quarta-feira, 27 de outubro de 2010

“ASPECTOS GERAIS E MORFOLÓGICOS DO FUNGO Nigrospora sp.”

Taísa Alissa Mota Mamedes
Acadêmica do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental do Instituto Federal Goiano - campus Urutaí
Professor Miltom Paz Lima de Microbiologia

1. INTRODUÇÃO

A micologia ou micetologia é o ramo da Biologia que estuda os fungos, micetos ou cogumelos, enquadrados em um reino bem definido, denominado Reino Fungi (LACAZ et al., 2002). Nigrospora sp. foi descrita por Zimmerman em 1902, sua classificação taxonômica é Reino: Fungi, Filo: Ascomycota, Ordem: Trichosphaeriales, Família: Trichosphaeriaceae, Gênero: Khuskia (teleomorfo).
Nigrospora é um fungo filamentoso dematiáceos amplamente distribuídas no solo, plantas em decomposição e sementes. É um dos contaminantes comuns de laboratório.
Dentre os agentes etiológicos das micoses mais conhecidas, destacam-se os fungos queratinofílicos, que se apresentam na forma filamentosa, podendo ser dimórficos. Têm seu habitat em substratos queratinizados, alguns deles possuindo a capacidade de degradar a queratina, denominando-se então, fungos queratinolíticos (KUNERT, 2000). A maioria pode parasitar tecidos queratinizados do homem e de outros animais, comportando-se em alguns casos como fungos patógenos (dermatófitos), causadores de dermatofitoses como o gênero Nigrospora sp.
O fungo Nigrospora sp possui uma importante fonte de drogas para o tratamento de diversas patologias. A afidicolina, um metabólito isolado do fungo, que é descrita como tendo ação de inibição da divisão celular por atuar impedindo a função da DNA polimerase, foi testada contra promastigotas e amastigotas de donovani (KAYSER et al., 2OO1).
Embora o gênero Nigrospora sp tenha sido encontrado em amostras clínicas, alguns autores afirmam que sua patogenicidade no homem ainda permanece duvidosa (DE HOOG, et al.,2000; LARONE, 1995). Outros autores comentam que a exposição ao fungo Nigrospora sp causa problemas de saúde como as descritas a seguir: espirros,sinusite,corrimento nasal,irritação nos olhos dermatites, enxaqueca e dores de cabeça,dor de garganta,a perda de memória,febre, fadiga crônica,mal-estar,efeitos cancerígenos,náuseas,sangramento nos pulmões (MICOLOGIA CLINICA, 2010)
KAYSER et al. (2OO1) observaram em seus estudos que dos 18 compostos formulados a partir deste metabólito somente três apresentaram boa toxicidade contra os parasitos resistentes, se comparados a outras drogas como Anfotericina B e Miltefosina. Os compostos apresentaram também moderada toxicidade para os macrófagos utilizados no experimento, mas continuam ainda assim, como uma alternativa de tratamento
MATA et al. (2009) observaram que o crescimento de Nigrospora sp, Cla-dosporium sp., Curvularia sp. é controlado com o óleo essencial de erva-doce em todas as concentrações utilizadas, porém o óleo essencial de citronela controlou apenas Nigrospo¬ra sp e Cladosporium sp. Segundo Santos et al. (2003), as doenças mais importantes para o Estado do Tocantins está a mancha dos grãos causada por (Nigrospora sp., Bipolaris sp., Phoma sp., Cercospora sp., Gerlachia sp., Alternaria sp., Curvularia sp., Fusarium sp., E Pyricularia sp.).
Nigrospora sp cresce rapidamente e produz colônias de lã em Agar batata dextrose a 25 ° C. As colônias maduras dentro de 4 dias. Cor da colônia é branco inicialmente e depois se torna cinza com áreas pretas e se transforma em preto, eventualmente, de frente e verso. Esporulação pode demorar mais de três semanas para alguns isolados. Hifas hialinas septadas, hialinas ou levemente pigmentadas conidióforos e conídios são visualizados. As células conidiogênese sobre o conidióforos são inflados, inchada e ampulliform em forma. Eles carregam um único conídio (14-20 m de diâmetro) em seu ápice. Os conídios são negros, solitário, unicelulares, ligeiramente achatado na horizontal, e ter um [fenda fina equatorial germe DE HOOG, et al. (2000);LARONE, (1995).SUTTON e RINALDI (1998). Nigrospora sp é diferenciada de Humicola pelos seus conídios muito negro que se originam de hialina, conidióforos inflados.
Os fungos encontrados em sementes de jabuticaba e Brachiaria foram cultivados em placas de petri com meio Agar-ágar, obtendo bom desenvolvimento das colônias fungica. MEDEIROS et al. (1992) em seu trabalho com os objetivos qualificar e quantificar os fungos em sementes de aroeira e comparar a eficiência de dois métodos de detecção sob duas diferentes temperaturas de incubação , encontraram em sementes da espécie Astronium urundeuva 25 espécies de diferentes fungos, entre eles Nigrospora sp. Para Nigrospora sp., os métodos mais eficientes foram BDA/20°C e papel de filtro/ 28°C, não havendo diferença significativa entre os dois.
Vários autores descrevem o gênero Nigrospora sp. por exemplo os citados no INDEX FUNGORUM, (2010) como: Nigrospora aerophila (Bat. e Siqueira 1960); Anamórfico Khuskia arundinacea Nigrospora (Cooke & Massee) Potl. 1952; Anamórfico Khuskia Nigrospora canescens & McLennan 1933 Hoëtte; Anamórfico Khuskia gallarum Nigrospora (Molliard) Potl. 1952, (ver também Espécies Fungorum: oryzae Khuskia); Trichosphaeriales gorlenkoana Nigrospora Novobr. 1972; Anamórfico Khuskia gorlenkoanum Nigrospora Novobr. 1972; Anamórfico Khuskia Nigrospora gossypii Jacz. 1929.
O objetivo deste trabalho é apresentar aspectos gerais e morfológicos do fungo Nigropora sp.


