MANUAL DAS DOENÇAS
TRANSMITIDAS POR ALIMENTOS
Trabalho Acadêmico pertencente a disciplina de Microbiologia II: Aspectos sintomatológicos, etiológicos, epidemiológicos e controle de Streptococcus pneumoniae."
Jader Luiz Nunes
Acadêmico
do Curso Ciências Biológicas
INTRODUÇÃO
Streptococcus pneumoniae
é uma espécie de bactérias gram-positivas que se dispõem aos pares ou em
cadeias curtas. Pertencentes ao gênero Streptococcus,
com forma de cocos, que são uma das principais causas de pneumonia e meningite
em adultos, e causam outras doenças no ser humano. São anaeróbios facultativos,
não produzem catalise e crescem bem ágar sangue e em outros meios ricos. Embora
seja encontrado, com frequência, no trato respiratório superior de indivíduos
normais, S. pneumoniae é um dos
principais patógenos humanos, responsável, em particular, por infecções graves
em crianças e indivíduos idosos. (PRABULSI – 2008)
Historicamente, os pneumococos, como
são frequentemente referidos, apresentam aspectos extremamente interessantes
por terem sido importantes descobertas da Biologia Molecular, Microbiologia e
Imunologia. Outro valor histórico se diz respeito à demonstração de que a
cápsula polissacarídica de pneumococos foi o primeiro antígeno não proteico a
ser caracterizado. (PRABULSI – 2008)
O objetivo é apresentar informações
a respeito da sintomatologia, epidemiologia e tratamento do Streptococcus pneumoniae.
DESENVOLVIMENTO
A Streptococcus pneumoniae pode começar
subitamente. A pessoa pode sentir fortes tremores de calafrio, os quais são
geralmente seguidos por febre alta, tosse, falta de fôlego, respiração rápida e
dor no peito. Porém podem se incluir outros sintomas, como náusea, vômito, dor
de cabeça, cansaço e dor muscular. (PRABULSI – 2008)
A infecção pneumocócica tem início com a colonização da
nasofaringe pelo microorganismo. A partir da região inicialmente colonizada, os
pneumococos podem alcançar o ouvido médio, por meio da trompa de Eustáquio
(tuba auditiva), e os pulmões, através dos brônquios. Podem, ainda, entrar na
corrente circulatória por meio de mecanismos ainda não bem estabelecidos. De
acordo com as vias de disseminação, o portador da bactéria poderá vir a ter
otite média, pneumonia, meningite ou mais rara, ente outros tipos de infecção.
Para que os pneumococos sobrevivam e se multipliquem, é necessário transpor as
defesas do organismo, representadas principalmente pelas opsonofagocitose. Para
isto, dependem principalmente da presença da cápsula e das proteínas que
interferem com as atividades do complemento e dos anticorpos. A disseminação
dos pneumococos para o ouvido médio e para os pulmões é um processo
praticamente direto, mas, para atingirem as meninges, é necessário atravessar a
barreira hemoliquórica, normalmente impermeável às bactérias. A reação
inflamatória na infecção pneumocócica é, basicamente, causada pelos elementos
da parede celular que são liberados durante a autólise da bactéria, que ativam
o complemento e estimulam a produção de citocinas (PRABULSI
– 2008).
As doenças mais frequentemente associadas aos S. pneumoniae são pneumonia, meningite,
bacteremia, otite média e sinusite (PRABULSI – 2008).
Pneumonia é uma infecção aguda. Normalmente precedida de
um estado gripal, que afeta os lóbulos inferiores dos pulmões (pneumonia
lobar), sendo mais freqüentes na criança e no idoso. A pneumonia ocorre quando
os microorganismos sobrevivem à fagocitose pelos macrófagos pulmonares e
proliferam-se nos alvéolos, onde sofrem autólise promovendo a liberação de
substâncias que provocam inflamação. Em um pequeno número de casos pode ocorrer
derrame pleural purulento (empiema) ou somente seroso
(PRABULSI
– 2008).
