quarta-feira, 27 de outubro de 2010

"DESCRIÇÃO MICOLÓGICA: "ASPECTOS GERAIS E MORFOLÓGICOS DO FUNGO (Epicoccum sp.)." Douglas Sampaio, Milton Luiz da Paz Lima

1. INTRODUÇÃO

Eppicoccum SP é um fungo que apresenta como taxonomia, reino Fungi, filo basidiomycota, classe Basidiomycetos, ordem Polypolares, família Meripilaceae, gênero Abortiporus. (Naturdata, 2010)

É encontrado mais isolado do ar e ocasionalmente se desenvolve em pó da casa. A maioria dos relatórios médicos definem este fungo como um alérgeno, mas não com alta eficiência. Este fungo tem a capacidade de crescer a 37 º C e, portanto, podem infectar a pele humana. Os modos de disseminação do fungo são ventos secos de esporos e esporos também lançados pelo movimento higroscópico. Os conidióforos de Epicoccum sp são geralmente curtos e na maior parte agrupados em clusters. Os esporos são globosos, castanho escuro e muriforme (septos em ambos os sentidos). Os esporos são encontrados frequentemente em colônias crescendo em cultura como pequenos pontos pretos. O crescimento do Epicoccum sp. tem muitas características. Tem uma taxa de crescimento rápido e cresce bem em superfícies de celulose. As colônia muitas vezes apresentam cores brilhantes e podem incluir amarelo, laranja, vermelha ou marrom. Elas não têm pigmento laranja inversa. ( Moldremoval, 2010)

Os moldes encontrados em nossa casa são efetivos a nossa saúde. Pode causar danos graves, especialmente para aquelas pessoas que sofrem de alergias e asma. Este pode também causar danos ao nosso corpo. Esse molde é um alergeno potencial e também pode causar irritação ao órgão em que venha a ter contato. Algumas pessoas podem ter alergias do tipo I, como a febre dos fenos e a asma devido à presença deste fungo em suas casas. Esses fungos não causam problemas sérios de saúde para o corpo humano. Na verdade, é geralmente considerado como um patógeno humano. Até agora não houve relatos de nenhum molde estar ligada a qualquer animal ou infecção humana. As pesquisas realizadas sobre esse fungo deixou isso bem claro. ( Moldremoval, 2010)

O Epicoccum sp apresenta diversos usos. Na indústria farmacêutica, na produção de antibióticos como epicorazine A & B, flavipin e acetonitrila 2 indole. Os investigadores estão no processo de identificação dos medicamentos mais em que este molde pode ser utilizado com sucesso. Na verdade a maioria deles é da opinião de que este fungo não tenha sido utilizado para o seu pleno potencial. Nós usamos esse molde para fins medicinais, mas ainda não há usos industriais identificados a partir deste molde. Este molde pode ser facilmente identificado através do ar e direcionar os métodos de amostragem. Muitas vezes existe confusão em muitas mentes se Epicoccum sp é um "bolor negro" e realmente não é.( moldremoval, 2010)

O fungo Epicoccum nigrum, que apresenta como sinônimos Epicoccum oryzae, Epicoccum neglectum e Epicoccum purpurascens, causa uma mancha avermelhada em grãos de milho, essa doença ocorre apenas quando as espigas se acamam antes da colheita e os grãos ficam em contato com o solo. Epicoccum nigrum é considerado um patógeno fraco e saprófito comum do solo. (Agrolink, 2010)

Esse fungo ocorre em muitas regiões produtoras, principalmente em função de seu caráter de saprófito comum do solo. Epicoccum nigrum desenvolve-se sobre inúmeras espécies de plantas, principalmente em cereias como trigo e arroz. (Agrolink, 2010)

O sintoma típico da doença é a coloração rosada a vermelha dos grãos. A doença ocorre quando as plantas se acamam antes da colheita e as panículas ficam em contato direto com o solo, tanto os grãos imaturos como os maduros podem ser infectados. Os grãos infectados geralmente não germinam ou produzem plântulas enfraquecidas. (Agrolink, 2010)

Devido ao seu caráter de patógeno fraco, pouca ou nenhuma pesquisa tem sido desenvolvida à procura de fontes de resistência a Epicoccum nigrum, daí não se dispor de dados sobre a possível existência de variedades resistentes. Utilizar sementes limpas, livres do patógeno e adequadamente tratadas. Os restos culturais deixados no campo devem ser queimados ou enterrados profundamente. (Agrolink, 2010)

O objetivo deste trabalho é apresentar aspectos gerais e morfológicos do fungo Epicoccum sp..

  1. MATERIAIS E MÉTODOS

Os trabalhos de coleta, identificação, micro fotografia e descrição foram desenvolvidos no Laboratório de Microbiologia do Instituto Federal Goiano campus Urutaí, sob a supervisão do professor Dr Milton Luiz da Paz Lima.

Logo após o exercício dos cuidados básicos necessários para o desenvolvimento de trabalhos em laboratório, foi preparado uma lâmina para a análise das estruturas de Epicoccum sp., com o auxílio de uma pinsa, a lâmina foi flambada no bico de Bunsen, colocada em uma superfície plana, e no seu centro, foi gotejado 2 vezes o corante lactofenol cotton-blue, após isso, partiu-se pra coleta definitivsa de propágulos.

