terça-feira, 9 de novembro de 2010

“ASPECTOS GERAIS E MORFOLÓGICOS DE Plamopara viticola."

Gustavo Ribeiro Alvarenga
Acadêmico do curso de Agronomia





O pseudofungo Plasmopara viticola (Berk. & Curt) Berl. & De Toni, antes pertencente à Classe Oomicetos, é atualmente reenquadrado no Reino Stramenopila e é o agente causal do míldio-da-videira (Alexopoulos et al., 1996).
O gênero Plasmopara é representado por 194(cento e noventa e quatro) componentes, sendo que muitos destes são causadores de danos á plantas. (Index Fungorum,2010).
Um dos representantes mais comuns e importantes da família Peronosporacea é o fungo Plasmopara viticola, agente causal do míldio da videira (Vitis vinifera).Sua sobrevivência dá-se através dos oósporos em folhas, frutos e ramos mortos. Pode, também, sobreviver na forma micelial, em tecidos vivos do hospedeiro. Os oósporos, com a decomposição dos tecidos do hospedeiro, são liberados durante o inverno. Após terem sido disseminados pelo vento ou água até a superfície do hospedeiro, os oósporos germinam, produzindo esporângios e zoósporos. A penetração dá-se, após o encistamento e germinação dos zoósporos, através dos estômatos das folhas. No parênquima, o fungo desenvolve um micélio intercelular, que emite haustórios globosos para o interior das células do hospedeiro. Através da reprodução assexual, esporangióforos são emitidos para fora do hospedeiro através dos estômatos, produzindo esporângios que vão ser disseminados pelo vento ou pela água. Estes, novamente na superfície suscetível do hospedeiro e na presença de água, liberam zoósporos, que vão dar origem a infecções secundárias. No final da estação de crescimento, o fungo produz oósporos a partir da fertilização do oogônio pelo anterídio, os quais serão responsáveis pela sobrevivência do fungo durante o inverno (Bergamin et.al, 1995).
O Peronosporaceae tem alguma importância econômica, uma vez que incluem espécies que têm sexo micorrízicos plantas parasitas utilizados em culturas agrícolas. Alguns exemplos destes tipos de protistas são: Plasmopara viticola , Peronospora tabacina e Bremia lactucae que produzem doenças em uvas , rapé e alface, respectivamente (Alexopoulos et al., 1996).
O fungo Plasmopara viticola, pertece a classe Oomycetes, que se caracterizam através da sua reprodução assexual, pela formação dos zoósporos biflagelados, tendo um flagelo do tipo chicote e outro do tipo ‘tinsel’. Os zoósporos são formados dentro ou a partir de esporângios, que variam de forma, conforme os gêneros e espécies de fungos envolvidos (Bergamin et.al, 1995).
O talo dos oomicetos é micelial, bem desenvolvido, diplóide, com hifas asseptadas. A reprodução sexual é caracterizada pela formação do oósporo,esporo de repouso diplóide, de parede espessa, originário da fecundação do oogônio (gametângio feminino) pelo anterídio (gametângio masculino) (Bergamin et.al, 1995).
Plasmopara viticola é um parasita obrigatório e causador do Míldio da videira, esta que é uma das mais importantes doenças de países produtores de uvas onde o verão é úmido, é o agente causal do míldio é originário da América do Norte e provocou enormes prejuízos na espécie Vitis Vinifera (européia) em 1875. Ainda hoje, o míldio é a doença mais destrutiva da videira na Europa. Sob condições climáticas favoráveis e quando medidas de controle não são aplicadas, o míldio pode destruir até 75% da produção. O míldio tem, ainda, importância histórica, por ser o responsável direto da descoberta acidental da famosa calda bordalesa (Kimati et.al, 2005).
Sintomas de míldio ocorrem em todos os órgãos verdes da planta, particularmente nas folhas. Nestes órgãos, os sintomas iniciam-se por um encharcamento do mesófilo, formando o sintoma conhecido por “mancha de óleo”, uma mancha pálida, pequena, de bordos indefinidos, mais facilmente visível por transparência contra a luz. Em condições de alta umidade, na face inferior da folha, sob a mancha de óleo, observa-se uma eflorescência branca, densa, de aspecto cotonoso, constituída pelas frutificações do fungo. Este sintoma é conhecido por “mancha branca” ou “mancha mofo”. Com o passar do tempo, a área infectada necrosa e as manchas tornam-se avermelhada. As lesões necróticas são irregulares e podem coalescer, ocupando grande área do limbo foliar. Folhas severamente infectadas geralmente caem. Esta desfolha reduz o acúmulo de açúcar nos frutos e enfraquece a planta, comprometendo a produção do ano seguinte (Kimati et.al, 2005).
A doença ataca os cachos em todas as fases de seu desenvolvimento, desde a floração até o início da maturação. Quando o fungo atinge todas as flores ou frutos no estádio de chumbinho, o cacho pode ficar recoberto por uma massa branca, constituída de estruturas do fungo, e secar. Quando bagas pequenas são infectadas, elas paralisam o crescimento, tornam-se verde-azuladas, endurecem, secam e tornam-se escuras. Em bagas com mais da metade do desenvolvimento, a infecção ocorre via pedúnculo e o fungo cresce internamente; a uva fica manchada e deprimida, caindo com facilidade (Kimati et.al, 2005).