Na meningite, o S.
pneumoniae é um dos agentes mais comuns de meningite purulenta, tanto em
crianças como no adulto. Pode resultar de bacteremias primárias, mas muitas
vezes se instala em associação a otites, sinusites e pneumonias. Em pessoas que
sofreram fratura do crânio, pode ocorrer devido a comunicações que se
estabelecem entre o espaço subaracnóideo e os seios paranasais. A meningite
pneumocócica pode ser letal, mesmo nos casos tratados adequadamente (PRABULSI
– 2008).
Bacteremia ocorre em aproximadamente 25% dos casos de
pneumonia e em 80% dos casos de meningite pneumocócica (PRABULSI
– 2008).
Nas otites e sinusites, o S. pneumoniae é uma das principais causas. Frequentemente, estes
processos são complicações de infecções virais do trato respiratório, que
provocam obstrução dos seios paranasais e da trompa de Eustáquio (PRABULSI
– 2008).
Podem ocorrer outras infecções de etimologia
pneumocócica, tais como endocardite e artrite, são raras (PRABULSI
– 2008).
Epidemiologia
S. pneumoniae é um habitante normal das
vias aéreas superiores: cerca de 5% a 70% dos indivíduos são portadores de um
ou mais tipos sorológicos. A colonização é mais comum na criança e, de modo
geral, tem início aos seis meses de idade. A partir desta idade, a criança é
sucessivamente colonizada por diferentes sorotipos. A freqüência de portadores
é mais elevada durante o inverno e meses mais frios. Embora se acredite que os
penumococos de qualquer um dos sorotipos capsulares possam causar infecções,
alguns são mais freqüentes, podendo a sua distribuição variar de acordo com a
região e o período de tempo. Vários estudos realizados em algumas localidades
brasileiras mostraram que os seguintes sorotipos estão entre os mais
freqüentes: 1, 3, 4, 5, 6B, 14, 19ª, 19F e 23F. Os sorotipos associados com
doenças e com o estado do portador são os mesmo, mas acredita-se que as
infecções sejam causadas por sorotipos recém-adquiridos, e não pelos já
existentes no portador. (PRABULSI – 2008)
As infecções pneumocócicas permanecem como uma das
principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo, especialmente em
crianças e idosos. Nos países em desenvolvimento, é estimado que pelo menos um
milhão de crianças morra anualmente em decorrência da pneumonia pneumocócica,
sendo mais da metade com faixa etária inferior a cinco anos. De modo geral, a
infecção se instala quando as defesas do organismo diminuem por alguma razão.
As condições predisponentes mais comuns da pneumonia são infecções virais
respiratórias, alcoolismo, doenças pulmonares crônicas. Diabetes e insuficiência
cardíaca congestiva (PRABULSI – 2008).
Tratamento e Controle
Os
pneumococos foram considerados, por um longo período, como naturalmente
sensíveis à penicilina, constituindo este o antimicrobiano de escolha para o
tratamento das pneumococcias. Na década de 1970, no entanto, foi detectada a
emergência de amostras resistentes à penicilina e, desde então, a sua
ocorrência tem aumentado progressivamente, com freqüência variável entre
regiões geográficas distintas. Há evidências de que determinados clones
resistentes tenham se disseminado por diversos países. Como os pneumococos
sofrem transformação facilmente, acredita-se que sua resistência foi adquirida
por incorporação de genes provenientes de espécies de estreptococos que fazem
parte da microbiota normal. Os pneumococos resistentes penicilina não produzem
beta-lactamases. Ao contrário, a resistência à penicilina entre esses
microorganismos é uma característica adquirida em etapas múltiplas e cumulativas,
associada à codificação de proteínas que se ligam penicilina com baixa
afinidade para este antimicrobiano. Ressalta-se que, quando a amostra de
pneumococos é sensível, ou algumas situações em que a amostra apresenta
sensibilidade reduzida, o antimicrobiano de escolha continua sendo a penicilina
G. Entretanto, se o nível de resistência é elevado, outros antimicrobianos
devem ser usados. A resistência simples ou múltipla pode também ser observada
para outros antimicrobianos, entre os quais se incluem os de uso alternativo
para o tratamento de pneumococcias, tais como cloranfenicol, eritromicina,
sulfametoxazol-trimetoprim e tetraciclina. A resistência ao cloranfenicol é
devida à produção de uma enzima, a cloranfenicol acetil-transferase, e a
resistência à eritromicina são associadas a dois mecanismos principais: um
envolvendo a expulsão do antibiótico do interior da célula, através de uma
bomba de efluxo, e o outro a modificação no alvo ribossômico. (PRABULSI
– 2008)
Novas
vacinas estão sendo investigadas, várias delas baseadas em antígenos protéicos
dos pneumococos. Os antígenos mais promissores são as proteínas PspA, PsaA,
LytA e Ply (PRABULSI – 2008).
