domingo, 12 de dezembro de 2010

Doenças Incidentes na Cultura do Café (Coffea sp.)

Rogério E. Marangoni¹ e Milton L. Paz Lima²
¹Acadêmico do curso de Agronomia
²Professor do curso de Agronomia

INTRODUÇÃO
O cafeeiro é uma planta perene de clima tropical. Pertence a família das Rubiaceas e ao gênero Coffea que reúne diversas espécies. A Coffea arabica e Coffea canephora (robusta) são as de maior interesse econômico, constituindo respectivamente, 70% e 30% da produção mundial. (Ceplac, 2010).
A cultura do café impõe constantes desafios aos produtores rurais para tornar possível o processo produtivo com um desenvolvimento agrícola sustentável e com produto de qualidade para atender aos mercados consumidores cada vez mais exigentes (Ventura et al., 2007).
O Brasil é o maior produtor e exportador de café e o segundo maior consumidor após os EUA. A Bahia está entre os principais estados produtores de café no Brasil, ocupando a quinta posição com 1,2 milhões de sacas. Destas, 80% são de café arabica e o restante do robusta cv. Conilon. Praticamente, toda a produção de café Conilon no Estado resulta das lavouras que se expandiram nos últimos quinze anos no sudeste da Bahia, estimando-se que existam mais de 30 milhões de cafeeiros plantados na atualidade. Os fatores de ordem climática e edafológica dessa região, propiciam a expansão do café Conilon como uma das alternativas de diversificação agrícola de grande relevância social e econômica. (Ceplac, 2010).
As doenças representam os fatores mais limitantes para a produção e produtividade do café, tanto para os pequenos agricultores de base familiar, como para os grandes produtores em escala empresarial, podendo causar perdas que chegam a inviabilizar a exploração da cultura. Por isso, é uma das principais razões pelas quais se estabelecem os programas de melhoramento genético. As doenças do cafeeiro sejam de origem biótica (fungos, bactérias, nematóides e vírus), sejam de abiótica (que não tem o envolvimento de patógenos e estão associados a problemas intrínsecos da planta ou a fatores ambientais do local de implantação da cultura, bem como ao manejo inadequado das lavouras, principalmente na formação das mudas), causam problemas significativos na cultura e podem afetar todas as partes das plantas (Ventura et al., 2007).
Para assegurar a sustentabilidade dos sistemas produtivos de café, as estratégias de manejo e controle das doenças levam em conta fatores genéticos do hospedeiro, evolutivos dos patógenos e epidemiológicos das doenças; porém, essas estratégias devem ser aplicadas em escala temporal e espacial baseadas em experimentos de pesquisa científica (Ventura et al., 2007).
Atualmente, o consumidor de café busca não só a qualidade da bebida, mas cada vez mais está preocupado em adquirir produtos que, no seu processo produtivo, promovam o menor impacto possível ao meio ambiente e que respeitem a qualidade de vida do trabalhador rural, sendo socialmente corretos. A Produção Integrada prioriza os métodos de produção ecologicamente mais seguros, que permitem aumentar a proteção do ambiente e a saúde dos trabalhadores rurais e consumidores, sendo uma mudança de conceitos que exige o envolvimento multidisciplinar de diferentes áreas do conhecimento em toda a cadeia produtiva, para que haja garantia da sustentabilidade com elevados padrões de qualidade e competitividade do agronegócio café (Ventura et al., 2007).
O objetivo deste trabalho foi realizar uma revisão de literatura a respeito do das doenças incidentes na cultura do café.

DOENÇAS DO CAFEEIRO

Doenças Fungicas


Ferrugem do café (Hemileia vastatrix Berk. & Br).

A Ferrugem (Hemileia vastatrix), importante em regiões de altitudes médias entre 400-600m, onde provoca consideráveis perdas de produção, tem assumido relevância no distrito de Inhobim (altitudes pouco superiores a 600m) (Ceplac, 2010).
O fungo Hemileia vastatrix, agente causal da ferrugem do café, literalmente correu o mundo. Em 1868 foi descoberta no Ceilão, em 1869 em Sumatra, nas ilhas Fidji em 1878, em Java 1879, nas Ilhas Maurício em 1882, no Vietnã em 1888, Filipinas e Bornéu em 1890, Tanzânia em 1894 e em Nova Caledônia, 1910. Por volta de 1913 chegou ao Quênia, e mais tarde na Etiópia. Na Costa Ocidental da África foi encontrada, na década de 30, na Costa do Marfim, Angola e Nigéria (Ceplac, 2010).
No Brasil foi encontrada em Itabuna - BA, em 1970, provavelmente vinda da África através de correntes aéreas. No ano seguinte já era constatada em todos os estados cafeicultores do Brasil e, mais tarde no Paraguai (Ceplac, 2010).
A doença é causada por um fungo biotrófico (sobrevive apenas em tecidos vivos), que ocorre de forma generalizada em todo o Estado do Espírito Santo, com maior ou menor severidade, em razão das condições climáticas, carga pendente das plantas, adubações desequilibradas, espaçamento, resistência ou suscetibilidade das cultivares, e clones utilizados, entre outros (Ventura et al., 2007). A ferrugem tem causado perdas significativas na produção, que podem chegar a 50% em anos de alta carga no café arábica (Zambolim et al., 1999).
Sintomas - Os sintomas aparecem nas folhas na forma de pústulas, de cor alaranjada, na face inferior (Fig. 1); essas pústulas são formadas de uredósporos do fungo. Nas faces superiores ocorrem manchas cloróticas, de formato coincidente com as pústulas da página inferior. O cafeeiro sofre, então, desfolhas precoces, precisando de até dois ciclos de cultivos para a recuperação, período acompanhado de baixa produção (Ceplac, 2010).
O aparecimento dos sintomas iniciais varia em função da temperatura, suscetibilidade da planta e idade das folhas, ocorrendo, em média, entre 7 a 15 dias após a penetração do fungo e infecção dos tecidos das folhas. O aparecimento da esporulação na face inferior das folhas ocorre geralmente uma semana mais tarde. Em folhas já completamente desenvolvidas, mais velhas, a colonização é dificultada pelas características dos tecidos no limbo foliar (Chaves et al., 1970).
Nas lavouras, o sintoma mais característico é a desfolha das plantas (abscisão), o que pode retardar o desenvolvimento e definhar as plantas, comprometendo, assim, a produção. A desfolha ocorrida antes do florescimento interfere no desenvolvimento dos botões florais e na frutificação, e se a desfolha ocorrer durante o desenvolvimento dos frutos, poderá ocorrer à formação de grãos anormais e defeituosos (Zambolim et al., 2002).
FIGURA 1 – Sintomas de Ferrugem (Hemileia vastatrix) em folhas de café.



