terça-feira, 14 de dezembro de 2010

ASPECTOS GERAIS E MORFOLÓGICOS DE Diachorella sp.

Douglas Pinheiro da Silva

Acadêmico do Curso de Tecnologia em Gestão Ambiental.

Milton Luiz da Paz Lima

Professor da disciplina de Microbiologia Geral.

1. INTRODUÇÃO

O gênero pertence ao grupo dos Celomycetos e são anamórficos.(THAILIS, 2010)

Pertence ao reino Fungi, filo Ascomycota, ordem Phyllachorales, família

Phyllachoraceae. (CYBERTRUFFLE, 2010)

Dentro do gênero Diachorella sp foram identificadas sete espécies diferentes (Diachorella caraganae, D. dialii, D. lathyri, D. onobrichidis, D. onobrichidis f. caraganae, D. onobrichidis f. lathyri, D. thuemenii ). (INDEX FUNGORUM, 2010).

Sinonímias para o fungo diachorella caraganae foram encontradas na Russia, antiga URSS, Caragana arborescens, Caragana grandiflora, Caragana sp. .(USDA, 2010)

Em Serra Leoa encontramos uma sinonímia para a Diachorela dialii, a Dialium guineense. .(USDA, 2010)

Para Diachorella lathyri, foram encontradas sinonímias para Diachorella lathyri como Astragalus adsurgens na China, Lathyrus latifolius na Italia, Lathyrus tuberosus na Romênia. .(USDA, 2010)

Diachorella onobrychidis apresentou sinonímias como Hedysarum americanum na Algeria, Hedysarum coronarium no Canada, Lathyrus laxiflorus na Grecia, Onobrychis arenaria na Hungria, Onobrychis ebenoides também na Grecia, Onobrychis sp na Turquia, Orobus sp. no Irã. .(USDA, 2010)

Diachorella thuemenii também apresentou sinonímias como Caragana arborescens var. glabra, descoberto na antiga USSR, Caragana microphylla encontrado na Mongólia. .(USDA, 2010)

Não consta no banco de dados da EMBRAPA relatos a respeito da contaminação de plantas por ação de fungos do gênero Diachorella.(EMBRAPA, 2010)

Não foi observado nenhum tipo de doença em seres humanos causada pelo gênero Diachorella sp. (Vidotto, 2004).

O objetivo deste trabalho é apresentar aspectos gerais e morfológicos do fungo Diachorella sp.

  1. MATÉRIAIS E MÉTODOS

O trabalho foi realizado no laboratório de microbiologia do Instituto Federal Goiano-campus Urutaí.

As estruturas fúngicas foram retiradas de uma semente de pau terra da folha miúda (Qualea parviflora.) submetidas a condições de câmara úmida.

Utilizando microscópio estereoscópico (lupa) para visualizarmos a semente, para melhor coleta do fungo e também utilizamos pinças para a coleta deste mesmo.

Nosso próximo passo foi depositar uma gota de fixador a base de azul de metileno na lâmina e depois utilizamos estruturas fúngicas da semente já coletadas e depositou sobre a gota, logo em seguida depositou-se a lamínula em cima da gota e com um papel toalha retirou-se todo o excesso do fixador.

Após a montagem a lâmina foi levada para visualização em microscópio ótico se registrou coletas do fungo com sucesso o próximo passo é você vedar a lamínula com esmalte, logo em seguida foi você realizar o registro microfotográfico para a realização da prancha de fotos.

Comparamos as estruturas observadas com estruturas escritas em literatura para identificar o gênero ao qual o fungo pertence. Nesse trabalho o fungo identificado pertenceu ao gênero Diachorella sp.

Os registros macro e microfotográficos foram realizados utilizando a câmera digital modelo Kodak Easy Share C613.

3 .RESULTADOS E DISCUSSÃO


Figura1: Aspectos morfológicos do gênero Diachorella sp : Semente do pau terra da folha miúda (Qualea parviflora) com presença das estruturas fúngicas; (Figura A,). Estruturas fúngicas conídios flagelados (Figura B,C e D).

4 .DESCRIÇAO MICOLÓGICA

O gênero Diachorella sp. Apresenta a seguinte morfologia; micélio imerso, ramificado, septado e hialino.Conidiomas epidérmica apresenta coloração preta, grande e irregular, muitas vezes confluente, applanate, composto de uma camada basal hialina, angular de textura e paredes finas, e as paredes das células são adjacentes e a parede inferior da epiderme é espessada de coloração marrom escuro ao preto, agora a parede superior constituído por uma fina camada de pseudoparenchyma de coloração marrom escuro e preto.

Ostiolo deiscência, ausente por fissuras longitudinais e irregulares. Conidióforos suas ramificações encontra-se apenas no hialino base de paredes finas, cilíndricas, cônicos ou inflados em direção ao ápice formado a partir de células de cima da parede inferior células conidiogenicas enteroblastica polyphialidica integrada ou discreta, indeterminado, [D]hialinos e lisos, com 1 a 2 aberturas perto da ponta colarete e periclinais e também seu espessamento é marcado. [C]Conídios hialinos, asseptados, liso, sua base é obtusa de parede fina muitas vezes são irregulares, possui o ápice prolongado em umas filiformes, irregular e ramificado ao apêndice celular. (Sutton,1980).

Os flagelos apresentaram dimensões médias de 2 µm, os conídios de aproximadamente 3,25 µm.

Referências

CYBERTRUFFLE, acessado em dezembro de 2010, disponível em:

EMBRAPA, acessado em dezembro de 2010, disponível em:

THAILIS, acessado em dezembro de 2010, disponível em:

http://dcms.thailis.or.th/tdc/browse.php?option=show&browse_type=subject&subjid=35382&doc_type=0&display=list_subject&q=biodiversity

USDA, acessado em dezembro de 2010, disponível em:

VIDOTTO, V. , Manual de micologia médica, São Paulo, Ribeirão Preto, Tecmed, 2004.

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