Para o
desenvolvimento de novas vacinas é de fundamental importância o conhecimento da
diversidade de amostrar de S.
pneumoniae que circulam nas populações, no sentido de
selecionar constituintes celulares que melhor reflitam o perfil epidemiológico
regional, o que contribuirá para aperfeiçoar estratégias de prevenção e
diagnóstico (PRABULSI – 2008).
CONCLUSÃO
Podemos notar que o pneumococo, Streptococcus pneumoniae, é uma espécie
formada por cocos e são gram-positivas. Sua sintomatologia se consiste em uma
infecção pneumocócica que se tem início com a colonização da nasofaringe pelo microrganismo.
São causadores das doenças: pneumonia, meningite, bacteremia, otite média,
sinusite, e em casos mais raros, artrite e endocardite. (PRABULSI – 2008)
Por
sua vez, a epidemiologia consiste em que o S.
pneumoniae é um habitante normal das vias aéreas, onde a colonização tem
mais frequência nas crianças e idosos. Já em questão do tratamento e do
controle, podemos citar seu principal antimicrobiano para combater o tal
pneumococo, a penicilina. (PRABULSI – 2008)
Porém
os estudos nunca se encerram, uma vez que a busca por novas vacinas e antígenos
é constante, dia após dia.
LITERATURA
CITADA:
PRABULSI LR, ALTERTHUM
F. Microbiologia 5ª Ed. Editora Atheneu. São Paulo. 2008.
Trabalho Acadêmico pertencente a disciplina de Microbiologia II: Sintomatologia, epidemiologia e controle de Neisseria sp.
Rafaella
Vieira de Oliveira Caetano
Acadêmica
do Curso Ciências Biológicas
INTRODUÇÃO
A espécie de Neisseria tem como característica morfológica serem
diplococo Gram negativas mais achatadas nas laterais, dando a forma de rins ou
dois grãos de feijão unidos por uma ponte. Apenas a espécie N. elongata difere desta morfologia, sendo
diplobacilos ou diplococo-baciolo.
Este trabalho tem como objetivo elucidar detalhes e
características da bactéria Neisseria que se encontra em um grupo de cocos
gram-negativos, uma bactéria que em alguns casos é patogênica e causadora da
Meningite e Gonorreia, mas nem sempre nociva ao seres humanos, e no discorrer
deste trabalhos serão abordados principalmente a bactéria em suas vertentes
patogênicas.
OBJETIVO
O objetivo deste trabalho é fazer uma
revisão bibliográfica a respeito da bactéria Neisseria levando em consideração aspectos de
sintomatologia, etiologia, epidemiologia e controle da bactéria citada.
DESENVOLVIMENTO
As espécies do gênero Neisseria compreendem várias espécies que são
diferenciadas e fazem parte da microbiota do trato respiratório superior não
sendo patogênicas, mas podem ser eventualmente isoladas de processos
infecciosos, com exceção de N.gonorrhoeae e N.meningitidis sendo patogênicas
para o homem (TRABULSI; ALTERTHUM,2008, p.
221).
Segundo Trabulsi e Alterthum (2008, p. 221) a N.gonorrhoeae
considerada patogênica independente do sitio de isolamento, pode infectar a
mucosa genital, anal e da orofaringe. N.meningitidis podem colonizar a
nasofaringe sem causar doenças e ocasionar eventos invasivos, com a doença
meningicócica (meningite) e um processo de decorrência da disseminação
hematogênica (osteomielite, artrite, pericardite).
As espécies de Neisseria compreendem diplococos gram-negativos
que apresentam a morfologia característica representada por lados adjacentes achatados,
representam exceções quanto a essa morfologia, apresentando como cocobacilos
aos pares ou em cadeias curtas. Os diplococos medem entre 0,6 e1,5 µm, são
imóveis não esporulam e algumas espécies apresentam capsula, todas as espécies
são oxidase positiva(TRABULSI;
ALTERTHUM,2008, p. 222).
