quinta-feira, 15 de abril de 2010

“ASPECTOS GERAIS E MORFOLÓGICOS DO FUNGO Colletotrichum sp.”

DAIANNE F. DIAS

O fungo Colletotrichum sp. apresenta acérvulos circulares, conidióforos simples, conídios hialinos, ovais a oblongos ou falcados. Massa de conídios de coloração rósea. Podem estar presentes no acérvulo setas longas, septadas e pigmentadas. Causa em plantas a doença denominada de antracnose e esta pode incidir em vários hospedeiros vegetais (Gali et al., 1978).
Morfologicamente o fungo apresenta acérvulos em forma de discos ou almofada, e forma um agrupamento fúngico de aparência cerosa, subepidérmica, pode apresentar setas nas bordas dos acérvulos ou entre os conidióforos. Os conidióforos são simples alongados. Os conídios são hialinos com uma célula, possuem células ovais ou oblongas (Barnet e Hunter, 1998).
No banco de dados Index Fungorum (2009) existem registros por volta de 688 espécies, variedades e formae speciales de fungos pertencentes ao gênero Colletotrichum sp. Estes fungos possuem como fase teleomórfica ascomiceto pertencente ao gênero Glomerella sp. A posição taxonômica de Colletotrichum é Reino Fungi, grupo dos Fungos Mitospóricos e subgrupo dos Coelomicetos.
O fungo causador da antracnose se manifesta principalmente em brotações novas, folhas e ramos jovens, no viveiro, no campo e também nas estacas durante o processo de propagação vegetativa. Os principais sintomas nas folhas são manchas necróticas escuras, irregulares, incidindo principalmente nos brotos, causando perfurações e deformações nas folhas jovens. Em condições de extrema umidade, surgem sinais do patógeno na forma de massas de conídios de coloração amarelo-alaranjada (Gali et al., 1978).
O objetivo deste trabalho é apresentar aspectos gerais e morfológicos do fungo Colletotrichum sp.
O isolado estudado estava crescendo em placa de Petri contendo meio de cultura batata-dextrose-ágar (BDA).
Em microscópio estereoscópico pode retirar fragmentos do fungo, com auxílio de um estilete levando-os a uma gota de corante azul-algodão (ácido lático, ácido acético, água e glicerina) vertida sob uma lâmina de microscópio. Foi adicionada uma lamínula por cima da gota do corante, sendo este preparado para melhor identificação em microscópio ótico. As lâminas foram vedadas com esmalte-de-unha.
Sob microscopia ótica, verificando as características morfológicas podemos identificar o organismo como sendo Colletotrichum sp. Logo após identificação do fungo foram retiradas fotos usando a câmera digital Canon® modelo Power Shot A580. Foi utilizado o programa Microsoft Office Picture manager para a edição das imagens e o Power Point para elaboração da prancha de fotos.
Todos esses métodos foram realizados no laboratório de Microbiologia do IF Goiano campus Urutaí-GO.





DESCRIÇÃO FÚNGICA

Colônias de aspectos acinzentadas a salmão. Seu micélio é hialino, septado pode formar juntamente ao tecido de seu hospedeiro estrutura denominada de acérvulo. Seu conidióforo é curto e agrupado, podendo ser separado por setas escuras e septadas juntamente a estrutura acervular. Conídios apresentavam formato cilíndrico, são unicelulares de parede fina e delgada; e em seu interior apresentavam elementos denominados de gútulas. A antracnose é uma doença considerada a mais importante para os produtores de mudas e plantas envasadas destinadas ao comércio. O fungo Colletotrichum sp. ataca principalmente as folhas, causando manchas pardas que aparecem nas bordas ou junto às nervuras. Com a coalescência (união) das lesões grande área do limbo foliar é afetada, terminando por amarelecer e secar completamente as folhas. O fungo pode ainda atacar os talos das folhas e o estipe, principalmente em plantas mais jovens e já foi identificado em muitos tipos de palmeiras, entre elas Raphis excelsa (palmeira-rápis), Bactris gasipaes (pupunha), Caryota spp. (palmeira-rabo-de-peixe) e Roystonea spp. (palmeira-real e palmeira-imperial).


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

INDEX FUNGORUM, Disponível em: , acessado em novembro de 2009.
BARNET e HUNTER, B.B. Ilutrated gêneros de fungos imperfeitos. APS Press The American Phytopathological Society St.Paul, Minesota, 1998.
GALLI, Ferdinando et al. Manual de Fitopatologia vol.2: doenças das plantas cultivadas. 4. ed. São Paulo: editora Agronômica Ceres, 1978.
INSTITUTO BIOLÓGICO. Doenças fúngicas das palmeiras e seu controle, BIOLÓGICO, Disponível em: , acessado em dezembro de 2009.

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