Etiologia - Hemileia vastatrix é um fungo denominado de parasita obrigatório, isto quer dizer que sua sobrevivência se dá somente em tecidos vivos, não havendo vida saprofítica de solo. Produz dois tipos de esporos (Fig. 2) chamados de uredósporos e teliósporos. A principal via de disseminação, principalmente de área para outra é o vento; de planta para planta, a água é o agente mais eficiente. Uma gota caindo numa lesão libera imediatamente os uredósporos que podem se elevar até 30 cm da lesão (Ceplac, 2010).
A germinação do uredósporos desenvolve-se tanto em ar úmido quanto em água, sendo a presença de água na forma líquida, uma condição muito favorável ao processo. A temperatura de 24ºC é ótima para esta fase. A germinação e penetração devem se processar imediatamente após a inoculação, porque, uma vez molhado, o esporo perde sua viabilidade se for novamente seco. Há produção de um ou mais pró-micélios, através de poros situados geralmente na extremidade do uredósporo. O pró-micélio é incapaz de penetrar diretamente pela cutícula; desenvolve-se sobre a folha, ramificando-se até encontrar um estômato, por onde penetra para a câmara subestomática, através da formação de um órgão especial chamado apressório (Zambolim et al., 2002).
A germinação dos esporos ocorre melhor à temperatura na faixa 21 a 23ºC, devendo haver presença de água no estado líquido e ausência de luz. Devido a isto, o sistema adensado apresenta condições mais favoráveis à ferrugem em relação ao plantio tradicional. Devido ao clima, também há grande diferença de suscetibilidade conforme a região cafeeira (Zambolim et al., 2002).
Durante o ciclo produtivo anual do café, há períodos mais ou menos favoráveis à ferrugem. No inverno e primavera, devido às condições climáticas e a menor suscetibilidade das folhas à penetração do fungo, a doença se mantém sobre controle. A partir de dezembro este quadro se inverte e a ferrugem inicia a infestação nas folhas novas. Em janeiro a infecção evolui geometricamente atingindo a infestação máxima no outono (se não for feito o controle). Este quadro pode variar de acordo com o ano e a região cafeeira. A maior presença de inóculo da safra anterior poderá aumentar a infestação no ciclo produtivo seguinte (Zambolim et al., 2002).


FIGURA 2 - Uredósporo do fungo Hemileia vastatrix causador da ferrugem do cafeeiro.


Epidemiologia – Os primeiros estudos da biologia de H. vastatrix, no Brasil, datam da década de 70, quando foi investigada a influência das condições do ambiente na germinação, na infectividade de uredosporos nas folhas do cafeeiro e na epidemiologia da doença. Observou-se que os esporos formados durante a estação úmida germinaram complentamente em 12-24 horas, enquanto os esporos formados no inicio da época seca precisavam de vários dias. A germinação pode ocorrer simultaneamente em ou mais poros germinativos do esporo, ocorrendo a infecção pelos estômatos. Os tubos germinativos ramificam-se formando o apressório sobre ou próximo a um estômato, penetrando na cavidade subestomatal, iniciando a infecção e a colonização das células. O período de geração varia entre 10-16 dias, dependendo do genótipo, das condições climáticas e da raça fisiológica do fungo, sendo 14 dias o intervalo mais freqüente. Constatou-se também que o desenvolvimento da doença era máximo no final do período chuvoso e que, para ocorrer infecção, as folhas deveriam permanecer molhadas por pelo menos 48 horas (Ventura et al., 2007).
Controle - Em qualquer plano de controle da ferrugem do cafeeiro, o efeito da carga pendente sobre o grau de ataque de Hemileia vastatrix, deve ser observado. Isto acontece porque a desfolha provocada pelo patógeno repercute de maneira direta na produção do ano seguinte, reduzindo a níveis baixos ou muito baixos os rendimentos na produção. Em outras palavras, nos anos de alta produção (maior enfolhamento), a doença evolui rapidamente, podendo atingir níveis superiores a 50% de infecção. Já nos anos de baixa safra (baixo enfolhamento), a doença atinge níveis mais baixos. Diversos experimentos mostram que nos anos de alta produção, mesmo controlando-se a doença, ocorrem reflexos negativos na produção da próxima safra. Este fato é relevante porque implica numa revisão das medidas de controle em muitas literaturas. Numa delas há a recomendação de se efetuar uma pulverização quando a infecção tiver atingido 20 ou 30%. Fica claro que em anos de elevada produção, observar estes índices acarretará um efeito negativo direto na produção do ciclo seguinte, pois o efeito da carga pendente é fator de grande influência na evolução da ferrugem e deve ser levada em consideração nos programas de controle (Ceplac, 2010).
O controle da ferrugem, na região de Vitória da Conquista é diferente do usado em outros lugares. Para a ocorrência é preciso que a temperatura esteja amena e que chuvas abundantes ocorram. Os meses de novembro - março (meses críticos da doença) deve ser observado nesse aspecto. Quando apenas algumas folhas são afetadas, a produção não é comprometida, não sendo necessárias pulverizações ou quaisquer outras medidas de controle. A produtividade e a carga pendente devem igualmente ser observadas. O controle da ferrugem pode ser feito pela utilização de variedades resistentes como a Icatu, ou através de fungicidas protetores e/ou sistêmicos (Ceplac, 2010).
O tratamento com fungicidas protetores é feito, utilizando-se fungicidas cúpricos, como o oxicloreto de cobre (3 a 4 Kg/ha) no período de novembro/dezembro a março/abril, com 4 a 5 pulverizações a cada 25 dias. Pode-se usar também o hidróxido de cobre (1,7 Kg/ha), iniciando-se em dezembro/janeiro. Demais pulverizações com intervalos de 20 a 30 dias, em 3 a 4 aplicações. Fungicidas sistêmicos como o Bayleton (1kg/ha) e o Bayfidan CE (1l/ha) também podem ser usados. O uso de formulações granuladas, via solo empregando-se os granulados sistêmicos: Dissulfoton + tridimenol (Baysiston): 40 a 50 Kg/ha em espaçamento convencional e 60 a 80 Kg/ha para plantios adensados, devem ser precedidas de uma análise de custos, considerando a produtividade e a existência ou não de carga pendente, além, é claro, dos fatores discutidos acima. O uso do fungicida sistêmico deve ser feito baseado na incidência da doença; quando no máximo 20%(ficando claro que neste percentual, principalmente nos anos de carga pendente, haverá sempre perdas na produção) das folhas apresentarem sintomas, deve ser feita a primeira pulverização e 30 a 45 dias depois a segunda aplicação. Lavouras com baixa carga pendente, normalmente uma aplicação é suficiente (no máximo duas). Para ampliar a ação do fungicida sistêmico, pode-se também misturá-lo com um fungicida cúprico, o que reforça ainda mais o efeito de uma única aplicação. Para as condições de altitude elevada, da região de Vitória da Conquista, esse esquema de uma única aplicação de uma mistura sistêmico + cúprico, talvez, seja a mais adequada, tanto do ponto de vista do controle como do ponto de vista econômico (Zambolim et al., 2002).
O controle químico da ferrugem é altamente eficiente, contudo deve ser bem planejado, evitando aplicações fora de época. Alguns fatores devem ser analisados para efetuar recomendações de controle: o período mais favorável à doença, que geralmente vai de dezembro a abril; a carga pendente, que afetará significativamente a suscetibilidade da planta; o clima, que poderá mudar o período crítico de infestação; o percentual de infestação; a densidade de plantio; o nível tecnológico do produtor; entre outros (Ceplac, 2010).
Os fungicidas preventivos são quase sempre a base de cobre. Existem diversas formulações comerciais, além de caldas que podem ser preparadas na propriedade. Exemplo disto é a calda bordalesa, o fungicida mais antigo. Os fungicidas cúpricos devem ser aplicados a partir de novembro-dezembro até março-abril, com intervalo de 30 a 45 dias. O início das aplicações deve ser feito logo no início do ataque, com no máximo 5% de folhas atingidas (amostrar 12 pl/ha). O número de aplicações depende da carga da lavoura, podendo ser quatro em lavouras de carga alta até duas quando a carga é baixa. Não se deve exceder o número de 4 aplicações, pois pode haver desequilíbrios com ácaros e bicho mineiro. A vantagem destes fungicidas é seu baixo preço. A desvantagem é a necessidade de maior número de aplicações, o que pode ser mais difícil se a lavoura for adensada. Além disto, eles não podem ser usados se a doença já se encontra instalada (mais de 5% de folhas atacadas) (Ceplac, 2010).
Os fungicidas sistêmicos foliares pertencem ao grupo dos triazóis e tem a capacidade de serem absorvidos pelas folhas, translocar e eliminar o fungo (também atuam preventivamente), podendo ser aplicados mesmo quando a doença se encontra instalada. A pulverização deve ocorrer quando no máximo 20 % das folhas estão atacadas (amostrar 12 pl/ha), o que ocorre por volta de janeiro-fevereiro. Uma segunda aplicação pode ser necessária cerca de 45 a 60 dias após a primeira. A vantagem dos sistêmicos é que eles permitem esperar mais antes de se fazer o controle da ferrugem, além de necessitar menor número de aplicações. Apresentam uma alternativa ao controle com fungicidas cúpricos, quando o controle preventivo da doença não puder ser feito com estes. Isto pode ocorrer devido à ocorrência de períodos chuvosos, resultando em alto índice de doenças nas plantas. Sua desvantagem é o maior custo do controle em relação aos cúpricos (Ceplac, 2010).
Os fungicidas granulados sistêmicos pertencem ao mesmo grupo dos sistêmicos foliares (triazóis), podendo inclusive ter o mesmo princípio ativo. Contudo, apresentam-se em uma formulação granulada para aplicação via solo. São aplicados geralmente através de matracas próximos às raízes do cafeeiro. No solo são absorvidos pelas raízes e se translocam por toda a planta, protegendo-a do ataque da ferrugem. Devem ser aplicados preventivamente em novembro-dezembro para que possa haver tempo para o produto translocar, estando ativo no período mais favorável a ferrugem. Têm como vantagens o longo período residual e a facilidade de aplicação, principalmente em lavouras muito fechadas. Suas desvantagens são o alto custo e a necessidade de umidade no solo para serem absorvidos e translocados. Outro aspecto é que, devido ao seu uso preventivo, eles não permitem o manejo da doença, sendo aplicados mesmo naqueles anos em que a doença poderia não ser problemática. Conforme as condições climáticas do ano pode ser necessária uma pulverização suplementar com sistêmicos foliares para complementar o efeito dos fungicidas granulados (Ceplac, 2010).

