quinta-feira, 22 de abril de 2010

Aspectos Gerais e Morfológicos do Fungo Cladosporium sp.

O fungo Cladosporium sp., apresenta a seguinte morfologia: colônias efusas ou ocasionalmente puntiformes, possuem coloração muitas vezes olivácea podendo ser também acinzentadas à marron escuro. A superfície desse fungo pode ter aparência de pelos ou flocosas. O micélio normalmente é imerso ou muitas vezes superficiais. Os conidióforos são macronematosos ou semi-macronematosos e em alguns casos podendo ser micronematosos. Os conidiofóros macronematosos normalmente são retos ou flexuosos (encurvados), muitos não ramificados ou com ramificações restritas na região apical, formando um estipe ou uma cabeça de coloração marrom-olivácea à marrom, podendo ter superfícies lisa ou verrugosa. As células conidiogênicas são poliblásticas usualmente integradas, terminais, intercalares, mais muitas vezes indiscretas, simpodiais e de formato cilíndrico, cicatrizadas (apresentam cicatrizes de secessão), divididas de parede eco preeminetes nas duas extremindades das células conidiogênicas.
Os conídios podem ser produzidos em cadeias, sendo catenulados, podem ser muitas vezes sólitarios em algumas espécies, onde os conídios são mais largos e algumas vezes são ramificados em cadeia acropeurógena, são simples, cilíndricos, ovóides, doliformes, fusiformes, elipsóides, esféricos ou sub esféricos. Muitas vezes com distindo a protuberância em conseqüência do resíduo de secessão no final de cada conídio. Possuem coloração marrom-olivácea escuro ou marrom, a superfície do conídio pode ser lisa, verrugosa ou equinulada com 0-3 septos ocasionalmente (Ellis, 1971).

O gênero Cladosporium possui 734 espécies registradas válidas na literatura, apresentando 73 variedades e 40 formas especiais (Index Fungorum, 2010), no Brasil são conhecidas 26 gêneros de Cladosporium (Embrapa, 2010). O Cladosporium sp., possui 915 hospedeiras ocorrendo em vários países, como: Acacia decurrens (Malásia), Bauhinia variegata (Índia), Tabebuia sp. (Brasil), Citrus aurantifolia (México), Phoenix dactylifera (Califórnia) (SBML, 2010.)

Apresenta forma anamórfica representada pelo fungo Cladosporium sp., pertencente ao Reino Fungi, taxonomia insertae sedis, Fungos Mitósporicos, e à classe dos Hyphomycetos (Index Fungorum, 2010).

O Cladosporium sp., pode atacar toda a parte área da planta, mas a maior incidência ocorre nas folhas e no caule (Barbosa et al., 2009). O Cladosporium sp., tem sido relatado como agente patogênico em frutos de pessegueiro (Prunus persicae) provocando danos pós-colheita (Martins et al., 2006); fazendo parte da microbiota das sementes de cagaiteira (Eugenia dysenterica) (Gomide et al., 1994); provocando verrugose em maracujazeiro (Passiflora edulis), sendo esta doença uma das mais importantes da cultura (Negreiros et al., 2004).
















AUTOR: Willian Hussein Sammour

Microbiologia - Agronomia 3 Período.


Referências Bibliográficas:


ELLIS, M.B., Dematiaceous Hyphomycetes, Commonwealth Mycological Institute, Surry, England, 1971.

INDEX FUNGORUM disponível em: http://www.indexfungorum.org/Names/Names.asp
Acessado em: 17 de abril de 2010.

EMBRAPA CENARGEM disponível em: http://www.cenargem.embrapa.br/ Acessado em: 17 de abril de 2010.

SYSTEMATIC BOTANY OF MYCOLOGICAL RESOURCES: disponível em http://nt.ars-grin.gov/ Acessado em: 17 de abril de 2010.

BARBOSA, K. A.; GARCIA, R. A.; CORRADINI, H. T.; OLIVEIRA, E.; SOUZA, A. M.; OLIVEIRA, A. L.; MELLO, R.F.; BORGES, H. A.; & MARQUES, E. P.; Efeito de diferentes dosagens de Azadirachta indica na redução de Cladosporium sp., associado a sementes de tomateiro. Fitopatologia Brasileira, vol. 30, p. 103, agosto 2005.

MARTINS, M. C.; LOURENÇO, S. A.; GUTIERREZ, A. S. D.; JACOMINO, A. P.; AMORIM, L.; Quantificação de Danos Pós-Colheita em Pêssegos na Mercado Atacadista de São Paulo. Fitopatologia Brasileira, vol. 31(1), p. 5-10, jan - fev 2006.

GOMIDE, C. C. C.; FONSECA, C. E. L.; NASSER, C. B.; CHARCHAR, M. J. D.; FARIAS NETO, A. L.; Identificação e controle de fungos associados a sementes armazenadas de cagaita (Eugenia dysenterica DC.). Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, vol. 29, n.6, p. 885-890, jun. 1994.

