domingo, 18 de dezembro de 2011

Aspectos gerais e morfológicos de Mucor hiemalis

Aspectos gerais e morfológicos de Mucor hiemalis


Suellen Polyana
Acadêmica do curso de Agronomia

INTRODUÇÃO

 Ao longo dos últimos dez anos, a incidência de infecções importantes causadas por fungos tem aumentado. Essas infecções estão ocorrendo como infecções hospitalares em indivíduos com sistema imunológico comprometido. Além disso, milhares de doenças causadas por fungos afetam plantas economicamente importantes custando anualmente, mais de um bilhão de dólares (TORTORA et al., 2005).
 O fungo Mucor hiemalis foi descrito por Wehmer, publicado na revista Annls mycol. (1): 39 (1903). A forma anamorfica e teleomórfica do Mucor sp. pertence ao Reino Fungi, divisão Zigomycota, Classe dos Zigomicetos, Subclasse Incertae sedis, Ordem dos Mucorales e a Família Mucoraceae. O gênero é represento por 705 espécies, 24 formae specialis, 108 variedades e 3 subespécies, enquanto a espécie M. hiemalis compreende 4 formae specialis e 18 espécies, descritas em literatura (INDEX FUNGORUM, 2011).
Apresentando como sinonímias: Mucor adventitius var. aurantiacus Lendn. [as 'aurantiaca'], Mat. fl. crypt. Suisse 3(1): 64 (1908); M. intermedius Naumov, Tab. Opred. Predst. Mucor.: 32 (1915); M. hiemalis var. intermedius (Naumov) Naumov, Opred. Mukor., Edn 2: 41 (1935); M. hiemalis var. albus Lendn., Bull. Soc. bot. Genève, 2 sér. 10: 365 (1918); M. hiemalis var. toundrae Lendn., Bull. Soc. bot. Genève, 2 sér. 10: 371 (1918); M. vallesiacus Lendn., Bull. Soc. bot. Genève, 2 sér. 10: 376 (1919); M. hiemalis var. airensis B. Price, Bull. Soc. bot. Genève, 2 sér. 19: 175 (1927); M. hiemalis var. allobrogensis B. Price, Bull. Soc. bot. Genève, 2 sér. 19: 175 (1927); M. hiemalis var. alnicola B. Price, Bull. Soc. bot. Genève, 2 sér. 19: 175 (1927); M. hiemalis var. formicogenus B. Price, Bull. Soc. bot. Genève, 2 sér. 19: 175 (1927); M. hiemalis var. sabulosus B. Price, Bull. Soc. bot. Genève, 2 sér. 19: 175 (1927); M hiemalis var. cumelicola B. Price [as 'cumulicolus'], Bull. Soc. bot. Genève, 2 sér. 19: 175 (1927); M. humicola Raillo [as 'humicolus'], Zentbl. Bakt. ParasitKde, Abt. II 78: 515 (1929); M. hiemalis var. alboflavus Zycha, Krypt.-Fl. Brandenburg (Leipzig) 6.6: 75 (1935); M. hiemalis var. albogriseus Zycha, Krypt.-Fl. Brandenburg (Leipzig) 6.6: 75 (1935); M. hiemalis var. flavogriseus Zycha, Krypt.-Fl. Brandenburg (Leipzig) 6.6: 75 (1935); M. hiemalis var. flavus Zycha, Krypt.-Fl. Brandenburg (Leipzig) 6.6: 75 (1935); M. hiemalis var. griseus Zycha, Krypt.-Fl. Brandenburg (Leipzig) 6.6: 75 (1935); M. hiemalis var. perennis Naumov, Opred. Mukor., Edn 2: 41 (1935), de acordo com Index fungorum (2011).
Zigomicetos são fungos muito pequenos e simples com corpos de frutificação formados apenas por uma massa pequena de esporos sobre uma haste, são conhecidas cerca de 600 mil espécies (WATANA, 1994).
O gênero Mucor sp. compreende cerca de 80 espécies cosmopolitas, sendo considerado o mais representativo e estudado dentre os gêneros de Mucoraceae. Os representantes de Mucor reproduzem-se, assexuadamente, por meio de aplanósporos formados internamente em esporângios e clamidósporos; sexuadamente, pela fusão de dois gametângios geneticamente compatíveis, pertencentes ou não ao mesmo micélio e dando origem ao zigosporo. A maioria das espécies de Mucor vive como saprófita no solo, grãos, flores, frutos, restos de vegetais, agáricos carnosos, fezes de herbívoros e solo afetado por fezes de aves. Em fezes de herbívoros, há trabalhos que demonstram inclusive a sucessão fúngica (ALVES et al., 2002).
M. hiemalis é um fungo fitopatogênico, não sendo, portanto comestível. Cresce na expansão de colônias cinza (WIKIPÉDIA, 2011).