O objetivo deste trabalho é apresentar aspectos gerais e morfológicos do fungo Plasmopara viticola.


O trabalho foi realizado no Laboratório de Microbiologia do Instituto Federal Goiano campus Urutaí.
Os propágulos foram retirados da folha de videira (Vitis vinifera).
As folhas foram colocadas em uma caixa do tipo Gerbox com papel filtro e água destilada para o desenvolvimento das côlonias fúngicas, após 48h (quarenta e oito horas) apanhou-se as folhas da caixa e levou-as para a visualização em microscópio estereoscópico com a finalidade de se encontrar propágulos fúngicos.
Com o auxilio de uma pinça, foram coletados os propágulos e colocados em uma lâmina após se colocar uma pequena quantidade de fixador a base de azul de metileno, após isso foi colocado uma lamínula sobre a lâmina, se retirou o excesso e a vedação da lâmina semi-permanente foi feita com esmalte.
Logo após a preparação da lâmina levou-a para o microscópio ótico para a visualização,
Para melhor visualização deve ser usado primeiro a objetiva menor(de 4x), em seguida trocar pelas objetivas de 10x e 40x, para melhor visualização dos propágulos.
Foram tiradas fotos utilizando câmera digital Canon® modelo Power Shot A580 do professor Milton Luiz da Paz Lima.





Figura 1. Morfologia do fungo Plasmopora viticola. A e C, Esporangióforos, B. Detalhe da célula basal dos esporangióforos , D. Conjunto de esporos, E. Esporos ligados ao esporangióforo, F. Esporo.


DESCRIÇÃO MICOLÓGICA:

Plasmopara viticola é uma parasita obrigatório, da classe Oomycetes, família Peronosporaceae. Nos tecidos do hospedeiro, P.viticola cresce intercelularmente através de hifa cenocítica (8-10μm de diâmetro), emitindo haustórios globosos ao interior das células parasitadas. A reprodução assexual ocorre através dos estômatos com a emissão de esporangióforos(Figuras A e C)(140-250μm de comprimentos) ramificados monopodialmente, que produzem esporângios (14x11μm) ovalados e hialinos. Em frutos jovens, os esporangióforos emergem pelas lenticelas. A formação destas estruturas requer 95-100% de umidade relativa, pelo menos 4 horas de escuro, e ocorre preferencialmente no intervalo de temperatura de 18-22ºC. Os esporângios destacam-se com a facilidade dos esporangióforos e são disseminados pelo vento ou vento ou respingos de chuva. Cada esporângio dá origem a 1 a 10 zoósporos (6-8x4-5μm) biflagelados. Estas estruturas, na presença de água, movimentam-se na superfície do hospedeiro e encistam próximo ao estômato. Logo após encistar, o fungo emite um tubo germinativo que penetra o hospedeiro. Zoósporos são preferencialmente unicelulares e fusões protoplasmáticas de hifas oriundas de diferente zoósporos podem ocorrer dentro dos tecidos parasitados, dando origem a micélio heterocariótico (Kimati et.al, 2005).
A fase sexuada do agente causal ocorre dentro dos tecidos do hospedeiro, principalmente nas folhas.Com a decomposição do tecido do hospedeiro, os oósporos são liberados durante o inverno. A disseminação ocorre por respingos de chuva e pelo vento. Na presença de água, os oósporos germinam e formam, no final do tubo germinativo, um esporângio piriforme que produz 30-56 zoósporos. A infecção primária é ocasionada por estes zoósporos. A fase sexuada é a principal forma de sobrevivência do fungo nos países temperados, embora no Brasil, a sobrevivência possa se dar por micélio no interior de tecidos vivos (Kimati et.al, 2005).
As mais sérias epidemias do míldio ocorrem quando um inverno úmido é seguido de uma primavera também úmida e de verão chuvoso. Estas condições garantem a sobrevivência dos oósporos, com abundante germinação na primavera, e permitem o desenvolvimento rápido da doença na época de crescimento vegetativo da planta. Sob condições favoráveis de ambiente, o fungo pode completar seu ciclo em apenas 4 dias (Kimati et.al, 2005).