NEGREIROS, J. R. S.; BRUCKNER, C. H.; CRUZ, C. D.; SIQUEIRA, D. L.; PIMENTEL, L. D.; Seleção de progênies de maracujazeiro amarelos vigorosos e resistentes à verrugose (Cladosporium cladosporioides). Revista Brasileira de Fruticultura, Jaboticabal -SP, vol. 26, n. 2, p. 272-275, Agosto 2004.

Septoriose ou mancha-de-septória causada por Septoria lycopersici em folhas de tomateiro (Lycopersicon esculentum Mill.)

Jakelinny Martins Silva


A cultura do tomate vem ocupando um lugar de destaque dentre os cultivos de hortaliças no Brasil. Dados do IBGE referentes aos últimos anos indicam um cultivo anual entre 55 mil a 60 mil hectares, sendo 35 mil – 40 mil hectares cultivados para comercialização in natura (produção de 1,5 – 1,7 milhões de toneladas) e entre 18 mil à 20 mil hectares destinados ao processamento industrial para obtenção de polpa, molhos, catchup, etc (produção entre 800 mil e 1 milhão de toneladas), mostrando a importância da cultura para o país. (Pierro, 2000).

O cultivo do tomateiro (Lycopersicon esculentum Mill.) vem sendo dificultado, em algumas regiões, em razão das pragas e doenças que ocorrem na cultura. A cultura do tomate é afetada por um grande número de doenças fúngicas, algumas das quais, como a requeima, pinta preta e septoriose, podem causar perdas totais de produção, se medidas integradas de controle não forem adotadas corretamente. (Lopes e Santos,1994)

Os fungos são os microorganismos responsáveis pelo maior número de doenças no tomateiro.Fungos normalmente produzem esporos, que são disseminados pelo vento, água, máquinas e animais.Podem sobreviver de uma safra para outra associados a plantas (vivas ou mortas),ao solo ( em restos de cultura em decomposição), a sementes ou a insetos. Os fungos fitopatogênicos são considerados os grandes vilões da tomaticultura, pois cerca de 40% do custo de produção do tomate é atribuída a fungicidas utilizados no controle das doenças foliares. (Lopes e Santos,1994)

A septoriose ou mancha-de-septoria (Septoria lycopersici Speg.) é uma doença importante do tomateiro principalmente nas épocas de chuva, ocorrendo em quase todas as regiões produtoras do Brasil e do mundo (Jones et al., 1991; Kurozawa e Pavan, 1997; Zambolim et al., 2000).

A doença causa grandes prejuízos à produção, principalmente em condições climáticas favoráveis, como por exemplo no verão, sendo necessários altos gastos com fungicidas para seu controle. (Lopes e Santos, 1994).

A septoriose pode ser confundida com outras doenças, principalmente a pinta-preta, quando as lesões ainda não estão totalmente desenvolvidas. A doença provoca perdas devido à destruição progressiva da folhagem que, além de reduzir a área foliar responsável pela fotossíntese, ocasiona um impacto negativo na produção de frutos e os expõe à queimadura de sol (Jones et al., 1991; Lopes et al., 2005).

O objetivo desse trabalho foi isolar, identificar e analisar isolados de S. lycopersici provenientes de planta de tomateiro para conhecimento de seu sintomas na planta, sua epidemiologia, etiologia e métodos de controle.

Sintomatologia

Inicialmente, os sintomas aparecem nas folhas mais velhas, apresentando manchas circulares e elípticas, com o tamanho aproximado de 2 a 3 mm de diâmetro e em condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do fungo e cultivares suscetíveis, as lesões podem atingir 5 mm ou mais de diâmetro. As manchas apresentam-se com as bordas escurecidas e o centro cor de clara, onde visualiza-se pontuações escuras que são as frutificações do patógeno e presença de um halo amarelo estreito, circundando as lesões. (Kurozawa e Pavan, 2007)

Frequentemente, há agregação das manchas, o que provoca queima intensa das folhas baixeiras e desfolha das plantas. Lesões nas hastes, pedúnculo e cálice são causadas em ataques severos da doença, onde as lesões se apresentam geralmente menores e mais escuras. Lesões no caule e cálice normalmente não apresentam picnídios, sendo estes observados nas folhas. Os frutos raramente são afetados. (Kurozawa e Pavan, 2007)

Etiologia

Os conídios do fungo são hialinos, longos, finos, com três a nove septos, medindo 60-120x2-4 µm e produz picnídios globosos, ostiolados e de paredes finas e coloração marrom-escura. A massa conidial desse fungo apresenta coloração rosada, salmão ou marrom-escura. (Lopes e Ávila, 2005)

Os conidióforos são curtos e os conídios são, filiformes, multi-septados (septos 1-(6)-12 septos – média de 6), com comprimento variando de 35-137 mm e são liberados dos picnídios através de cirros hialinos, agregados entre si por uma substância mucilaginosa, os quais são dispersos em água e disseminados através das gotas. O micélio é hialino, ramificado e septado (Lopes e Ávila, 2005).

