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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Métodos usados para diferenciação e identificação de fungos pertencentes ao grupo Phoma sp.



Tradução: Milton Luiz da Paz Lima
Capítulo 4. - The methods used for differentiation and identification. BOEREMA, G.H., GRUYTER, J. NOORDELOOS, M.E., HAMERS, M.E.C. Phoma identification manual - diferentatiation of specific and infra-specific taxa in culture. CABI Publishing, London, UK, 2004.



Observações in vivo: estruturas da parede, sinanomorfos e teleomorfos
                As características morfológicas das espécies de Phoma representam o primeiro passo decisivo para identificação de espécies. Sendo de imediata a indicação da seção(s) o qual a espécie pode ser agrupada.
                A estrutura da parede e a forma do picnídio in vivo são essenciais para diferenciação da seção Plenodomus. Os picnídios foram também utilizados em estudos de conidiogênese e septação conidial em Phoma spp. A estrutura da parede que recobre o picnídio do tipo scleroplectoparenquimatosa ou pseudoparenquimatosa foram estudadas em cortes histológicos finos e grossos realizados em micrótomo de congelamento.Os cortes grossos foram corados com Iodina lugol (JKJ), sendo mediante coloração que as paredes scleroplectoparenquimatosa torna-se vermelha por adsorção da iodina. Já para espécies que apresentam parede pseudoparenquimatosa não demonstra coloração, mas em alguns casos o conteúdo interno das células tornam-se vermelhos (em muitos casos de espécies pertencentes a seção Sclerophomella).
                As descrições de Stagosporopsis sinanomorfos de espécies na seção Heterospora e teleomorfos de Didymella, Leptosphaeria, Mycosphaerella e Pleospora, pertencentes a outras seções poderiam ser observados in vivo. Sua relação com anamorfos de Phoma com crescimento em meio de cultura, foram obtidas baseadas em estudos comparativos de isolados.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Ocorrência de Phragmidium rosae-pimpinellifoliae em folha de Rosa sp. em Londres

Hospedeiro: Rosa, Rosa sp.
Família Botânica: Rosaceae
Local: Londres.
Doença: Ferrugem
Agente Causal: Phragmidium rosae-pimpinellifoliae
Métodos diagnose: Diagnose indireta.






A ferrugem das roseiras é uma doença de rara constatação, pois atualmente a maioria das variedades cultivadas é resistente. O fungo ocorre nas folhas e outras partes verdes debilitando a planta e comprometendo seu valor ornamental. Em casos de maior severidade, causa desfolha.
A ocorrência da doença é favorecida com tempo quente e úmido, sendo que esse é o clima predominante durante quase toda a fase vegetativa das roseiras. Ocorre em todo o mundo e, no Brasil, está presente nos estados da Regiões Nordeste, Sul e Sudeste.



 
Danos: A ferrugem das roseiras provoca queda das folhas no estágio mais severo. Causando também enfraquecimento da planta, queda de produção e predisposição ao ataque de outros patógenos. São os órgãos mais comumente infectados, caracterizando-se pelo aparecimento de manchas cloróticas amarelas ou avermelhadas na face superior. Na face inferior há a formação de numerosas pústulas que produzem uma grande quantidade de esporos (uredosporos) que são visualizados como um pó amarelo/alaranjado que cobre grande parte da folha. Em estágios mais adiantados da doença aparecem pontuações escuras ou negras nas pústulas, devido a formação de esporos sexuais (teliósporos). Podem aparecer pústulas em pecíolos, estípulas, receptáculos, sépalas e ramos novos.

Controle: Uso de variedades resistentes é a medida mais efetiva de controle. Em cultivares menos resistentes deve-se realizar podas com a eliminação e destruição das partes afetadas, recolhimento e queima das folhas caídas; espaçamentos mais largos entre as linhas de cultivo, podas de forma a deixar as plantas abertas, arejadas e ensolaradas, adubação rica em Fósforo e Potássio. Nos caso de repetidos surtos da doença, realizar rotação de cultura. Controle químico com o uso de Fungicidas a base de Óxido cuproso registrados para a cultura.
  
Texto Retirado: fERRUGEM DAS ROSEIRAS, DISPONÍVEL EM , 24 DE MAIO DE 2012.