Todas as espécies produzem a enzima catalese, a qual degrada
o peróxido de hidrogênio em água e oxigênio. São aeróbias e apresentam
temperatura ótima de crescimento entre 35°C e 37°C, tendo exceções. As espécies
patogênicas são, mas exigentes e crescem em meios enriquecidos, como o Agar
chocolate. Tomando-se por base as características metabólicas dessas bactérias,
tais como a produção de acido a partir de carboidratos, redução de nitrato e
nitrito e a produção de certas enzimas, as diferentes espécies podem ser
distinguidas (TRABULSI; ALTERTHUM,2008, p.
222).
N.gonorrhoeae foi descrita pela primeira vez por Albert Neisser,
em 1879. N.gonorrhoeae
também conhecida como gonococo, é um diplococo gram-negativo que na apresenta
capsula e é bastante sensível a condições ambientais adversas, sofrendo
facilmente o processo de autólise. Embora a N.gonorrhoeae não secrete toxinas,
vários fatores relacionados a virulência, mais especificamente à adesão e
invasão da célula hospedeira, são conhecidas nessa espécie (TRABULSI; ALTERTHUM,2008, p. 222).
Todos esses fatores são componentes da superfície do gonococo.
Entre esses vários componentes, as cepas de N.gonorrhoeae apresentam um
repertorio de proteínas de membrana externa (OMP). Fatores de virulência são:
pili, fímbrias, proteínas RMP- bloqueiam a ação bactericida, LOS
(lipooligossacarideos)- Endotoxina e Protease IgA (TRABULSI; ALTERTHUM,2008, p. 222).
Essas diversas proteínas estão classificadas em três grupos: PI,
PII e PIII. O primeiro estagio na patogênese da N.gonorrhoeae consiste na
aderência da bactéria as microvilosidades do epitélio colunar não ciliado. O
segundo estágio na patogênese consiste na entrada do gonococo na célula
epitelial através do mecanismo conhecido com endocitose direcionada pelo
patógeno. No terceiro estágio, uma vez no tecido subepitelial, o gonococo
continua sua proliferação (TRABULSI;
ALTERTHUM,2008, p. 222).
A bactéria N.gonorrhoeae
também apresenta um complexo sistema de capacitação de ferro, ao qual contribui
no papel da patogênese, captando ferro essencialmente para o processo de
invasão. O gonococo pode captar ferro através de duas vias; uma delas utiliza
receptores de superfície que permitem o uso de sideroforos produzido por outra
bactéria. A outra vai utilizar a transferrina ou a lactoferina, captadas por
proteínas de superfície do gonococo (TRABULSI;
ALTERTHUM,2008, p. 223).
As
infecções gonocócicas ocorrem em sua maior parte na forma clinica da gonorreia
(também conhecida como uretrite gonocócica ou blenorragia), mas podem também se
apresentar como infecções das mucosas da orofaringe e anorretal, alem da
conjuntiva neonatal. A gonorreia é uma doença sexualmente transmissível que
provoca no homem uma uretrite e na mulher uma cervicite, que podem se estender
para os órgãos contíguos ao foco inicial da infecção. A uretrite no homem é
caracterizada por um processo inflamatório agudo e piogênico da uretra anterior
que apresenta como sintoma, geralmente entre três e sete dias após o contagio,
um corrimento uretral purulento, acompanhado de disúria (dificuldade de urinar)
e algúria (dor durante a micção) (TRABULSI;
ALTERTHUM,2008, p. 226).
A partir da uretra, se não tratada, a infecção pode estender-se
para a próstata, vesícula seminal e epidídimo. Na mulher, a partir do cérvix, a
infecção pode estender-se para o útero, para as trompas de falópio e para o
ovário. A mulher adulta raramente apresenta vulvoginite. As infecções da
conjuntiva ocorrem mais frequentemente no recém-nascido infectado no canal do
parto, cujo quadro é conhecido como oftalmia neonatal. Caso a infecção cervical
não seja tratada, ela pode ascender, como mencionado anteriormente, podendo
atingir o peritônio e causando a doença inflamatória pélvica (TRABULSI; ALTERTHUM,2008, p. 226).