O estágio sexual do fungo ainda não foi registrado na literatura. (Jones et al., 1991).

Em todo o mundo, o tomateiro apresenta-se como hospedeiro de várias espécies do fungo Septoria, como por exemplo: Septoria dulcamarae (presente na China e em Myanmar), Septoria lycopersici f.sp. italica (presente na China e em Taiwan), Septoria tomates (presente na Romênia) e Septoria lycopersici que é a espécie de maior número de ocorrências em países como Austrália, Bulgária, Colômbia, Costa Rica, Índia, Jamaica, Coréia, Espanha, Sudão Taiwan, China, Guatemala, inclusive o Brasil. (Farr e Rosman, 2010).

No Brasil, o gênero Septoria mostra-se ocorrente em todos os estados, com maior ocorrência nos estados de São Paulo e Minas Gerais. (EMBRAPA Banco de Dados Brasileiro de Micologia, 2010)

Além do tomateiro, o agente causal da doença, Septoria lycopersici, ataca espécies selvagens de solanáceas como maria pretinha, S. carolinenses, Physalis spp. e Datura stramonium. (INDEX FUNGORUM, 2010)

Epidemiologia

As principais fontes de inóculo do patógeno são as sementes, soqueiras, restos de cultura, estacas já utilizadas em lavouras anteriores, e outras espécies de solanáceas, como berinjela, jiló e solanáceas invasoras (Jones et al., 1991; Zambolim et al., 2000).

A infeção pode iniciar nas folhas cotiledonares se o patógeno for transmitido pela semente e em seguida, se dispersar pelo resto da planta. Os conídios em cirros são liberados dos picnídios em alta umidade e estes são disseminados pela água das chuvas ou por irrigação. (Jones et al., 1991; Zambolim et al., 2000).

A doença pode apresentar-se mais severa em condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do patógeno como no período quente e chuvoso do ano, com temperatura de 20 a 25 ºC. A água da chuva dissemina o fungo e dificulta à entrada equipamentos de pulverização na lavoura, além de seu excesso lavar o fungicida. Também pode ocorrer ataques severos no período seco, desde que haja excesso de irrigação. (Reis, Boiteux e Lopes, 2006)

Trabalhadores, insetos, implementos e pássaros também contribuem para a disseminação do fungo, pois em contato com a planta que foi infectada com o patógeno, este possuirá a fonte de inóculo em seu corpo, que em contato com uma planta sadia, iniciará o processo de infecção, onde os esporos germinam em até 48 horas em condições de umidade e temperaturas ideais. Os sintomas iniciais da doença aparecem em seis dias após o fungo penetrar na planta através dos estômatos. Os picnídios surgem após os 14 dias da infecção. (Lopes e Santos,1994)

Controle

Para o controle e manejo da doença são adotadas medidas como: fazer rotação de cultura com poáceas (gramíneas), destruição de restos culturais, adubação balanceada, evitar irrigação por aspersão com freqüência, evitar plantio próximos às lavouras mais velhas ou infectadas com o patógeno e manter as plantas arejadas com espaçamento adequado. (Zambolim et al., 2000)

Não se conhece o comportamento de variedades resistentes nas condições do Brasil (Tokeshi e Carvalho, 1980). Kurozawa e Pavan (1997) recomendam como controle os fungicidas sistêmicos mais específicos como benomyl, tiofanato metílico, carbendazin e tiabendazol. Furlaneto e Café (1996) avaliaram para o controle da septoriose do tomateiro os produtos à base de clorotalonil, mistura de fluazinan+clorotalonil, e tebuconazole, que proporcionaram maior produção de frutos de tomate e também menor severidade da doença; os produtos que apresentaram baixa performance foram o iprodione, tiofanato metílico e benomil.

O uso de fungicidas registrados no Ministério da Agricultura presta-se ao controle da septoriose. Dentre muitos produtos registrados, os que mais se mostram eficientes para o controle da doença são Cabrio Top (pyraclostrobin + metiram), diluído em água, na dose de 3kg/ha, Caramba (metconazole), na dose de 1,0 L/ha e Constant (teboconazole), na dose de 1,0 L/ha. Ambos os fungicidas são pulverizados seguindo uma mesma metadologia, sendo sete pulverizações desde o início do florescimento, num intervalo de dez dias a cada aplicação. Não são observados sinais de fitotoxicidade nas plantas devido ao uso desses fungicidas. (Agrofit, 2010)

Esta estratégia, entretanto, pode ser pouco eficiente sob condições favoráveis de temperatura e precipitação ou quando a doença já se encontra instalada em cultivos utilizando cultivares muito suscetíveis (Jones et al., 1991; Zambolim et al., 2000).