Não encontrado relatos de associação de M. hiemalis com plantas ornamentais segundo Lorenzi (2001).
Apresentando como e principais hospedeiras e suas respectivas localidades, citadas em literatura: Abies alba Mulenko, W., Majewski, T., e Ruszkiewicz-Michalska, M. (2008), Polônia; Abies firma, Mulenko, W., Majewski, T., e Ruszkiewicz-Michalska, M. (2008), Japão; Angelica archangelica subsp. archangelica, Kobayashi, T. (2007 ) Polônia; Arachis hypogaea, Pourabdollah, S., and Ershad, D. (1997), Iran; Areca catechu, Misra, A., and Misra, J.K. (1981), Índia; Betula sp., Mulenko , W., Majewski, T., e Ruszkiewicz-Michalska, M. (2008), Polônia;  Brassica sp., Mulenko, W., Majewski, T., e Ruszkiewicz-Michalska, M. (2008), Polônia;  Carya illinoensis (Isolado em nozes.), Huang, L.H., and Hanlin, R.T. (1975) Estados Unidos; Cirsium arvense, Mulenko, W., Majewski, T., e Ruszkiewicz-Michalska, M. (2008),  Reino Unido; Dactylis glomerata, Mulenko, W., Majewski, T., e Ruszkiewicz-Michalska, M. (2008),  Polônia; Daucus carota, Mulenko, W., Majewski, T., e Ruszkiewicz-Michalska, M. (2008), Polônia; Elaeis guineensis, Turner, P.D. (1971), Península Malay;  Williams, T.H., and Liu, P.S.W. (1976), Malásia; Galega orientalis, Mulenko, W., Majewski, T., e Ruszkiewicz-Michalska, M. (2008), Polônia; Helianthus annuus (Isolado em achenes.), Roberts, R.G., Robertson, J.A., and Hanlin, R.T. (1986) Estados Unidos; Helianthus sp.; Mulenko, W., Majewski, T., e Ruszkiewicz-Michalska, M. (2008), Polônia; Hordeum vulgare, Mulenko, W., Majewski, T., e Ruszkiewicz-Michalska, M. (2008), Polônia; Larix decidua, Mulenko, W., Majewski, T., e Ruszkiewicz-Michalska, M. (2008), Polônia; Lens culinaris, Khare, M.N. (1991) Índia; Abdel-Hafez, S.I.I. (1984), Arábia Saudita; Lupinus luteus, Mulenko, W., Majewski, T., e Ruszkiewicz-Michalska, M. (2008), Polônia; Lupinus termis, Abdel-Hafez, S.I.I. (1984),  Arábia Saudita; Lycopersicon esculentum (Podridão da fruta.), Roberts, R.G., Robertson, J.A., and Hanlin, R.T. (1986), Estados Unidos; Musa textilis (Atacando a bainha da folha), ;  Williams, T.H., and Liu, P.S.W. (1976), Malásia; Phaseolus vulgaris, Abdel-Hafez, S.I.I. (1984),   Arábia Saudita; Picea abies, Mulenko, W., Majewski, T., e Ruszkiewicz-Michalska, M. (2008), Polônia; Pinus sylvestris, Tokumasu, S., Aoki, T., and Oberwinkler, F. (1994), Alemanha; Mulenko, W., Majewski, T., e Ruszkiewicz-Michalska, M. (2008), Polônia; Pistacia vera, Roberts, R.G., Robertson, J.A., and Hanlin, R.T. (1986), Estados Unidos;  Mulenko, W., Majewski, T., e Ruszkiewicz-Michalska, M. (2008), Polônia; Pisum sativum , Mulenko, W., Majewski, T., e Ruszkiewicz-Michalska, M. (2008), Polônia; Abdel-Hafez, S.I.I. (1984), Arábia Saudita; Populus spp., Mulenko, W., Majewski, T., e Ruszkiewicz-Michalska, M. (2008), Polônia; Psidium guajava (Podridão mole, branca), Raabe, R.D., Conners, I.L., and Martinez, A.P. (1981), Havaí; Quercus germana, Heredia, G. (1993), México; Quercus robur:, Mulenko, W., Majewski, T., e Ruszkiewicz-Michalska, M. (2008), Polônia; Ricinus communis, Misra, A., and Misra, J.K. (1981), Índia; Secale cereale, , W., Majewski, T., e Ruszkiewicz-Michalska, M. (2008), Polônia; solo, agrícola, Roberts, R.G., Robertson, J.A., and Hanlin, R.T. (1986), Estados Unidos; Theobroma cacao, Williams, T.H., and Liu, P.S.W. (1976), Malásia; Trifolium pratense , Mulenko, W., Majewski, T., e Ruszkiewicz-Michalska, M. (2008),  Polônia; Triticum aestivum, Mulenko, W., Majewski, T., e Ruszkiewicz-Michalska, M. (2008), Polônia; Vicia faba, Mulenko, W., Majewski, T., e Ruszkiewicz-Michalska, M. (2008), Polônia; Abdel-Hafez, S.I.I. (1984), Arábia Saudita; Vitis vinifera, Hanlin, R.T., Foudin, L.L., Berisford, Y., Glover, S.U., Jones, J.P., and Huang, L.H. (1978), Espanha; Zea mays (Em sementes.), Roberts, R.G., Robertson, J.A., and Hanlin, R.T. (1986), Estados Unidos; Zingiber officinale, Williams, T.H., and Liu, P.S.W. (1976), Malásia (FARR e ROSSMAN, 2011).