A gonorreia é uma doença recorrente no mesmo individuo, devido
provavelmente é grande diversidade antigênica do gonococo. A infecção natural
estimula a produção de anticorpos secretores e séricos contra uma série de
antígenos de superfície do gonococo, mas não está estabelecido se estes são
protetores. Se forem, são cepa específicos, ou seja, não reagem contra cepas
diferentes de N. gonorrhoeae. Anticorpos contra a OMP Rmp são
produzidos em decorrência da infecção e reagem com a superfície do gonococo,
bloqueando a ação de anticorpos conta a PorB e LOS, inibindo a ação lítica do
complemente (TRABULSI; ALTERTHUM,2008, p.
226).
Dessa forma, anticorpos anti - Rmp podem aumentar a
suscetibilidade a infecções por N.
gonorrhoeae. Fatores de
defesa não específicos do hospedeiro estão relacionados a resistência natural a
infecção da N. gonorrhoeae.
Indivíduos com deficiência em um ou mais componentes do sistema complemente tem
suscetibilidade aumenta a infecções pelo gonococo (TRABULSI; ALTERTHUM,2008, p. 226).
O único hospedeiro do gonococo é o homem. a gonorreia é a segunda
causa entre as doenças sexualmente transmissíveis no EUA. A infecção é de
notificação obrigatória, e continua sendo um importante problema de saúde
publica mundial. as maiores taxas ocorrem em mulheres entre 15 e 19 anos e
homens entre 2024 anos. No adulto, a infecção é sempre transmitida através do
contato sexual. O recém-nascido adquire a oftalmia neonatal durante o parto
normal (TRABULSI; ALTERTHUM,2008, p.
227).
Não a vacina efetiva contra o gonococo, embora vários
estudos estejam em andamento no sentido de desenvolver vacinas utilizando a
subunidade PilE da fimbria tipo 4, a proteína de superfície Por e a proteína
captadora de ferro TbpA. Portanto,
o uso de preservativos é a única medida preventiva disponível contra a
gonorreia (TRABULSI; ALTERTHUM,2008, p.
227).
Para o tratamento da gonorreia sem complicações e preconceitos o
uso de cefalosporinas de largo espectro ou o esquema duplo que inclui
flouroquinolonas (cipofloxacina, norfloxacina, cefitriaxona, ofloxacina) e a
eritromicina. A azitromicina é indicada somente em áreas onde haja relatos de
cepas resistentes as fluoroquinolonas a penicilina e tetraciclinas não são, mas
recomendadas. A penicilina era droga de escolha no passado, mas com a ampla
disseminação de cepas resistentes, outros antibióticos passaram a sem
empregados (TRABULSI; ALTERTHUM,2008, p.
227).
A resistência a penicilina pode ser devida à presença de
plasmídeos R ou de genes localizados no cromossomo e resulta de mutação do
genes que codificam as proteínas ligaduras de penicilina (adquirindo baixos
níveis de resistências), ou da produção de penicilinas. A resistência a
tetracíclica é mediada por um plasmídeos conjuntivo que alberga o determinante
TetM. Cepas apresentando multirresistência , já foram detectados nos EUA e em
outros países. A forma ideal para o tratamento da gonorreia inclui a pesquisa
de sensibilidade a penicilina, tetracíclica, espectinomicina, cefalosporinas de
largo espectro e fluoroquinolonas, quando a cepa de N. gonorrhoeae é isolada e identificada (TRABULSI; ALTERTHUM,2008, p. 227).
Em 1887, Anton Weichselbaum isolou a bactéria N. Meningitidis de casos de meningite meningocócica,
associando-a como agente etiológico dessa patologia. Os diplococos de N. meningitidis são também conhecidos como
meningococos, os quais apresentam estrutura de superfície idênticas à
gonococos, com exceção da presença de uma capsula polissacarídica (TRABULSI; ALTERTHUM,2008, p. 227).
A superfície do meningococo revela uma estrutura típica de
envelope celular das bactérias Gram-negativa. O envelope é composto de
membrana citoplasmática,
camada de peptideoglicano e membrana externa.as cepas patogênicas isoladas de
infecções sistêmicas tem a membrana externa circundada por uma capsula
polissacaridea (TRABULSI; ALTERTHUM,2008, p.