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

AGROFIT. Disponível em: Acessado em: 21/04/2010

EMBRAPA Banco de Dados Brasileiro de Micologia. Disponível em: Acessado em: 21/04/2010

FARR & ROSMAN, SBML Systematic Botany of Mycological Resources. Disponível em: . Acessado em: 19/06/2010.

FITOPATOLOGIA.NET. Disponível em: Acessado em: 19/04/2010.

FURLANETO, C. & CAFÉ, A.C. Eficiência de fungicidas no controle da septoriose do tomateiro no distrito Federal. Fitopatologia Brasileira, v.21, Suplemento, p.399, 1996.

INDEX FUNGORUM. Disponível em: . Acessado em: 27/06/2010

JONES, J.B.; JONES, J.P.; STALL, R.E.; ZITTER, T.A. Compendium of Tomato Diseases. St. Paul: APS Press, 1991. 73pp.

KUROZAWA, C.; PAVAN, M.A. Doenças do tomateiro (Lycopersicon esculentum Mill.). In: Kimati, H.; Amorin, L.; Bergamin Filho, A.; Camargo, L.E.A.; Rezende, J.A.M. (eds.). Manual de Fitopatologia. v.2 – Doenças das plantas cultivadas. Piracicaba, Ceres, 1997. p.690-719.

LOPES, C.A.; ÁVILA, A.C. Doenças do Tomateiro. Embrapa Hortaliças. 151p. Brasília. 2005

LOPES, C.A.; SANTOS,J.R.M. Doenças do tomateiro. Brasília : EMBRAPA-SSI,1994. 67p.

MALUF, W.R.; MIRANDA, J.E.C.; BITTENCOURT, C. Avaliação da resistência a septoriose em introduções de Lycopersicon spp. Horticultura Brasileira, v.3, p.9-11, 1985. (Resumo).

PIERRO, A.C. Tomates. Qualidade que se planta. Cultivar, v.1, 2000. p.10-14.

REIS, A; BOITEUX, L.S.; LOPES, C.A.; Mancha-de-septória: doença limitante do tomateiro no período de chuvas. Comunicado Técnico 37. Embrapa Hortaliças. Brasília. Dezembro. 2006.

TOKESHI, H. & CARVALHO, P.C.T. Doenças do tomateiro - Lycopersicon esculentum Mill. IN: GALLI, F. Manual de Fitopatologia - Doenças das plantas cultivadas. São Paulo: Ceres, 1980. p.511-552.

ZAMBOLIN, L.; VALE, F.X.R.; COSTA, H. (Eds). Controle de doenças de plantas de hortaliças. Viçosa, UFV. 2000. 444p.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Aspectos morfológicos de Cercospora hibiscina

A cercosporiose é uma doença comum ao quiabeiro, porém apresenta importância secundária porque raramente causa sérios danos. Em condições de alta severidade, pode causar desfolha. Duas doenças de cercospora podem estar associados com a doença. Cercospora malayensis é a espécie menos agressiva e causa manchas foliares escuras, arredondadas e com bordos avermelhados. Cercospora hibiscina é mais prejudicial e causa manchas irregulares, maiores que as anteriores. Na página inferior de tais lesões, é possível perceber um crescimento fuliginoso, constituído por frutificações do fungo. Os esporos de cercospora são bastante longos e multiseptados, sendo produzidos nas extremidades de conidióforos que se apresentam agrupados em feixes. Ambas as espécies são favorecidas por condições de temperatura e umidade elevadas, o que explica a maior ocorrência da doença durante verões chuvosos.
A disseminação dos conídios produzidos nas lesões ocorre principalmente através do vento. Normalmente, a cultura do quiabeiro convive bem com a cercosporiose, o que justifica a não adoção de medidas de controle específicas para esta doença. A prática da rotação de culturas, por manter baixo o potencial de inóculo, já é suficiente para evitar perdas com a doença.
Ocasionalmente, em surtos epidêmicos, pode-se lançar mão do controle químico através de pulverizações quinzenais com oxicloreto de cobre.

Etiologia


A Cercospora hibiscina possui conidióforo septado de cor mais escura, conídio septado de cor hialino, estroma na base célula conidiogênica entreoblástica, cicatriz conidial.




Autora: Patrícia Vaz da Costa

Referência Bibliográfica

Kimati,H., Amorim,L., Rezende,J.A.M., Bergamin,A.F., Manual de Fitopatologia, vol. 2, doenças das plantas cultivadas 4° ed.,cap. 61, pág 542, São Paulo:Agronômicas Ceres,2005.

ASPECTOS GERAIS E MORFOLÓGICOS DO FUNGO Ampelomyces sp

Bruno Barboza dos Santos


O gênero Ampelomyces sp. foi descrito em 1852 segundo Brian, 1980, sendo assim classificado como um Deuteromycota ou fungo imperfeito, classe artificial na qual incluem-se os fungos que apresentam como estrutura somática hifas septadas e dos quais só se conhece as estruturas de reprodução assexual, ou seja, fase conidial. Este pertence ao grupo dos fungos Mitospóricos, Coelomicetes.