Cercospora ou Mancha-de-olho-pardo (Cercospora coffeicola Berk & Cooke)

É provavelmente, a mais importante doença da região de Vitória da Conquista. O agente causal é Cercospora coffeicola (Ceplac, 2010). A mancha-de-olho-pardo é uma doença que ocorre com maior importância econômica, no Estado do Espírito Santo, em café arábica, nas condições de viveiros e na fase inicial de transplantio no campo, quando as lavouras são localizadas em solos com baixa fertilidade, causando intensa desfolha. Em café conilon, a sua intensidade é muito variável, em função dos clones que formam as variedades e das condições climáticas, tendo maior importância na fase de viveiro, em que as plantas muitas vezes não se desenvolvem. Em caso de alta intensidade, pode ocorrer perdas elevadas nas mudas, pois provoca desfolha e “atrasa” sua saída para o campo (Ventura et al, 2007).
Sintomas - Os principais sintomas são manchas circulares (Fig. 3), de coloração parda com centro branco ("olho de pombo"), circundado por um halo amarelado. Nos frutos as manchas são amarronzadas e aparecem durante a fase de maturação na parte exposta ao sol, estendendo-se no sentido polar do fruto. Os grãos tornam-se chochos e caem antes da colheita. Ocorre ainda o apressamento da maturação dos frutos. A Cercospora coffeicola ocasiona perdas de produção devido ao chochamento dos grãos, além de provocar a sua queda. A doença predispõe, ainda, o cafeeiro à "Seca dos Ponteiros" (Ventura et al, 2007).




FIGURA 3 - Sintomas de Cercospora (Cercospora coffeicola) em folha de café.


Etiologia – O agente causador da doença é o fungo Cercospora coffeicola. Berk et Cooke, da ordem Moniliales e família Dematiaceae, que produz conídios septados e agrupados nas lesões, de ambos as faces da folha, sendo facilmente disseminados para outras folhas ou plantas vizinhas. O tubo germinativo do fungo penetra nas folhas através das aberturas naturais, principalmente na face superior das folhas ou diretamente pela cutícula. Nos frutos, quando ocorre a infecção, o fungo coloniza os tecidos e pode atingir as sementes (Ventura et al, 2007).
Disseminação do Patógeno - Cercospora coffeicola é disseminado de folha para folha pelo vento. A doença é perpetuada através de conídios (esporos assexuados) vivendo no solo e em plantas atacadas. Na região de Vitória da Conquista a doença se manifesta durante os meses novembro - fevereiro. As infecções são favorecidas por fatores nutricionais. Em algumas outras cercosporioses, a aplicação de nitrogênio e fósforo aumentam a incidência da doença, enquanto o potássio diminui levemente. Plantas com deficiência de magnésio favorecem o desenvolvimento do patógeno. Faltam, entretanto, mais experimentos que correlacionem estes fatores à doença, no cafeeiro. Pode-se afirmar, contudo, que plantas bem nutridas em NPK, resistem mais à doença (Ceplac, 2010).
Controle – o controle da doença se verifica em viveiros e em campo. No primeiro caso, substratos ricos diminuem a incidência da enfermidade. A utilização do Benomyl, na dosagem de 100 g /100 l, em aplicações quinzenais controla a doença. Adubos foliares podem ser adicionados. A aplicação de cobre em viveiro parece reduzir o tamanho das mudas que vão para o campo em comparação com as que não recebem o cobre (Ceplac, 2010).
No campo, em cafezais adultos, pode-se aplicar o Benomyl em mistura com fungicidas cúpricos, nas dosagens de 0,1-0,2% do produto comercial Benlate e de 1,0 -1,5% dos cúpricos. O controle deve coincidir com a fase de pré-maturação dos frutos (Ceplac, 2010).
Mancha-manteigosa (Colletotrichum spp.)