2. MATERIAIS E MÉTODOS

O trabalho foi feito no Laboratório de Microbiologia do Instituto Federal Goiano campus Urutaí.
Os propágulos do fungo foram retirados da semente da jabuticaba (Myciaria cauliflora) e na Brachiaria (Brachiaria sp.) coletadas no Instituto Federal Goiano, Campus Urutaí -GO. As folhas foram colocadas em uma caixa do tipo Gerbox com papel filtro e água destilada para o desenvolvimento das colônias fungicas, logo após apanhou-se as folhas da caixa e levou-as para a visualização em microscópio estereoscópico com a finalidade de se encontrar propágulos fúngicos.
Fez se pescagem direta usando pinça e seringa flambando para esterilizar o material que foi depositado na lâmina, foram feitas varias laminas semi-permanentes para que fosse usada a lâmina de melhor visibilidade do fungo. Após a visualização dos propágulos coletados da superfície foliar com o auxílio de uma pinça e colocou-se na lâmina uma gota de fixador fucsina rosanilina composto por (1 grama de fucsina ácida, 1 mL de ácido acético glacial e 100 mL de água e glicerina), em seguida colocou-se uma lamínula sobre a lâmina. Retirou-se o excesso de corante com papel higiênico, vedou-se com esmalte. Levou o conjunto para visualização em microscópio ótico, a primeira objetiva a ser analisada foi a menor (4x), para observação de propágulos depositados na lâmina, após a observação destes, aumentou-se a objetiva para os aumentos de 10x e 40x, para se observar as estruturas fungicas detalhadamente.
Compararam-se as características observadas com estruturas descritas em literatura para identificar o gênero ao qual o fungo pertence. Nesse trabalho o fungo identificado pertence ao gênero Nigrospora sp.
Então fez-se registro macro e micro-fotograficos da estrutura fungicas, utilizando máquina digital modelo (Power shot.Maco Canon®, 5d 750,7.1mega Pixer), com auxilio do professor Dr. Milton Paz Lima.