Como características morfológicas a presença de micélio superficial ou imerso, possui formato de picnídio, escuros, de cor marrom, na maioria das vezes arredondado, com talo reduzido, bastante frágil, é septado, ramificados, seu corpo de frutificação se encontra protegido, não possui rostro nem ostíolo distintos, porém possuem uma ruptura deiscente apical no picnídio, não apresenta conidióforo, a célula conidiogênica é enteroblástica fialídica, determinada, discreta, variando de doliforme à poliforme, hialina, lisa, o picnídio por sua vez produz bastante conídios os quais são unicelulares segundo Barnet & Hunter (1998).

Seus conídios são hialinos, predominantemente ovóides, alguns quase globosos, raramente elevados, alongados ou fusiformes, são asseptados, possuem paredes finas, lisas, são retos ou curvados, constituídos de células poligonais ou de contornos irregulares, de coloração castanha (essa tonalidade castanha se acentua com o passar do tempo), o fungo é um hiperparasita, se desenvolve ao redor dos conidióforos do fungo oídio (Erysiphaceae) afirma Ponte (1968). Em outubro de 1965, o mesmo descreveu o que observou no estado de Minas Gerais, mais precisamente em Viçosa, quando coletou amostras as quais foram retiradas de folhas de quiabeiro (Hibiscus esculentus L.) atacadas de Oídio (Oidium abelmoschi Thum.) ele detectou a presença, em profusão, de um outro fungo, então hiperparasitando hifas e conidióforos sendo nomeado como sendo Oidium sp, foi ai que através de suas pesquisas descobriu que tratava-se de uma nova espécie pertencente ao gênero Cicinnobolus Ehrenb. a qual Ponte (1968) descreveu com o nome de C. priscii. Após as pesquisas o material foi incorporado ao Herbário Fitopotalógico da Universidade Federal do Ceará, em Fortaleza, Estado do Ceará (Brasil), instituição onde o respectivo estudo micológico foi realizado pode-se concluir que houve realmente a prevalência do gênero Ampelomyces cesati sobre o Cicinnobolus sp.

Falk et al., 1995, dizem que este parasitismo reduz o crescimento e podendo eventualmente, até matar a colônia de bolor, no caso a colônia do fungo Oidium sp.. Atualmente o fungo Ampelomyces sp. tem sido objeto de numerosas investigações, pois de certa forma ele promove o controle biológico do fungo causador do oídio pois a produção de esporos do oídio é reduzida ou até mesmo se ausenta em áreas parasitadas pela colônia do mesmo. Alguns sintomas são que hifas e conidióforos não infectados do oídio são transparentes, mas, por sua vez escurecem logo após a infecção. Uma vez que o hiperparasita começou a produzir picnídios, suas hifas e conidióforos aumentam várias vezes o seu diâmetro normal, e a cor castanha aumenta sua tonalidade na parede celular dos picnídios.

De acordo com o Index Fungorum (2010), o gênero Ampelomyces sp. apresenta a seguinte organização taxonômica: pertence ao reino Fungi, grupo dos fungos Mitospóricos e ao sub-grupo dos Coelomicetos. Neste banco de dados, existem registrados 18 espécies, variedades e formae speciales válidas pertencentes a este gênero no mundo.

Através relatos do Departamento de Agricultura (2010), ‘’Agricultural Research Service’’ o gênero Ampelomyces sp apresentou cerca de 61 hospedeiros os quais registrados em quase todo o mundo, além do Brasil houve incidência também na Venezuela, Espanha, Rússia, Canadá, Índia, entre outros. No Brasil Ampelomyces sp foi relatado em plantas de Tabebuia sp., no laboratório de quarentena vegetal situado em Brasília, DF.

Este trabalho tem como objetivo, apresentar aspectos gerais e morfológicos do fungo Ampelomyces sp. encontrado em folhas de jiló, as quais foram analisadas no Laboratório de Microbiologia do IFGoiano campus Urutaí-GO.

Para a realização deste trabalho foram utilizados os seguintes materiais:

folhas de jiló (Solanum gilo), microscópio estereoscópico (lupa), corante azul- de-algodão, seringa com agulha, lamina, lamínula, microscópio e esmalte.

Processos como observação na lupa da folha, captura do fungo, confecção da lamina e fotos para a realização desse trabalho foram realizados no Laboratório de Microbiologia do IFGoiano campus Urutaí-GO.

O fungo foi coletado de uma folha de jiló (Solanum gilo) a qual estava sendo retirada através do método de pescagem direta com auxílio de uma lupa para melhor visualização, com a agulha fixada em uma seringa as estruturas do fungo foram capturadas para em seguida ser realizada a confecção da lamina.

Para se fazer a lamina é necessário colocar uma gota do fixador lactofenol-cotton-blue na superfície da mesma onde posteriormente será depositado o material coletado na folha de jiló, após o termino se depositou uma lamínula acima.