Fotos: Propriedade Milton Lima.

domingo, 4 de março de 2012

Sintoma do tipo Galha

Galhas ou Cecídios são estruturas que se originaram em determinado órgão de uma planta através de hipertrofia e hiperplasia do tecido afetado, ocorre inibição do desenvolvimento ou modificação citológica e/ou histoquímica em resposta ao ataque de organismos indutores que podem ser vírus, bactérias, fungos, nematóides, ácaros ou insetos - parasitas, geralmente específicos à espécie (gênero ou família) da hospedeira. São estruturas às vezes comparadas a tumores.

"Galhadores" são altamente específicos ao órgão e hospedeiro, ou seja, eles induzem galhas em apenas uma espécie ou um grupo muito pequeno de espécies de hospedeiras.

As galhas, que podem ser causadas por herbívoros como bactérias, vírus, fungos, protozoários, nematóides, ácaros ou insetos, dependendo do órgão e da planta afetada são interpretadas em sua maior parte como reação defensiva contra o causador.

A alta especificidade dos galhadores aos seus hospedeiros reflete-se na morfologia da galhas, ou melhor, cada tipo de inseto causador de galha forma um morfotipo específico. Por exemplo, insetos causadores de galhas são extremamente sensíveis a pequenas diferenças na fisiologia, química, desenvolvimento e fenologia da planta hospedeira, o que os leva às vezes a discriminar até mesmo espécies muito pouco distintas.

A especificidade entre algumas plantas é tão forte que pesquisadores podem se beneficiar do conhecimento dos abundantes tipos de galhas para separar plantas híbridas de parentais.


Galhas de insetos são estruturas patológicas originadas da deformaçao de tecidos, como resultado de um estímulo químico e/ou mecânico do inseto. Durante o desenvolvimento da galha, modificações estruturais ocorrem com formação de tecidos cecidogênicos, que geralmente incluem os nutritivos que alcançam a câmara larval, cujas células mostram características de alta atividade metabólica que permitem a nutrição do parasita. As galhas de insetos se desenvolvem após indução por larvas ou adultos, que realizam a postura de ovos ou se alimentam do vegetal, injetando substâncias e ainda realizando alterações mecânicas.

Pela indução de galhas, os insetos são responsáveis por revelar novas potencialidades morfogenéticas da planta hospedeira, que inicialmente são dirigidas contra eles, mas que o inseto então usa para obtenção de comida e abrigo.


A escolha do local da indução de galhas requer extrema especialização do herbívoro. A galha é uma estrutura séssil e na maioria dos casos pode persistir por um tempo considerável, até que a progênie do indutor ecloda.

Então, a viabilidade destes descendentes é influenciada pela possibilidade da proteção pela galha de fatores abióticos, predação, parasitismo, patógenos e resistência da planta.

Alguns botânicos observaram que as espécies (ou às vezes gêneros) de plantas e as espécies de galhadores possuem uma íntima relação evolutiva, e, em algumas destas relações, após haver alterações cecidogênicas, as substâncias (metabólitos secundários) e a estrutura da galha favorecem o agente etiológico causador. Isto ocorre devido ao afastamento dos predadores dos agents causais ou dos herbívoros competidores destes organismos. Não há, porém, benefício às plantas na maioria dos casos, ou seja, o mutualismo na galha geralmente não é observado.


A alteração anatômica observada pode apresentar desde apenas a lignificação de alguns tecidos até mesmo o crescimento e formação de novos tecidos (hipertrofia e hiperplasia), inexistentes nos órgãos sadios.


Existem estudos de grupos taxonômicos de plantas que expressam sintomas de galhas que permitem averiguar a co-evolução entre os agentes causadores de galhas e plantas afetadas, demonstrando íntima associação entre estes, às vezes até mesmo entre subespécies de plantas. Estes estudos são feitos através de testes de agrupamento elaborados do grupo de agentes causais e grupos vegetais, que são comparados, e às vezes é detectada uma correlação muito íntima entre ambos nos agrupamentos. A anatomia e histoquímica da galha pode ser um caráter ecológico-morfológico para construção de hipóteses de filogenias, porém deve-se, como precaução, utilizar, como prevê a Sistemática Cladística, o maior número de caracteres úteis, já que pode haver casos em que a galha não indicará informação correta ou útil, pois existem fenômenos de convergência evolutiva, que teoricamente poderiam ocorrer para quaisquer tipos de caracteres.

Texto retirado de: [http://www.jornallivre.com.br/174423/o-que-e-galha-ou-cecidios.html].

