quinta-feira, 24 de maio de 2012

Ocorrência de Phragmidium rosae-pimpinellifoliae em folha de Rosa sp. em Londres

Hospedeiro: Rosa, Rosa sp.
Família Botânica: Rosaceae
Local: Londres.
Doença: Ferrugem
Agente Causal: Phragmidium rosae-pimpinellifoliae
Métodos diagnose: Diagnose indireta.






A ferrugem das roseiras é uma doença de rara constatação, pois atualmente a maioria das variedades cultivadas é resistente. O fungo ocorre nas folhas e outras partes verdes debilitando a planta e comprometendo seu valor ornamental. Em casos de maior severidade, causa desfolha.
A ocorrência da doença é favorecida com tempo quente e úmido, sendo que esse é o clima predominante durante quase toda a fase vegetativa das roseiras. Ocorre em todo o mundo e, no Brasil, está presente nos estados da Regiões Nordeste, Sul e Sudeste.



 
Danos: A ferrugem das roseiras provoca queda das folhas no estágio mais severo. Causando também enfraquecimento da planta, queda de produção e predisposição ao ataque de outros patógenos. São os órgãos mais comumente infectados, caracterizando-se pelo aparecimento de manchas cloróticas amarelas ou avermelhadas na face superior. Na face inferior há a formação de numerosas pústulas que produzem uma grande quantidade de esporos (uredosporos) que são visualizados como um pó amarelo/alaranjado que cobre grande parte da folha. Em estágios mais adiantados da doença aparecem pontuações escuras ou negras nas pústulas, devido a formação de esporos sexuais (teliósporos). Podem aparecer pústulas em pecíolos, estípulas, receptáculos, sépalas e ramos novos.

Controle: Uso de variedades resistentes é a medida mais efetiva de controle. Em cultivares menos resistentes deve-se realizar podas com a eliminação e destruição das partes afetadas, recolhimento e queima das folhas caídas; espaçamentos mais largos entre as linhas de cultivo, podas de forma a deixar as plantas abertas, arejadas e ensolaradas, adubação rica em Fósforo e Potássio. Nos caso de repetidos surtos da doença, realizar rotação de cultura. Controle químico com o uso de Fungicidas a base de Óxido cuproso registrados para a cultura.
  
Texto Retirado: fERRUGEM DAS ROSEIRAS, DISPONÍVEL EM , 24 DE MAIO DE 2012.

Fotos: Propriedade Milton Lima.

terça-feira, 8 de maio de 2012

BOLSA POS-DOC PNPD em Curitiba - UFPR

BOLSA POS-DOC PNPD em Curitiba - UFPR Area: Fitopatologa/Genética Coordenação: Louise LArissa MAy De Mio As inscrições para a seleção de um bolsista do Programa Nacional de Pós-Doutorado - PNPD da CAPES, no período de 1 a 30 de maio de 2012, dentro do projeto intitulado: “EPIDEMIOLOGIA MOLECULAR NO ESTUDO DA VARIABILIDADE DE ISOLADOS DE Monilinia spp E MANEJO DE RESISTÊNCIA À FUNGICIDAS”. A bolsa PNPD é uma bolsa de pós-doutorado no valor mensal de R$ 3.300,00 (três mil e trezentos reais) paga ao bolsista diretamente pela CAPES, durante o período de execução do projeto (de 2011 a 2014). O projeto também conta com taxa de bancada. PERFIL DO BOLSISTA Os candidatos à bolsa PNPD devem ter doutorado concluído ou com defesa de Tese agendada até julho de 2012, necessariamente com graduação e pós-graduação em Agronomia ou Biologia. A seleção será feita pelo Colegiado do Programa da Produção Vegetal, linha Proteção Vegetal, por meio de entrevista e avaliação do currículo Lattes e Histórico Escolar dos candidatos em data a ser definida por e-mail após recebimento das inscrições. DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA INSCRIÇÃO (documentos podem ser enviados online) a) Curriculum Vitae modelo Lattes atualizado (www.cnpq.br); b) Cópia do Diploma ou certificado de conclusão do Doutorado ou declaração (emitida pela Coordenação do Programa de Pós-Graduação) de agendamento da defesa de Tese até julho de 2012; c) Histórico Escolar da Graduação e da Pós-Graduação; d) Carta de intenção explicitando os motivos que o levaram ao interesse pelo projeto (formato livre); e) Cópia de CPF e identidade; INSCRIÇÕES As inscrições poderão ser feitas no período de 08 a 18 de novembro de 2010, diretamente na Secretaria do Programa de Pós-Graduação em Agronomia. Observação: As inscrições podem ser realizadas via correio (Sedex), respeitando-se a data limite de postagem de 19 de novembro de 2010. Inicio: Julho a Agosto de 2012 CONTATO Coordenador do Projeto Professora. Dra. LOUISE LARISSA MAY DE MIO Tel.: 55 41 3350-5736 - E-mail: maydemio@ufpr.br Secretaria do Programa de Pós-Graduação em Agronomia – Produção Vegetal Tel.: 55 41 3350-5601 - E-mail: pgapv@ufpr.br Departamento de Fitotecnia e Fitossanitarismo – UFPR/SCA Rua dos Funcionários, 1540 80035-050 – Curitiba, PR

