quarta-feira, 28 de abril de 2010

Aspectos Gerais e Morfológicos do Fungo Colletotrichum sp.

O gênero Colletotrichum sp. é um dos mais importantes entre os fungos fitopatogênicos do mundo, principalmente nas regiões tropicais e subtropicais, ela envolve espécies que causam doenças de expressão econômica em leguminosas, cereais, hortaliças e culturas perenes, incluindo diversas frutíferas (SERRA et al., 2008).
Existem registros por volta de 688 espécies, variedades e formae speciales de fungo pertencente ao gênero Colletotrichum sp. Esse fungos possuem como fase teleomórfica ascomiceto pertencente ao gênero Glomerella sp. A posição taxonômica de Colletotrichum é o Reino Fungi, grupo dos Fungos Mitorpóricos e subgrupo dos Coelomicetos. (INDEX FUNGORUM).
Espécies de Colletotrichum são tradicionalmente diferenciadas com base em caracteres morfológicos e culturais, que devem ser considerados simultaneamente e nunca isoladamente. Morfologicamente o fungo apresenta acérvulos circulares, conidióforos simples. Conídios hialinos, ovais a oblongos ou ovais ou falcados. Massa de conídios de coloração rósea, podem estar presentes no acérvulo setas longas, septadas e pigmentadas (GALLI, 1978).
A antracnose em frutíferas é considerada uma doença economicamente importante, ela ataca os ramos novos, folhas, inflorescências e frutos. Nas folhas ha o aparecimento de manchas escuras e de contornos irregulares. As inflorescências afetadas apresentam flores escuras, tomando o aspecto de queimadas pelo fogo, morrendo em seguir. As lesões na ráquis podem levar a queda dos frutos, antes da maturação fisiológica, ou mumificação quando ainda novos. No período de maturação, há o aparecimento de lesões escuras e deprimidas na superfície do fungo, que podem atingir também a polpa. A doença pode ocasionar prejuízos que variam em função do grau de suscetibilidade da planta hospederia e das condições ambientais (SERRA et al. 2008).
A doença que possui como agente causal o fungo pertencente ao gênero Colletotrichum pode ser altamente devastadora, proporcionando perdas de até 100% na produção quando os fatores cultivar suscetível, ambiente favorável ao patógeno e sementes infectadas estiverem simultaneamente presentes durante o período de cultivo (SILVA, 2004). A disseminação de planta a planta se dá principalmente através dos respingos de chuva pois os conídios estão aglutinados por uma substância gelatinosa hidrossolúvel e não são facilmente carregados pelo vento. Os conídios uma vez em contato com o hospedeiro, sob condições de umidade, germinam e o promicélio resultante, com prévia formação de apressório, penetra diretamente através da cutícula, pela emissão do tubo de infecção (GALLI et al. 1978).
Entre as medidas de controle desse patógeno, destacam-se: o uso de sementes certificadas, rotação de cultura, controle químico e a resistência genética, sendo esta a mais eficaz, por minimizar os custos de produção e reduzir os danos causados ao ambiente (SILVA, 2004).

Autor: Paulo Vinícius de Sousa
Microbiologia 3º período Agronomia


Referências Bibliográficas:

GALLI, Ferdinando et al, Manual de fitopatologia vol. 2: Doenças das plantas cultivadas. 4. ed. São Paulo: editora Agronômica ceres, 1978.

SILVA, K.J.D. Distribuição e caracterização de isolado de Colletotrichum lindemuthianum no Brasil; Lavras :UFLA, 2004.88.p:il

SERRA, IMRSS...COELHO, R.S.B: MENEZES, M.M. Caracterização fisiológico, patógenica e análise isoenzimática de isolados monospóricos e multiespóricos de Colletotrichum aloeosporoides. Universidade Federal Rural de Pernambuco. UFRPE. Departamento de Agronomia/Fitossanidade. Summa Phytopathol. vol. 34 BOTUCATU Apr./June 2008.

Index fungorum, disponivel em:
acessado em 19 de abril de 2010.

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