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Ocorrencia de Dictyophora indusiata no sudoeste do Estado de Goiás

  Tania Monteiro dos Santos
Estudante do Curso de Agronomia
Milton Luiz da Paz Lima
Professor Doutor em Fitopatologia


  Este cogumelo foi encontrado na região do sudoeste do Estado do Goiás, trata-se de um basidiomiceto de aparência e forma bastante peculiares e indiscritíveis. Apresenta muitas vezes um odor de carne em decomposiçao, atraindo assim um grande número de moscas. E estas moscas podem ser agentes de dispersão dos basidiósporos no ambiente.

   Eles são conhecidos como cogumelos de bambu, tem uma distribuição cosmopolita em áreas tropicais, sendo encontrado na Ásia, Américas e África. O fungo é caracterizada por pileo em forma de sino para sobre uma estipe, o véu universal pende a partir de debaixo da tampa. Corpos de frutificação maduros são de até 30 cm (12 pol) de altura com uma píleo que é de 2-4 cm de diâmetro. O píleo é coberto com uma massa de ascósporso de coloraçao esverdeada, que atrai moscas e outros insetos que se alimentam os esporos promovendo assim sua dispersão. 
    É um cogumelo comestível utilizado como ingrediente na culinária chinesa. O cogumelo é cultivado comercialmente, e comumente é vendidos nos mercados asiáticos. 
   Análise nutricional mostrou que o cogumelo é rico em proteínas, carboidratos e fibras. O cogumelo também contém vários compostos bioativos, e tem propriedades antioxidantes e antimicrobianas.

    O badisiomiceto foi descrito por Dictyophora, em 1809 por Desvaux. Por muitos anos foi conhecido como Dictyophora indusiata, no entanto, Christian Gottfried Daniel Nees von Esenbeck nomeou as espécies como pertencente ao gênero Hymenophallus em 1817, sendo denominada de H. . indusiatus. No entanto, mais tarde Dictyophora e Hymenophallus foram consideradas como sinonímias, sendo reclassificada pelo seu nome original. 
   Seu epíteto específico é o "indūsǐātus" adjetivo latino que significa "vestindo uma roupa de baixo". O Dictyophora que refere-se antigo nome genérico é derivado das palavras do grego diktu "líquido", e pherein "suportar", daí "portadores de uma rede". Este basidiomiceto possui muitos nomes comuns nomes comuns com base em sua aparência, como cogumelo de bambu, cesta, fungo véu de noiva ou mulher de véu.  Seu nome japonês é Kinugasatake. Uma das justificativas dos nomes comuns referem-se referem ao seu habitat típico de crescimento que incluem um "fungo de bambu" ou "miolo de bambu", e seu nome chinês Zhu sheng (竹笙, pinyin: zhúshēng) ou zhu sol (竹 荪; pinyin: zhúsūn).




    Os corpos de frutificação imaturos de P. indusiatus são em forma de ovo de forma esférica, são esbranquiçados a castanho claros, e até 5 cm (2,0 pol) de diâmetro. O cogumelo maduro é de até 30 cm (12 pol) de altura, e está cingido com uma estrutura em forma de rede, chamado a indusium ou "saia", que tem um comprimento de 15 cm (6 in) apresentando um formato cônico. As aberturas do véu universal ou indúsio podem ser poliédricos ou arredondados. Exemplares bem desenvolvidos têm a indusium alcançando a volva. O píleo tem forma de sino é de 2-4 cm 0,8-1,6 cm) de altura e coberto com uma mucilagem de coloraçao verde acastanhada. A estipe é 7-25 centímetros (3-10 in) de altura e 0,2-0,5 cm de diâmetro. O método de reprodução para "stinkhorns", incluindo P. indusiatus, é diferente de muitos cogumelos, que usam o ar para espalhar a sua esporos. estes cogumelos ao invés de produzir uma massa pegajosa de esporos em sua ponta que tem um forte odor de carniça que serve para atrair abelhas e moscas. 
   Os corpos de frutificação maduros pode ser sentidos a distância considerável na floresta, e de perto maioria das pessoas acham o cheiro enjoativo extremamente repulsivo. As moscas da terra consomem a mucilagem, depositando-o como excrementos em outro lugar. 
   Em cogumelos mais velhos o lodo é eventualmente removido, deixando apenas o píleo. Os corpos de frutificação desenvolver durante a noite, e são de curta duração, geralmente com duração de 1-3 dias. 


