quinta-feira, 11 de novembro de 2010

ASPECTOS GERAIS E MORFOLÓGICOS DO FUNGO Macrophomina sp.

Lincoln Luis França
Acadêmico do curso de Agronomia


  1. INTRODUÇÃO

A Macrophomina sp foi descrita por Petr. (1923) e apresenta como sinonímias philippinensis Dothiorella, e tem como nome atual Macrophomina phaseolina. (Index Fungorum, 2010).
A forma anamórfica de Macrophomina sp. pertence ao Reino Fungi, Filo/divisão Ascomycota, sub-divisão coelomicetos, Classe Dothideomycetes, Ordem Incertae sedis, Família Botryosphaeriales, Gênero Botryosphaeriaceae. O gênero é representado por 07 espécies e 02 variedades descritas em literatura (Index Fungorum, 2010).
Foram encontradas 14 registros de Macrophomina sp em 1240 especies hospedeiras. Sendo relatada com mais frequencia na Malásia, Florida (EUA), Austrália, Brasil, Hong Kong, Koreia e na Carolina do sul (EUA). A espécie que apresenta o maior número de hospedeiras é a Macrophomina phaseolina (macrophomina phaseoli) com um total de 1223 registros, uma das principais hospedeiras é a Fragaria sp. (morango) com um total de 03 registros de ocorrência. (Farr & Rossman, 2010).
Em regiões tropicais e de temperaturas elevadas, Macrophomina sp. é agente de podridão em raízes, caule, ramos, e frutos em mais de 500 espécies de plantas cultivadas.(Viana e Souza, 2010).
Podridão de carvão, causada por Macrophomina phaseolina é uma das mais importantes doenças da soja. Variabilidade genética tem sido observada entre isolados. Entretanto, o efeito de especialização deste fungo, de acordo com a planta hospedeira, não foi ainda relatado. Isolados de soja, milho e girassol foram avaliados, em inoculações cruzadas, quanto à capacidade de formação de microesclerócios em raiz. (Almeida, 2008).
O fungo Macrophomina phaseolina é considerado como um dos fungos mais prevalecentes em infecções radiculares de soja, no Brasil. Nenhuma fonte de resistência genética foi ainda encontrada. Além disso, nenhuma informação foi obtida quanto à variabilidade genética deste patógeno, em regiões tropicais. (Almeida, 2003).
As principais espécies do gênero Macrophomina encontradas associadas à plantas, no Brasil são; Macrophomina phaseoli (Maubl.) S.F. Ashby, Macrophomina phaseolina (Tassi) Goid., Macrophomina phaseolina (Tassi) Goid., Macrophomina sp. Petr. (Embrapa cenargem, 2010).
Foi relatada a presença de Macrophomia sp. associada a várias espécies de plantas, no Brasil, como: Cocos nucifera (coqueiro), Eucalyptus deglupta (eucalipto), Eucalyptus sp. (eucalipto), Eucalyptus urophylla (eucalipto), Fragaria sp. (morango), Glycine max Merr. (soja), Gossypium hirsutum (algodão), Gossypium sp. (algodão), Phaseolus vulgaris (feijão), Vigna angularis (feijão-azuki), Vigna unguiculata (feijão-fradinho), Zea mays L. (milho). Na maioria dos casos na Brasil foi relatado o ataque do fungo em sementes, mas em alguns casos ele foi encontrado também em folhas de plantas de regiões quentes, causando mancha foliar. (Embrapa Cenargem, 2010).

O objetivo desse trabalho e demonstrar os aspectos gerais e morfológicos do fungo macrophomina sp.

2. MATERIAIS E MÉTODOS

O trabalho foi realizado no Laboratório de Microbiologia do Instituto Federal Goiano – Campus Urutaí. Os propágulos do fungo foram retirados da folha de girassol (Helianthus annus), que se encontrava no herbário do laboratório. Analisando os propágulos depositados na lâmina, a qual foi preparada com uma gota de fixador a base de azul de fenol, que com a agulha, passada pela chama da lamparina ou do bico de Busen para esterilizar, (para que não haja contaminação de outros microorganismos), e assim os propágulos do fungo da folha de girassol foram depositados sobre a lâmina. Após esse procedimento foi colocada a lamínula, secado o excesso de corante sobre as bordas e depois foi vedado com o esmalte em volta.