domingo, 4 de março de 2012

Sintoma do tipo Galha

Galhas ou Cecídios são estruturas que se originaram em determinado órgão de uma planta através de hipertrofia e hiperplasia do tecido afetado, ocorre inibição do desenvolvimento ou modificação citológica e/ou histoquímica em resposta ao ataque de organismos indutores que podem ser vírus, bactérias, fungos, nematóides, ácaros ou insetos - parasitas, geralmente específicos à espécie (gênero ou família) da hospedeira. São estruturas às vezes comparadas a tumores.

"Galhadores" são altamente específicos ao órgão e hospedeiro, ou seja, eles induzem galhas em apenas uma espécie ou um grupo muito pequeno de espécies de hospedeiras.

As galhas, que podem ser causadas por herbívoros como bactérias, vírus, fungos, protozoários, nematóides, ácaros ou insetos, dependendo do órgão e da planta afetada são interpretadas em sua maior parte como reação defensiva contra o causador.

A alta especificidade dos galhadores aos seus hospedeiros reflete-se na morfologia da galhas, ou melhor, cada tipo de inseto causador de galha forma um morfotipo específico. Por exemplo, insetos causadores de galhas são extremamente sensíveis a pequenas diferenças na fisiologia, química, desenvolvimento e fenologia da planta hospedeira, o que os leva às vezes a discriminar até mesmo espécies muito pouco distintas.

A especificidade entre algumas plantas é tão forte que pesquisadores podem se beneficiar do conhecimento dos abundantes tipos de galhas para separar plantas híbridas de parentais.


Galhas de insetos são estruturas patológicas originadas da deformaçao de tecidos, como resultado de um estímulo químico e/ou mecânico do inseto. Durante o desenvolvimento da galha, modificações estruturais ocorrem com formação de tecidos cecidogênicos, que geralmente incluem os nutritivos que alcançam a câmara larval, cujas células mostram características de alta atividade metabólica que permitem a nutrição do parasita. As galhas de insetos se desenvolvem após indução por larvas ou adultos, que realizam a postura de ovos ou se alimentam do vegetal, injetando substâncias e ainda realizando alterações mecânicas.

Pela indução de galhas, os insetos são responsáveis por revelar novas potencialidades morfogenéticas da planta hospedeira, que inicialmente são dirigidas contra eles, mas que o inseto então usa para obtenção de comida e abrigo.


A escolha do local da indução de galhas requer extrema especialização do herbívoro. A galha é uma estrutura séssil e na maioria dos casos pode persistir por um tempo considerável, até que a progênie do indutor ecloda.

Então, a viabilidade destes descendentes é influenciada pela possibilidade da proteção pela galha de fatores abióticos, predação, parasitismo, patógenos e resistência da planta.

Alguns botânicos observaram que as espécies (ou às vezes gêneros) de plantas e as espécies de galhadores possuem uma íntima relação evolutiva, e, em algumas destas relações, após haver alterações cecidogênicas, as substâncias (metabólitos secundários) e a estrutura da galha favorecem o agente etiológico causador. Isto ocorre devido ao afastamento dos predadores dos agents causais ou dos herbívoros competidores destes organismos. Não há, porém, benefício às plantas na maioria dos casos, ou seja, o mutualismo na galha geralmente não é observado.


A alteração anatômica observada pode apresentar desde apenas a lignificação de alguns tecidos até mesmo o crescimento e formação de novos tecidos (hipertrofia e hiperplasia), inexistentes nos órgãos sadios.


Existem estudos de grupos taxonômicos de plantas que expressam sintomas de galhas que permitem averiguar a co-evolução entre os agentes causadores de galhas e plantas afetadas, demonstrando íntima associação entre estes, às vezes até mesmo entre subespécies de plantas. Estes estudos são feitos através de testes de agrupamento elaborados do grupo de agentes causais e grupos vegetais, que são comparados, e às vezes é detectada uma correlação muito íntima entre ambos nos agrupamentos. A anatomia e histoquímica da galha pode ser um caráter ecológico-morfológico para construção de hipóteses de filogenias, porém deve-se, como precaução, utilizar, como prevê a Sistemática Cladística, o maior número de caracteres úteis, já que pode haver casos em que a galha não indicará informação correta ou útil, pois existem fenômenos de convergência evolutiva, que teoricamente poderiam ocorrer para quaisquer tipos de caracteres.

