segunda-feira, 8 de novembro de 2010

ASPECTOS GERAIS E MORFOLÓGICOS DE Geotrichum sp.

Jordana de Jesus Santos Pereira

1. INTRODUÇÃO

Na forma teleomórfica o fungo Geotrichum sp. pertence ao Reino Fungi, Divisão Ascomycota, Subdivisão Saccharomycetes, Classe Dipodascaceae, Ordem Saccharomycetales e Família Endomycetaceae. Este gênero apresenta 126 espécies distintas, 12 variedades e 2 formae speciales. (Index Fungorum, 2010).

O Geotrichum sp. foi descrito por sinonímias como Fermentotrichon (Novak & Zsolt, 1961); Oosporoidea (Sumst, 1913) e Polymorphomyces (Coupin, 1914).

As características morfológicas e fisiológicas deste gênero são muito semelhantes à de Tricosporon sp..

As espécies pertencentes ao gênero Geotrichum sp. são hoje consideradas fungos autênticos e verdadeiros, e não leveduras.

Diferentemente de Tricosporon sp, o gênero Geotrichum sp. é caracterizado pela presença de artrósporos.

Segundo diversos autores, o gênero Geotrichum sp. é sinônimo Tricoporon sp.. O primeiro é fisiologicamente similar a um ascomiceto. (Vidotto, 2004).

As espécies mais comuns do gênero Geotrichum sp. são Geotrichum clavatum e Geotrichum fíci. O Geotrichum fíci tem um cheiro intenso que lembra o do abacaxi. (Gente et al., 2002).

Geotrichum sp. é um gênero de fungos encontrados em todo o mundo no solo, água, ar e esgoto, bem como em plantas, cereais e produtos lácteos, também é comumente encontrado na flora normal humana. (Gente et al., 2002).

Geotrichum sp. é um fungo filamentoso onipresente. Há espécies que são utilizadas como cultura adjunta na maturação de queijo. (Gente et al., 2002).

Algumas espécies de Geotrichum sp. quando colonizam serviços em um intervalo intestinal, pode causar infecções oportunistas que são chamadas de Geotricose. Como outras infecções, a Geotricose pode ser adquirida através da ingestão ou inalação do fungo. (Gente et al., 2002).

Um levantamento bibliográfico foi realizado para avaliar perigos e riscos de infecções correspondentes ao Geotrichum candidum (principalmente pulmonar ou bronco pulmonar, mas também cutânea e oral) que são raras – menos de 100 casos notificados entre 1842 e 2006. Além disso, os casos não forma confirmados por isolamento repetido e de demonstração da presença do fungo nos tecidos, um pré-requisito para estabelecer um diagnostico verdadeiro da Geotricose. Os tratamentos mais eficazes incluem tanto drogs azólicos como antibióticos ketonazole, iconazole e clotrimazol, nistatina ou polieno como anfotericina B, e pimaricina, ou voriconazol. Menos de 1 caso de doença por ano foi causada possivelmente por espécies de Geotrichum sp. e nunca incluído infecções de origem alimentar. O risco de desenvolver uma infecção por Geotrichum sp. é praticamente nulo. (Vidotto, 2004).

O objetivo deste trabalho foi estudar e descrever o fungo do gênero Geotrichum sp. para que fiquem claros os benefícios e os malefícios trazidos pelo gênero, tanto para os seres humanos quanto para as plantas.



2. MATERIAIS E MÉTODOS

O trabalho foi realizado nos laboratórios de Biologia Vegetal e Microbiologia do Instituto Federal Goiano campus Urutaí.

Foram retirados de uma abóbora (Curcubita pepo) em estagio de podridão, os propágulos do fungo.

Utilizando pinças retiraram-se os propágulos e colocaram-nos em uma lâmina contendo duas gotas de fixador fucsinia, logo após colocou-se uma lamínula sobre a lâmina. Foi retirado o excesso de fixador com um papel toalha e em seguida vedou-se a lâmina com esmalte para ser observada em microscópio óptico.

A primeira objetiva a ser utilizada no microscópio foi a de 4x que vem a ser a menor e permite a localização dos propágulos existentes na lâmina com mais facilidade, depois de localizados utilizou-se a de 10x e por último a de 40x que evidenciou melhor as estruturas fúngicas.

Para realizar a descrição morfométrica, utilizou-se uma ocular graduada e a objetiva de 40x. As estruturas medidas foram os conídios e para obter melhor média, mediu-se 50 destas estruturas que são as únicas presentes na lâmina feita para o estudo.

