sábado, 24 de agosto de 2013

Trabalho Acadêmico pertencente a disciplina de Microbiologia II: Aspectos sintomatológicos, etiológicos, epidemiológicos e controle de Escherichia coli.



Maria Cristina Araújo Vaz
Acadêmica do Curso Ciências Biológicas

INTRODUÇÃO


            A Escherichia coli enteropatogênica, é um bacilo Gram-negativa da família Enterobacteriaceae, é uma das espécies bacterianas mais conhecidas e melhor caracterizadas. Pode ser classificada, de acordo com seu conjunto de genes de virulência e associação com doenças em seres humnos, como comensal, frequentemente habitando o intestino de mamíferos, patógeno entérico, ou E. coli diarreiogênica (DEC), patógeno urinário, ou E. coli uropatogênica, e patógeno para outros órgãos/sistemas, associado, entre outros, com meningite e bacteremia (KAPER et al.,2004).
            Os primeiros estudos epidemiológicos relacionando escherichia coli enteropatogênica (EPEC) com diarréia humana foram publicados na Alemanha, nas décadas de 1920 e 1930, e confirmados de maneira definitiva na Inglaterra, em 1945. Na época, o envolvimento de EPEC em surtos de diarréia (“diarréia de verão”) também foi verificado em outros países. Entretanto, embora tenha sido a primeira categoria de E. coli diarreiogênica identificada, o potencial patogênico das EPEC só foi confirmado e amplamente aceito quando sua ingestão por voluntários causou evidentes sintomas de diarréia (TRABULSI; ALTERTHUM, 2008).
            Acredita-se que a essência da infecção por EPEC deve-se á interação entre a região C-terminal da intimina e TirM, na superfície da célula eucariótica, que desperta uma intensa resposta celular. Esta resposta celular se traduz em alterações untra-estruturais, com rompimento do citoesqueleto da borda  em escova, resultantes da mobilização de diferentes proteínas do citoesqueleto e dos microfilamentos de actina que se condensam logo abaixo do local de adesão de EPEC. O resultado dessas alteraçoes é a formaçao de esturutas elevadas, na superfície celular apical, que se assemelham a pedestais sobre os quais a EPEC adere intimamente (TRABULSI; ALTERTHUM, 2008).
  O objetivo deste trabalho é fazer uma revisão bibliográfica a respeito da bactéria Escherichia coli levando em consideração aspectos de sintomatologia, etiologia, epidemiologia e controle da bactéria
DESENVOLVIMENTO


Sintomatologia

            EPEC (“entoropoatogenic E.coli”; E coli Enteropatogênica): causam diárreias não senguinolentas epidêmicas em crianças, especialmente em países pobres. Têm um fator de adesão aos enterócitos e produzem enterotoxinas, resultando em destruição dos vilos do intestino delgado, com má absorção dos nutrientes e consequente diarréia osmótica. Há também febre, náuseas e vômitos (Wikipédia-Enciclopédia livre).
            Caso a bactéria E. coli esteja no sistema urinário, os sintomas incluem dor /ardor ao urinar, muita vontade de urinar com pouca quantidade de urina, urina turva e forte odor desegradável na urina. Se as bactérias afetarem os rins, há ainda febre acima de 38ºC, dor no fundo das costas e vômito (Tua Saúde-saúde, nutrição e bem estar).
 

Epidemiologia

            Os estudos realizados até o momento tem demonstrado  que as EPEC típicas têm como reservatório somente o homem. Raramente são encontradas em animais. Uma proporção elevada de crianças adquire infecção em hospitais públicos, geralmente a partir de uma criança internada com diarréia. As fontes de infecçao na comunidade não são conhecidas, mas provavelmente são portadores normais ou doentes. As vias de transmissão não tem sido caracterizadas com precisão, mas devem incluir contato pessoal e ingestão de água e alimentos contaminados. É possível também que em hospitais a infecção seja adquirida por via aérea (TRABULSI; ALTERTHUM, 2008).
            Nos países desenvolvidos, ocorreu uma acentuada queda da frequência das EPEC típicas a partir de 1960, e, atualmente estas bactérias são raras. No Brasil e mais especificamente na capital de São Paulo, as EPEC típicas representaram a principal causa de diarreia infantil desde os primeiros estudos nas décadas de 1950 e 1960, sendo identificadas em até 30% dos casos de diarreia no primeiro ano de vida. Entretanto, nos últimos anos, a frequência tem caído sensivelmente. As razões para a redução na frequência destes organismos não foram estabelecidas, mas certamente estão relacionadas ao tratamento mais precoce das diarreias, ao controle das infecções hospitalares, ao saneamento básico e a alimentação mais adequada das crianças. As infecções por EPEC típica são muito mais frequentes em crianças pobres dos grandes centros urbanos  (TRABULSI; ALTERTHUM, 2008).
Tratamento e Controle

            Parece que a administração de antibióticos não reduz a duração da diarreia, tampouco a sua gravidade, e assim não teria indicação. A medida terapêutica mais eficaz é a hidratação precoce que reduz drasticamente a mortalidade. Além das medidas gerais de prevenção de doenças infecciosas, o controle das EPEC pode ser bastante ajudado pelo aleitamento materno. Vários estudos têm demonstrado que a frequência da infecção por EPEC é significativamente menor em crianças que recebem leite materno, o que está de acordo com a riqueza do leite materno em anticorpos contra BFP e intimina. Alguns laboratórios estão tentando desenvolver vacinas utilizando a porção aminoterminal (conservada) de intimina e pilina de BFP como antígenos vacinais(TRABULSI; ALTERTHUM, 2008).
            O tratamento para infecção urinária é feito com antibióticos, durante 3, 7, 10 ou mais dias. Alguns exemplos de remédios utilizados contra a infecção urinária são Amoxicilin, Cefalexina e Nitrofurantoína. É importante que o medicamento prescrito seja tomado sempre no mesmo horário e pela quantidade de dias que o médico indicou, mesmo que os sintomas desapareçam antes. Em caso de infecção urinária recorrente, o médico poderá prescrever um medicamento de dose única, por ser mais forte. Em alguns casos, a cirurgia para corrigir algum problema anatômico também pode ser indicada (Tua Saúde-saúde, nutrição e bem estar).


CONCLUSÃO

           
            Através deste trabalho pode-se notar que Escherichia coli é um patógeno que causa infecções intestinais em crianças, especialmente nos países pobres. A E. coli adere aos enterócitos e produz enterotoxinas, que destroem os vilos do intestino delgado, resultando na má absorção dos nutrientes e consequentemente causa diarreias, febres, náuseas e vômitos. No caso de infecções urinárias causam dores e uma necessidade frequente de urinar dentre outros. Em caso de infecção recorrente poderá seu usado um antibiótico de dose única, mais forte ou então intervenção cirúrgica. E informações a respeito de sintomatologia, epidemiologia e controle.


LITERATURA CITADA


KAPER, J.B. Defining EPEC. Rev Microbiol (São Paulo), v. 27 (Suppl1), p. 130-3, 2004.

TRABULSI, L.R.; ALTERTHUM, F.; Microbiologia. 5°edição. Editora Atheneu. São Paulo – 2008.

Tua Saúde disponível em <http://www.tuasaude.com/sintomas-de-infeccao-urinaria/> acesso em 05 de julho de 2013.

Wikipédia disponível em <http://pt.wikipedia.org/wiki/Escherichia_coli> acesso em 05 de abril de 2013.

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