A vedação da lâmina foi realizada com esmalte ao redor da lamínula. Observou-se a lâmina no microscópio para a identificação das estruturas fúngicas.

Ainda usando o microscópio iniciou-se o registro macro e microscópico utilizando-se a câmera digital Canon® modelo Power Shot A580, concluído esse processo baixou-se as fotos em um computador e utilizando o programa do Microsoft Office Picture Manager editou-se as imagens em seguida em outro programa Microsoft Office o PowerPoint fez-se a montagem da prancha para ser colocada nos resultados e discussão do trabalho.



Figura 1. Aspectos morfológicos de Ampelomyces sp. encontrado em folhas de jiló (Solanum gilo). A. aspecto foliar na face adaxial, B. aspecto foliar na face abaxial, C. picnídio de coloração marrom clara hiperparasitando a hifa. D. hifas e conídios hialinos de Oidium sp. e picnídio hiperparasitando. E. conídio, cerca de bar=18,75μm, detalhe do picnídio e hifa de Oidium sp. F. conídio de Oidium sp.

Descrição micológica: Foi observado em amostras de folhas de jiló as quais apresentavam sintomas de doença do tipo oídio, a associação hiperparasítica do fungo Ampelomyces sp. O fungo apresentou picnídios de coloração marrom escura (Fig. 1CDE), picnídios, pois seus esporos se encontram protegidos dentro do mesmo e assim diferentemente da estrutura de um ascomiceto, eles não estão armazenados dentro de ascas, estão apenas inseridos dentro da estrutura de forma desordenada, o mesmo possui forma arredondada além de não possuir rostro e nem ostíolo bem definidos como se pode observar nas fotos C, D e E, foi possível através das fotos observar também que o gênero Ampelomyces sp. por ser um fungo mitospórico (Coleomiceto) é um fungo imperfeito, pois só apresentou formas teleomóficas, além de não possuir conidióforos, seus picnídios produzem muitos esporos pode se observar com clareza que os mesmos estão repletos de conídios, os quais por sua vez são hialinos e arredondados.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


BARNET H.L. & BARRY B. H. Illustrated Genera of Imperfect Fungi. 4° Edição, APS PRESS The American Phytopathological Society St. Paul, (pág. 166), Minnesota, 1998.

PONTE, J.J. A new species of Cicinnobolus, parasite on Oidium, Thüm. Sydowia Annales Mycologia, Viena, 20: 239-241, 1968.

FALK, S.P., GADOURY, D.M., CORTESI, P., PEREIRA, R.C., Controle Parcial do Oídio em Uva pelo hiperparasitaquisqualis Ampelomyces. Phytopathology 85:794-800. Genebra, 1995.

College of Agriculture and Life Scienses. Disponível em: <http://www.nysaes.cornell.edu/pathogens/ampelomyces.html> acessado em 31/03/2010.

BRIAN C.S. The Coelomycetes Fungi Imperfecti with Pycnidia Acervuli and Stromata, Principal Mycologist Commonwealth Mycological Institute. COMMONWEALTH KEW Mycological Institute, Surrey, Inglaterra, 1980.

INDEX FUNGORUM. Disponível em: <http://www.indexfungorum.org/names/names.asp> Consultado em 17/04/2010.

USDA (United States Department Of Agriculture). Disponível em: acessado em 21/06/2010.

MEDICINA AVANÇADA. Disponível em: <http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/1526> acessado em 31/03/2010.

Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Disponível em: http://pragawall.cenargen.embrapa.br/aiqweb/michtml/fgbanco01.asp. acesso em: 23/6/2010.

domingo, 18 de abril de 2010

Mancha preta causada por Cercospora Capsici em folhas de Pimentão (Capsicum Annuum).

Autora:Rayanne Canêdo Silva

A cercosporiose, causada pelo fungo Cercospora capsici Heald & Wolf, é uma doença de ocorrência comum na cultura do pimentão (Capsicum annuum L.) e podendo ocorrer em pimenta-do-reino (Piper sp.) . Esta é uma doença muito comum em regiões quentes ou durante o verão. Pode ocasionar intensa redução da área foliar da planta e, conseqüentemente, provocar a má formação do fruto, tornando este impróprio para a comercialização (Filha et al.,2010).

A doença se caracteriza pelas lesões acinzentadas e desfolha prematura da planta, caso ocorra um ataque severo. Os sintomas podem também ser observados no caule, ramos e pedúnculos dos frutos, onde as lesões tendem a ser maiores e mais alongadas (Matsuoka et al., 1996).