LITERATURA CITADA.


Alexopoulos, C.J.;Mims,C.W.;Blackwell,M; Introductory Mycology. John Wiley & Sons, INC, Nova Iorque ,1996).
Bergamim Filho, A.; Kimati,H; Amorim, L. Manual de fitopatologia. v.1. São Paulo: Agronômica Ceres,1995).
Kimati, H, et.al. Manual de fitopatologia v.2 . São Paulo : Agronômica Ceres, 2005).
Index Fungorum. Disponivel em: http://www.indexfungorum.org/names/Names.asp . Acessado em 12 de Dezembro de 2010.

26 comentários:

  1. Você citou no texto Alexopoulos et al.,(1996), mas não colocou na literatura citada

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  2. Marcelo Mueller: Organizar melhor a introdução, e esta faltando referencia.

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  3. Estão faltando algumas referências e um parágrafo da introdução está muito extenso.

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  4. A introdução está um pouco desorganizada e além disso a prancha de fotos está escura.

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  5. Poucas literaturas pesquisadas e o nome do autor da prancha está sem foco.

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  6. Falta a referência da primeira citação da introdução.

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  7. Você poderia ter pesquisado em mais sites, recomendados pelo professor. Não separou a introdução dos materiais e métodos e nem dos resultados e discussão. Seu texto não está justificado.

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  8. Falta a medição das barras, chamada na descrição e são muito poucas as literaturas citadas

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  9. Não precisava colocar o tamanho das objetivas.

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  10. Tálita Borges.
    A poucas citações.

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  11. O nome do fungo no título está errado. Faltou relacionar as estruturas fúngicas contidas na prancha de fotos com a descrição micológica.

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  12. Cássio: Nome errado do gênero no título.

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  13. o nome do gênero algumas vezes não aparece em italico.
    o fungo esta associado á que plantas?
    causa doença em humanos?
    apresenta alguma curiosidade atual?
    Faltaram pequisas em sites impotantes, como index fungorun e embrapa cernagen.
    Falta o subtitulo matérias e métodos.

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  14. Lucas da Silva: na introdução buscar mais informações, citar mais ordenar suas ideias. Em materias e metodos procurar especificar mais e dar ordem cronológica dos fatos. Na prancha tentar melhorar essas imagens, coocar setas pra identificar as estruturas fúngicas pra facilitar o entendimento do leitor e em descrição micológica tentar falar mais do fungo como que é sua estrutura ser bem específico mesmo.
    Abraço..

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  15. A introdução e materiais e métodos estão tudo juntos, e tem poucas referencias.

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  16. Este comentário foi removido pelo autor.

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  17. Ivo, as fotos ficaram escuras, e contém poucas referências.

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  18. Faltou justificar o texto, também o nome do fungo no titulo esta incorreto.

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  19. Nao achei muito boa suas fotos!
    mais sua introduçao fico otima!
    abrass

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  20. Faltou algumas referencias bibliograficas e organizar o texto

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  21. Edvan Müller: separar introdução de materiais e metodos.

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  22. A introdução ficou um pouco extensão as fotos da prancha poderiam ser um pouco mais nítidas, Não separou a introdução dos materiais e métodos, Faltou relacionar as estruturas fúngicas contidas na prancha de fotos com a descrição micológica

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  23. Alicionon Oliveira: Nao ha necessidade de colocar as objetivas, a introduçao ficou extensa e o trabalho esta faltando algumas citaçoes bibliograficas

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  24. Alisson: As fotos de sua prancha deixou a desejar, ficou escuras e desfocadas !

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