228).
A capsula do meningococo consiste de um polissacarídeo
aniônico de alto peso molecular e diferenças em sua natureza imunoquimica é a
base para o sorogrupagem, ou seja, a classificação das cepas em sorogrupos. São
descritos 12 sorogrupos ate o momento. Tosas as cepas de meningococo possuem
proteínas de classe 2 ou 3, também dominante PorB. Essas classes de proteínas
funcionais como poros seletivos para anions, através dos quais os solutos
hidrofílicos atravessam a membrana externa, por meio de um processo semelhante
á difusão (TRABULSI; ALTERTHUM,2008, p.
228).
De maneira semelhante ao gonococo, omeningococo não secreta toxina
e seus fatores de virulência são relacionados à aderência e invasão, alem de
presença de capsula polissacaridica. O meningococo possui uma variedade de
mecanismos de adaptação ao hospedeiro, que inclui variação de fase, que ocorre
na expressão dos genes. A colonização do hospedeiro pelo meningococo se dá
inicialmente pela adesão às células epiteliais não ciliadas da nasofaringe. As
bactérias sofrem então, endocitose pelas células epiteliais e atinge o tecido
subepitelial via vacúolos fagociticos (TRABULSI;
ALTERTHUM,2008, p. 228).
Essa endocitose direcionada pelo patógeno é medida pelo OMP,
responsável pela nucleação da actina, além de desencadear uma serie de sinais
que iniciam a endocitose direcionada. Todas as cepas patogênicas de meningococo
secretam uma exoenzima (TRABULSI;
ALTERTHUM,2008, p. 228).
Outra função biológica dessa enzima recentemente descrita
refere-se á clivagem, que teria um efeito negativo na função dos lisossomos,
favorecendo a sobrevivência da bactéria dentro das células epiteliais. A
capsula do menigococo possui propriedades anti-fagociticas e antibactericidas e
assim constitui importantes fatores virulência, contribuindo para a
sobrevivência do menigococo durante a visão na corrente sanguínea e no liquido
cafelorraquidiano (TRABULSI; ALTERTHUM,2008, p.
228).
O meningococo é isolado da nasofaringe de portadores
assintomáticos e é transmitido por contato direto, por meio de secreção nasal
ou oral. Na maioria dos indivíduos o estado do portador é um processo de
imunização e, em menor frequência, o meningococo pode penetrar n mucosa e
invadir a corrente sanguínea, causando a doença menigococo (TRABULSI; ALTERTHUM,2008, p. 229).
É responsável por um amplo espectro de doenças, tais como
conjuntivite, pneumonia, pericardite e ostiomielite, embora as formas mas comum
de DM seja a meningite sem septicemia e , em menor extensão, a meningococcemia
com ou sem meningite (TRABULSI;
ALTERTHUM,2008, p. 229).
As meningites compreendem os processos patológicos, infecciosos
que afetam as meninges podendo dessa forma, ser ocasionada por inúmeras outras
bactérias, vírus e ate mesmo fungos. Entretanto, o termo meningite
meningocócica refere-se à meningite ocasionada pela N. Meningitidis. O quadro
clinico é de meningite bacteriana aguda, caracterizado por mal-estar (TRABULSI; ALTERTHUM,2008, p.
229)
As menigococcemias seu idas ou não de meningite são basicamente
determinadas por falta de resistência do hospedeiro, uma vez que o numero de
portadores assintomáticos na população é elevado. Os estados de imunidade atual
desenvolvem-se, provavelmente, a partir de contatos repetidos e intermitentes com o próprio
meningococo, e com a Neisseria não patogênicas, como ocorre com a N. Lactamica que frequentemente coloniza a
nasofaringe de crianças (TRABULSI;
ALTERTHUM,2008, p. 229).
Há evidencias ainda de que algumas bactérias entéricas
contribuam para sua imunidade, por induzirem anticorpos que reagem cruzadamente
com o meningococo, como é o caso das espécies Bacillus
pumillus e Escherichia coli portadoras dos antígenos capsulares K1
e K2, as quais se relacionam antigenicamente com os meningococos dos sorogrupos
A,B e C, respectivamente (TRABULSI;
ALTERTHUM,2008, p. 229).
