sexta-feira, 2 de julho de 2010

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA A RESPEITO DO MELHORAMENTO GENÉTICO DA CULTURA DA CEBOLA (Allium cepa L.)

Maurício Resta Ribas


1 INTRODUÇÃO

O melhoramento de plantas é bastante antigo, datando desde os primeiros agricultores que selecionavam as melhores sementes para a próxima safra. A seleção cumulativa de características desejáveis originou a diversidade de plantas hoje observadas. Esse tipo de seleção levou o rendimento a uma situação estacionária na produção agrícola, que não foi solucionada pelos métodos tradicionais. Além disso, esses métodos não permitem ultrapassar as barreiras naturais, e até que uma variedade com características novas possa ser lançada no mercado, 5 a15 anos se passam. Há também o fato de que no melhoramento clássico, além das qualidades desejadas, as indesejáveis são transferidas, pois o melhorista é forçado a trabalhar com a informação gênica inteira dos pais (Pereira, 2010).

Domesticada em diversos lugares a cebola, Allium cepa L., pertence à família Alliaceae da qual fazem parte outras hortaliças importantes como o alho, a cebolinha e o alho-porró. É cultivada há mais de 5.000 anos e largamente consumida pelos Hindus, Egípcios, Gregos e Romanos da antiguidade, não só a consumiam em abundancia, como também a usavam na arte, medicina e, inclusive, na mumificação, sendo comum encontrá-la nos túmulos egípcios (Filgueira, 1982).

O centro de origem da cebola localiza-se na Ásia Central, especialmente do noroeste da Índia e do Afeganistão. É uma espécie diplóide (2n=2x=16) conhecida apenas como planta cultivada. Existem barreiras de incompatibilidade nos cruzamentos entre a cebola cultivada e as espécies selvagens de Allium. O seu germoplasma é constituído de populações locais e de cultivares desenvolvidas ao longo dos séculos para adaptação a diferentes latitudes, sistemas de cultivo e preferências de consumo através do mundo (Melo, 2010).

A cebola é a terceira hortaliça em importância econômica no mundo, sendo amplamente cultivada para consumo fresco, como condimento ou na forma industrializada. A produção mundial, em 2005, foi de 57,35 milhões de toneladas, para uma área de 3,17 milhões de hectares e rendimento médio de 18,0 t/ha. A Ásia é a principal região produtora com cerca de 60 % da produção mundial, seguida Europa com 20 %. A China e a Índia são os principais produtores mundiais, representando, em conjunto, aproximadamente 43% da produção total. Os maiores rendimentos foram registrados na Coréia do Sul (58,0 t/ha), Estados Unidos (52,0 t/ha), Japão (45,0 t/ha) e Holanda (40,0 t/ha). O rendimento da China foi de 21,1 t/ha e o da Índia 10,3 t/ha. O Brasil é o maior produtor da América do Sul tendo produzido 1,1 milhão de toneladas numa área de 56,8 mil hectares (Melo, 2010).

Este trabalho tem por objetivo realizar uma revisão de literatura a respeito do melhoramento da cultura da cebola


2 DESENVOLVIMENTO

2.1 Botânica

O gênero Allium ocupa atualmente a seguinte classificação taxonômica: Classe: Monocotiledonea; Superordem: Lilliforme; Ordem: Asparagales; Tribo: Alliae; Gênero: Allium; Família: Alliaceae. Alguns autores defendem outras classificações, sendo a posição taxonômica do gênero Allium e de outros gêneros ainda controversa (Filgueira, 1982).

A cebola é uma aliácea que produz uma planta herbácea, semelhante ao alho, porém com folhas tubulares ocas, cilíndricas, muitas cerosas. A sua parte aérea alcança 60 cm de altura. As raízes são fasciculadas, pouco ramificadas, explorando um volume de solo equivalente a um cilindro com 60 cm de altura e 25 cm de diâmetro. A parte utilizada é um bulbo tunicado, compacto, formado pelas bainhas carnosas das folhas, que se sobrepõem umas às outras. É envolvido por túnicas, ou películas, sendo a externa seca, brilhante e de coloração variável – uma importante característica da cultivar. O caule verdadeiro reduz-se a um disco comprimido, na base do bulbo, de onde partem folhas e raízes. A fase vegetativa do ciclo vital da planta termina com o amadurecimento do bulbo (Filgueira, 1982).

Na extremidade de cada escapo se forma uma inflorescência esférica simples tipo umbela envolta por uma película que se rompe antes da abertura das flores. A quantidade de escapos que cada bulbo forma varia de 1 a 20, dependendo da variedade e das condições climáticas. A umbela pode conter de 50 a 2000 flores individuais que se abrem em seqüência irregular por um período de duas a mais de quatro semanas (Melo, 2010).

A flor é hermafrodita e compreende três carpelos fundidos em seu pistilo, seis estames (três internos e três externos), um estilete, três segmentos de periantos interiores e três exteriores. O ovário é súpero e contém três lóculos, com dois rudimentos seminais em cada um. Os nectários se localizam na base dos estames e o néctar é acumulado entre os estames internos e externos. Quando a flor se abre o pistilo tem 1 (um) cm de comprimento, mas não está receptivo para o pólen que é liberado. Adquire tal condição quando atinge uns 05 (cinco) cm de comprimento. As anteras emitem quase todo o pólen durante um período de 9-17 horas, 26 a 36 horas antes que o estigma esteja receptivo. Esta diferença entre a liberação do pólen maduro e a não receptividade do estigma explica porque a cebola é uma planta tipicamente de polinização cruzada (alógama). Tal fenômeno recebe o nome de protandria ou dicogamia protândrica, (Melo, 2010).

A autopolinização é possível entre flores de uma mesma umbela ou de diferentes umbelas de uma mesma planta, embora predomine a polinização cruzada. O pólen de planta estranha se desenvolve mais rapidamente que aquele da própria planta, reforçando a condição de alogamia (Melo, 2010).

A polinização é realizada, principalmente por abelhas, ainda que seja freqüente também a intervenção de moscas e vespas. As abelhas são atraídas pelo néctar e pólen produzidos pelas flores da umbela que permanecem abertas de 15 a 20 dias; as flores de todas as umbelas formadas na planta ficam abertas por cerca de 30 dias. O fruto da cebola é uma cápsula com três lóbulos, em que cada um deles contém uma ou duas sementes de cor preta (Melo, 2010).


2.2 Clima e Bulbificação

A cebola é exigente em condições climáticas propicias ao desenvolvimento da parte aérea e do bulbo. Fotoperíodo e temperatura são os dois fatores climáticos limitantes à produção de cebola. Também determinam à adaptação ou não de uma cultivar a uma região produtora (Filgueira, 1982).

O fotoperíodo tem papel mais decisivo na produção de bulbos. A cebola é planta de dia longo, mais de 10 horas de luz, para a formação de bulbo, que somente ocorre quando o período de luz iguala ou supera um valor mínimo, critico, exigido pela cultivar – uma característica hereditária. Assim haverá o estimulo hormonais à iniciação do bulbo, se forem satisfeitas as exigências fotoperiódicas da cultivar, caso contrário a planta se limitará a desenvolver folhas, sem bulbificar (Filgueira, 1982).

Cumpridas as exigências fotoperiódicas, somente haverá formação de bulbos se a temperatura for favorável. Assim, a planta exige temperaturas amenas 15 - 25ºC, nos 3-4 meses após a semeadura, na fase tipicamente vegetativa. Os fotoperíodos devem ser inferiores ao mínimo requerido para a cultivar bulbificar, com chuvas bem distribuídas ou irrigações freqüentes. Temperaturas excessivamente elevadas antecipam a formação do bulbo, reduzindo seu tamanho e a produtividade; quando muito baixas induzem o pendoamento, prejudicando os bulbos (Filgueira, 1982).