Depois de toda a preparação da lâmina, examinamos no microscópio ótico. Para uma melhor visualização começamos pela objetiva de menor aumento (5x) passando para a de maior (40x).
Comparamos a imagem formada no microscópio com literaturas para a identificação do gênero pertencente. E recebemos a orientação do professor da disciplina Milton Luiz da Paz Lima.
Também foram retiradas microfotografias da estrutura do fungo, com a ajuda de um microscópio ótico e uma objetiva de (100x). As microfotografias foram tiradas utilizando uma câmera digital marca Cânon, modelo Powershot SD750 7.1 mega pixels.



Figura 1. Aspectos morfológicos de Macrophomina sp. A) Picnidios (bar = 99 μm). B) Picnidios mostrando detalhes da superfície do tecido fungico (bar = 119 μm). C) Conídios amero-septados (bar = 6 μm). D) Detalhes dos conídios amero-septados (bar = 6.5 μm).

DESCRIÇÃO MICOLÓGICA:

Os fungos do gênero macrophomina sp. apresentam micélio superficial ou submerso, de coloração marrom ou hialina, ramificadas e septadas, muitas vezes dentro da cultura. Os picnídios quando septados, globosos, também de coloração marrom escuro, imersos, unilocular, com paredes espessas; paredes consistindo de um camada exterior marrom escura angulares, paredes de textura grossas, tornando-se hialina para o interior. Ostíolo central circular, com grande abertura e colarete diminuto, formado a partir de células internas da parede dos picnídios.
Quando asseptados os conídios são hialinos (figura 1.C e 1.D), obtusos nas extremidades, em linha reta, cilíndrica para fusiformes, de paredes finas, lisas, mais ou menos gutulados (figura 1.A). Escleródios preto, liso, duro, castanho escuro, e células com paredes espessas 14-30 x 5-10 μm.

Estes elementos morfológicos se adequaram às informações descritas para o gênero macrophomina por Sutton (1980).

LITERATURA CITADA.

ALMEIDA.; ÁLVARO M.R. et al . Effect of crop rotation on specialization and genetic diversity of Macrophomina phaseolina. Trop. plant pathol., Brasília, v. 33, n. 4, ago. 2008 . Disponível em . Acessado em 06 nov. 2010. doi: 10.1590/S1982-56762008000400001.

ALMEIDA, ÁLVARO M. R. et al . Genotypic diversity among brazilian isolates of Macrophomina phaseolina revealed by RAPD. Fitopatol. bras., Brasília, v. 28, n. 3, jun. 2003 . Disponível em . Acessado em 05 nov. 2010. doi: 10.1590/S0100-41582003000300009.

Farr, D.F., & ROSSNAN, A.Y. Fungal Databases, Systematic Mycology and Microbiology Laboratory, ARS, USDA. Disponível em: . Acessado em: 06/11/2010.

INDEX FUNGORUM Disponível em: http://www.indexfungorum.org/Names/Names.asp. Acessado em: 06/11/2010.

INDEX FUNGORUM Disponível em: http://www.indexfungorum.org/Names/NamesRecord.asp?RecordID=8814. Acessado em 06/11/2010.


MENDES, M. A. S.; URBEN, A. F.; Fungos relatados em plantas no Brasil, Laboratório de Quarentena Vegetal. Brasília, DF: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Disponível em: Acessado em: 6/11/2010.

Sutton B. C. THE COELOMYCETES. Ed. Central Sales. Commonwealth Agricultural Bureaux, Farham Royal, Slough SL2 3bn, England, 1980.

VIANA, FRANCISCO M. P.; SOUZA, NILTON L. DE. Efeito da interação temperatura-tensão de água sobre a germinação de microescleródios de Macrophomina phaseolina. Fitopatol. bras., Brasília, v. 27, n. 3, jun. 2002 . Disponível em . Acessado em 05 nov. 2010. doi: 10.1590/S0100-41582002000300005.