It grows branched sporangiophores that yielding yellow to dark brown sporangia which can mate to form black-brown, spiny zygospores M. hiemalis foi selecionado para o estudo de alguns dos aspectos da lipase na indução por triglicerídeos. Os resultados sugerem que a quantidade real de lipase, que são enzimas que atuam sobre lipídeos,  produzida por M. hiemalis na presença de azeite ou de mostarda pode ser maior do que os valores aparentes. As diversas frações detectadas nos extratos lipídicos micelial foram ésteres de esterol, triglicérides, ácidos graxos livres, diglicerídeos, esteróis, monoglicerídeos, fosfatidil etanolamina, fosfatidil colina, e pequenas quantidades de desconhecidos lipídeos polares em todas as fases de fermentação estudadas (AKHTAR et al., 1983). 
Nos meses de janeiro e fevereiro de 2009, em um pomar localizado em Fraiburgo, Santa Catarina, observou-se a presença de frutos de ameixa (Prunnus salicina), cultivar Camila, em pré-maturação, com sintomas de podridão mole cobertos com mofo verde oliva. Frutos com o mesmo sintoma foram observados durante o armazenamento em condição ambiente. Os frutos afetados foram levados ao laboratório de Fitossanidade da estação Experimental de Videira/Epagre, onde o fungo foi isolado. Identificou-se o patógeno como pertencente ao gênero Mucor sp. Realizado o teste de patogenicidade, a reprodução dos sintomas de Mucor spp. foi confirmada dois dias depois após a inoculação. O patógeno foi reisolado dos tecidos infectados, comprovando sua patogenicidade. Este é o primeiro relato de Mucor spp. afetando ameixa e pêssego em Santa Catarina, e a determinação da espécie do fungo encontram-se em andamento (ANDRADE e DALBO, 2010).
Foi realizado na Universidade Federal da Grande Dourados um estudo que tem como objetivo avaliar a eficiência dos fungicidas no controle de fungos e seus efeitos na germinação e emergência de plântulas de colza (Brassica napus). Foram analisadas: emergência a campo, índice de velocidade de emergência, germinação, desenvolvimento de plântulas e o teste de sanidade. Nos resultados Mucor sp., entre outros, apresentaram baixa insidencia comparados à Aspergillus spp. e Penicillium spp. (POTIM et al., 2010).
Antracnose é uma doença do caju que pode a vir causar necroses que serve como porta de entrada pra outros fungos.  No pedúnculo (pseudofruto), surgem lesões necróticas e rachaduras, que servem de via de entrada para outros saprófitos, como Rhizopus sp. e Mucor sp., nos frutos (castanhas). As lesões são necróticas de tamanho variado e podem atingir a amêndoa, prejudicando, assim, o consumo e a industrialização. Quando atinge as inflorescências, causam a quebra das flores e a morte dos frutos jovens. Quando surgem os primeiros sintomas da doença, são recomendadas pulverizações (POLTRONIERI et al., 2003).
Foram analisadas as contaminações fúngicas incidente em Chá-Verde, Erva cidreira, Camomila e Sene comercializado no município de São José dos Campos/SP e em diferentes pontos de venda, como mercados, feiras-livres e casas de produtores naturais. Todos os gêneros fúngicos isolados nas quatro espécies de plantas medicinais avaliadas são classificados como micotoxigênicos, com exceção de Mucor sp. e Rhizopus sp (RIBEIRO et al. 2010).
