quinta-feira, 16 de julho de 2026

Gene a gene: quando o reconhecimento entre hospedeiro e patógeno define o resultado da infecção.

O modelo gene a gene, proposto por Harold H. Flor, é um dos pilares da Fitopatologia moderna. Segundo esse conceito, para cada gene de resistência (R) presente no hospedeiro existe um gene correspondente de avirulência (A) no patógeno. Quando ambos estão presentes, ocorre o reconhecimento molecular e a planta ativa seus mecanismos de defesa, impedindo o desenvolvimento da doença.

Por outro lado, quando esse reconhecimento não acontece — seja pela ausência do gene de resistência na planta ou pela ausência do gene de avirulência no patógeno — a infecção pode se estabelecer e a doença se desenvolve.

Esse modelo explica a base genética da resistência vertical, auxilia no entendimento da coevolução entre hospedeiros e patógenos e fundamenta programas de melhoramento genético voltados ao desenvolvimento de cultivares resistentes, além de orientar estratégias modernas de manejo de doenças.

Compreender essa interação é essencial para interpretar a dinâmica das epidemias, a quebra de resistência e a evolução das populações de patógenos no campo.



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