3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

DESCRIÇÃO MICOLÓGICA:


Figura 1. Aspectos morfológicos de Nigrospora sphaerica A: hifa proliferando dando origem a três conidióforos. B: ramificação do conidióforo (cc) e formação de conídios (c) (imaturos). C: conidióforo alongado e célula conidiogênica (con) ampuliforme. D: formação de conidióforo dando origem a dois conídios negros, elípticos, lisos e maduros. E: vários conídios ligados ao conidióforo do conídio esférico.


LITERATURA CITADA

INDEX FUNGORUM Disponível em: . Acesso em: 26/10/2010.

KAYSER, O.; KlDERLEN, A. F.; BERTELS, S.; SlEMS, K. Antileishmanial Activities of Aphidicolin and its Semisynthetic Derivatives. AntimicrobiaI Agents and Chemotherapy , 45(1):288-292, 2OO1.
LACAZ, C. S.; PORTO, E.; MARTINS, J. E. C.; HEINS-VACCARI, E. M.; MELO, N. T. Tratado de micologia médica. ed. 9. São Paulo: Sarvier. 2002.


LARONE, D. H.. Medicamente fungos importantes - Um Guia para Identificação, 3 ª ed. SM Press, Washington, DC, 1995


MEDEIROS. A.C.S.; MENDES, M.A.S.; FERREIRA, M.A.S.V.; ARAGÃO, F.J.L. Avaliação quali-quantitativa de fungos associados a sementes de aroeira (Astronium urundeuva (FR. ALL.) Engl.). Revista Brasileira de Sementes, Brasília, v.14, n.1, p.51-55, 1992.

Micologiaclinica.www.scribd.com/doc/22541491/Micologia-clinica.Acesso: 23/0/2010.
DE HOOG, GS, J. GUARRO, J. GENE E FIGUERAS MJ. 2000. Atlas dos Fungos Clínica, 2 ª ed, vol. 1. voor Centraalbureau Schimmelcultures, Utrecht, na Holanda.

Mold Serviços Caltex, Ambientalmente segura. Molde de despoluição e limpeza.Biblioteca, Nigrospora. http://www.caltexmoldservices.com/section/health.Acesso: 23/10/2010.

PRITCHARD, R. C., D. E B. MUIR. fungos Preto: um levantamento de Hyphomycetes dematiáceos a partir de espécimes clínicos identificados ao longo de um período de cinco anos em um laboratório de referência. Patologia. 19:281-4. 1987

SANTOS, G.R.; KORNDORFER, G. H.; PRABU, A. S. Eficiência do silício combinado com nitrogênio e tratamento de sementes no controle de doenças do arroz irrigado por inundação. Biosci J., Uberlândia, v. 19, n. 3, p. 43-49, 2003a.

STGERMAIN, G. E R. SUMMERBELL. 1996. Identificação dos fungos filamentosos - Um Manual de Laboratório Clínico, 1 ª ed. Star Editora, Belmont, na Califórnia.

SUTTON, DA, AW FOTHERGILL E RINALDI MG (ed.). 1998. Guia de clinicamente significativos fungos, 1 ª ed. Williams & Wilkins, Baltimore.

13 comentários:

  1. naõ precisa colocar descriçaõ micológica

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  2. Joao marcos TGA
    Não há nome do aluno e nem do orientador na prancha de fotos

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  3. Sou Caullius da turma de tecnologo em gestão Ambiental.
    O nome do fungo não está em Italico.

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  4. Tarlei Uranio TGA.
    Deve-se colocar o genero em Italico.

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  5. Bruna curso Tecnologo em Gestão Ambiental
    Faltam os espaços dos parágrafos.

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  6. Guilherme Araujo TGA.
    Arrumar a formatação do texto.

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  7. Diego Araújo TGA.
    Erros de ortografia e de formatação do trabalho.

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  8. Sou Sabrina Pasetto, academica do curos de Tecnologia em Gestão Ambiental, inicio de paragrafos colocar as citaçoes em mesmo tamanho de letra, má formatação no texto.

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  9. Sara TGA
    O genero deve ser colocado em Italico

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  10. Sou Tatiane do curso de TGA, algumas citaçoes na introdução estao erradas.

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  11. Charles P de Sousa: falta formatar o texto (justificar). e o Gênero deve ser colocado em Itálico.

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  12. o Gênero não está em itálico, e ausencia de nome nas prachas

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