O sistema complemento também desempenha função importante na
proteção da doença, o que tem sido demonstrado através de estuda os envolvendo
pacientes com deficiência em proteínas de complemento. Deficiência em c3 ou nas
frações terminais C5 a C9 leva à maior suscetibilidade a infecções
meningocócicas e comumente a episódios repetidos (TRABULSI; ALTERTHUM,2008, p. 229).
O homem é o único reservatório da N. meningitidis que coloniza a nasofaringe em
cerca de 8% a 20% da população em áreas não endêmicas, sem causar doença. A
transmissão do meningococo ocorre através do contato direto com secreções da
nasofaringe do portador assintomático ou do doente. A DM ocorre universalmente
e é mais incidente nos meses mais frios do ano e em crianças em idade escolar e
adultos jovens (TRABULSI; ALTERTHUM,2008, p.
229).
O aumento da incidência da DM em uma população é, em grande parte
o reflexo da introdução, transmissão e aquisição de um novo clone virulento, do
número de susceptíveis expostos a esse novo clone de fatores ambientais que
aumentam a transmissão ou invasão dessas cepas, como por exemplo, aglomerados
populacionais. Ainda não são suficientemente conhecidas as razões que possam
explicar o aparecimento de uma epidemia. São múltiplos os fatores descritos na
literatura que podem contribuir para que uma epidemia se instale, tais como
aqueles ligados ao agente etiológico, ao hospedeiro ou ao meio ambiente (TRABULSI; ALTERTHUM,2008, p. 230).
As
vacinas polissacarídicas, caracterizadas por não induzirem memória imunológica,
são recomendadas apenas para o controle de surtos e epidemias e para proteger
grupos de alto risco de infecção, por períodos curtos de tempo (TRABULSI; ALTERTHUM,2008, p. 230).
A penincilina G à droga de escolha
para o tratamento da meningite meningocócica e da meningococcemia, enquanto a
rifampicina é adotada como agente quimioprofilatico. Recentemente tem sido
relatada resistência e penicilina, mediada por cromossomos e plasmídeos. Em
pacientes alérgicos a penicilina o uso do cloranfenicol é recomendado (TRABULSI; ALTERTHUM,2008, p. 230).
Como droga alternativa ao tratamento da doença, as
cefaloporinas de terceira geração constituem uma boa opção pela sua ação
efetiva contra os principais agentes bacterianos associados a meningites, por
ultrapassar com facilidade a barreira meningea, atingindo concentração
satisfatória no liquor, além de apresentar baixa toxidade (TRABULSI; ALTERTHUM,2008, p. 230).
CONCLUSÃO
Conclui-se que o gênero Niesseria necessita de uma atenção maior
devido às doenças fatais que ele pode provocar caso não seja diagnosticado com
antecedência. Os estudos apresentam que essas doenças causadas por esse gênero
apresentam um crescimento significativo no mundo. E que o aprimoramento das
técnicas, estudos em prol desce beneficio deve ser relevante e necessário para
o bem comum de todos.
LITERATURA
CITADA:
TRABULSI,L.R; ALTERTHUM, F. Microbiologia. 5. ed. São Paulo: Atheneu, 2008.
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- Doenças em Plantas no Japão
- Doenças em Plantas nos EUA - Farr e Rossman
- European journal of Phytopathology
- Horticultura Brasileira
- Indiana University
- Indice de Nomenclatura de Fungos
- Indice de Nomenclatura de Nematóides
- Indice de Nomenclatura de Plantas
- Indice de Nomenclatura de Virus
- Indice para Nomenclatura de Bactérias
- Info Praga Cenargen
- Journal of Phytopathology
- Micologia
- Mycobank
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- NCBI - pesquisa
- Nematóides em Plantas do Brasil
- PAB Pesquisa Agropecuária Brasileira
- Plant Disease-Phytopathology-Plant Microbe-APS Net
- Q-Bank
- Revista Cientifica: Studies in Mycology
- Revista de Agricultura Neotropical
- Revista Tropical Plant Pathology
- Serviço do Departamento de Agricultura norte-americano com todo tipo de informação relacionada a agricultura.
- Sociedade Britânica de Micologia
- Summa Phytopathologica
- University of California