É uma doença que ocorre, no Estado do Espírito Santo, em determinados materiais genéticos de café conilon, podendo provocar a morte das plantas com o passar do tempo. Atualmente, a doença ocorre com baixa freqüência em função da seleção de clones resistentes. O primeiro relato da doença em café conilon no Brasil foi em 1977, no Estado do Espírito Santo (Mansk & Matiello, 1977).
Sintomas – O sintoma típico é observado nas folhas, onde ocorrem pequenas manchas de aspectos oleoso, de bordas bem definidas, normalmente com 1 a 3 mm de diâmetro, que podem coalescer e necrosar os tecidos do limbo foliar. Nos ramos, os sintomas necróticos podem evoluir no sentido descendente, ocorrendo lesões nos nós. Os frutos quando infectados apresentam lesões deprimidas, as quais podem ocasionar a sua queda de maneira prematura. Em estádio avançado da doença, ocorre a seca dos ramos e, conseqüentemente, a morte das plantas doentes (Ventura et al., 2007).
Outros sintomas são relatados no cafeeiro, como escurecimento e morte das estípulas dos nós nos ramos, manchas irregulares necróticas próximas às margens das folhas e queda destas. Também é observado o aparecimento de manchas marrons no caule verde que podem levar, em alguns casos, à morte da planta. Nas gemas e nos botões florais, podem aparecer lesões necróticas, que também atingem os frutos na fase de chumbinho, provocando a sua queda prematura (Paradela Filho et al., 2001).

Mancha de Phoma (Phoma spp.)

A doença foi inicialmente constatada em 1975, no Estado de Espírito Santo, em lavouras de arábica da região de Conceição do Castelo e Domingos Martins. Normalmente, até os dias de hoje, o patógeno ocorre na maioria das lavouras, mas com a intensidade muito variável, pois é altamente dependente das condições climáticas e da altitude das lavouras. Principalmente em viveiros, a doença também se faz presente e pode provocar desfolhas e morte das mudas. Várias espécies do fungo têm sido isolados do cafeeiro, tendo sido relatada Phoma costaricensis como a principal espécie que ocorre no Estado. No entanto, ainda há a necessidade de realizar a identificação dos isolados do fungo que ocorrem no Espírito Santo, utilizando-se as novas técnicas moleculares (Ventura et al., 2007).
Sintomas - Nas flores, no pedúnculo dos frutos e nos frutinhos, a Phoma causa lesões escuras, mumificações e queda de chumbinhos, superbrotamento causado pela morte das extremidades dos ramos e formação de grande número de ramos laterais. Nos frutos novos, as lesões são escuras, deprimidas e de aspecto úmido (Ceplac, 2010).
Condições favoráveis – A doença ocorre com maior severidade sob condições de temperatura entre 16ºC e 20ºC, associada a ventos frios e chuvas finas e freqüentes. A disseminação ocorre por respingos de água. No caso de viveiros, o excesso de irrigação é muito favorável à doença (Ventura et al., 2007).
Controle - A enfermidade pode ser controlada com Folicur 250 PM, Benlate, Rovral, Aliette, Brestan PM, Hokko Su Zu 200. A formação racional de lavoura com quebra-vento e adubações equilibradas são medidas preventivas para evitar essa enfermidade (Ceplac, 2010). Evitar ao máximo instalar as lavouras em áreas onde ocorrem ventos fortes e frios, que favorecem a doença. Nessas áreas, é fundamental a utilização de quebra-ventos. O uso da proteção química isoladamente geralmente não apresenta resultado satisfatório. No caso de viveiros, evitar locais muito sombreados, bem como o excesso de adubações nitrogenadas (Ventura et al., 2007).

Roselineose ou “mal dos quatro anos” (Rosellinia spp.)

A doença é também conhecida por podridão das raízes ou “mal dos quatro anos”. Ocorre praticamente em todas as regiões produtoras, principalmente em plantas novas, cultivadas em áreas recém-desbravadas e onde ocorre o desmatamento. Aparece em reboleiras, geralmente próximo a troncos de árvores em decomposição (Ventura et al., 2007).
Sintomas – As plantas infectadas apresentam sintomas de clorose (amarelecimento), murcha e queda das folhas, com conseqüente seca dos ramos. Os frutos não se desenvolvem e ficam chochos. As raízes das plantas doentes, próximo à região do colo, ficam escurecidas, ocorrendo a desorganização da casca. Freqüentemente são observados filamentos (micélio) esbranquiçados (rizomorfas do fungo), que vão escurecendo progressivamente, observando-se “nós” na ramificação. Sob a casca, formam-se estrias de cor negra e ramificações das rizomorfas bem escuras, que invadem o lenho das plantas e que, em cortes transversais das raízes, aparecem como pontuações escuras, sendo importantes formas de sobrevivência do fungo (Ventura et al., 2007).
Etiologia – O agente causal da doença é associado com fungos do gênero Rosellinia, sendo relatadas para o cafeeiro as espécies R. bunodes (Berk. & Br.) Sacc. e R. pepo Pat. (Hoppen & Kraus, 2006).
Controle – As medidas de controle da doença devem ser preventivas, já que as plantas infectadas, quando identificadas pelos sintomas, não sobrevivem. As medidas de exclusão são importantes, devendo-se realizar a remoção de tocos, raízes e troncos de árvores após derrubadas. Nas reboleiras, recomenda-se o isolamento das plantas e a aplicação de cal, para acelerar a decomposição da matéria orgânica. Este procedimento de calagem deve ser feito também nas reboleiras no início das chuvas. As plantas doentes devem ser erradicadas e, preferencialmente, queimadas no próprio local. Recomenda-se evitar, sempre que possível, o plantio de café em áreas recém-desmatadas, já que nessas áreas há maior risco da presença do patógeno (Ventura et al., 2007).