Na fase de bulbificação a planta exige fotoperíodos maiores que o valor critico da cultivar, temperaturas ligeiramente mais elevadas, em relação à fase vegetativa, e um fornecimento adequado de água, sem ser excessivo. Na fase final – a da maturação – obtém-se bons bulbos comerciáveis sob fotoperíodos longos, temperaturas bem mais elevadas e completa ausência de chuvas ou de irrigação (Filgueira, 1982).

Tem-se constatado que fotoperíodo e temperatura interagem, na bulbificação, no desenvolvimento do bulbo e no florescimento da planta. Ao contrario do que ocorre com o fotoperíodo, as temperaturas variam, num mesmo mês, ao longo dos anos - o que explica as diferenças no comportamento de uma mesma cultivar, em anos diferentes, semeada na mesma época, em uma localidade (Filgueira, 1982).

A cebola é uma planta de dia curto, quando ao florescimento, porém o efeito das temperaturas baixas é maior que o do fotoperíodo. O pendoamento é um fenômeno que interessa, tanto ao produtor de sementes como àquele que visa obter bons bulbos. Neste caso, o florescimento prejudica a produtividade cultural e a qualidade dos bulbos produzidos (Filgueira, 1982).

Outros fatores climáticos e culturais afetam a cultura da cebola. Assim, alta intensidade luminosa resulta em plantas maiores, que produzem bulbos também maiores, que amadurecem mais tardiamente – em consequência. Também baixas populações de plantas, por unidade de área, resultam em plantas e bulbos maiores (Filgueira, 1982).

Os resultados de uma cultura de cebola dependem, mais do que no caso de outras hortaliças, da cultivar escolhida e do meio ambiente. Este é determinado, preponderantemente, pela latitude geográfica – que condiciona o fotoperíodo e a temperatura (também afetada pela altitude), pela época do ano que se desenvolve a cultura, pelo tipo de solo e pelos métodos culturais. No caso da cebola tais fatores devem ser favoráveis, necessariamente, sob pena de um insucesso econômico total, para o cebolicultor (Filgueira, 1982).


2.3 Cultivares Pioneiras no Brasil e Ciclo da Cultura

O fotoperíodo é um dos fatores limitantes à cebolicultura, preponderante, em nossas condições. Também sabe-se que exigências fotoperiódicas e precocidade para a produção de bulbos estão intimamente relacionadas, sendo as cultivares mais precóces também aquelas menos exigentes em horas de luz. Levando tais fatores em conta, pode-se reunir as cultivares em três grupos distintos, como o fazem autores europeus e americanos: de dia curto, de dia médio e de dia longo (Filgueira, 1982).


2.3.1 Grupo I: de Dia Curto

Engloba aquelas cultivares cujo ciclo cultural, da semeadura à colheita de bulbos maduros, se completa em 130-160 dias – consideradas as mais precoces. Também são as menos exigentes em fotoperíodo, produzindo bons bulbos comerciáveis sob 10-12 horas de luz. Observe-se que há uma interessante ligação entre o fotoperíodo crítico e algumas outras características de uma cultivar de cebola. Assim, geralmente, as cultivares de dias curtos não resistem bem ao armazenamento, são mais precoces, a película externa dos bulbos é clara e o sabor é pouco pungente (Filgueira, 1982).

A cultivar Excel (Bermuda 986) é uma seleção americana da antiga cultivar Amarela Chata das Canárias. Os bulbos são tipicamente achatados, a película é amarelo claro, o interior é de coloração branca e o sabor é muito suave. Os seus defeitos são a alta suscetibilidade à queima de alternária e a sua notória falta de resistência ao armazenamento (Filgueira, 1982).

A cultivar híbrida americana Granex 33 tende a substituir a Excel e a Canárias – quando há disponibilidade de semente – pois produz bulbos melhores, menos achatados, maiores, mais uniformes e de melhor aceitação. Tem sido altamente produtiva, no Nordeste e no Centro Sul. O hídrido Granex 429, semelhante, também produz bem, sendo de introdução mais recente (Filgueira, 1982).

Durante a década de 70 os melhoristas procuraram criar novas cultivares, reunindo as qualidades da cebola gaúcha Baia Periforme à boa adaptação nordestina. Em 1980 foram lançadas as novas cultivares Pêra IPA-1 e Pêra IPA-2, criadas para as condições do vale do submédio São Francisco, em Pernambuco. Foram obtidas a partir de populações de Baia Periforme, já trabalhadas, em Piracicaba-SP. Os Bulbos são de cor “baia”, piriformes, com boa capacidade de conservação. As plantas apresentam perfeita adaptação regional, semeadas em fevereiro-maio, sendo resistentes à queima de alternária e produzindo acima de 25 t/ha. Suas sementes são produzidas pelo plantio de bulbos frigorificados, na própria região de origem (Filgueira, 1982).

A cultivar americana Texas Grano 502 é bem adaptada ao centro-sul, sendo produzida em larga escala, inclusive adapta-se bem à semeadura mais cedo (fevereiro) na propagação de mudas (Filgueira, 1982).

Red Creole é uma cultivar roxa, produz bons bulbos globular-achatados, relativamente pequenos, muitos firmes, de sabor pungente e boa conservação. É muito cultivada, sob dias curtos, em algumas regiões latino americanas, sendo também plantada no vale do rio São Francisco (Filgueira, 1982).


2.3.2 Grupo II: de Dia Médio

Abrange aquelas cultivares com ciclo cultural de 161-200 dias – consideradas de média precocidade. São mais exigentes em fotoperíodo, em relação ao grupo anterior, produzindo bem sob 11-13 horas de luz. Também resistem melhor ao armazenamento prolongado, são de menor precocidade, película é de coloração mais acentuada e o sabor é mais pungente, em relação à maioria das cultivares já citadas. Pelas suas boas características, melhor aceitação comercial, e adaptação comprovada, são as cultivares mais indicadas para plantios comerciais, no centro-sul (Filgueira, 1982).

A partir da tradicional cultivar gaúcha Baia Periforme (Síntese 22) os melhoristas criaram algumas seleções bem adaptadas ao cultivo no outono inverno do centro-sul. Apresentam boa resistência ao armazenamento, conservando-se durante 6 meses, em galpões arejados, e ao transporte. As seleções mineiras e paulistas são mais precoces em relação à cultivar original, porem mais tardias que as seleções pernambucanas já citadas. Algumas seleções conservam o nome original – Baia Periforme; outras tem o nome da localidade, onde foram desenvolvidas, como Baia Precoce Piracicaba – selecionada especialmente para a propagação por bulbinhos, mas que também pode ser plantada por mudas (Filgueira, 1982).

A obtenção de cultivares, de ciclo médio, adaptadas à semeadura antecipada (janeiro), com colheita antes da época normal de safra, foi um dos objetivos perseguido pelos melhoristas do centro-sul. Cultivares criadas, em Piracicaba apresentam tais características, destacando-se Pira Ouro – originada do cruzamento Baia Periforme X Roxa do Barreiro (Filgueira, 1982).

A cultivar mineira Roxa do Barreiro foi selecionada por cebolicultores do bairro de mesmo nome, em Belo Horizonte. Produz bulbos de película arroxeada, formando variável, com sabor mais picante do que as demais cultivares. Note-se que a cebola roxa é preferida pelo consumidor mineiro, mas não goza da mesma preferência em outras localidades. Hoje tal cultivar roxa é mais considerada como um valioso material genético para cruzamentos, originando cultivares de polinização aberta ou híbridos (Filgueira, 1982).

A possibilidade de criação de bons hídridos, entre nós, tem despertado o interesse de firmas de produção de sementes. Assim, o hídrido Baia Ouro AG-55, produz plantas vigorosas, com excelente uniforme na maturação, por ocasião do “estalo”. Os bulbos são de aspecto muito uniforme, bojudos, com película “baia”, tendo alta capacidade de conservação. Outro hídrido é Baia Ouro AG-59, semelhante, porem com bulbos piriformes (Filgueira, 1982).