O fungo se encontrava armazenado em uma placa de Petri, com o uso do estereoscópio (lupa) foi possível localizar propágulos do fungo no meio de cultura, e com o uso de uma pinça esterilizada foi realizada a coleta deste por meio do processo de pescagem direta.

Após coletada, a amostra foi depositada no centro da lâmina, em meio ao corante, e devidamente macerada com uma pinça. Após devidamente macerada, uma lamínula foi sobreposta ao resultado deste processo, observou-se um excesso de corante na região da lamínula, que foi devidamente limpa com papel toalha, e logo em seguida vedada com esmalte.

Em seguida a lâmina foi analisada com o auxílio do microscópio óptico, usando a objetiva 4X, pudemos ter uma visão macro da lâmina, podendo assim perceber em qual região as estruturas se faziam presentes. Após localizadas, buscamos uma visão mais detalhada, utilizando as objetivas de 10X, e também 40X, e com o auxílio de descrições literárias, foi possível definir claramente aquele fungo como Epicoccum sp., e após identificadas claramente as estruturas, estas foram micro fotografadas com a câmera digital Canon® modelo Power Shot A580 do professor Milton Luiz da Paz Lima.

Depois de tiradas, as microfotografias foram devidamente editadas e selecionadas para a confecção da prancha descritiva a respeito dos aspectos físicos e morfológicos do Epicoccum sp..

3.Resultado e discução

Figura 1. Aspectos morfológicos do fungo Epicoccum sp. A. Detalhe de toa estrutura morfológica. Apresenta Esporodóquio escuro, de tamanho variável, os conidióforos são compactos, escuros e curtos. Os conídios são escuros e formam muitas células (Clitosporos), globosos, B. O fungo em seu tamanho obtido pela visualização da lupa.

Descrição micológica

O Epicoccum cresce rapidamente e produz colônias felpudas ou felty em ágar batata dextrose a 25 ° C. As colônias são de amarelo para laranja, laranja com vermelho ou rosa inicialmente, e com o envelhecimento vem a se tornar de castanho esverdeado a preto.

Epicoccum pode produzir um pigmento difusível que transforma a cor do meio inoculado para laranja, amarelo, vermelho ou marrom. Os pontos pretos (100-2000 m de diâmetro) podem ser observados macroscopicamente na superfície da colônia. Estes são os tufos de hifas que apresentam conidióforos em sua superfície. Estes tufos de hifas são em forma de almofada e nonconvolutados e são chamados esporodóquios [1295, 2202].

Hifas, conidióforos, esporodóquios, e os conídios são visualizáveis com microscópio. As hifas são septadas e amarelas na cor marrom. Conidióforos curtos que se originam em clusters de forma hifas. Estes ramos conidióforos são visíveis como massas densas. Conidióforos dão origem a esporos. Conídios jovens são redondos, não septados e pálidos.


  1. Referências Bibliográficas

MOLDREMOVAL, disponível em <http://www.moldremoval.com/epicoccum_sp.html>, acessado em outubro de 2010.

CALTEXMOLDSERVICES, disponível em . Acessado em outubro de 2010.

EMLABS&P, disponível em . Acessado em outubro de 2010.

ZIPCODZOO, disponível em < http://zipcodezoo.com/Key/Fungi/Epicoccum_Genus.asp>. Acessado em outubro de 2010.

DOCTORFUNGUS, disponível em < http://www.doctorfungus.org/thefungi/epicoccum.php>. Acessado em outubro de 2010.

12 comentários:

  1. Sou Caullius da turma de tecnologo em gestão Ambiental.
    No resultado e discução, mostra a figura A, fala sobre, "Apresenta Esporodóquio escuro, de tamanho variável, os conidióforos são compactos, escuros e curtos. Os conídios são escuros e formam muitas células (Clitosporos), globosos"
    Essa informação confunde por não estar explicito na prancha os esporodóquio,conidióforo, conidios.

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  2. Joao marcos TGA
    A seguinte informação da descrição não se encontra na prancha de foto,"As hifas são septadas e amarelas na cor marrom.", caso houvesse imagem na prancha facilitaria a compreensão dos aspectos morfológicos do fungo.

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  3. Tarlei Uranio TGA.
    sp é escrito com letra minuscula.

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  4. Bruna curso Tecnologo em Gestão Ambiental
    As referencias bibliográficas não se encontram em ordem alfabetica.

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  5. Diego Araújo TGA.
    Algumas palvras estão em itálico sem necessidade, lembrando que o gênero deve estar escrito em itálico.

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  6. Sou Guilherme Araujo TGA.
    A prancha de fotos ficou pequena de difícil visualização.

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  7. Sou Sabrina Pasetto,do curos TGA. O trabalho esta em formataçã arial 10, mas como é recomendado ser arial 12.

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  8. A formataçao do seu texto esta incorreta letra esta menos que a pedida pelo Prof.

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  9. Charles p de Sousa: poucas fotos na prancha.

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  10. Sou Tatiane do curso de TGA, melhorar a literaturas citadas , e a formatação do texto.

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  11. Muito do que se diz na descrição, não pode ser visualisado na prancha, poucas fotos, formatação incorreta

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