terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Ocorrencia de Dictyophora indusiata no sudoeste do Estado de Goiás

  Tania Monteiro dos Santos
Estudante do Curso de Agronomia
Milton Luiz da Paz Lima
Professor Doutor em Fitopatologia


  Este cogumelo foi encontrado na região do sudoeste do Estado do Goiás, trata-se de um basidiomiceto de aparência e forma bastante peculiares e indiscritíveis. Apresenta muitas vezes um odor de carne em decomposiçao, atraindo assim um grande número de moscas. E estas moscas podem ser agentes de dispersão dos basidiósporos no ambiente.

   Eles são conhecidos como cogumelos de bambu, tem uma distribuição cosmopolita em áreas tropicais, sendo encontrado na Ásia, Américas e África. O fungo é caracterizada por pileo em forma de sino para sobre uma estipe, o véu universal pende a partir de debaixo da tampa. Corpos de frutificação maduros são de até 30 cm (12 pol) de altura com uma píleo que é de 2-4 cm de diâmetro. O píleo é coberto com uma massa de ascósporso de coloraçao esverdeada, que atrai moscas e outros insetos que se alimentam os esporos promovendo assim sua dispersão. 
    É um cogumelo comestível utilizado como ingrediente na culinária chinesa. O cogumelo é cultivado comercialmente, e comumente é vendidos nos mercados asiáticos. 
   Análise nutricional mostrou que o cogumelo é rico em proteínas, carboidratos e fibras. O cogumelo também contém vários compostos bioativos, e tem propriedades antioxidantes e antimicrobianas.

    O badisiomiceto foi descrito por Dictyophora, em 1809 por Desvaux. Por muitos anos foi conhecido como Dictyophora indusiata, no entanto, Christian Gottfried Daniel Nees von Esenbeck nomeou as espécies como pertencente ao gênero Hymenophallus em 1817, sendo denominada de H. . indusiatusNo entanto, mais tarde Dictyophora e Hymenophallus foram consideradas como sinonímias, sendo reclassificada pelo seu nome original. 
   Seu epíteto específico é o "indūsǐātus" adjetivo latino que significa "vestindo uma roupa de baixo". O Dictyophora que refere-se antigo nome genérico é derivado das palavras do grego diktu "líquido", e pherein "suportar", daí "portadores de uma rede". Este basidiomiceto possui muitos nomes comuns nomes comuns com base em sua aparência, como cogumelo de bambu, cesta, fungo véu de noiva ou mulher de véu Seu nome japonês é Kinugasatake. Uma das justificativas dos nomes comuns referem-se referem ao seu habitat típico de crescimento que incluem um "fungo de bambu" ou "miolo de bambu", e seu nome chinês Zhu sheng (竹笙, pinyin: zhúshēng) ou zhu sol (竹 荪; pinyin: zhúsūn).




    Os corpos de frutificação imaturos de P. indusiatus são em forma de ovo de forma esférica, são esbranquiçados a castanho claros, e até 5 cm (2,0 pol) de diâmetroO cogumelo maduro é de até 30 cm (12 pol) de altura, e está cingido com uma estrutura em forma de rede, chamado a indusium ou "saia", que tem um comprimento de 15 cm (6 in) apresentando um formato cônico. As aberturas do véu universal ou indúsio podem ser poliédricos ou arredondados. Exemplares bem desenvolvidos têm a indusium alcançando a volva. O píleo tem forma de sino é de 2-4 cm 0,8-1,6 cm) de altura e coberto com uma mucilagem de coloraçao verde acastanhada. A estipe é 7-25 centímetros (3-10 in) de altura e 0,2-0,5 cm de diâmetro. O método de reprodução para "stinkhorns", incluindo P. indusiatus, é diferente de muitos cogumelos, que usam o ar para espalhar a sua esporos. estes cogumelos ao invés de produzir uma massa pegajosa de esporos em sua ponta que tem um forte odor de carniça que serve para atrair abelhas e moscas. 
   Os corpos de frutificação maduros pode ser sentidos a distância considerável na floresta, e de perto maioria das pessoas acham o cheiro enjoativo extremamente repulsivo. As moscas da terra consomem a mucilagem, depositando-o como excrementos em outro lugar. 
   Em cogumelos mais velhos o lodo é eventualmente removido, deixando apenas o píleo. Os corpos de frutificação desenvolver durante a noite, e são de curta duração, geralmente com duração de 1-3 dias. 


Esse texto foi construidos baseando-se na traduçao do site http://en.wikipedia.org/wiki/Phallus_indusiatus, por Milton Luiz da Paz Lima. Obviamente que as fotografias sao originais e de autoria.

Um comentário:

  1. Em 2007, vi alguns fungos desse tipo em um canavial localizado entre Piracicaba e Iracemápolis, onde conduzia um experimento na área de fitotecnia. Fiquei curioso em saber o que viria a ser aquele corpo de frutificação tão estranho quanto fedorento mas, como não fazia parte do objetivo do experimento, não fui atrás de descobrir o que seria aquilo. Só agora o descobri por acaso, vendo notícias na internet.

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