2.3.3 Grupo III: de Dia Longo

Abrange as cultivares de ciclo superior a 200 dias – consideradas tardias – mais exigentes em fotoperíodo, produzindo bons bulbos sob 13 ou mais horas de luz, tão somente. Parece não haver plantios comerciais com cebolas de tal grupo, no centro-sul, porem tais cultivares tem grande destaque no extremo sul. A cultivar Baia Jubileu parece destacar-se, pela sua boa conservação e uniformidade, em latitudes de 24 a 35º (Filgueira, 1982).

Todas as cultivares gaúchas de dia longo produzem bulbos de ótima qualidade, com sabor pungente e elevada capacidade de conservação, sob condições naturais. A seleção Baia Jubileu também adapta-se ao plantio no Paraná e em Santa Catarina, sendo mais difícil a sua adaptação ao plantio no centro-sul (Filgueira, 1982).


2.4 Plantio e Épocas de plantio

Programas de melhoramento de cebola regionais tem contribuído decisivamente, disponibilizando cultivares de cebola adaptadas às mais variadas condições edafoclimáticas e preferências regionais. As diferenças nas condições climáticas entre as várias regiões do Brasil, principalmente em relação ao fotoperíodo e temperatura, além das preferências regionais e práticas culturais utilizadas, torna a produção e consequentemente a oferta de cebola bem distribuída ao longo do ano no Brasil (Filgueira, 1982).

Como para as demais hortaliças cultivadas em condições de campo no Brasil, considera-se como época ideal para o cultivo da cebola o período de março a novembro (Filgueira, 1982).

Neste período, as temperaturas são mais amenas, principalmente as noturnas. Neste período, a não ocorrência de períodos longos de chuva facilita o manejo da cultura, principalmente o controle de doenças. Assim, o período de março a novembro concentra a maior parte da produção de cebola nas principais regiões produtoras do Brasil. O Nordeste (Bahia e Pernambuco) é exceção, pois planta-se cebola o ano todo, embora, como nas demais regiões, considera-se o período de setembro a março como adverso a cebola, tendo a temperatura como fator limitante para produção (Filgueira, 1982).

Nas regiões com latitudes maiores como Sul, Sudeste e Centro-Oeste, março-abril são os melhores meses para o plantio da cebola, principalmente em termos de bulbificação. Plantando-se nesta época, o crescimento ocorre sob condições adequadas de pluviosidade, de temperatura (mais elevadas) e num período de encurtamento de fotoperíodo, mas ainda suficientemente longo para o crescimento rápido das plantas. A partir do final de junho, o fotoperíodo volta a crescer, embora a temperatura continue decrescendo. Obviamente, embora as plantas continuem a crescer no inverno, a taxa de crescimento é menor. A bulbificação apenas se inicirá quando a combinação de fatores determinantes da bulbificação de cada cultivar seja atingida, o que ocorre com as plantas completamente desenvolvidas. A colheita ocorre de finais de setembro a novembro (Filgueira, 1982).

Plantio tardio somente é possível em regiões de latitudes menores, onde o fotoperíodo varia pouco ao longo do ano. Nas regiões de latitudes maiores, o plantio tardio acarreta a bulbificação precoce das plantas, ou seja, com as plantas não totalmente desenvolvidas, resultando em alta proporção de bulbos pequenos, problema esse que pode ser reduzido com a utilização de cultivares apropriadas (Filgueira, 1982).

O plantio no verão tem como principal inconveniente à bulbificação sob altas temperaturas, além das chuvas excessivas e da maior incidência de doenças, pragas e plantas daninhas. Já existem cultivares de cebola desenvolvidas para o verão (cv. Alfa Tropical). Outras cultivares com potencialidade para plantio nessas épocas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste são Franciscana IPA 10 e Vale Ouro IPA 11, que por serem desenvolvidas para a região Nordeste do Brasil, sofrem menor efeito das altas temperaturas (Filgueira, 1982).


2.4.1 Semeadura seguida por transplante

Semeia-se em sementeira tradicionais, em sulcos transversais, aplicando 3-4 g de sementes por metro quadrado de leito. As mudas são transplantadas aos 40-60 dias da semeadura, quando apresentarem 4-5 mm de diâmetro e 18-20 cm de altura. É prejudicial podar as raízes e folhas, sendo preferível utilizar mudas mais novas. As mudas são colocadas, inteiras, em sulcos de 3-5 cm de profundidade, abertos nos canteiros definitivos. O transplante mecânico ainda não é usual nas regiões produtoras brasileiras (Filgueira, 2007).

Na “cultura de verão”, o transplante de mudas mais novas, aos 30-38 dias da semeadura, previne o alongamento do ciclo e da redução na produtividade. A semeadura em bandejas de isopor de 280 células, em casa de vegetação com laterais abertas, começa a ser praticada. Publicações referentes ao lançamento de cultivares adaptadas a esse tipo de cultura devem ser consultadas (Filgueira, 2007).


2.4.2 Semeadura direta

A semeadura direta, com semeaderia pneumática de precisão, tem sido preferida em algumas regiões produtoras do Brasil, ela exige maior gasto em semente, o dobro em relação à produção de mudas, e dificulta a realização dos tratos culturais iniciais. Entretanto, as vantagens são preponderantes: encurtamento do ciclo, com colheita mais precoce; aumento na produtividade; e redução substancial no custo de produção (Filgueira, 2007).

É um método normalmente utilizado em grandes áreas, devendo-se utilizar solos bem preparados, controle eficiente de ervas daninhas e sistemas de irrigação eficientes (Filgueira, 2007).


2.4.3 Plantio por Bulbinhos

Há um terceiro método de implantação, utilizado em Piedade-SP e em algumas outras poucas regiões. Inicialmente, efetua-se uma semeadura rala. Com apenas 2-3 g de sementes por metro quadrado de leito em sementeiras tradicionais. Observe-se que, neste caso, a época favorável tem sido junho-julho. São utilizadas cultivares especificas, como Pira Ouro. Colhem-se os bulbilhos, com 10-30 mm de diâmetro, aos três meses. Os bulbinhos curados, com folhas e raízes aparadas, são armazenados, dispostos em caixas especiais, empilhadas ou em prateleiras. Plantam-se bulbilhos em fevereiro-março, colhendo-os, já desenvolvidos, aos quatro meses. A colheita de bulbos comerciáveis ocorre na entressafra da cebola em maio-junho, o que constitui uma vantagem deste método (Filgueira, 2007).

Constata-se que, desde que se disponha de bulbinhos prontos, este é o método por meio do qual é mais fácil implantar uma cultura de cebola, podendo ser, também, o mais vantajoso. Entretanto, quando o olericultor é obrigado a produzi-los, o plantio por bulbinhos é mais trabalhoso e oneroso, em relação à semeadura direta ou ao plantio por mudas. No entanto, nos Estados Unidos, o método dos bulbinhos é largamente utilizado em certas regiões. Os cebolicultores americanos adquirem-nos prontos, produzidos em regiões especializadas e sob mecanização intensiva (Filgueira, 2007).

Após o lançamento de cultivares especializadas para a “cultura de verão”, como a Alfa Tropical, é de se duvidar que o plantio por bulbinhos ainda seja economicamente vantajoso (Filgueira, 2007).


2.4.4 Espaçamento de Plantio

O espaçamento de plantio, nos canteiros definitivos, é de 25-35 c, entre fileiras e de 5-10 cm dentro delas. Tais espaçamentos são empregados nos três métodos de implantação da cultura. Observe-se que, utilizando espaçamentos estreitos, eleva-se o numero de plantas, de bulbos produzidos por hectare e reduz-se seu tamanho (Filgueira, 2007).

No sudeste de Goiás, em região de planalto (Chapada), grandes produtores utilizam semeadeiras de precisão. Assim, semeiam cinco conjuntos de fileiras duplas espaçadas entre si de 5 cm, em canteiros largos, obtendo cerca de um milhão de plantas por hectare (Filgueira, 2007).


