segunda-feira, 25 de outubro de 2010

ASPECTOS GERAIS E MORFOLÓGICOS DE Cercospora ricinela, Diêgo Rodrigues Araujo, Milton L. Paz Lima

“ASPECTOS GERAIS E MORFOLÓGICOS DE Cercospora ricinela.”

Diego Rodrigues Araujo

Acadêmico do curso de Tecnólogo em gestão ambiental - campus Urutaí

INTRODUÇÃO

O Cercospora ricinela foi descrito por Saccardo e Berlese atti R. Ist. Ven. Lett. Arti. Vi. 3. 721. 1885 cercosporina ricinella (Sacc. e Berl.) Speg., Anal. Mus. Nac. B. Aires, 20. 429. 1910.

O fungo cercospora ricinela não produz nenhuma toxina. Sua forma e anamórfica (anamórfica e a fase dos fungos que se reproduzem de forma assexuada), lembrando que os fungos podem se desenvolver em meios de cultivo especiais formando colônias de dois tipos.

Cercospora ricinela, da família dos hifomicetos divisão Ascomicota. Fungo que possui hifa septada, sendo o septo incompleto. Produz ascocarpos e ascostromas no interior do quais se forma os ascos Conidios (fig. F), (Saccardo 1901).

Especie de cercospora ricinela não e utilizado industrialmente sendo assim não tem nenhuma importância farmacêutica, também não e uma espécie comestível. Ate o prezado momento não houve nenhuma curiosidade sobre o mesmo.

Essa espécie e a responsável por causar uma doença na folha da mamona, doença esta denominada por mancha foliar da cercospora ricinela, causando manchas necróticas (Saccardo e Berlese). Existem grandes diferenças na susceptibilidade varietal na mancha foliar de cercospora. A doença desenvolve lentamente e raramente torna-se grave em algumas variedades, mas se desenvolvem rapidamente e podem causar desfolhamento total em outras. Os sintomas na planta de mamoneira são caracterizados por manchas foliares de formato arredondado, com o centro claro e bordas de cor castanho. A doença e favorecida por condições de alta umidade relativa. Sobre a área abdicada foliar necrosado, normalmente são produzidos esporos do fungo os quais são dispersos pela água da chuva, vento e insetos. O fungo também pode ser disperse por meio de sementes. Em lavouras adultas, os danos são expressivos, mas quando ocorrem em plântulas, pode causar sua morte e causar falhas na lavoura (Araujo e Suassura 2004).

Manchas foliares causadas por fungos são muito comuns na cultura da mamona, porem não apresentam importância econômica devido aos pequenos prejuízos que causam. Cercospora ricinela pode afetar o desenvolvimento das mudas novas, tornando-as subdesenvolvidas, inclusive podendo causar sua morte em casos de ataque severo. Nas folhas, os sintomas diferem um pouco quando causados por um ou por outro fungo. Também há outros fungos da mesma família de cercospora ricinela que causam doenças de manchas foliares como o Alternaria ricini que por sua vez produz manchas pardas irregulares na superfície das folhas. As manchas causadas por Cercospora ricinela são relativamente menores, de tendência circular, com centro claro e bordas escuras. Normalmente, não se recomendam medidas de controle para as manchas foliares, contudo, sabe-se que a adoção de maiores espaçamentos e uma adubação adequada contribuem para reduzir sua severidade. O controle químico através de pulverizações da parte aérea, apesar de eficiente, não e viável economicamente. O uso de variedades resistentes seria o método ideal de controle, porém pouco se conhece a respeito do nível de resistência das nossas variedades (Sacc. e Bert.).

Cercosporóides são fungos comuns e disseminados em uma vasta gama de plantas vasculares, sobretudo em regiões tropicais. (Saccardo e Berlese). Portanto há de ressaltar que sobre o fungo cercosporo ricinela seu micélio e Interno ou externo, filamentosos, ramificadas, septadas, hialinas ou coloridas, escleródios verdade provavelmente nunca formulário. Stromata faltam para proeminente, quando presentes, de cor pálida ou preto, globular, irregulares ou alongados, a maior parte suportados superficialmente no tecido efetuadas ou, finalmente, tornar-se erumpente, os fascículos são ausentes ou extremamente densa, ampla difusão de quase coremoid na densidade raramente se aproximando tuberculate. Conídios são suportados individualmente e terminais ou pela continuação do crescimento do conidióforo mais tarde se tornar lateral, cilíndrico obclavate acicular ou raramente clavado, hialina profundamente a cor, a cor em sua maioria tons de verde ou marrom, de parede fina, nunca echinulate nem espinhos, sem apêndices, media de mais de três septos com septos verticais, reta fortemente curvada ou onduladas base acentuadamente obconic para truncar, scute dica para obtuso. (Berlese e Saccardo).

MATERIAIS E MÉTODOS

O trabalho foi feito no laboratório de microbiologia do Instituto IF Goiano Campus de Urutaí. As laminas forem cedidos pelo Dr. Milton Luiz da Paz Lima (fig.A). Estas feitas por ele no laboratório citado acima. Foi utilizado o método de pescagem direta para a coleta do propágulo, retirado da folha da mamona coletada por M.Lima.

Levando em consideração características descritivas encontradas na lamina cedida, características essas que são varias estruturas do fungo (fig.B,C,D, F), e alguns conídios visualizados (fig. F.G.).

A lâmina foi microfotografada com a câmera SONY, em resolução de 1.2 mega pixels em todas objetivas, houve também a ampliação das imagens com zoom.

RESULTADOS E DISCUSSÃO


Figura 1. Aspectos morfológicos de Cercóspora ricinela. A. Estrutura fungica em objetiva de 40, B. Estrutura do fungo, C. Conídio de forma alongada, D. Conídio septado, E. Estrutura fungica em objetiva de 100.


DESCRIÇÃO MICOLÓGICA

O gênero cercospora ricinela e um fungo que se reproduz de forma assexuada, (porem e anamorfico). Possui células produtoras de Conídios (condiogênicas), possuem hifas septadas (fig.F), portanto há micélio neste fungo. Há também Conídios transversais (fig. G) alongados. Septos verticais (fig. F). Este gênero atua muito em regiões tropicais, causando doenças em plantas, sem algum aproveitamento farmacêutico ou mesmo industrial, também não causando nenhum dano prejudicial à saúde de humanos e animais.

Este gênero possui ascocarpos e ascostromas produzidos no interior dos quais se formam os ascos Conídios, propágulos assexuados.

LITERATURA CITADA

Araujo, 2009

WWW.dnabarcodes2009.org

Saccardo (sull. Fung. 15. 84 .1901)

WWW.ebah.com.br

Araujo 2004, e Suassura 2004. Embrapa

WWW.objetoseducacionais2.mec.gov.br

Manual de fitopatologia 2

WWW.dnabarcodes.org.com.br

Livro laboratório de microbiologia Campus Urutai

Crous e Broun

3 comentários:

  1. João Marcos TGA
    Realização da citação do site não esta de forma correta. O formato e irregular deveria conter na citação o nome do documento ou artigo, nome do autor e a data do acesso a pagina.

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  2. Bruna curso Tecnologo em Gestão Ambiental
    Diferentes tamanhos de letras no decorrer do trabalho.

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