Texto retirado de: [http://www.jornallivre.com.br/174423/o-que-e-galha-ou-cecidios.html].

quinta-feira, 1 de março de 2012

ConteúdoTeórico e Audios da disciplina de Microbiologia I - 2012



Aula 4 Microbiologia I 01 de março 2012 5o. e 3o. períodos parte 1


Aula 4 Microbiologia I 01 de março de 2012 5o. e 3o. períodos parte 2


Aula 4 Microbiologia I 01 de março de 2012 5o. e 3o. períodos parte 3

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Ocorrencia de Dictyophora indusiata no sudoeste do Estado de Goiás

  Tania Monteiro dos Santos
Estudante do Curso de Agronomia
Milton Luiz da Paz Lima
Professor Doutor em Fitopatologia


  Este cogumelo foi encontrado na região do sudoeste do Estado do Goiás, trata-se de um basidiomiceto de aparência e forma bastante peculiares e indiscritíveis. Apresenta muitas vezes um odor de carne em decomposiçao, atraindo assim um grande número de moscas. E estas moscas podem ser agentes de dispersão dos basidiósporos no ambiente.

   Eles são conhecidos como cogumelos de bambu, tem uma distribuição cosmopolita em áreas tropicais, sendo encontrado na Ásia, Américas e África. O fungo é caracterizada por pileo em forma de sino para sobre uma estipe, o véu universal pende a partir de debaixo da tampa. Corpos de frutificação maduros são de até 30 cm (12 pol) de altura com uma píleo que é de 2-4 cm de diâmetro. O píleo é coberto com uma massa de ascósporso de coloraçao esverdeada, que atrai moscas e outros insetos que se alimentam os esporos promovendo assim sua dispersão. 
    É um cogumelo comestível utilizado como ingrediente na culinária chinesa. O cogumelo é cultivado comercialmente, e comumente é vendidos nos mercados asiáticos. 
   Análise nutricional mostrou que o cogumelo é rico em proteínas, carboidratos e fibras. O cogumelo também contém vários compostos bioativos, e tem propriedades antioxidantes e antimicrobianas.

    O badisiomiceto foi descrito por Dictyophora, em 1809 por Desvaux. Por muitos anos foi conhecido como Dictyophora indusiata, no entanto, Christian Gottfried Daniel Nees von Esenbeck nomeou as espécies como pertencente ao gênero Hymenophallus em 1817, sendo denominada de H. . indusiatusNo entanto, mais tarde Dictyophora e Hymenophallus foram consideradas como sinonímias, sendo reclassificada pelo seu nome original. 
   Seu epíteto específico é o "indūsǐātus" adjetivo latino que significa "vestindo uma roupa de baixo". O Dictyophora que refere-se antigo nome genérico é derivado das palavras do grego diktu "líquido", e pherein "suportar", daí "portadores de uma rede". Este basidiomiceto possui muitos nomes comuns nomes comuns com base em sua aparência, como cogumelo de bambu, cesta, fungo véu de noiva ou mulher de véu Seu nome japonês é Kinugasatake. Uma das justificativas dos nomes comuns referem-se referem ao seu habitat típico de crescimento que incluem um "fungo de bambu" ou "miolo de bambu", e seu nome chinês Zhu sheng (竹笙, pinyin: zhúshēng) ou zhu sol (竹 荪; pinyin: zhúsūn).




    Os corpos de frutificação imaturos de P. indusiatus são em forma de ovo de forma esférica, são esbranquiçados a castanho claros, e até 5 cm (2,0 pol) de diâmetroO cogumelo maduro é de até 30 cm (12 pol) de altura, e está cingido com uma estrutura em forma de rede, chamado a indusium ou "saia", que tem um comprimento de 15 cm (6 in) apresentando um formato cônico. As aberturas do véu universal ou indúsio podem ser poliédricos ou arredondados. Exemplares bem desenvolvidos têm a indusium alcançando a volva. O píleo tem forma de sino é de 2-4 cm 0,8-1,6 cm) de altura e coberto com uma mucilagem de coloraçao verde acastanhada. A estipe é 7-25 centímetros (3-10 in) de altura e 0,2-0,5 cm de diâmetro. O método de reprodução para "stinkhorns", incluindo P. indusiatus, é diferente de muitos cogumelos, que usam o ar para espalhar a sua esporos. estes cogumelos ao invés de produzir uma massa pegajosa de esporos em sua ponta que tem um forte odor de carniça que serve para atrair abelhas e moscas. 
   Os corpos de frutificação maduros pode ser sentidos a distância considerável na floresta, e de perto maioria das pessoas acham o cheiro enjoativo extremamente repulsivo. As moscas da terra consomem a mucilagem, depositando-o como excrementos em outro lugar. 
   Em cogumelos mais velhos o lodo é eventualmente removido, deixando apenas o píleo. Os corpos de frutificação desenvolver durante a noite, e são de curta duração, geralmente com duração de 1-3 dias. 


Esse texto foi construidos baseando-se na traduçao do site http://en.wikipedia.org/wiki/Phallus_indusiatus, por Milton Luiz da Paz Lima. Obviamente que as fotografias sao originais e de autoria.

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