2.5 Solo e Adubação

A cultura adapta-se melhor a solos de textura media, com boa produção também em solos arenosos, leves, que favoreçam o desenvolvimento do bulbo, com pH 5,5 a 6,5. Solos argilosos, pesados, são desvantajosos. A calagem deve ser efetuada para elevar a saturação por base para 70% e se obter pH 6,0. A aração, gradagem e formação de canteiros favorecem a obtenção de bulbos bem formados (Filgueira, 2007).

A ordem decrescente de extração dos macronutrientes, segundo experimentos conduzidos em Piracicaba, é seguinte: K, N, S, P, Mg, e Ca. Apesar de ser o quarto nutriente em ordem de extração, o P é aquele que oferece respostas mais substancias, em produtividade e no aumento do peso do bulbo. Quanto ao K – o primeiro nutriente em extração – os ensaios não mostram respostas acentuadas em produção, embora possa melhorar a qualidade dos bulbos, se aplicado em solos de baixa fertilidade (Filgueira, 2007).

Para solos de fertilidade mediana ou baixa, na falta de dados experimentais regionais, sugere-se aplicação de fertilizantes no sulco de transplante das mudas ou incorporados ao leito dos canteiros de semeadura direta, contendo os seguintes teores (kg/ha) de macronutrientes: N: 30, P205: 200-300 e K2O: 120-150 (Filgueira, 2007).

É necessário complementar com 30-60 kg/ha de N e, em solos deficientes, 30-60 kg/ha de K2O, dividindo-se essas quantidades em duas coberturas, efetuadas aos 30 e aos 50 dias após o transplante (Filgueira, 2007).

Em solos de baixa fertilidade, a adubação orgânica é benéfica se aplicada a lanço, preferencialmente, e incorporada semanas antes do transplante ou da semeadura direta. Isso porque pode danificar sementes e mudas (Filgueira, 2007).

Observe-se que, na cultura de verão, o fotoperíodo longo e a temperatura elevada induzem à bulbificação precoce, inclusive durante a formação das mudas. Elevando-se a aplicação de N, ocorre benéfico retardamento na iniciação do bulbo, em razão do estimulo ao crescimento vegetativo. Quando se utiliza a cultivar Alfa Tropical, é útil consultar as publicações da Embrapa Hortaliças (Filgueira, 2007).

Quanto à aplicação de micronutrientes, a inclusão de 2 kg/ha de B e de 4 kg/ha de Zn, na adubação aplicada no sulco de plantio, pode beneficiar a cultura em solos deficientes. Devido à pequena área foliar e à cerosidade nas folhas, a aplicação foliar é menos eficiente (Filgueira, 2007).


2.6 Tratos Culturais

Irriga-se a cultura, procurando manter 75% de água útil, nos 20 cm de solo onde se concentram as raízes, ao longo do ciclo. Corta-se a irrigação ao primeiro sinal de maturação, que é o tombamento do pseudocaule. O excesso de água no solo retarda o ciclo e favorece o aparecimento do “charuto” (Filgueira, 2007).

O charuto é um bulbo alongado, sem valor comercial, produzido em plantas sem tombamento. A alta incidência desta anomalia na cultura indica inadaptação da cultivar às condições agroecológicas, especialmente o fotoperíodo. Outras anomalias, como bulbos duplos, são menos freqüentes (Filgueira, 2007).

O cultivo mecânico ou manual pode prejudicar a raiz e o bulbo, além de encarecer a cultura. Essa é uma cultura olerácea altamente beneficiado pelo controle do mato por meio de herbicidas, sofrendo pesada concorrência por parte das plantas invasoras. Há alguns herbicidas registrados para cebola, e um agrônomo especializado deve ser consultado (Filgueira, 2007).


2.7 Controle Fitossanitário

A queima-de-alternária é ocasionada pelo fungo Alternaria porri, afetando mais comumente a parte aérea. Inicialmente causa manchinhas brancas, que evoluem para manchas marrom-avermelhadas alongadas, podendo destruir a folha. É doença favorecida por altas temperaturas. Os meios de controle são: uso de cultivares de ciclo mediano, resistentes; rotação com culturas não-aliáceas; e pulverização com fungicidas específicos, adicionando-se espalhante-adesivo à calda (Filgueira, 2007).

O denominado mal-de-sete-voltas é uma doença fúngica causada por Colletotrichum circinans. Ocasiona o enrolamento e retorcimento das folhas com curvatura para um e outro lado, evidenciando crescimento irregular nas diferentes áreas do limbo foliar. As plantas afetadas não tombam ao final do ciclo e produzem bulbos anormais, tipo “charuto”. Os meios de controle são: uso de cultivares resistentes; rotação de culturas; e pulverização com fungicidas sistêmicos (Filgueira, 2007).

O chamado piolho-da-cebola é um inseto-praga minúsculo, Thrips tabaci, que vive em colônias na bainha das folhas, sugando a seiva de depauperando a planta. Os ataques são mais comuns em tempo quente e seco. Para o controle, podem-se pulverizar as plantas com inseticidas de ação sistêmica ou de profundidade (Filgueira, 2007).


2.8 Colheita e Comercialização

O ciclo da cultura, da semeadura até a colheita de bulbos maduros, varia de 130 a 180 dias para as culturas precoces e de ciclo mediano. A produtividade é variável, com bons produtores obtendo 50-60 t/ha de bulbos curados e limpos, como ocorre em São Gotardo-MG, Piedade-SP e outras regiões produtoras (Filgueira, 2007).

O primeiro sinal de amadurecimento é o “estalo” – o tombamento do pseudocaule – seguindo-se o secamento da planta, indica a completa maturação do bulbo, se o tempo se mantiver seco, quente e ensolarado, promove-se a cura no campo, após essa cura preliminar, recolhem-se o bulbos em galpões bem arejados e secos, para uma cura mais lenta (Filgueira, 2007).

O beneficiamento consiste em aparar as raízes rente ao bulbo, porem sem feri-lo, e as folhas, deixando-se cerca de 1 cm de pseudocaule (Filgueira, 2007).

Na maioria dos mercados brasileiros, os bulbos de tamanho médio são aqueles preferidos, também há mercado para bulbos pequenos e para aqueles graúdos – preferidos pelas agroindústrias (Filgueira, 2007).

O armazenamento prolongado pode ser desvantajoso nas condições brasileiras, ocorre ampla flutuação estacional nos preços pagos ao produtor, condicionada pela oferta variável ao longo do ano, já que a demanda parece ser constante (Filgueira, 2007).

Com o efetivo funcionamento do Mercosul, a Argentina vem exportando volumes crescentes de cebola “cascuda” (valenciana), de alta qualidade, preferida pelo consumidor de maior nível de renda (Filgueira, 2007).

A industrialização de cebola ainda é praticada em pequena escala no Brasil. Entretanto, há produção de cebola desidratada, na forma de pó ou de flocos, e também na forma de picles. Porem, a cebola ao natural é de habito de consumo arraigado nos lares (Filgueira, 2007).


2.9 Melhoramento da cebola

A grande variação de características morfológicas e fisiológicas, nesta espécie, está associada à sua alta taxa de polinização cruzada, bem como ao intenso processo de seleção a que foi submetida ao longo de sua domesticação, estendendo-se até os dias atuais (Leite, 2009).

As seleções visam, de modo geral, modificar características como: o formato, a coloração, a retenção de escamas e o tamanho de bulbos, assim como aumentar a produtividade, melhorar a conservação pós-colheita e o nível de resistência a pragas e doenças e a adaptação a diferentes condições edafoclimáticas (Leite, 2009).

Programas de melhoramento de cebola regionais tem contribuído, decisivamente, disponibilizando cultivares de cebola adaptadas às mais variadas condições edafoclimáticas e preferências regionais (Leite, 2009).