Rhizoctoniose - Thanatephorus cucumeris (Frank) Donk (Rhizoctonia solani Kühn)

A rhizoctoniose, também conhecida como podridão de colo, tombamento e mal do colo, assume uma grande importância econômica em viveiros e sementeiras, reduzindo o número e a vigor das plantas. No campo, em local de plantio definitivo, pode afetar muda até um ano após o plantio, atrasando o desenvolvimento normal das plantas (Ceplac, 2010).
Sintomas - O ataque, quando em pré-emergência, causa a morte da plântula antes desta atingir a superfície do solo. No canteiro, observam-se falhas, em reboleiras, evidenciando o desenvolvimento anormal da germinação. Em pós-emergência, os principais sintomas aparecem na região do caule próximo ao solo onde são formadas lesões com 1 a 3 cm de extensão, que circundam o caule, promovendo um estrangulamento e paralisação da circulação de seiva, ocasionando a murcha e posterior morte da muda. Em condições de alta umidade, pode-se observar um bolor cinzento sobre a lesão, formado pelo micélio do fungo. A partir do segundo par de folhas, o caule torna-se lenhoso, sendo menos suscetível à infecção (Ceplac, 2010).
O ataque pode ocorrer também em mudas no campo, principalmente em mudas nas quais as lesões haviam regredido no viveiro. Nessas mudas, durante a estação das chuvas, a lesão volta a se desenvolver, abrangendo uma extensão 5 a 10 cm, afetando a casca, formando uma cicatriz na parte superior, como um calo, o que leva a muda a quebrar-se faci1mente sob a ação do vento. Essas mudas podem apresentar sintomas reflexos na parte aérea, com seca dos ponteiros, ramos e folhas e, até mesmo, morte da planta até a idade de 2 a 3 anos (Ceplac, 2010).
Etiologia - A rhizoctoniose é causada pelo deuteromiceto Rizoctonia solani, que tem como estádio perfeito o basidiomiceto Thanatephorus cucumeris. É um habitante do solo, com grande capacidade saprofítica, podendo sobreviver durante longos períodos em restos de cultura ou de um ano para outro na forma de escleródios. O aparecimento da doença é favorecido por solos infestados, pela reutilização de sementeiras, pelo excesso de umidade (chuvas contínuas, irrigação excessiva ou local mal drenado) e pelo excesso de sombra no viveiro, No campo, o ataque é severo durante a primavera e verão, devido à abundância de chuvas e às altas temperaturas (Ceplac, 2010).
Controle - Como medidas auxiliares de controle devem-se eliminar as condições favoráveis à doença, evitando excesso de umidade e sombra nas sementeiras. Quando aparecerem problemas de tombamento, deve-se imediatamente suspender a irrigação, isolar as reboleiras e, no caso de sementeiras, eliminarem toda a área afetada. Devem-se iniciar as pulverizações nas reboleiras e, se necessário, em todos os canteiros, com fungicidas dicarboximidas repetindo-se as pulverizações após quinze dias. Os tratamentos normais, com fungicidas cúpricos e ditiocarbamatos, usados contra cercosporiose, também ajudam no controle desta doença. O controle é feito no viveiro através de certas práticas: desinfecção da areia do germinador (não reutilizá-la) e da terra do substrato; evitar excesso de umidade e sombra; facilitar a drenagem do germinador; suspender a irrigação ao aparecimento dos primeiros sintomas; eliminar a área afetada no caso de sementeiras; efetuar imersão de plântulas em solução fungicida antes do transplante. Não há controle quando a doença se manifesta no campo (Ceplac, 2010).

Fusariose (Fusarium spp.)

A fusariose ou murcha vascular do cafeeiro é causada pelo fungo Fusarium spp. e ataca o sistema vascular (vasos condutores de seiva do cafeeiro). Era uma doença secundária, mas ultimamente tem causado prejuízos principalmente em viveiros (Ceplac, 2010).
Sintomas - No viveiro, as plântulas ficam com manchas escuras no hipocótilo (caule inicial), a extremidade deste pode morrer e ficar escura com a aparência de um palito de fósforo queimado. Nas mudas, os sintomas são lesões necróticas claras ou escuras que circundam o caule a partir do nível do solo e evoluem em direção ao ápice, às vezes, secando e matando a muda. No campo, o sintoma característico é o murchamento e a morte do terço superior das plantas, ficando a parte inferior ainda verde. Pode ocorre seca de ponteiros e engrossamento do caule na região do colo (próximo ao solo). Geralmente os sintomas aparecem em plantas isoladas (Ceplac, 2010).
Disseminação e condições favoráveis - O fungo Fusarium spp. é um fungo habitante natural do solo e pode estar na areia do germinador, na terra do substrato e no solo da lavoura. Geralmente é transmitido por mudas aparentemente sadias, cujos sintomas só aparecerão futuramente no campo. Também é transmitido pela semente. Em plantas adultas também é possível a entrada do fungo através de lesões nas raízes, como as provocadas por nematóides, podendo até haver associação entre estes dois patógenos. Contudo, a falta de cuidados na produção de mudas se constitui na principal forma de disseminação da doença. O fungo também prefere solos ácidos. Muitas vezes o solo da lavoura não está ácido na média (demonstrado na análise de solo), mas apresenta manchas de solo ácido, onde podem aparecer plantas com o sintoma (Ceplac, 2010).
Prejuízos - O prejuízo maior ocorre no viveiro pelo retardamento no crescimento e eliminação de mudas. Se a infestação for muito grande, o lote todo de mudas pode ser perdido. No campo pode ocorrer morte de plantas adultas, reduzindo o stand (Ceplac, 2010).
Controle - No viveiro as práticas de controle são: Utilizar areia fina e lavada nos germinadores. Esteriliza-la com água quente a 70ºC. Não reutilizá-la; As sementes devem ser sadias, oriundas de campos de sementes fiscalizadas, isentos de plantas com murcha vascular; Tratar a água com hipoclorito de sódio quando a mesma for proveniente de rios; Efetuar tratamento de semente com fungicidas sistêmicos; Corrigir o pH do substrato com calcário; Desinfectar a terra do substrato; Arrancar e queimar do germinador as plântulas com suspeita da doença. Após esta operação, o operador deve esterilizar as mãos com solução de água e hipoclorito de sódio; Antes do transplante, mergulhar as plântulas durante três minutos em solução com Tecto 600 a 0,1 %. Havendo a presença da doença nos canteiros, pulverizar com Tecto 600 a 0,1 %, dirigir o jato na direção do caule. O controle da doença pode ser observado pela eliminação dos tecidos necrosados do caule, que secam e se desprendem, aparecendo por baixo tecido sadio; Mudas que não responderem ao controle químico devem ser queimadas ou enterradas (Ceplac, 2010).
Na lavoura pode-se fazer o tratamento químico somente das plantas atacadas, utilizando Tecto 600 a 0,3%, dirigindo o jato na direção do caule. Efetuar análise e correção do solo com calcário separadamente nas manchas onde é maior o número de plantas com sintomas. As plantas que não tiverem chance de recuperação devem ser arrancadas, colocando-se cal virgem no local das mesmas. Posteriormente, se efetua o replantio, caso haja condições de luminosidade (Ceplac, 2010).