O patógeno apresenta ampla distribuição mundial, ocorrendo em países como Capsicum annuum: Cercospora capsici - (Passalora capsicicola) (Leaf spot.): Brazil; Brunei Darussalam; China; Dominican Republic; India; Jamaica; Korea; Malawi; Mauritius; Mexico; Myanmar; North Carolina; Nepal; Pakistan; Philippines; Puerto Rico; Singapore; South Korea; Spain; Sudan; Tanzania; Trinidad and Tobago; Texas; Venezuela; Virgin Islands. Capsicum annuum var. annuum: Cercospora capsici - (Passalora capsicicola): Cuba; Venezuela. Capsicum baccatum: Cercospora capsici - (Passalora capsicicola): Colombia; Venezuela. Capsicum frutescens: Cercospora capsici - (Passalora capsicicola): Brazil; Brunei Darussalam; California; China; Colombia; Congo, Democratic Republic of the; Costa Rica; Cuba; Eastern states; El Salvador; Guatemala; Haiti; Hawaii; Honduras; India; Mexico; Missouri; Mississippi; North Carolina; Nepal; Nicaragua; Oklahoma; Panama; Puerto Rico; Samoa; Texas; Venezuela; Virgin Islands. Capsicum frutescens var. cerasiforme: Cercospora capsici - (Passalora capsicicola): Cuba. Capsicum frutescens var. fasciculatum: Cercospora capsici - (Passalora capsicicola): Venezuela. Capsicum grossum: Cercospora capsici - (Passalora capsicicola): Barbados. Capsicum sp.: Cercospora capsici - (Passalora capsicicola): Brazil; California. Piper sp.: Cercospora capsici - (Passalora capsicicola): Philippines (Farr et al.,2010).

O objetivo deste trabalho foi identificar e descrever a respeito da cercosporiose do pimentão levando em consideração aspectos da sintomatologia, etiologia epidemiologia e controle.

O trabalho foi desenvolvido no Laboratório de Microbiologia do Instituto Federal Goiano campus Urutaí, onde foram obtidos amostras de folhas apresentando sintomas de manchas foliares em área de cultivo de pimentão. As amostras contendo o inóculo do fungo foram analisadas em microscópio estereoscópico, após foi feita a assepsia do tecido em estudo e foram preparadas lâminas semi-permanentes contendo estruturas do patógeno, retiradas da folha do hospedeiro através de raspagem e depositadas sob fixador a base de azul-de-algodão para observação em microscópio óptico.

Também foram realizados cortes histológicos da folha do hospedeiro e colocadas em fixador a base de azul-de-algodão para observação em microscópio ótico da interação do patógeno com o hospedeiro.

Ao final das observações, foram tiradas fotografias utilizando câmera digital (Sony CANON Power Shot A580). As fotos contendo, diferentes estruturas fúngicas C. capsici, foram organizadas em uma prancha de fotos, onde as mesmas foram devidamente identificadas.

Os sinais do patógeno foram coletados utilizando estilete e pinça de relojoeiro e foram depositadas em meios de cultura ágar-ágar (AA) e as culturas mantidas em temperatura ambiente. Após o crescimento micelial , foi realizada a repicagem que consiste na retirada do fragmento micelial do ágar-ágar e transferido para o meio BDA (batata-dextrose-ágar), e mantido em temperatura ambiente para a observação do seu crescimento. Porém, em meio BDA não houve o desenvolvimento do patógeno (C. capsici).

Hospedeiro/cultura: Pimentão (Capsicum annuum L.)

Família Botânica: Solanaceae

Doença: Cercosporiose

Agente Causal (Teleomorfo): Cercospora capsici

Local de Coleta: Instituto Federal Goiano campus Urutaí

Data de Coleta: 22/03/2010

Taxonomia: A fase anamórfica pertence ao Reino Fungi, e pertence ao grupo incerto Fungos mitospóricos, sub-grupo dos hifomicetos. A fase teleomórfica pertence ao Reino Fungi, Divisão Ascomycota, classe Dothideomycetes, ordem Capnodiales, família Mycosphaerellaceae, gênero Cercospora sp.

Sintomatologia

Os sintomas da doença ocorrem principalmente nas folhas, que apresentam inicialmente, lesões aquosas translúcidas, de coloração verde-escura. Com o desenvolvimento da doença, as lesões tornam-se branca-acizentadas, de formato circular, apresentando anéis concêntricos, com bordos escuros e centro cinza-claro (Fig. 1A). As lesões podem coalescer, formando grandes áreas necróticas, que se desprendem das folhas. Sob condições ambientais favoráveis, pode ocorrer intensa desfolha, que favorece a exposição dos frutos diretamente a luz solar, bem como, ao ataque de organismos secundários. Os sintomas podem também ser observados no caule, ramos e pedúnculos dos frutos onde as lesões tendem a ser maiores e mais alongadas (Lopes e Ávila, 2003).

Etiologia

O fungo Cercospora capsici, causador da cercosporiose em várias espécies do gênero Capsicum, tem como sinônimo Phaeoramularia unamunoi (E. Castell.) Munt.-Cvetk e Cercospora unamunoi E. Castell. (Mendes, 2010).