Por outro lado, com a implantação do Mercosul, um dos maiores desafios da cebolicultura brasileira é desenvolver cultivares que possam competir com a cebola argentina, cuja importação vem crescendo, basicamente, em função de aspectos qualitativos. Deste modo, acrescentou-se uma nova linha de pesquisa ao atual Projeto de Melhoramento, visando desenvolver cultivares que apresentem, a exemplo da cebola argentina, bulbos com características de escamas (pele) mais espessa, múltiplas, de boa retenção e coloração amarela

bronzeada (Costa, N.D, 2010).

Hoje, a cebola está sendo cultivada em regiões distintas, dentro de uma grande amplitude geográfica, estendendo-se do equador até regiões mais próximas aos círculos polares (Leite, 2009).

O início do cultivo de cebola amarela no Brasil ocorreu com a chegada de imigrantes açorianos que colonizaram a região de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, durante o século XVIII e início do século XIX (Melo et al., 1988; França e Candeia, 1997).

Das cebolas introduzidas da Europa, desenvolveram-se, por seleção natural e pela ação de agricultores, diversas populações que são agrupadas em dois tipos de acordo com a cultivar de origem: ‘Baia Periforme’, que engloba as populações derivadas de uma cebola portuguesa conhecida como Garrafal e ‘Pêra’, possivelmente populações derivadas de genótipos egípcios introduzidos na Ilha dos Açores e posteriormente trazidos para o Brasil. Um terceiro tipo, possivelmente resultante do cruzamento entre populações do tipo ‘Baia Periforme’ e ‘Pêra’ e denominado ‘Crioula’ surgiu na região do Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina (Costa, 1997).

Como características, estes três tipos possuem elevada tolerância a moléstias e, sobretudo, boa conservação pós colheita. Seleção nesses tipos, especialmente em ‘Baia Periforme’, ocorreu no Rio Grande do Sul e em outros estados brasileiros a partir da criação dos programas de melhoramento genético de cebola no Centro de Pesquisa da Região Sul em Rio Grande (RS), da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), e no Instituto Agronômico de Campinas, e no Instituto de Genética da ESALQ/USP, em Piracicaba (SP), em 1940. Diversas cultivares de cebola foram disponibilizadas pela Fepagro com destaque para ‘Jubileu’, ‘Norte 14’, ‘Petroline’ e ‘Madrugada’ (Leite, 2009).

Em São Paulo, a seleção para dias curtos resultou na disponibilização das cultivares Baia Periforme Piracicaba do Cedo, Pira Ouro e Pirana, entre outras. Em 1972, com a criação da Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária, cebola do tipo ‘Baia Periforme’ foi levada de São Paulo para Belém do São Francisco (PE) e selecionada para latitudes 8 - 9º, ou seja, para bulbificação em dias ainda mais curtos e resistência a condições de calor constante (Wanderley et al., 1973; Candeia e Costa, 2000).

Foram disponibilizadas cultivares até a presente data, com destaque para ‘Pêra IPA 4’, ‘Composto IPA 6’, ‘Belém IPA 9’, ‘Franciscana IPA 10’, ‘Vale Ouro IPA 11’ e ‘Brisa IPA 12’. Ainda nas décadas de 1970 e 1980, outros programas de melhoramento genético públicos e privados foram criados para atender às demandas das regiões produtoras, destacando-se a criação do programa da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina S.A. (Epagri), em Ituporanga (SC), em 1976. Como cultivares de destaque desenvolvidas pela Epagri citam-se ‘Bola Precoce’, ‘Juporanga’, ‘Crioula Alto Vale’ e ‘Superprecoce’ (Leite, 2009).

Na Embrapa, os trabalhos de melhoramento genético de cebola foram iniciados em 1977 de forma descentralizada, atendendo as demandas regionais. A cebola, fortemente dependente de fotoperíodo e temperatura para bulbificação e com forte interação com outros fatores ambientais e práticas culturais, requer programas de melhoramento para latitudes ou regiões específicas, sendo a melhor cultivar aquela obtida na própria região de cultivo (Jones e Mann, 1963; Pike, 1986).

Atualmente, a Embrapa Clima Temperado, na região Sul, a Embrapa Hortaliças, na região Centro-Oeste, e a Embrapa Semi-Árido na região Nordeste, desenvolvem programas de melhoramento de cebola. Estes programas visam disponibilizar cultivares adaptadas às mais variadas condições edafoclimáticas, sistemas de cultivo e preferências regionais, já tendo sido disponibilizadas oito cultivares (Leite, 2009).

A Embrapa Clima Temperado disponibilizou as cultivares Aurora em 1988, Primavera em 1992 e BRS Cascata em 2002. Enquanto a ‘BRS Cascata’ é do grupo das cebolas tardias com bulbos de coloração pinhão-bronzeada e de excelente retenção de escamas, o que condiciona excelente conservação pós-colheita, as cultivares Aurora e Primavera são do grupo das precoces. Estas cultivares foram importantes para o Rio Grande do Sul, substituindo a população Baia Periforme, que era extremamente desuniforme. Além de adaptadas à região Sul, comportam-se bem nas condições de inverno das regiões Sudeste e Centro-Oeste (Leite et al., 2002).

A Embrapa Hortaliças disponibilizou as cultivares Conquista, em 1988, São Paulo, em 1991, Alfa Tropical, em 1997 e Beta Cristal, em 1998. ‘Conquista’ é do grupo ‘Baia Periforme’ e possui resistência a míldio na fase de florescimento, ‘São Paulo’ é do grupo das claras precoces, ‘Beta Cristal’ é branca do tipo indústria e ‘Alfa Tropical’ é cebola de verão. A ‘Alfa Tropical’ continua sendo a de maior destaque, pois é a única cultivar de cebola disponível no Brasil para cultivo nas condições de verão das regiões Sudeste e Centro-Oeste, possibilitando abastecer o mercado no período de entressafra. Além das regiões Sudeste e Centro-Oeste, esta cultivar tem se mostrado como opção para o cultivo no segundo semestre do ano no Vale do Rio São Francisco. Pelas suas características de resistência a doenças foliares e rusticidade, (Tabela 1) ‘Alfa Tropical’ também vem sendo amplamente utilizada em sistemas agroecológicos de cultivo (Leite, 2009).

Tabela 1. Cultivares de polinização livre (OP) e híbridas (H) de cebola disponíveis para plantio no Brasil. Embrapa Hortaliças, 2004.