Antracnose-dos-frutos verdes ou Coffea Berry Disease – CBD

A antracnose-dos-frutos-verdes do cafeeiro é uma importante doença, quarentenária para o Brasil, e que é conhecida como Coffea Berry Disease (CBD), causada pelo fungo Colletotrichum kahawaen J. M. Waller & P. D. Bridge, sendo responsável por perdas significativas na África (Várzea et al., 2002).
A doença foi relatada pela primeira vez em 1992 no Quênia, e a sua ocorrência posteriormente foram confirmados em praticamente todos os países africanos produtores de café arábica, tendo-se mencionado também a sua ocorrência na República Centro-Africana em Coffea canephora. No continente americano, apesar das condições climáticas favoráveis à doença, ainda não foi confirmada, exigindo, assim, cuidados quarentenários em relação à entrada de material vegetal de café proveniente da África, onde as epidemias são severas (Várzea et al., 2002).
Etiologia – O agente etiológico foi inicialmente descrito como C. coffeanum, o que gerou grande controvérsia, já que nesta espécie podiam ocorrer isolados patogênicos e saprófitas do fungo. Essas condições têm levado alguns relatos da sua ocorrência, inclusive no Brasil, mas provavelmente confundido com as espécies de C. gloesporioides e C. acutatum, freqüentes nas condições tropicais. Vários estudos foram desenvolvidos nos últimos 70 anos usando características morfológicas e fisiológicas dos fungos isolados do cafeeiro, até que Waller et al., (1993), utilizando também a patogenicidade, fizeram uma proposta de alteração do nome do fungo para C. kahawae, que apresenta características bastante significativas (Várzea et al., 2002).
Sintomas – Os sintomas do CBD em frutos verdes são lesões negras deprimidas, que podem ocorrer em qualquer parte do fruto, podendo coalescer e cobrir todo fruto, desenvolvendo-se na superfície, em condições de alta umidade, massa de conídios de coloração rosada. Os frutos doentes podem cair prematuramente ou ficar mumificados nos ramos (Várzea et al., 2002). Em alguns casos, nos frutos verdes, podem formar-se lesões corticóides (scab), que podem ou não apresentar acérvulos do fungo. A suscetibilidade dos frutos ao CBD depende das condições climáticas favoráveis, ocorrendo geralmente a infecção entre a 8ª e a 12ª semanas, não ocorrendo praticamente infecção após a 25ª semana, voltando os frutos a serem novamente infectados nas fases de pré-maturação e maturação (Várzea et al., 2002).

Traqueimicose ou murcha-do-cafeeiro (Coffea Wilt Disease – CWD)

A Traqueimicose ou murcha-do-cafeeiro (Coffea Wilt Disease – CWD) foi notificada em 1927 na República Centro-Africana em Coffea excelsa, e, posteriormente, entre 1937 e 1939, a doença disseminou-se no Coffea canephora e Coffea liberica, nas plantações de Camarões, Guiné, Costa do Marfim e República Democrática do Congo, onde mais de 40% das plantações foram infectadas. A severidade da doença chegou a 90% nas plantações do Congo e, mais recentemente, em Ungada (1993) e na região do Lago Vitória, na Tanzânia (Lepoint et al., 2005).
Etiologia - A doença tem como agente atiológico o fungo Gibberella xylarioides strictu sensu Heim & Saccas, com estádio anamórfico em Fusarium xylarioides Steyaert, admitindo-se, no entanto, que exista um complexo de espécies biológicas e filogenéticas em G. xylarioides, o que foi demonstrado em estudos de populações do fungo, isolados de Coffea canephora e Coffea excelsa, em diferentes países africanos, tendo-se distinguido pelo menos três grupos distintos (Lepoint et al., 2005).

Mancha de Ascochyta (Ascochyta coffeae)

Doença que era praticamente desconhecida na cafeicultura vem aumentando sua importância econômica nos últimos anos em razão dos prejuízos que causa a produção. Geralmente encontra-se associada a outras enfermidades do cafeeiro, particularmente à Phoma. Os sintomas são mais evidentes nas folhas mais velhas, caracterizando-se por lesões escuras e com anéis concêntricos; causa a queda prematura de folhas, frutos e seca dos ramos (Ceplac, 2010).
As condições de ambiente favoráveis à infecção são semelhantes àquelas descritas para Phoma, assim como o controle químico e medidas preventivas (Ceplac, 2010).


Doenças Bacterianas

Requeima do cafeeiro (Xylella fastidiosa)

A primeira constatação da doença, que, em algumas regiões, também é conhecida por “atrofia dos ramos do cafeeiro”, ocorreu em café arábica no município de Macaubal – SP, em 1992, sendo posteriormente constatada a associação da bactéria em todas as regiões brasileira produtoras de café, incluindo praticamente todas as cultivares de Coffea arábica e também as espécies Coffea canephora, Coffea dewevrei, Coffea eugenioides, Coffea kapakata, Coffea racemosa e Coffea stenophylla, bem como os híbridos interespecíficos (Leite Junior & Nunes, 2003).
Etiologia – A Xylella fastidiosa é uma bactéria fastidiosa, Gram-negativa, que tem células do tipo bastonete e parede celular enrugada, sendo limitada aos vasos do xilema das plantas. Difícil de cultivar in vitro, exige meios de cultura específicos, como o BCYE, PD3 e PW, onde tem crescimento muito lento (Leite Junior & Nunes, 2003).
Sintomas – Nas plantas de café, Xylella fastidiosa tem sido associada ao depauperamento generalizado das plantas. Os sintomas mais comuns normalmente incluem o enrolamento e a requeima do bordo das folhas. As plantas doentes apresentam tamanho reduzido, malformação das folhas, enrolamento dos bordos das folhas, encurtamento dos entrenós e clorose nas folhas. Freqüentemente, em estádios avançados da doença, as plantas podem apresentar seca dos ramos. Estes sintomas sugerem que o mecanismo envolvido esteja relacionado com a disfunção do sistema de transporte de água e nutrientes da planta. No cafeeiro, a bactéria foi encontrada nos vasos do xilema das plantas doentes, geralmente encontram-se tiloses, células bacterianas e goma bloqueando esses vasos, além do desbalanço hormonal (Leite Junior & Nunes, 2003).
Epidemiologia – A bactéria é disseminada principalmente por meio de material propagativo infectado e por insetos vetores, dos quais se destacam as cigarrinhas da família Cicadellidae, já sendo identificadas mais de 11 espécies vetoras (Meneguim et al., 2000).
As presenças da bactéria em todas as regiões produtoras de café do Brasil e as grandes variabilidades genéticas das estirpes sugerem que X. fastidiosa já se encontra em associação e convivendo com o cafeeiro há muito tempo, mas a manisfestação dos sintomas aparecem quando as plantas estão sob condições de estresse ou com desequilíbrios nutricionais (Ventura et al., 2007).
Controle – A medida de controle recomendada é manter as plantas com bom vigor vegetativo, através do manejo adequado e recomendado para o cafeeiro, com destaque para a produção de mudas em viveiros protegidos. Devem-se prevenir os fatores de estresse nas plantas e que as predispõem às doenças e pragas. O uso de matéria orgânica e adubações equilibradas, bem como o controle do déficit hídrico, são medidas que têm contribuído para o manejo da doença. Em algumas situações, a poda de condução e a recepa das plantas são também recomendadas, principalmente quando as lavouras apresentam muitas plantas debilitadas (Ventura et al., 2007).

