quinta-feira, 22 de abril de 2010

"ASPECTOS GERAIS E MORFOLOGICOS DO FUNGO Aspergillus flavus"


Autor: Adriano Alves Caixeta


Existem mais de 200 espécies encontradas na natureza, pertencentes ao gênero Aspergillus, seu telemorfo possui a seguinte taxonomia: divisão Eucomycota, subdivisão Deuteromicotina, classe Hyphomycetes, ordem Moniliales, família Moniliaceae. O Aspergillus foi catalogado em 1729 pelo padre italiano e biólogo Pietro Antonio Micheli. Obsevando o fungo no microscópio, Micheli lembrou-se da forma de um aspergillum (borrifador de água santa), e nomeou a espécie de acordo com o objeto (WIKIPEDIA, 2010).

O gênero Aspergillus apresenta uma reduzida necessidade nutricional, podendo ser isolado do solo, água, vegetação, materia em decomposição e ar. A reprdução ocorre de forma assexuada através de conídios , embora algumas espécies apresentam a forma sexuada do tipo ascosporada, como é o caso do A. nidulans e A. glaucus. As espécies de Aspergillus sao aeróbicas e encontradas em ambientes ricos em oxigênio, onde geralmente crescem na superficie onde vivem (WIKIPEDIA, 2010).

Esse gênero é fundamentalmente, individualizado pela particular modalidade de reprodução vegetativa ou agâmica.
Os microconidios (blastoconidios) sao produzidos em sucessão seriada, por hifas especializadas chamadas fiálides, que se inserem diretamente, ou com a interposição de uma serie de métopas, sobre uma vesícula, em geral, mais ou menos piriforme, em algumas espécies esférica, graças à dilataçãoda extremidade livre de uma hifa conidiófara. A reprodução secessiva de uma série de blastoconidios por um único sótio conidióforo apical das fiálides individuais (ditas também esterigmas), em razão de fato de estas estarem estreitamente apertadas uma contra as outras, provoca a formação de cabeças conidiais volumosas e mais ou menos compactas ou franjadas (chamadas também capítulos), estimadas muito características (VIDATO, 2004).

A espécie Aspergillus flavus é uma espécie de fungo imperfeito que cresce em amendoins e outras plantas, e produz a substância carcinogênica aflatoxina, também é utilizada na produção do antibiótoco flavicina. Produtos do metabolismo secundário podem ser encontrados para as seguintes espécies: Aspergillus flavus, A. parasiticus, A. pseudotamarie e A. nomius. Destes, A. flavus e A. parasiticus, possuem maior importância econômica. Existem pelo menos 13 tipos deiferentes de aflatoxinas de origem natural, as toxinas podem ser denominadas de B1, B2, G1, G2, e estas correspondem as ninicias das cores "blue" e "green", cores refletidas sob influência das luz ultra-violeta, no comprimento de onda de 365nm. O B1 apresenta a toxina mais toxica produzida por A. flavus e A. parasiticus, é um venenoso composto químico estável (BBIS, 2008).

Cerca de 16-20 espécies podem infectar o homem causando Aspergilose, sendo as mais comuns A. fumigatus, A. flavus e A. niger. As manifestações clínicas vão desde reações de hipersensibilidade (aspergilose alérgica) até formas pulmonares e cerebrais (aspergiloma ou bola fungica) (ADAM, 2010).

Figura 1. Aspectos morfológicos de Aspergillus flavus. A. O crescimento do fungo em uma superfécie, observa-se sua estruturas, B. conidióforo (cf) jovem e maduro de cor hialina, C. conidióforo (cf) com célula ampuliforme (ca) e células conidiogênicas (cc), D. três camadas de células conidiogênicas (cc) ligadas a célula ampuliforme (ca), E. conídios (con) esféricos, ameroseptados e hialinos.



DESCRIÇÃO MICOLOGICA



O fundo apresenta conidióforo hialino (Figura 1B), bem desmvolvido, com abundante produção de conódios. A última célula do conidióforo possui uma formato ampuliforme, no qual dezenas de fiálides (Figura 1D) emergem para prdução de conídios. Os conídios esféricos (Figura 1E,D), ameroseptados, e hialinos são produzidos em cadeias. A célula ampuliforme que sustenta as fiálides quando jovem e globosa de cor clara e não pulverulenta (Figura 1D). Fungos pertencentes a este grupo estão por toda parte, e em sementes, podem ocasionar deterioração do embrião impedindo consequentemente a germinação.

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS


VIDATO, V. Micologia Médica. São Paulo, 2004.




WIKIPEDIA. Disponível em: <http://en.wikipedia.org/wiki/Aspergillus> Acesso em: abril de 2010.





ADAM SERTAOGGI. Disponível em: <http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/001326.htm> Acesso em : abril de 2010.




BIS BRASIL INDUSTRIAL SOLUTIONS. Conheça a aflatoxina B1. Disponível em:> Acesso em: abril de 2010.

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