Cultivar

Empresa 1/

Tipo

Ciclo maturação
/dias

Época
plantio
/região

Formato


Bulbo

Cons. pós-colheita

Pungência

Cor
película

Cor
escamas

Alfa Tropical/OP

Embrapa, Hortec, Feltrin

DC

Super precoce/120-150

Ago-nov/NE
Nov-jan/SE, CO, NE

Globular alongado

Amarela

Branca

Boa

Alta

Aurora/OP

Embrapa, Hortec, Feltrin

DI

Precoce/150-170

Abr-jun /Sul, SE

Globular alongado

Amarela

Branca

Boa

Alta

Baia Dura/H

SVS

DC

Precoce/160-180

Mar-jun/SE

Globular

Amarela

Branca

Boa

Alta

Baia Perif. Super Precoce/OP

Isla

DC

Precoce/135-165

Mar-jul/SE

Globular alongado

Amarela

Branca

Boa

Alta

Baia Periforme/OP

Hortec, Feltrin, Isla

DC

Precoce/160-180

Mar-jun/S, SE

Globular alongado

Amarela

Branca

Boa

Alta

Baia Precoce/OP

Hortec

DC

Precoce/150-180

Abr-jun/S, SE

Globular alongado

Amarela

Branca

Boa

Alta

Bella Crioula/OP

Sakata

DI

Médio/180-210

Mar-mai/S

Globular

Amarela
escura

Branca

Boa

Alta

Beta Cristal/OP2/

Embrapa

DC

Precoce/150-180

Mar-mai/SE, CO2/

Achatado

Branca

Branca

Boa

Alta

Bola Precoce – Empasc 352/OP

SVS, Epagri, Feltrin, Isla

DI

Médio/170-190

Mar-mai/S

Globular

Amarela
escura

Branca

Boa

Alta

BR 19/OP

Topseed

DC

Precoce/145-165

Mai-jun/SE

Globular arredondado

Amarela
escura

Branca

Média - boa

Alta

BR 23/OP

Topseed

DC

Precoce/155-165

Mai-jun/SE

Globular

Amarela

Branca

Média - boa

Alta

BR 25/OP

Topseed

DC

Precoce/165

Mai-jun/SE

Globular arredondado

Amarela
escura

Branca

Média - boa

Alta

BR 27/OP

Topseed

DC

Super precoce/
135-145

Abr-jun/S

Globular

Amarela
escura

Branca

Boa

Alta

BR 29/OP

Topseed

DC

Médio/185-195

Mai-jun/S

Globular arredondado

Amarela
escura

Branca

Boa

Alta

BRS Cascata/OP

Embrapa

DI

Médio/180-210

Abr-mai/S

Pião

Marrom
escura

Branca

Muito boa

Alta

Cadillac/H

SVS

DC

Super precoce/100-120

Jan-abr/SE, CO, NE

Globular Pião

Amarela
clara

Branca

Média

Baixa

Composto IPA-6/OP

IPA, Sakata, Isla

DC

Super precoce/

130-160

Jan-jun/NE

Globular
alongado

Amarela

Branca

Boa

Alta

Conquista/OP

Embrapa

DC

Precoce/160-180

Mar-mai/SE

Globular

Amarela

Branca

Boa

Alta

Crioula Alto Vale – Epagri 362/OP

Epagri, Hortec, Feltrin

DI

Tardio/190-240

Abr-jun/Sul

Globular

Marrom

Branca

Muito boa

Alta

Crioula Mercosul/OP

Hortec

DI

Tardio/180-240

Abr-jun/S

Globular

Marrom

Branca

Boa

Alta

Crioula/OP

Hortec, Isla

DI

Tardio/180-220

Abr-jun/S

Globular

Marrom

Branca

Muito boa

Alta

Diamante/OP

Fepagro, Hortec

DI

Médio/160-200

Mar-jun/S

Globular alongado

Branca

Branca

Boa

Alta

Duquesa/H

SVS

DC

Super precoce/
140-150

Mar-jun/SE

Globular

Amarela clara

Branca

Média

Baixa

Franciscana - IPA 10/OP

IPA

DC

Super precoce/
120-140

Abr-set/NE

Globular achatado

Vermelha
púrpura

Vermelha púrpura

Boa

Alta

Gran Valley/H

SVS

DC

Super precoce/
130-150

Mar-jun/SE, CO, NE

Globular redondo

Amarela

Branca

Média

Baixa

Granex 429 (H)

SVS

DC

Super precoce/
110-160

Jan-abr/SE, CO
Jan-jul/NE

Globular
Pião

Amarela clara

Branca

Média

Baixa

Granex 90/H

Sakata

DC

Super precoce/
110-130

Jan-jul/SE, CO, NE

Globular pião

Amarela clara

Branca

Média

Baixa

Granex Ouro/H

Topseed

DC

Super precoce/
120-140

Fev-mai/SE

Globular

Amarela clara

Branca

Média

Baixa

Jubileu/OP

Fepagro, Feltrin

DI

Tardio/170-230

Abr-jun/S

Globular alongado

Amarela

Branca

Boa

Alta

Juporanga – Empasc 355/OP

Epagri

DI

Tardio/220-250

Mai-jun/Sul

Globular alongado

Amarela

Branca

Boa

Alta

Madrugada/OP

Fepagro, Hortec, Feltrin

DI

Médio/160-200

Abr-jun/S

Globular alongado

Amarela

Branca

Boa

Alta

Mercedes/H

SVS

DC

Super precoce/
135-150

Jan-jul/
SE, CO, NE

Globular

Amarela clara

Branca

Média

Suave

Montana/OP

SVS

DI

Médio/175-210

Mar-mai/S

Globular redondo

Amarela escura

Branca

Boa

Forte

Morena F1/H

Topseed

DC

Precoce/140-150

Abr-jul/S
Mai-jun/SE, CO

Globular

Marrom

Branca

Boa

Forte

Optima F1/H

Topseed

DC

Super precoce/
110-140

Mar-Mai/SE, CO

Globular

Amarela escura

Branca

Boa

Baixa

Pêra - IPA 4/OP

IPA

DC

Super precoce/
130-150

Ago-dez/NE

Globular alongado

Amarela

Branca

Boa

Alta

Pêra Norte 14 Bojuda do Rio Grande/OP

Feltrin

DI

Tardia/180-230

Mai-jun/S

Globular com base achatada

Amarela

Branca

Média-boa

Alta

Perfecta F1/H

Topseed

DC

Super precoce/
130-145

Mar-mai/SE, CO

Globular

Amarela escura

Branca

Boa

Média

Petroline/OP

Fepagro, Hortec

DI

Médio/160-200

Abr-jun/S

Globular alongado

Amarela

Branca

Boa

Alta

Piraouro/OP

Topseed

DC

Precoce/140-160

Abr-mai/SE

Globular

Amarela

Branca

Boa

Alta

Primavera/OP

Embrapa, Hortec, Feltrin

DI

Precoce/150-170

Abr-jun/S, SE

Globular

Amarela

Branca

Boa

Alta

Princesa/H

SVS

DC

Super precoce/
130-150

Mar-mai/SE, CO

Globular redondo

Amarela clara

Branca

Média

Baixa

Red Creole/OP

Feltrin, Isla

DC

Médio/150-180

Mar-jul/SE, CO, NE

Globular achatado

Vermelha
púrpura

Vermelha
escura

Média-boa

Alta

Régia/OP

SVS

DC

Precoce/145-160

Mar-jun/SE, CO

Globular alongado

Amarela

Branca

Boa

Alta

Rodeo F1/H

Topseed

DC

Super precoce/
135-145

Mar-mai/SE, CO

Globular

Vermelha púrpura

Vermelho

Boa

Alta

Rosada – Empasc 353 ou 356/OP

Epagri

DI

Médio/185-210

Mai/S

Globular

Vermelha clara

Vermelha clara

Boa

Alta

Roxa - IPA 3/OP

IPA

DC

Super precoce/
90-120

Ag-nov/NE

Globular

Vermelha púrpura

Vermelha clara

Boa

Alta

Roxa/OP

Hortec

DC

Precoce/140-160

Abr-jun/S

Globular achatado

Vermelha púrpura

Vermelha

Boa

Alta

São Paulo/OP

Embrapa

DC

Super precoce/ 110-150

Fev-jun/SE, CO

Globular achatado

Amarela
clara

Branca

Média

Baixa

Sel. Crioula – Empasc 351/OP

Epagri, Feltrin

DI

Médio/180-200

Abr-jun/S

Globular

Amarela escura

Branca

Muito boa

Alta

Serena F1/H

Topseed

DC

Precoce/140-145

Abr-jul/S
Mai-jun/SE, CO

Globular

Amarela
escura

Branca

Boa

Média

Serrana/OP

SVS

DC

Precoce/150-170

Mar-mai/SE

Globular redondo

Amarela

Branca

Boa

Alta

Super precoce – Epagri 363/OP

Epagri

DI

Tardio/210-230

Mar-mai/S

Globular

Amarela

Branca

Boa

Alta

Superex/H

Takii

DC

Precoce/140-160

Mar-mai/SE, CO

Globular

Amarela clara

Branca

Média

Media

Texas Grano 502 PRR/OP

SVS, Feltrin, Sakata, Topseed

DC

Super precoce/
120-140

Mar-jul/CO, SE, NE

Pião achatado

Amarela
clara

Branca

Média

Baixa

Texas Grano 502/OP

SVS, Hortec

DC

Precoce/120-170

Mar-jun/SE, CO
Jan-dez/NE

Pião achatado

Amarela
clara

Branca

Média

Baixa

Tropical Valley (H)

SVS

DI

Médio/180-210

Abr-jun/S

Globular redondo

Amarela
escura

Branca

Média

Média

Vale Ouro - IPA 11/OP

IPA, Feltrin

DC

Super Precoce/
130-150

Fev-jul/NE

Globular alongado

Amarela

Branca

Boa

Alta

White Creole/OP

Isla

DC

Super precoce/
120-150

Mar-ago/SE

Globular achatado

Branca

Branca

Baixa

Alta

XP 8010/H

SVS

DC

Precoce/160-180

Mar-mai/SE, NE, CO

Globular

Amarela

Branca

Média

Baixa

FONTE: EMBRAPA HORTALIÇAS.