Esse texto foi construidos baseando-se na traduçao do site http://en.wikipedia.org/wiki/Phallus_indusiatus, por Milton Luiz da Paz Lima. Obviamente que as fotografias sao originais e de autoria.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Ocorrencia no município de Urutaí, GO, de Oidiopsis haplophylli INFECTANDO FOLHAS DE PEGA-PEGA (Desmodium adscendens)

Milton Luiz da Paz Lima


O fungo Oidiopsis haplophylli representa um endoparasita classicamente incidente em condições especiais de ambiente promovidas pelo cultivo protegido. Este patógeno possui um amplo ciclo de hospedeiros e a descoberta de novos hospedeiros representa uma importante informação epidemiológica. O objetivo deste trabalho é identificar e registrar a ocorrência de O. haplophylli incidente na invasora conhecida como pega-pega. No Laboratório de Microbiologia do campus do IFG amostras de folhas apresentando sintomas foram analisadas. Os sinais de oídio foram coletados em microscópio estereoscópico e preparou-se lâminas semi-permanentes pelo método de “pescagem direta” e cortes histológicos foram realizados. Inoculou-se suspensões de esporos em meio ágar-água (AA) com objetivo de indução a formação do tubo de germinação. Microfotografias foram realizadas nas amostras analisadas. Em microscópio ótico caracterizou-se morfológica e morfométricamente o isolado sendo identificado como sendo O. haplophylli. Nesta hospedeira, no ano de 2010 foi identificado este patógeno e de distribuiçao espontanea, e neste mes de dezembro de 2011 novamente esta planta foi identificado a ocorrencia no município de Urutaí, GO.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Padrão Internacional para nomenclatura de nomes científicos de Microrganismos

Plantas: The International Plant Names Index, www.ipni.org/index.html

Fungos: Index Fungorum, www.speciesfungorum.org/Names/Names.asp

Bactérias: www.isppweb.org/names_bacterial.asp

Nematóides: www.iczn.org/iczn/index.jsp

Vírus: International Code for Classification and Nomenclature, publicado no 8o. Report of the International
Committee on Taxonomy of Viruses - ICTV (2005).

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Diferenciacao de padrao sintomatico de mildio em cultivares tardias e precoces de soja.

Milton Luiz da Paz Lima

       O míldio da soja tem como agente causal Peronospora manshurica. Nas plantas inicialmente seus sintomas apresentam dois padrões. 

     No campo neste ano agrícola 2011-2012 foi observado em cultivares precoces o padrão de manchas isoladas esféricas de coloração amarelada, apresentando os sinais de coloração palea acinzentada na face inferior da folha. 

     Nas cultivares tardias observou-se dois padrões de sintomas, o primeiro já supra citado de manchas esféricas amareladas, e outro padrão de clorose avançando o padrão das nervuras das folhas apresentando um padrao irregular lembrando a arquitetura de uma pena (nervura da hospedeira peninérvia). Neste segundo padrao sintomático observou-se uma abundância da produção de estruturas reprodutivas na face inferior da folha.

     As estruturas reprodutivas são representadas por esporângios, esporangióforos abundantes, e no interior dos esporângios zoósporos. São parasitas biotróficos, não cultivados em meio de cultura e que podem sobreviver através da produção de estruturas sexuais – oósporos. Os esporângios podem disseminar-se pelo vento, e podem produzir micélios ou diferenciar e originar zoósporos. O filme dágua na superfície vai favorecer o patógeno.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Doenças incidentes na soja no final do mes de dezembro de 2011 no municipio de Ipameri, GO e Urutaí, GO

Sintoma de fitotoxidez de herbicida.


Fitotoxidez por herbicida seletivo de pos-emergencia

Mildio - Peronospora manshurica

Sintoma de mildio - Peronospora manshurica


Mildio - Peronospora manshurica

Mildio - Peronospora manshurica, Ipameri, GO

Necrose da haste da soja - "Cowpea mild mottle virus" - mosca branca transmissor (Ipameri, GO).

Necrose da haste da soja - "Cowpea mild mottle virus" - mosca branca transmissor (Ipameri, GO).

Necrose da haste da soja - "Cowpea mild mottle virus" - mosca branca transmissor (Ipameri, GO).

Necrose da haste da soja - Cowpea mild mottle virus - mosca branca transmissor (Ipameri, GO).








Mancha de Cladosporium - Cladosporium sp. (Ipameri, GO)






Mancha de Phoma - Phoma sp. (Urutaí, GO)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Video: Mosquito macho transgenico - muito interessante

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