segunda-feira, 25 de outubro de 2010

ASPECTOS GERAIS E MORFOLÓGICOS DE Puccinia sorghi


Eduarda Raíssa Silveira Veiga e Milton L. Paz Lima
Acadêmica do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental
Professor da disciplina de Microbiologia

1.INTRODUÇÃO

O trabalho que se segue apresentará informações sobre o fungo Puccinia sorghi, primeiramente descrito no ano de 1832 por Schwein, encontrado nas folhas de milho (Zea mays),no herbário do Instituto Federal Goiano-Campus Urutaí. (índex fungorum, outubro 2010)
O fungo pertence ao domínio Eukaryota, Reino Fungi, subreino Dikarya, filo Basidiomycota, subfilo Pucciniomycotina, classe Urediniomycetes, ordem Uredinales, família Pucciniaceae, gênero Puccinia.( zipcodezoo, outubro 2010).
Baseado em conhecimentos adquiridos durante as aulas do professor Milton Luiz da Paz Lima, foi possível constatar que os fungos pertencentes à divisão dos Basidyomicetos possuem forma teleomórfica (sexuada).
Na pesquisa realizada, não foram encontrados relatos da aplicação deste fungo na indústria farmacêutica e gastronômica e também não se encontrou informações a respeito da produção de toxinas por parte deste.
Denominado popularmente de Ferrugem Comum,o fungo Puccinia sorghi é a menos severa das ferrugens decorrentes em milho.Por ser antiga e bastante conhecida em todo país,proporcionou amplas possibilidades para a triagem de genótipos resistentes.(H.Kimati et al, 1995)
A doença é favorecida por temperaturas baixas, e alta umidade relativa do ar e tem maior relevância na região Sul do Brasil.(H.Kimati et al, 1995)
A doença caracteriza-se por uma saliência elíptica e alongada em ambas faces da folha,com produção de uredósporos de coloração marrom-canela.No decorrer do tempo,as pústulas tornam-se mais escuras,em conseqüência do desenvolvimento de teliósporos (esporos sexuais).(H.Kimati et al, 1995)
Nas folhas é habitual a ocorrência de pústulas, em linhas transversais, resultante do contato entre o inoculo e a folha, quando esta ainda se encontrava enrolada no cartucho.(H.Kimati et al, 1995 )
Segundo H.Kimati et al, os uredósporos produzidos possuem formato esférico a elipsóide, de coloração canela, com superfície levemente equinulada,medindo de 21-30 x 24-33 µm.Os uredósporos germinam por meio de poros germinativos equatoriais.Os Teliósporos desenvolvem-se em pústulas mais velhas,são bicelulares,apresentam coloração marrom escura,atingindo até duas vezes o tamanho dos uredósporos.
O patógeno também infecta espécies de trevo, do gênero Oxalis, nas quais desenvolve écios e eciósporos, que servem de inóculo para a cultura do milho.(H.Kimati et al, 1995 )
Para controle desse patógeno recomenda-se o uso de cultivares resistentes e o plantio em épocas desfavoráveis ao desenvolvimento da doença.(H.Kimati et al, 1995 )
A nomenclatura atual da ferrugem do milho é Puccinia apresentando como sinonímias Aecidium oxalidis descrito por Thüm., (1876), Dicaeoma sorghi descrito por (Schwein.) Kuntze, e publicado na Revis. gen. pl. (Leipzig) 3(2) (1898), Puccinia maydis descrito por Berenger,publicado em Atti Ruin. sc. ital. 6: 475 (1844), Puccinia zeae descrito por Berenger, (1851), Tilletia epiphylla descrito por Berk. & Broome. (index fungorum, outubro 2010).

Além do Brasil, houve relatos de Puccinia sorghi em milho, na Austrália, Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Canadá, Costa Rica, Cuba, República Dominicana, Florida, Guatemala, Havai, Honduras, Indonésia, Jamaica, Japão, México, Nicarágua, Panamá, Filipinas, Porto Rico, África do Sul, Taiwan, Tailândia, Texas, Trindade, Tobago, Venezuela, entre outros países (Farr & rossman, 2010).