1/ Empresas com sementes disponíveis.
2/ Para a produção de bulbinhos, recomenda-se o semeio de julho a meado de agosto.


O programa de melhoramento de cebola da Embrapa Semi-Árido, iniciado recentemente, já disponibilizou a cultivar BRS Alfa São Francisco para as condições de dias curtos do Vale do Rio São Francisco. Esta cultivar foi licenciada recentemente para empresas de sementes, e por isso ainda não há estimativas do seu impacto no mercado. Por ser derivada da ‘Alfa Tropical’ possui potencial para ser recomendada também para as condições de verão das regiões Sudeste e Centro do Brasil (Costa et al., 2005).

A pesquisa em melhoramento genético da cebola no Brasil, principalmente os programas públicos, já disponibilizou cerca de 50 cultivares, com ganhos em produtividade, diversidade, adaptação a estresses bióticos e abióticos e possibilitado a modernização dos sistemas de cultivo, tendo contribuído de forma efetiva para o desenvolvimento e sustentação da cebolicultura no Brasil (Leite 2009).

As cultivares disponíveis no Brasil visam atender as exigências do consumidor brasileiro, que prefere bulbos de tamanho médio (50-90 mm de diâmetro), de formato globular, de película externa de cor bronzeada uniforme, e escamas internas de cor branca (Melo e Boiteux, 2001).

A produção de cebola no Brasil continua baseada em cultivares de polinização livre (cerca de 75% da área plantada) com seleções de ‘Baia Periforme’ e ‘Crioula’ dominando o mercado. Possuem, entre outras qualidades, tolerância a doenças, conservação pós-colheita boa e variação ampla em formato, tamanho, cor, número e espessura de películas de bulbos. Cebolas do grupo ‘Crioula’ são adaptadas principalmente à região Sul e são responsáveis pelo desenvolvimento alcançado pela cultura da cebola em Santa Catarina (Leite, 2007).

O agronegócio cebola é importante para o Brasil, com previsão, em 2009, de uma área média de plantio dessa cultura de 62.351 ha, com produção de 1.364.098 toneladas distribuídas nas regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste (IBGE, 2009).

Estima-se que 70% da cebolicultura brasileira seja proveniente da agricultura familiar, principalmente nas regiões Sul e Nordeste, envolvendo cerca de 60.000 famílias que têm a cebolicultura como atividade principal. O uso de cultivares superiores e de técnicas modernas de produção como irrigação, alta densidade populacional, semeadura direta, mecanização da produção, adubação balanceada, etc., associadas ao uso de sementes de melhor padrão genético vêm favorecendo aumentos gradativos e constantes no rendimento. A adoção de cultivares híbridas associada ao uso de alta tecnologia de produção tem sido fator de aumentos de produtividades, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste e em parte do Nordeste nos últimos anos (Epagri, 2000).

Para competir no mercado globalizado de sementes, o país precisará desenvolver bons híbridos com níveis mais altos possíveis de resistência às doenças mais importantes, usando como base populações dos tipos ‘Baia Periforme’ e ‘Crioula’. Cultivares para nichos de mercado específicos, como o de produtos “orgânicos” e produtos “nutracêuticos” e de “cebolas doces”, têm sido buscadas (Leite 2009).

Como alimento funcional, a cebola é rica em três grupos de compostos com benefícios à saúde humana: flavonóides, tiosulfinatos e frutanas (Bertolucci et al., 2002).

Flavonóides são compostos polifenólicos com propriedades antioxidantes (Hollman e Katan, 1997) a cebola é a principal fonte de quercetina na dieta humana, contribuindo com cerca de 30% dos flavonóides consumidos (Hertog et al., 1992).

A quantidade de quercetina (um flavonóide natural que possui propriedades farmacológicas, tais como antiinflamatória, anticarcinogênica (pois atua no sistema imunológico), antiviral, influencia na inibição de cataratas em diabéticos, anti-histamínicas (antialérgicas), cardiovascular, entre outras atividades.) na cebola varia com a cor e o tipo de bulbo e cultivar, sendo distribuída, principalmente, nas camadas externas (Lombard et al., 2005).

Ferramentas de biologia molecular vêm sendo empregadas nos programas de melhoramento da Embrapa e têm sido úteis no conhecimento da distribuição da variabilidade genética e na identificação de mantenedoras da macho-esterilidade (Leite 2009).

Recentemente foi demonstrado por (Imai et al., 2002) que o efeito de lacrimejação da cebola é controlado por uma enzima, denominada “sintase do fator de lacrimejação” - SFL. Esta descoberta abre a possibilidade do desenvolvimento de cultivares sem lacrimejação, porém preservando compostos sulfurados de valor nutracêutico, controlados por outro sistema enzimático. Em termos de diversidade e filogenia, o fato de o gene SFL existir como uma cópia abre a possibilidade de utilizá-lo como ferramenta na caracterização e na estimativa de distância genética entre espécies e de acessos dentro das espécies do gênero Allium sp.

Entre os fatores que afetam o rendimento da cebolicultura brasileira estão os danos causados por doenças: antracnose (C. gloeosporioides), mancha-púrpura (A. porri) e raiz rosada (P. terrestris) nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste; míldio (P. destructor) e mofo cinzento (B. squamosa) na região Sul, cujas ocorrências estão relacionadas às condições ambientais do local de cultivo e o nível de resistência das cultivares plantadas (Carneiro e Amorim, 1999).

A antracnose foliar é a mais importante doença da cebola em regiões tropicais, afetando a cultura desde a fase de canteiro até o armazenamento dos bulbos, freqüentemente, em proporções epidemicamente alarmantes quando as condições climáticas favorecem (Galván et al., 1997).

O controle genético por meio de cultivares com níveis mais altos de resistência a doenças, associado ao controle cultural tem sido buscado como forma de minimização do uso de agrotóxicos e riscos de contaminação de produto e ambiente (Galván et al., 1997).

Com base no exposto, este trabalho visa ampliar as informações genéticas básicas já levantadas (Batista et al., 2007; Valêncio et al., 2004; Santos et al., 2007; Santos et al., 2008), bem como identificar marcadores moleculares associados a caracteres de interesse, possibilitando em futuro próximo, o melhoramento assistido por marcadores moleculares. Populações estão sendo melhoradas para sistemas agroecológicos e convencionais, visando a disponibilização contínua de boas cultivares para o segmento de cebolas pungentes, de cebolas suaves/doces, de produtos orgânicos e de alimentos funcionais.


3 CONCLUSÃO

A grande variação de características morfológicas e fisiológicas nesta espécie está associada à sua alta taxa de polinização cruzada, bem como ao intenso processo de seleção consciente e inconsciente a que foi submetida ao longo de sua domesticação. As seleções visam, de modo geral, modificar características como: formato; coloração; retenção de escamas e tamanho de bulbos; aumentar a produtividade; melhorar a conservação pós-colheita; adaptar a diferentes condições edafoclimáticas.

Como resultado marcante, pode-se ressaltar a adaptação da cebola a diferentes latitudes, cuja produção estende-se desde os trópicos até regiões mais próximas aos círculos polares, regiões estas muito diferentes do seu centro de origem, principalmente em se considerando que o fotoperíodo é fator limitante no processo de bulbificação.