Foi encontrado pela primeira vez que as espécies Zygomycetes apresentaram resistência a Aureobasidin A, um agente antifúngico. A nova família de glicoesfingolipídios neutro (GSLs) foi encontrada e isolada em M. hiemalis, constatou-se que Aureobasidina A não é eficaz para Zygomycetes como um agente antifúngico. Os resultados indicam que a via Biosintética de GSLs no Zygomycetes é significativamente diferente dos outros fungos e sugerem que qualquer outro inibidor desta via pode ser eficaz para mucormicose, que é uma doença grave patogênico para seres humanos (KAZUHIRO et al., 2004).
Interações entre os fungos ectomicorrízicos Laccaria laccata e o fungo Mucor hiemalis f. sp. é um exemplo de micoparasitismo onde Mucor sp. é o hospedeiro.  Usando co-cultura, e na rizosfera de in vitro-grown seedlings Pinus sylvestris foram investigados pela luz e microscopia eletrônica de varredura. Em co-cultura, o crescimento micelial de distância da colônia L. laccata reduziu o número de hifas aéreas na zona de contato e aumentou a densidade e a compacidade da morfologia micélio.   Em menos de três dias após a inoculação, apenas esporângios foram vistos com esteiras miceliais solidamente ligada às raízes por hifas manto, enquanto que alguns restos de esporangióforos romperam as paredes e hifas sporangial degradadas de M. hiemalis que foram cobertas pelo manto de hifas. Durante os próximos três dias, os esporângios mantos-hifa invadiram-formado ramos curto e finos que cresceram diretamente para esporos individuais (WERNER et al., 2003).
Realizado no Paraná o trabalho que tinha como objetivo detectar e quantificar os microrganismos associados às sementes de quatro variedades comerciais de tomateiro (Lycopersicon esculentum Mill). Dentre os microrganismos presentes nas sementes, o grupo mais representativo foram as bactérias, foram detectados ainda Rhizopus spp., Cladosporium spp. e Mucor spp. (ROSADA et al.).
Sementes de ipê-amarelo foram submetidas a seis tratamentos para avaliar a incidência de fungos. Foram encontrados os fungos Alternaria spp. (43%), Rhizopus spp. (4%), Epicoccum spp. (30%), Fusarium spp. (1%), Curvularia spp. (3%), Colletotrichum spp. (1%) e Mucor spp. (5,4) (ROMAN et al.).
Fungos fitopatogênicos podem se associar às sementes em todas as etapas de produção de mudas. Essa associação é responsável, muitas vezes, pela redução da qualidade fisiológica das sementes, disseminação de patógenos a longas distâncias e transmissão de patógenos à progênie resultante. O objetivo deste trabalho foi avaliar a ocorrência de fungos presentes nas sementes de atroveran (Ocimum selloi). Nos tratamentos das sementes de atroveran (Ocimum selloi) foram observada incidência dos fungos pertencentes aos gêneros Cladosporium spp. seguido dos gêneros:  Nigrospora, Mucor, Myrothecium1 (DIAS e PASIN).
Dicarboximidas são produtos quimicamente relacionados com captana e folpete, o espectro fungitoxico é semelhante ao dos fungicidas aromáticos clorados, apesar da semelhança, a fungitoxidade inerente é maior, refletindo-se na maior eficiência de controle. Apresentam alta atividade antifúngica contra ascomicetos, alguns basidiomicetos e zigomicetos, sendo o Mucor o de maior importância (BERGAMIN FILHO et al., 1995).
A zigomicose com expressão clinica variada causada por fungos pertencentes à classe dos Zygomycetes. Trata-se de doenças ubiquitárias, agudas ou subagudas, de localização variada, circunscritas ou sistêmicas. Os zigomicetos representam a terceira causa de micoses profundas nos doentes ontológicos. As espécies mais representativas são: Rhisopus sp.,Mucor sp. e Cunnighammella sp. nos pacientes hematológicos, as espécies mais freqüentes são Rhizopus sp., Absidia sp.,Cunnighammella sp., Mucor sp. e Rhisomucor sp., não foi encontrada espécie de M. hiemalis ligada a zigomicose (VIDOTTO, 2004).   
O objetivo deste trabalho é apresentar aspectos gerais e morfológicos do fungo Mucor hiemalis.