Mancha-aureolada - Pseudomonas syringae pv. garcae (Amaral, Teixeira & Pinheiro) Young, Dye & Wilkie

A mancha aureolada é uma doença bacteriana constatada pela primeira vez em 1955 na região de Garça, no Estado de São Paulo. Ocorre principalmente nas regiões mais frias, no Paraná, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e no Mato Grosso do Sul, sem causar problemas nas demais regiões cafeeiras (Ceplac, 2010).
Sintomas - A doença incide sobre folhas, rosetas, frutos novos e ramos do cafeeiro, atingindo mudas no viveiro e plantas no campo. Nas folhas, a bactéria causa sintomas necróticos do tipo mancha, de coloração pardo-escura, com 0,5-2,0 cm de diâmetro e centro necrótico, circundada por um halo amarelado. As lesões distribuem-se por toda a superfície foliar, sendo mais freqüentes nas bordas das folhas, por onde a bactéria encontra maior facilidade de penetração, através de ferimentos causados por danos mecânicos. A mancha é constituída de tecido seco e quebradiço, que freqüentemente se dilacera e cai, deixando uma perfuração no seu lugar. Com a coalescência dos halos amarelados, formam-se grandes áreas necrosadas, que resultam na queda prematura das folhas. A doença incide também sobre ramos, causando requeima, e sobre frutos novos na fase de chumbinho, causando necrose. As lavouras novas, com até 3-4 anos de idade, são mais atingidas, ocorrendo desfolha, seca de ponteiros, superbrotamento e retardamento no desenvolvimento das plantas. Em viveiros, as mudas atingidas sofrem desfolha e o ponteiro morre, chegando a causar a morte das plantas (Ceplac, 2010).
Etiologia - A bactéria Pseudomonas syringae pv. garcae afeta, principalmente, folhas em desenvolvimento, motivo pelo qual os sintomas aparecem com maior freqüência em plantas jovens e em folhas novas de plantas adultas. A bactéria penetra por ferimentos causados por danos mecânicos através da agitação das folhas pelo vento, lesões causadas por insetos ou por outras doenças. A mancha aureolada ocorre em períodos frios, quando a queda de temperatura vem associada à chuva fina, sendo maior o ataque no período de julho a setembro. Em viveiros, ocorre no final do inverno e na primavera, quando tem início a retirada da cobertura das mudas, ficando estas muito sujeitas à variação de temperatura (Ceplac, 2010).
Controle - O controle da mancha aureolada deve iniciar na fase de viveiro, com a escolha do local de instalação, que deve estar protegido de ventos frios. Quando a doença se manifestar, recomendam-se duas aplicações de fungicidas cúpricos (0,3%) a cada duas semanas, associados ou não a antibióticos, como Distreptine 20 e Agrimicina 20, na concentração de 0,2%. Em caso de ataque severo nas mudas, recomenda-se efetuar a poda à altura do terceiro par de folhas, eliminando-se assim as pontas danificadas e os focos principais (Ceplac, 2010).
Nas condições de campo, o controle deve ser preventivo, através da instalação de quebra ventos na fase de formação do cafezal e adotando-se pulverizações adicionais de fungicidas cúpricos quando ocorrer o aparecimento da bacteriose (Ceplac, 2010).

Doenças Viróticas

Mancha-anular dos frutos

Bitancourt (1938; 1939) fez o primeiro relato da mancha-anular em folhas de cafeeiro no Estado de São Paulo e mencionou que, no futuro, está doença poderia ser um fator desfavorável à produção cafeeira.
A mancha-anular do cafeeiro não tem representado problemas econômicos, porém, em 1986, a doença ocorreu em café arábica em Minas Gerais, sendo associada a uma intensa desfolha devido a um inverno com baixa precipitação pluvial, condição esta muito favorável à infestação do ácaro (Chagas, 1988).
A doença está associada ao ácaro plano, Brevipalpus phoenicis (Geijskes, 1939) (Acari: Tenuipalpidae), que é considerado uma espécie polífaga, ocorrendo em mais de 100 espécies de plantas, dentre elas o cafeeiro, em que foi associado com a mancha-anular, causada por um vírus do grupo Rhabdovirus (Ventura et al., 2007).
Em 1987, a doença foi registrada no Espírito Santo, mas com sintomas diferentes dos relatados na literatura, com lesões pequenas, passando de amarelas e necróticas ao longo das nervuras (Matiello, 1987).
Sintomas – Os sintomas característicos são manchas cloróticas nas folhas, geralmente em forma de anéis concêntricos que se espalham junto às nervuras, amarelecendo gradualmente e provocando a queda prematura das folhas e, conseqüentemente, a desfolha gradativa das plantas (Mineiro, 2004). A desfolha ocorre geralmente do tronco para a parte externa da planta, sendo este sintoma chamado pelos agricultores de “planta oca”. Nos frutos, os sintomas da mancha-anular caracterizam-se por lesões circulares deprimidas, que chegam a provocar a deformação do pericarpo. Os frutos perdem a qualidade para bebida, e os grãos ficam predispostos à infecção de outros patogenos, como é o caso do fungo C. gloeosporioides, que é encontrado em condições saprofíticas no cafeeiro (Reis & Chagas, 2001).
Manejo da doença – Para o manejo da doença é importante o controle do ácaro com adoção de estratégias que incluam vários métodos para auxiliar na redução do vetor, como controle biológico, cultural, variedades resistentes e químicos, neste caso com a racionalização do uso de inseticidas / acaricidas (Ventura et al., 2007).