O patógeno possui colônias anfígenas, conídios fasciculados, de cor marrom meio pálido ou marrom oliváreo, medindo 30 a 80 µm de comprimento por 4 a 6 µm de largura (Fig. 1D). Possui conídios hialinos, filiformes com 5 a 15 septos (Fig. 1F), medindo 5 a 150 µm de comprimento por 3 a 5 µm de largura (Fitopatologia.net, 2010).


Epidemiologia

O fungo sobrevive nos restos da cultura deixados no campo na forma de micélio e conídios; também sobrevive nas sementes contaminadas superficialmente (Agrofit, 2010).

A disseminação a longa distância pode ocorrer pelas sementes contaminadas, porém esta via não é muito comum. Os conídios no campo são disseminados pelo vento e respingos da água da chuva ou da irrigação por aspersão. Trabalhadores, insetos, implementos e pássaros também contribuem para a disseminação do fungo, pois em contato com a planta que foi infectada com o patógeno, este possuirá a fonte de inóculo em seu corpo, que em contato com uma planta sadia, iniciará o processo de infecção, onde os esporos germinam em até 48 horas em condições de umidade e temperaturas ideais.

Temperaturas entre 23-27 °C, UR superior a 90 % e solos de baixa fertilidade são condições que favorecem o desenvolvimento da doença (Agrofit, 2010).

Controle


O controle se baseia em plantar sementes de boa qualidade, adquirida de firmas idôneas, ou mudas comprovadamente sadias; Evitar o plantio próximo a culturas velhas; Adubar corretamente a plantação, com base na análise de solo; Fazer um bom manejo de irrigação, evitando aplicar excesso de água; Evitar plantios em épocas com alta intensidade de chuva, especialmente quando a temperatura for alta; Eliminar os restos de cultura logo após a última colheita; Fazer rotação de culturas por, pelo menos, um ano; Pulverizar preventivamente com fungicidas registrados para a cultura (Lopes e Ávila, 2003).

Uma das medidas de controle disponíveis tem sido o emprego de fungicidas de contato ou sistêmicos, registrados no Ministério da Agricultura. Os fungicidas a base de mancozebe (Mancozeb Sipcam – 200g/ 100L de água), (Manzate 800 – 2kg/ha) e (Unizeb 800 WP – 3Kg/ha) e o produto a base de triazol (difenoconazol) (Score – 30ml/100L de água), são os mais utilizados pelos agricultores para o controle de C. capsici (Agrofit, 2010).



Figura1. Cercospora capsici em plantas de pimentão A. Parte adaxial da folha do pimentão com sintomas de Cercosporiose, B. Parte abaxial da folha de pimentão com sintomas de Cercosporiose, C. Sinais de Cercospora capsici mostradas em lupa (Bar= 16mm), D. Conidióforo (Bar= 20mm), E. Conídios fasciculados, F. Conídios filiformes e hialinos (Bar= 18mm).




LITERATURA CITADA:

AGROFIT-Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários. Relatório de pragas de doenças-Cercospora Capsici. Disponível em < http://bi.agricultura.gov.br/reports/rwservlet?agrofit_cons&pragas.rdf&p_cs_praga=D&p_id_praga=&p_nm_cientifico=cercospora capsici&p_nm_vulgar=&p_id_cultura=593&paramform=no> Acessado em: 21/04/2010.


Farr, D.F., e Rossman, A.Y. Fungal Databases, Systematic Mycology and Microbiology Laboratory, ARS, USDA. Retrieved June 29, 2010, from


FILHA, M.S., MICHEREFF, S.J. Cercosporiose no Pimentão. Fitopatologia. net - Herbário virtual. Departamento de Fitossanidade. Agronomia, UFRGS. Disponível em Acessado em: 13/04/2010.


LOPES, C.A. e ÁVILA, A.C. Doenças do pimentão: diagnose e controle. Brasília: Embrapa Hortaliças, 2003.


MATSUOKA, K.; VANETTI, C.A.; COSTA, H.; PINTO, C.M.F. Doenças causadas por fungos em pimentão e pimenta. Informe Agropecuário, Belo Horizonte, v.18, n.184, p.64-66, 1996.


MENDES, M.A.S.; URBEN, A.F.; Fungos relatados em plantas no Brasil, Laboratório de Quarentena Vegetal. Brasília, DF: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Dispoínel em Acessado em: 26/06/2010.


MONTEIRO, A.J.A.; COSTA, H.; ZAMBOLIM, L. Doenças causadas por fungos e bactérias em pimentão e pimenta. In: Zambolim, L.; Vale, F.X.R.; Costa, H. (Ed.) Controle de doenças de plantas: hortaliças. Viçosa: Universidade Federal de Viçosa, 2000. v.2, p.637-675.


SENDÍN, M.A.P.; BARRIOS, J.G. Incidência de Cercospora capsici em zonas de producción de pimiento (Capsicum annuum) em Cuba. Ciências de La Agricultura, Habana, v.21, p.19-24, 1984.

WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Cercospora capsici. Disponível em Acessado em: 21/04/2010.


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