MATERIAIS E MÉTODOS

Os trabalhos foram realizados no laboratório de microbiologia do Instituto Federal Goiano campus Urutaí. A lâmina com o fungo para observação já estava no herbário micológico.
No microscópio a primeira objetiva a ser usada deve ser a menor (4x), para que possamos observar se os propágulos foram depositados na lâmina, após a observação destes, aumentamos as objetivas para os aumentos de 10x e 40x, para se observar as estruturas fúngicas com maiores detalhes.
 As medidas foram realizadas no microscópio ótico usando ocular micrométrica, depois que as medidas foram feitas, converteu-se para 2,5μm; e posteriormente foram feitos cálculos para se obter as medidas certas das estruturas fúngicas. 
Comparamos as estruturas observadas com estruturas descritas em literatura para identificar o gênero ao qual o fungo pertence. Nesse trabalho o fungo identificado pertenceu ao gênero Mucor sp.
Para esse trabalho foram realizadas microfotografias das estruturas fúngicas no microscópio ótico, utilizando câmera digital Canon® modelo Power Shot A580 do professor Dr. Milton Luiz da Paz Lima, sendo a prancha de fotos cedida pelo professor.

RESULTADOS E DISCUSSÃO


Figura 1. Aspectos morfológicos de Mucor sp. A. Meio de cultura mostrando cruzamento heterotálico entre duas cepas compatíveis (foto em tamanha real), B. Zigósporos na superfície do meio com aspecto mucilaginoso (bar= 20-120 µm), C. zigósporos com diferentes tamanhos (bar= 20-120 µm), D. Zigósporos iniciando sua gênese a partir do gametângio (d1) (bar= 23,1-15,6 µm), E. Zigósporo maduro com superfície irregular e equinulada (bar= 62,6 µm), F. Fissuras irregulares no centro dos zigósporos (60,2 µm).





Descrição micológica:

