terça-feira, 26 de outubro de 2010

“ASPECTOS GERAIS E MORFOLÓGICOS DE Lasidioplodia theobromae.


Diego Vaz Rodrigues ¹ e Milton L. Paz Lima ²

¹ Acadêmico do Curso de Tecnologia em Gestão ambiental

² Professor do Curso de Tecnologia em Gestão ambiental





1. INTRODUÇÃO

Lasiodiplodia (monotípico) compreende uma proporção muito pequena da biota fúngica. É um patógeno comum em regiões tropicais e subtropicais. Relatos de efeitos sobre a saúde incluem a ceratite fúngica, onicomicose, úlcera de córnea, e feohifomicose (um relatório de cada um desde 1975). Não há informações disponíveis sobre a toxicidade. Alergenicidade não foi estudada.

O patógeno desenvolve-se rapidamente em solos argilosos ou de subsolo impermeável com umidade elevada. Segundo Galet (1977), há pleno desenvolvimento do fungo em temperaturas entre 12°C e 25 ºC.

Lasiodiplodia theobromae (Pat.) Griffon & Maubl., é um patógeno típico das regiões tropicais e subtropicais, onde causa sérios prejuízos a numerosas espécies vegetais cultivadas. Em cultura pura de BDA, as colônias de Lasiodiplodia

theobromae (Pat.) Griffon & Maubl., são acinzentadas a negras, com abundante micélio aéreo e ao reverso da cultura em placa de Petri são foscas ou negras. Formam picnídios simples ou compostos, freqüentemente agregados, estromáticos, ostiolados,

subovóides para elipsóides – oblongos, com parede espessa e base truncada. Os conídios maduros de Lasiodiplodia theobromae (Pat.) Griffon & Maubl., tornam-se uniseptados e de coloração castanho – amarelados, sendo longitudinalmente estriados. As dimensões destes conídios variam entre (18 – 30) x (10 – 15) μm. As paráfises quando presentes são hialinas, cilíndricas, algumas vezes septadas, tendo mais de 50 μm de comprimento. Nas folhas, caules e frutos de plantas infectadas por este fungo, os picnídios são imersos, tornando-se erumpentes. Podem ocorrer isoladamente ou agrupados, apresentando 2 a 4 mm de largura. São ostiolados e freqüentemente pilosos e podem apresentar extrusão de conídios com aspecto de uma massa preta. Em sua fase sexuada o referido fungo foi identificado como Physalospora rhodina Berk e Curt. Apud. Cooke.

Existem 19 sinonímias para Botryodiplodia theobromae (Pat.), incluindo Diplodia gossypina Cooke e Lasiodiplodia theobromae (Pat.) Griffon & Maubl. (Punithalingan, 1976).

Para Sutton (1980), Lasiodiplodia é o nome genérico a ser adotado para este patógeno em substituição a Botryodiplodia theobromae (Pat.). De acordo com este autor, muitas espécies de fungos são comumente referidas como Botryodiplodia Sacc., que foi tipificado como Botryodiplodia juglandicola (Schw) Sacc. e se diferenças em morfologia conidial sobreviverem, a nova avaliação dos conceitos genéricos neste grupo, então Botryodiplodia theobromae (Pat.) será mantida em Lasiodiplodia ELL. & Ev. apud. Clendenin.

O fungo lasiodiplodia theobromae pertence ao reino fungi, do filo ascomycota, subfilo pezizomycotina, da classe dos dothideomycetos, subclasse dothideomycetidae, da ordem incertae sedis, da família botryosphaeriaceae, gênero lasiodiplodia.

Sua forma teleomórfica é Botryosphaeria rhodina (Berk, & Curt.) v. Arx.

Pode ser utilizado na industria na síntese de biopolímeros, organismos vivos que possuem a capacidade de formarem géis ou soluções viscosas em meio aquoso .O estudo de polissacarídos fúngicos tem despertado interesse devido a suas propriedades reológicas e físico-químicas. São biomateriais que têm encontrado amplo campo de aplicações, incluindo o uso em terapia farmacêutica devido a suas atividades biológicas como ação antitumoral, antiviral e antiinflamatória. Sendo assim apresentam-se como uma alternativa às gomas tradicionais.(Rodrigues, R.,)

Não possui fins gastronômicos, é considerado um patógeno fraco, embora nos últimos anos venha se tornando importante em várias culturas, é responsável por doenças importantes em mangueira (Mangifera indica L.), coqueiro (Cocos nucifera L.), cajueiro (Anacardium occidentale L.), Spondias SP, dentre outras (Freire & Cardoso, 2003).

Levantou-se a hipótese que L. theobromae tenha evoluído em patogenicidade em conseqüência das pressões ambientais, especialmente nas regiões semi-áridas, onde as condições climáticas lhes são muito favoráveis (Tavares, 2002).

O objetivo deste trabalho é apresentar aspectos gerais e morfológicos do fungo “Lasidioplodia theobromae”.


  1. MATERIAIS E MÉTODOS

O trabalho se desenvolveu inteiramente no laboratório de microbiologia do Instituto Federal Goiano Campus Urutaí.