2. MATERIAIS E MÉTODOS

Os propágulos do gênero Puccinia sorghi foram retirados de folhas do milho(Zea mays) do herbário do laboratório de Microbiologia do Instituto Federal Goiano Campus- Urutaí.
O processo se inicia na captura da folha contaminada, no microscópio estereoscópico (lupa) foi observado a localidade do fungo na folha, e depois de encontrada, os folículos foram removidos através do processo de raspagem com uso de uma agulha de metal previamente esterilizada no bico de Bunsen, no processo de flambagem.
A lâmina semi-permanente para a análise dos folículos foi preparada inicialmente flambando-a no bico de bunsen, em seguida foram depositadas no seu centro duas gotas do corante Fucsina de coloração rosa. Após esse processo foram colocados os propágulos sobre as gotas, devidamente macerados com uma pinça esterilizada, a lamínula foi sobreposta ao centro da lâmina. Observou-se um excesso de corante na lâmina, removido com auxílio do papel toalha.
Utilizando o esmalte, a lâmina foi vedada e encaminhada ao microscópio ótico para a análise e identificação das estruturas fúngicas.
No início da observação, utilizou-se a objetiva 4x, no intuito de se localizar em qual região se encontrava as estruturas. Encontradas, partiu-se pro uso de objetivas maiores, primeiro a 10X, e em seguida 40X a fim de conseguir imagens mais detalhadas.
Sob a supervisão do professor Milton Lima, baseado em descrições literárias pôde se identificar as estruturas fungicas pertencentes ao gênero Puccinia sorghi.
Depois de identificado, o fungo foi micro fotografado com a ajuda do docente Milton Lima, usando uma câmera digital Canon® modelo Power Shot A580, e com o auxílio do Photoscape, e do Powerpoint foi confeccionada uma prancha com imagens dos aspectos morfológicos do fungo Puccinia sorghi.

3. Resultados e Discussões



Descrição Micológica

Figura 1. Aspectos morfológicos do fungo Puccinia sorghi
A. Urediniósporos maduros e imaturos, B. superfície equinulada de urediniósporos, C. Urediniósporos imaturos com parede espessa, D. detalhe em maior aumento de urediniósporo imaturo, E. Urediniósporo maduro com forma esférica, F. urediniósporo maduro de formato elíptico.

Referências Bibliográficas
Fitopatologia1, Ferrugem causada por Puccinia sorghi Schw. Incidente em folhas de milho (Zea mays L.), disponível em <>, acessado em outubro de 2010.
Zipcodezoo, Puccinia sorghi, disponível em ,acessado em outubro de 2010.
Index Fungorum, Species Fungorum, disponível em http://www.speciesfungorum.org/Names/SynSpecies.asp?RecordID=194826, acessado em outubro de 2010.
Manual de Fitopatologia, (H.Kimati et al, 1995 )



















15 comentários:

  1. João Marcos TGA
    Na descrição micológica do trabalho se encontra somente a legenda da figura 1. Falta a descrição do fungo.

    ResponderExcluir
  2. Em alguns relatos o nome do seu genero nao estava escrito em italico.

    ResponderExcluir
  3. sou Caullius do curso em tecnologo em gesto ambental.
    Falta as referencias que o professor sugeriu.

    ResponderExcluir
  4. Bruna curso Tecnologo em Gestão Ambiental
    Pouca quantidade de referencias bibliográficas.

    ResponderExcluir
  5. Diego Araújo TGA.
    Faltou espaçamento entre os parágrafos.

    ResponderExcluir
  6. Guilherme Araujo TGA.
    A prancha de fotos muito pequena.

    ResponderExcluir
  7. Sou Sabrina Pasetto academica do curos de Tecnologia em Gestão Ambiental, faltou a dscrição micológica, só tem a legenda da foto.

    ResponderExcluir
  8. Verificar se o todas as veses que voçe citou o genero ele estava em Italico.

    ResponderExcluir
  9. Sou Tatiane do curso de TGA, a prancha esta pequena, e falta a descriçõa micologica, só tem a legenda da prancha.

    ResponderExcluir
  10. Ficou faltando a descrição micológica, ausência de destaqu no nome do fungo, ausência de espaçamento.

    ResponderExcluir
  11. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  12. Prancha muito pequena, e ausência de descrição micológica

    ResponderExcluir
  13. Charles p de Sousa: organizar melhor a prancha de fotos.

    ResponderExcluir
  14. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  15. Taísa Mamedes- TGA 2°periodo,sua prancha esta muito pequena.

    ResponderExcluir

Seguidores

Postagens populares da Ultima Semana