Para que se consiga realizar melhoramento genético em cebola, assim como em outras espécies, é fundamental a caracterização e preservação de toda a variabilidade genética presente nas cultivares antigas.

Os programas de melhoramento genético de cebola de instituições públicas de pesquisa brasileiras têm uma longa tradição de trabalho, sendo responsáveis pelo lançamento da maioria das cultivares em cultivo no país. É importante que estes órgãos continuem recebendo apoio e investimentos para o desenvolvimento e incremento das pesquisas com cebola, com vistas à criação de cultivares cada vez mais competitivas no mercado.


4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


BATISTA, P.P; et al., Divergência genética entre populações de cebola potenciais e comerciais para o Nordeste, com base em marcador AFLP. In: Anais eletrônicos. Congresso Brasileiro de Olericultura 47. Porto Seguro. Campinas: ABH, 2007, disponível em: http://www.abh.org.br/anais/anais.htm; consulta: setembro 2007.


BERTOLUCCI, S.K.V.; PINHEIRO R.C.; PINTO J.E.B.P; e SOUZA R.J.A de, Qualidade e valor nutracêutico da cebola. Informe Agropecuário, 2002, 23(218), 88-92.


CANDEIA, J.A. e. COSTA, N.D., A cebolicultura Nordestina e a necessidade de pesquisa no contexto atual. pp. 15-17. In: Pereira, W.; J.V. Viera A, J.V. e J.L. de Mendonça (Org.). 2000, Relatório do Workshop sobre cebolicultura no Brasil. Embrapa Hortaliças. Série Documentos 25, Brasília.


CARNEIRO, L.C. e AMORIM, J.L., Influência da temperatura e do molhamento foliar no monociclo do mal-de-sete-voltas da cebola, 1999, Fitopatologia Brasileira 24(3), 422-427.


COSTA, C.P., da, Germoplasma de cebola brasileiro e seu uso no melhoramento. p. 2. In: Anais Seminário Nacional de Cebola 9, 1997. Centro de Pesquisa Agropecuária de Clima Temperado, Pelotas, Brasil.


COSTA, N.D. et al,. Alfa São Francisco: variedade de cebola para cultivo no verão. p. 420, 2005, In: Anais Congresso Brasileiro de Olericultura 45, Horticultura Brasileira 23, Fortaleza, Brasil.


COSTA, N.D., CANDEIA, J.A., ARAUJO, M.T., Recursos Genéticos e Melhoramento de Plantas para o Nordeste Brasileiro, Nivaldo Duarte Costa, Importância econômica e melhoramento genético da cebola no Nordeste do Brasil, disponível em: www.cpatsa.embrapa.br:8080/catalogo/ livrorg/cebola.pdf, acessado em abril de 2010.


EMBRAPA HORTALIÇAS, disponível em: http://www.cnph.embrapa.br/paginas/sistemas_ producao /cultivo_ da_cebola.htm, acessado em 19/04/10.


EPAGRI - Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina S.A., disponível em: www.epagri.sc.gov.br/, acessado em abril de 2010.


FILGUEIRA, F. A. R., Manual de olericultura: cultura e comercialização de hortaliças, vol.2, 2 ed. rev. e ampl., São Paulo, Ed. Agronômica Ceres, 1982.


FILGUEIRA, F. A. R., Novo manual de olericultura: agrotecnologia moderna na produção e comercialização de hortaliças, 3. ed. ver. e ampl., Viçosa – MG, Ed. UFV, 2007.


FRANÇA, J.G.E. de e CANDEIA, J.A., Development of short-day yellow onion for tropical environments of the Brazilian Northeast. 1997, Acta Hort. 433, 285-287.


GALVÁN, G.A.; et al., Screening for resistance to antracnose (C. gloeosporioides Penz.) in Allium cepa and its wild relatives, 1997, Euphytica 95(2), 173-178.


HERTOG, M.G.L.; HOLLMAN, P.C.H. e VENEMA, D.P., Optimalization of a quantitative HPLC determination of potentially anticarcinogenic flavonoids in vegetables and fruits, 1992, J. Agr. Food Chem. 40, 1591-1598.


HOLLMAN, P.C. e KATAN M.B., Absorption, metabolism and health effects on dietary flavonoids in man. Biomed, 1997, Pharmacoterapy 51(8), 305-310.


IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, disponível em: www.ibge.gov.br, acessado em abril de 2010.


IMAI, S.; N. et al., Plant biochemistry: an onion enzyme that makes the eyes water. Nature, 2002, 419, 685.


IPA – Instituto Agronômico de Pernambuco, disponível em: http://www.ipa.br/, acessado em abril de 2010.


JONES, H.A., e MANN, L.K., Onion and their allies, 1963, Leonard Hill, London.


LEITE, D.L., Revista Colombiana de Ciências Hortícolas - Vol. 3 - No.1 - pp. 18-27, 2009, Melhoramento genético de cebola para as condições tropicais e subtropicais do Brasil, disponível em: www.soccolhort.com/revista/pdf/magazin/vol3/vol.../Vol.3.No.1.Art.2.pdf, acessado em abril de 2010.


LEITE, D.L.; GARCIA, A.; SANTOS, A.M., BRS Cascata a new cultivar released by Temperate Climate Agricultural Research Center, 2002, Embrapa, Brazil. Abstracts National Allium Research Conference. Washington State University, Pasco, WA.


LEITE, T.L, Melhoramento genético de cebola. pp. 79-113. 2007, In: Barbieri, R.L. (ed.). Cebola: ciência, arte e história. 2. ed. Embrapa Informação Tecnológica, Brasília.


LOMBARD, K.; et al., Quercetin in onion (Allium cepa L.) after heat-treatment simulating home preparation, 2005, J. Food Comp. Analysis 18(6), 571-581.


MELO, P.C.T; RIBEIRO, A; e CHURATA-MASCA, M.G.C, Sistemas de produção, cultivares de cebola e o seu desenvolvimento para as condições brasileiras. pp. 27-61. In: Anais Seminário Nacional de Cebola 2, 1988. Piedade, Brasil.


MELO, P.C.T. e BOITEUX L.S, Análise retrospectiva do melhoramento genético de cebola (Allium cepa L.) no Brasil e potencial aplicação de novas estratégias biotecnológicas, In: Anais Congresso Brasileiro de Melhoramento de Plantas 1, 2001. Goiania, Brasil (CD).


MELO, P.C.T. de, Produção de sementes de cebola em condições tropicais e subtropicais,

Departamento de Produção Vegetal ESALQ/USP, disponível em www.esalq.usp.br, acessado em abril de 2010.


PEREIRA, A.M., et al., Melhoramento Vegetal, Departamento de Biológica da Universidade Estadual de Maringá, disponível em: www.dbi.uem.br, acessado em 2010.


PIKE, L.M., Onion breeding. pp. 357-394. In: Basset, M.J. (ed.). Breeding vegetable crops. 1986, AVI Publishing Company, Connecticut, CT.


SANTOS, M. do D.M. dos; et al., Relação genética entre acessos de cebola adaptados para cultivo no Brasil estimada via marcadores RAPD. In: Anais Congresso Brasileiro de Olericultura 47, Porto Seguro, disponível em: http://www.abh.org.br/anais/anais.htm; consulta: setembro 2007.


SANTOS, C.A.F.; et al., Identificação dos citoplasmas “S”, “T” e “N” via PCR em populações de cebola no Vale do São Francisco, 2008, Hortic. Bras. 26(3), 306-309


VALENCIO, A.G.B.; et al., Estabelecimento de uma coleção de clones genômicos e de cDNA de cebola (Allium cepa L.) contendo seqüências similares a genes de resistência a doenças. p. 39. In: Anais Congresso Brasileiro de Genética 50, 2004. Gramado, Brasil.


WANDERLEY, L.J. et al., Melhoramento e produção de semente de cebola no Nordeste. Sudene/Brascan Nordeste/IPA. 1973, Recife, Brasil.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seguidores

Postagens populares da Ultima Semana