Os propágulos foram coletados de uma placa de petri, através do processo de pescagem direta, utilizando duas pinças esterilizadas, em seguida após coletados, foram colocados sobre uma lâmina preparada ( flambada com uma gota de corante lactofenol cotton-blue), e macerados com o uso das pinças. Em seguida uma lamínula foi sobreposta a região da lâmina onde se encontrava a estrutura, o excesso de corante foi devidamente removido com auxílio do papel higiênico, e a lâmina devidamente vedada com esmalte, estando assim pronta para ser visualizada no microscópio óptico. Em seguida utilizei a menor objetiva (4X), para observar se de fato os propágulos estavam depositados na lâmina, e ao perceber que estavam, aumentei gradativamente as bjetivas, 10X e 40X para observar as estruturas fungicas com maior riqueza de detalhes. E com base nas observações em microscópio óptico, e nas literaturas descritas e analisadas, o fungo identificado pertenceu ao gênero Lasidioplodia theobromae.

Para esse trabalho foram realizadas microfotografias das estruturas fúngicas no microscópio ótico no microscópio estereoscópico, utilizando câmera digital Canon® modelo Power Shot A580 do professor Milton Luiz da Paz Lima.

Após tiradas, as micro fotografias foram editadas com o auxílio do software Photoscape, em seguida, foi confeccionada uma prancha com as imagens, que foram devidamente descritas abaixo da prancha.

  1. RESULTADOS E DISCUSSÃO:

Figura 1. Aspectos morfológicos de Lasidioplodia theobromae. A. Visão macroscópica da estrutura fungica, B. Visão macroscópica da estrutura fungica, C. sporos maduros com estrias típicas, D. Sporos em fase de maturação, unicelulares, ovóides, hialinos, de parede delgada e dupla com citoplasma granuloso, E. Sporo imaturo ao lado de sporo madu

  1. Descrição micológica:

Lasiodiplodia theobromae é um fungo cosmopolita que infecta mais de 500 espécies de plantas em regiões tropicais, e subtropicais, causando sintomas de seca de ramos, podridão peduncular em rutos e morte de plantas (PUNITHALINGAM, 1980).

O fungo produz picnídios estromáticos(estrutura de frutificação) globosos, subepidérmicos e ostiolados (ÚRBEZ-TORRES ET AL., 2008).

Sob condições de alta umidade, liberam os esporos em forma de cirros, os quais são facilmente dispersos por respingos de água da chuva, ou de irrigação. Esses esporos, quando jovens, são unicelulares, ovóides, hialinos, de parede delgada e dupla com citoplasma granuloso[D], porém, quando maduros, são bicelulares, de coloração marrom escura com estrias longitudinais[C] e dimensões de 20 µM-30 µM X 11 µM-15 µM (GRIFFON; MAUBLANC, 1909; ÚRBEZ-TORRES ET AL., 2008).

  1. LITERATURA CITADA.

CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA E PATOLÓGICA DE Lasiodiplodia

theobromae (Pat.) Griffon & Maubl., AGENTE CAUSAL DAS PODRIDÕES DE TRONCO E RAÍZES DA VIDEIRA (Rodrigues R.)

EmLab S&P, Lasiodiplodia theobromae, disponível em < http://www.emlab.com/app/fungi/Fungi.po?event=fungi&type=secondary&species=81&name=Lasiodiplodia_theobromae>, acessado em outubro de 2010.

Scielo Brasil, Queda de frutos em coqueiro causada por Lasiodiplodia theobromae em Roraima, disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-41582005000200022&script=sci_arttext>

Zipcodezoo, Lasiodiplodia theobromae, disponível em <http://zipcodezoo.com/Fungi/L/Lasiodiplodia_theobromae/>

INFOTECA, Manejo Integrado de Lasiodiplodia theobromae em Videira no Submédio do Vale do São Francisco, disponível em . Acessado em outubro de 2010.

12 comentários:

  1. Joao marcos TGA
    A prancha se localiza antes da descrição micológica

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  2. Colocar nome do genero em Italico.

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  3. Bruna curso Tecnologo em Gestão Ambiental
    Alguns erros de ortografia no inicio de alguns parágrafos.

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  4. Sou Guilherme Araujo TGA.
    As Citações estão desformatadas.

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  5. Diego Araújo TGA.
    Início de frase letra maiúscula, a prancha se localiza na introdução, e deveria estar após a descrição micológica.

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  6. caullius Tga 2° periodo
    Falta as literatuas que o professor sugeriu.

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  7. Sou Sabrina Pasetto, academica do curos de Tecnologia em Gestão Ambiental,inicio do paragrafo com letra maiuscula.

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  8. Sou charles p de Sousa: colocar a lãmina abaixo de resultados e discussões.

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  9. Falhas na formatação, ausência de destaque na nomeclatura do fungo, falhas ortográficas

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  10. Todos os erros serão devidamente corrigidos

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  11. Sou Tatiane do curso de TGA, falta melhor formatação nas literaturas citadas.

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  12. Taísa Mamedes- TGA 2° periodo,sua prancha está no lugar errado,mas seu trahalho está muito bom.

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