Esse gênero tem por características macroscópicas (fig. 1 A), colônias de crescimento rápido com micélio aéreo exuberante, que recobre bem rapidamente toda a lâmina. As colônias aparecem inicialmente claras, de cor cinza-esbranquiçada e pontilhada de preto pelos esporângios. Ao envelhecer assumem coloração amarelo-acinzentada ou cinza-escura. Retro sói incolor; essas características macroscópicas se adequaram as informações descritas para o gênero por Vidotto (2004).
Os Mucor spores or sporangiospores can be simple or branched and form apical, globular sporangia that are supported and elevated by a column-shaped columella . Mucor species can be differentiated from molds of the genera Absidia , Rhizomucor , and Rhizopus by the shape and insertion of the columella, and the lack of rhizoids .esporos ou esporangiósporos pode ser simples ou ramificada de forma apical globular,  esporângios que são suportados e elevados por uma coluna em forma de columela . Espécies de Mucor podem ser diferenciadas a partir de moldes dos gêneros Absidia, Rhisomucor e Rhizopus pela forma e inserção da columela, e a falta de rizóides; características morfológicas estas, que conferem com a descrição segundo Wikipédia (2011).
Esporangióforos eretos que surgem diretamente das hifas indiferenciadas do micélio vegetativo. As hifas, hialinas ou fracamente pigmentadas, podem exibir alguns septos. Neste gênero não há estólons nem rizóides. Esporangióforo solitários, frequentemente ramificados. Cada ramo forma um esporângio terminal. Esporângios volumosos, globosos ou esféricos (60-300 µm de diâmetro), sem apófise. Columela bem evidente, de dimensões variáveis. Chegado à maturação, o esporângio dissolve-se liberando os esporangiósporos. De sua parede pode remanescer um conspícuo colarinho na base da columela. Os esporangiósporos globoso-elípticos, lisos, hialinos, de dimensões variáveis segundo a espécie (ate 7 µm), de cor cinza ou marrom. Pode haver evidências de clamidósporos. Hifas vegetativas de aspecto nastriforme, largas, asseptadas (a presença de algum septo é possível). O micélio aéreo pode formar zigósporos que podem ter fissuras (Fig. 1 F), ter superfície lisa ou irregular (Fig. 1 E); características confirmadas com a descrição do gênero por Vidotto (2004).                                   
During asexual reproduction, erect hyphal sporangiophores areDurante a reprodução assexuada, esporangióforos eretos e hifas são formadas. The tip of the sporangiophore swells to form a globose sporangium that contains uninucleate, haploid sporangiospores. A ponta do Esporangióforo incha para formar um esporângio que contém uninucleate globosos, esporangiósporos haplóides. An extension of the sporangiophore called the columella protrudes into the sporangium. Uma extensão do Esporangióforo, chamado columela se projeta para o esporângio. The sporangium walls are easily ruptured to release the spores, which germinate readily to form a new mycelium on appropriate substrates. As paredes esporângios são facilmente rompidas para liberar os esporos, que germinam facilmente para formar um novo micélio em substratos apropriados. Durante a reprodução sexual, as tensões de formulário compatíveis com hifas, curtas e especializadas chamadas gametângio (Fig. 1 D). At the point where two complementary gametangia fuse, a thick-walled, spherical zygosporangium develops. No ponto onde dois fusíveis gametângios complementares, um de paredes espessas zigosporângio, esférico desenvolve. The zygosporangium typically contains a single zygospore. O zigosporângio geralmente contém um único zigósporo (Fig. 1 C). Nuclear karyogamy and meiosis (sexual recombination) occur within the zygospores, which are thought to be long-lived and resistant to adverse conditions.Ocorrem no núcleo cariogamia e meiose (recombinação sexual) ocorrem dentro do zigósporo (Fig. 1 B), que são pensados ​​para ser de longa duração e resistentes a condições adversas. They may germinate to form hyphae or a sporangium. Mucor includes both homothallic (self-compatible) and heterothallic species. Eles podem germinar para formar hifas ou um esporângio. Mucor sp. inclui tanto homotálico (auto-compatível) e heterotálico (Fig. 1 A), sendo essas características semelhantes às descritas por Wikipédia (2011).

Tabela 1. Comparação dos elementos morfológicos, característicos e morfométricos de Mucor hiemalis, com elementos morfológicos, característicos e morfométricos descritos por outros autores.
Descrição morfológica
Características gerais
Vidotto; 2004
Alves et al.
Resultado
Colônias
Ao envelhecer assumem coloração amarelo acinzentado ou cinza escuro.
20-150
(altura)

Ao envelhecer assumem coloração amarelo escuro ou amarelo acinzentado.
15-140
(altura)
Ao envelhecer se tornam amarelo escuro.
24-145
(altura)
A diferença foi pouca.
Micélio
Aéreo podendo formar zigósporos.
Aéreo podendo formar zigósporos.
Aéreo podendo formar zigósporos.
Ficou semelhante.
Zigósporos
Superfície irregular e equinulada.
20-120
Quando presentes, situados entre estólons.
30-130
Não encontrado fase sexual.
A diferença foi pouca.
Esporângioforos
Solitários e ramificados.
6-8
Solitários e ramificados.
5-8
Ramificado e monopodial.
7,5-15,5
A diferença foi média.

Some Mucor species produce chlamydospores LITERATURA CITADA.

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WERNER, A.; ZADWORNY, M.; Em evidencia in vitro de micopasisttismo do fungo ectomicorrizico Laccaria Laccata contra M. hiemalis na rizosfera de Pinus sylvestris; Issue: 2003.

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