Doenças Causadas por Nematóides

Os nematóides vivem no solo e alimentam-se das raízes das plantas, causando danos diretos, ao destruírem as células e tecidos das raízes, bem como indiretos, abrindo, através de suas lesões, portas de entrada para outros patógenos (Ventura et al., 2007).
O cafeeiro é atacado por várias espécies de nematóides. As mais freqüentes são Meloidogyne incognita, M. exigua, M. coffeicola e Pratylenchus. A espécie mais importante no Brasil é M. incognita, que ocorre com maior gravidade em regiões de solos arenoso, em São Paulo, no Paraná e algumas áreas do Sul de Minas. Esse nematóide afeta drasticamente o sistema radicular do cafeeiro, causando necrose e rachaduras, com aspecto de cortiça, reduzindo a absorção de água e nutrientes pela planta. Causam acentuada redução e o enfraquecimento das plantas tornando-as antieconômicas; muitas plantas chegam a morrer. M. incognita tem muitas plantas hospedeiras, como algodão, batata, fumo, feijão, soja, girassol, sorgo, milho, beldroega, guanxuma, mentrasto, maria pretinha, falsa serralha e capim pé-de-galinha, o que dificulta o emprego de rotação de culturas (Ceplac, 2010).
O nematóide M. exigua é uma espécie menos agressiva, que causa pequenas galhas nas raízes do cafeeiro, reduzindo a produção, sem, contudo causar depauperamento acentuado da lavoura. Os nematóides se disseminam principalmente pelo uso de mudas de café atacadas, pelas enxurradas que levam o solo infestado de uma área para outra e pelos implementos agrícolas que podem espalhar o solo contaminado com ovos e larvas (Ceplac, 2010).
Disseminação - O nematóide tem grande poder de disseminação, que pode ocorrer com enxurradas, uso de implementos agrícolas e irrigação com água coletada em encosta de cafezais infestados. A erradicação da praga é considerada praticamente impossível por engenheiros agrônomos, que afirmam poder-se reduzir a sua incidência e ser necessário saber conviver com o problema (Cafezal, 2010).
Controle - O uso de mudas sadias obtidas com a desinfecção de substrato com brometo de metila. Quanto aos viveiros, além do expurgo do substrato, deve-se localizá-los longe de lavouras ou águas infestadas, protegendo-os contra as enxurradas, evitando-se o trânsito de pessoas vindas de áreas infestadas e usando-se sempre terras de áreas não contaminadas. Em áreas infestadas por M. exigua, dependendo do grau de ataque, a convivência pode ser tolerada, a curto e médio prazo, através do uso de melhores adubações, principalmente com adubo orgânico, e de tratos na lavoura. Em áreas na qual o café foi arrancado, o solo deve ser revolvido para a sua maior exposição ao sol e mantido de seis meses a um ano sem plantio de café ou de culturas hospedeiras (Ceplac, 2010).
O uso de matéria orgânica em solos carentes, para promover condições favoráveis à multiplicação de inimigos naturais; utilizar práticas agrícolas que movimentem pouco o solo como o uso de herbicidas ao invés de capinas e evitar o trânsito na área em dias chuvosos. O uso de nematicidas, embora custoso, para proteger plantios novos pode ser feito, usando-se granulados sistêmicos como o Aldicarb, Carbofuran, Terracur e Nemacur (Ceplac, 2010).
Os nematicidas, no campo, devem ser aplicados no início da estação chuvosa, quando o sistema radicular entra em franca absorção de água e nutrientes pela emissão de radicelas. A eficiência do produto aumentará, coincidindo também, com as melhores condições de temperatura e umidade para a eclosão de larvas de segundo estádio no solo, já que estas são as mais sensíveis à ação nematicida que aquelas no interior de raízes ou dos ovos. No que se refere a lavouras adultas, é impraticável, sob o ponto de vista econômica, realizar aplicações de nematicidas, por ser preciso tratar grande volume de solo e, ainda, por já estarem às raízes primárias do cafeeiro, na maioria dos casos, bastante comprometidas, com difícil recuperação (Ceplac, 2010).


Doenças Abióticas

Mortes das raízes e seca dos ramos

A morte de raízes e a seca de ramos ou ponteiros (die-back) em café conilon têm sido amplamente relatadas, principalmente em determinadas épocas do ano e em determinados clones, afetando a produtividade das lavouras e sua longevidade. As causas associadas a esses sintomas podem ser várias, mas as que têm recebido mais atenção são a deficiência de nutrientes, deficiência hídrica, altas temperaturas, umidade excessiva do solo, ventos frios e presença dos fungos Colletotrichum spp. e Phoma spp., estando também relacionadas aos desequilíbrios hormonais e distúrbios na demanda e/ou disponibilidade de nutrientes para a produção de frutos, principalmente os fotoassimilados como os carboidratos (Rena & Carvalho, 2003).
A morte das raízes é um problema conhecido desde a década de 1930 em que cafeeiros com alta carga de frutos podem apresentar seca de ponteiros e que está é precedida pela morte das raízes das plantas. Após um surto de seca de ponteiros ocasionado por sobrecarga de frutos e a não regeneração das raízes absorventes, principalmente as mais profundas, o cafeeiro perde o equilíbrio morfofisiológico e a sua capacidade produtiva (Rena & Carvalho, 2003).

Práticas de Manejo de Doenças

Nas condições da cafeicultura brasileira a doença mais grave é a ferrugem, causada pelo fundo Hemileia vastatrix, em seguida vem à cercosporiose (Cescospora coffeicola) e a seca de ramos causada pelo ataque de Phoma e Ascochyta. Com menor importância, tem-se, ainda, a bacteriose Mancha Aureolada, a Leprose (virose) e, mais recentemente, com sua real importância ainda desconhecida, o Amarelinho do cafeeiro (bactéria Xylella fastidiosa) (Potafos, 2010).
Para facilitar o controle, devem-se escolher as áreas menos favoráveis às doenças, adotar práticas que tornam a lavoura menos suscetível, incluindo o uso de materiais genéticos tolerantes, e, caso haja evolução das doenças, a nível prejudicial, adotar as medidas de controle químico de forma preventiva ou curativa (Potafos, 2010).
A combinação de condições climáticas (macro e micro) e de manejo dos cafezais favorece a ocorrência das doenças, da seguinte maneira: Lavouras adensadas, fechadas ou sombreadas – maior ataque de ferrugem; Lavouras novas, muito abertas, em solos pobres ou com adubação insuficiente e em regiões mais quentes – problemas mais graves com cercosporiose; Áreas frias e úmidas, batidas por ventos frios – problemas com Phoma, Ascochyta e Pseudômonas; Lavouras com alta carga pendente – problemas com ferrugem e cercosporiose (Potafos, 2010).

CONCLUSÕES

De acordo com os estudos feitos em relação às doenças ocorridas na cultura do café pode se concluir que muitas doenças que incidem o cafeeiro tanto nas fases que estão em viveiro ou em campo, podem causar danos no desenvolvimento da cultura. Visando, então, a necessidade de controla ou prevenir quaisquer doenças durante o ciclo da cultura do cafeeiro para que não seja afetada a sua produção e também a qualidade do fruto.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

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Um comentário:

  1. pois eu estou,adorando porque estou conhecendo,mais sobre as doença nas plantação.

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