33 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Na prancha há algumas setas mas não possui nenhuma legenda indicando a que elas se referem

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  3. Lucas Silva Araújo: tentar melhorar o penúltimo e último parágrafo da introdução ta havendo uma repetições de palavras desnecessária e buscar mais informação na literatura se causa doença em humano, em espécies florestais e ornamentais se é produzido industrialmente ou não, entre outras coisas. Dar uma olhada nos nomes cientícos no parágrafo 3 o nome ta começando com letra minúscula e o sp. não é em itálico ver isso também.
    Colocar Materiais e Métodos pra distiguir da introdução, tentar melhorar a metodologia ser mais detalhado e as setas na prancha ta sem identificação e melhorar a legenda, ta faltando o valor das barras.
    Mais no geral ficou bom seu trabalho Lincoln apresentou informações interessantes sobre seu fungo e fez as citações certas tanto na introdução como na referências so falta colocar o site que você pesquisou.
    Abraços!!!!

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. As setas na prancha estão sem identificação.

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  7. Cássio: Não sei se é a mesma coisa, mas no título diz aspectos gerais de Macrophoma sp. e no resto do trabalho fala de Macrophomina sp..
    Achei que poderia falar mais da importancia do fungo, caso exista, na indústria e na medicina. Faltou demonstrar no método como foram feitas as pranchas, os softwares utilizados na confecção e a identificação das setas. No mais, excelente trabalho!

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  8. Marcelo Mueller: O titulo nao esta de acordo com o trabalho, falta informaçao da prancha de fotos na legenda, melhorar a introduçao. Em geral o trabalho esta muito bom.

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  9. Faltou a legenda da prancha e o título "Materiais e métodos".

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  10. As Referências não estão em ordem alfabética.
    Geovani L. Oliveira

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  11. As referências não estão em ordem alfabética. O fungo citado no título não é o mesmo que é citado no decorrer do trabalho. Verificar se as normas estão corretas, como o ponto antes das citações. Separar a introdução dos materiais e métodos.

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  12. A descrição é sobre o gênero macrophoma e não da espécie macrophoma phaseolina. Poucas fotos na prancha.

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  13. Falta a indicação da barra e o título materiais e métodos

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  14. Falta nome de quem confeccionou a prancha.

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  15. Gustavo Ribeiro, As imagens da prancha de fotos, estão um pouco desfocadas,e algumas setas não demonstram nada.
    O trabalho está muito bom.

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  16. Edvan Müller: Faltam os sites onde conseguil as informações. Parabéns ótimo trabalho.

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  17. Tálita Borges.
    A setas na prancha sem se referir o que representam. O foco da foto (d) está meio turvo. No mais os pequenos erros são relevantes.

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  18. O nome do gênero do fungo contido no título do trabalho não está de acordo com o descrito na descrição. Faltou colocar o nome do tópico Materiais e Métodos. Na prancha de fotos, não foi colocado o nome das estruturas indicas pelas setas e falta o tamanho da barra de escala.
    Bom trabaho, parabéns.

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  19. O gênero fungico apresentado no titulo do trabalho é diferente do descrito. A prancha não contem o nome do autor. Falta uma legenda para as barras de escala. Faltam os endereços dos sites acessados. poderia ter pesquisado sobre algumas curiosidades do fungo, se ele causa alguma doença em humanos e animais, se é utilizado industrialmente. poderia ter feito pesquisas nos suplementos de congressos disponibilizados pelo professor milton lima...

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  20. Colocar informações da prancha e há dois generos colocados no trabalho!

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  21. Ivo, na prancha de fotos faltou nome de quem confeccionou

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  22. Faltou inserir o nome do tópico Materiais e Métodos.A prancha não contem o nome do autor. Falta uma legenda para as barras de escala.

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  23. Na prancha de fotos, não foi colocado o nome das estruturas indicas pelas setas! O resto ficou bom.

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  24. não precisava ter citado as objetivas usadas.

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  25. Falta a indicação de barra na legenda da prancha de fotos

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  26. A prancha não conte nome do autor, olhada nos nomes científicos no parágrafo 3 o nome ta começando com letra minúscula e o SP. Não é em itálico ver isso também, faltou colocar o site que vc pesquisou.

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  27. Alicionon Oliveira: Houve repetiçao de conteudo, na prancha há setas porem nao há explicaçoes do que elas se referem, alem de quem montou as pranchas.

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  28. Alisson : O nome do gênero do fungo contido no título do trabalho não está de acordo com o descrito na descrição.

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