O fungo identificado para a realização deste trabalho é pertencente ao gênero Geotrichum sp..

As microfotografias das estruturas fúngicas foram realizadas no microscópio óptico, utilizando uma câmera digital da marca Canon® modelo Power Shot A580 do professor Milton Luiz da Paz Lima.


3. RESULTADOS E DISCUSSÃO










Figura 1. Aspectos morfológicos de Geotrichum sp.. A. Conídios, solitários desprendidos da célula conidiogênica. (bar = 4 µm). B. Conídios com formato retangular mais evidente. (bar = 4 µm) C. Conídios dispersos próximo a um grão de amido. (bar = 4 µm) D. Conídio visto de mais perto evidenciando seu formato e sua cor (branca) (bar = 4 µm).

DESCRIÇÃO MICOLÓGICA

O gênero Geotrichum sp. é geralmente possui micélio branco e septados. É desprovido de conidióforos e são unicelulares. Tem extremidades curtas e cilíndricas. É formado por segmentação de hifas na maioria saprófitas. Alguns conídios formam basidiomicetos de forma retangular(Figura 1D). (Barnett & Hunter, 1998).

A media das dimensões dos conídios de Geotrichum sp é 5x4 µm e é citada na literatura com dimensões de 6x4 µm (Carmichael & Watanabe, 1975).


5. LITERATURA CITADA

BARNETT, H. L. & BARRY B. H. Illustrated Genera of Imperfect Fungi. 4ª edição. 1998.
CARMICHAEL & WATANABE. Mycol. 1975.
GENTE, S; DESMASURES, N; JACOPIN, C ET AL. Microbiologia Alimentar. Junho, 2002.
INDEX FUNGORUM. Disponível em http://www.indexfungorum.org/names/Names.asp?strGenus=Geotrichum. Acesso em: 20/10/2010
VIDOTTO, V. Manual de Micologia Medica. São Paulo: 2004. Editora Tecmedd.

27 comentários:

  1. A prancha ficou muito pequena dificultando a visualização,poderia colocar nela setas indicando as estruturas fúngicas tendo uma melhor compreensão

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  2. O tamanho da prancha dificulta a visualização das estruturas funcicas.

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  3. Rever a prancha, no geral ficou bom.
    beijoss.

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  4. A referência não está em ordem alfabética e o texto não está justificado.

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  5. Cássio: Problema nas dimensões da prancha.

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  6. Faltou formatar o texto em estilo justificado e procurar mais fontes bibliográficas.
    No mais está muito bom.

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  7. Ivo, faltou colocar nome do fungo em itálico, a prancha de fotos ficou pequena.

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  8. A prancha de fotos fico muito pequena!
    Mais o resto ta bao!
    abrass

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  9. faltou colocar os géneros em itálico e formatar o texto

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  10. Não conheço seu fungo, mas acho que faltou falar um pouco mais sobre seu fungo na descrição

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  11. Tálita Borges.

    Aumentar a resolução prancha.
    Desenvolver melhor a introdução.
    E descrever melhor o seu gênero.

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  12. centralizar a prancha e algumas palavras em italico

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  13. Gêneros e espécies não estão em itálico. Literatura citada está um pouco desorganizada. A prancha ficou muito pequena.

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  14. Geovani: colocar os gêneros e as espécies em itálico. Poderia centralizar e aumentar a prancha,na literatura citada faltou alguns sites e colocar em ordem alfabética. No geral o trabalho ficou muito bom.

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  15. Marcelo Mueller: A prancha de fotos ficou pequena.

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  16. Edvan Müller: Justificar o texto e almentar a prancha. abraços.

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  17. Alicionon Oliveira: Em geral muito bom o trabalho, mas a prancha ficou um pouco pequena.

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  18. bom trabalho so a prancha um pouco pequena dificulta a indentificaçao...

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  19. Faltou a barra na prancha de fotos.

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  20. Alisson : prancheta de fotos muito pequena .

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  21. Falta algumas referências na introdução.
    Que plantas estão associadas ao fungo?
    O fungo causa alguma toxina?
    porque não se fez pesquisa no site embrapa cernagen?
    porque não foi usado os suplementos dos anais dos congressos disponibilizados pelo professor?
    Prancha muito pequena, com ausencia das barras das escalas,...

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  22. colocar a prancha um pouco maior e o genero e aa especies em italico.

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  23. Qual o remédio para geotrichum fici? Infecção sistêmica, (inicial intestinal).?

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