terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Oídio (Oidium neolycopersici) incidente em folha de tomate (Lycopersicon esculentum Mill.)


Rogério E. Marangoni1 e Milton L. Paz Lima2
1Acadêmico do curso de Agronomia
2Professor do curso de Agronomia


O oídio, também conhecido como “cinza”, é uma doença bastante comum em folhas de tomateiro (Solanum lycopersicum L.). Mesmo não sendo considerada entre as mais destrutivas, tem merecido maior atenção dos tomaticultores pelo fato de estar ganhando importância devido ao aumento do cultivo do tomateiro sob condições protegidas, onde geralmente a temperatura é mais elevada, e em campo irrigado por gotejamento, onde não ocorre a “lavação” das folhas (Reis et al., 2009).
Sob o mesmo nome de oídio, a doença é causada por duas espécies de fungo: Oidium neolycopersici e Oidiopsis haplophylli (Teliomorfo = Leveilula taurica). Ambas têm distribuição generalizada no País, embora a segunda tenha um círculo de hospedeiras bem mais amplas (Kurozawa & Pavan, 1997; Lopes et al., 2005). O fato pouco comum de existirem duas espécies fúngicas causando sintomatologias distintas chamadas de oídio leva à reflexão sobre a necessidade de nomeá-las de forma diferente. Neste caso, a proposta é chamarmos de oídio-adaxial quando se trata de O. neolycopersici e oídio-abaxial, quando se trata de O. haplophylli (Reis & Lopes, 2009).
Os dois patógenos (O. haplophylli e O. neolycopersici) podem causar oídio em tomateiro numa ampla faixa de temperatura, que pode variar de 10º C a 35º C no caso de O. haplophhylli. A faixa de temperatura para ocorrência do oídio de O. neolycopersici ainda não está bem clara, mas a doença ocorre em verões e invernos secos. Assim, a temperatura não é fator ambiental limitante à doença, que é favorecida por umidades baixas, menor que 60% (Reis & Lopes, 2009).
É uma doença relativamente comum nos anos de inverno seco, mas é raro causar sérios danos à cultura em condições de campo. Entretanto, com o incremento da plasticultura, é possível que tanto Oidiopsis como Oidium tornem-se patógenos importantes (Kurozawa & Pavan, 1997).
De acordo com o Índex Fungorum (2010), pode-se observa que há 483 espécies de fungo do gênero Oidium sp. descrita em literatura, sendo a espécie Oidium lycopersici tendo como sua autoridade Cooke & Massee em 1888. E que no Brasil a doença é encontrada nos seguintes estados como CE, DF, SP, BA, PE (Mendes & Urben, 2010).
Segundo Farr e Rossman (2010), é encontrado o Oidium lycopersici em vários países do mundo, sendo os principais países com maior incidência da doença em espécies hospedeiras o Brasil, Austrália, China, África do Sul e dentre outros países do mundo, ocorrendo principalmente na planta hospedeira Lycopersicon esculentum Mill.. Sendo o gênero Oidium sp. tendo mais de 88 espécies de plantas hospedeiras da doença, sendo as principais hospedeiras da família das Asteraceae, Malvaceae, Solanaceae, Bignoniaceae, Fabaceae, Amaranthaceae, Brassicaceae, Moraceae, Cucurbitaceae, Myrtaceae, Euphorbiaceae, Rosaceae, Heliconiaceae, Hydrangeaceae, Convolvulaceae, Meliaceae, Onagraceae, Lauraceae, Sapotaceae, Vochysiaceae, Fagaceae, Lamiaceae, Anarcadiaceae, Gemeriaceae, Bignoniaceae (Mendes & Urben, 2010).
O objetivo deste trabalho foi identificar, descrever e apontar medidas de controle de Oidium neolycopersici incidente em folhas de tomateiro.

MATERIAL E MÉTODOS
Folhas de tomate apresentando sintomas de oídio-do-tomateiro (Fig. 1A) foram coletadas no dia 19 de setembro de 2010 em uma lavoura de tomate localizada próximo ao Distrito de Amanhece em Araguari, MG. As amostras foliares foram levadas para o Laboratório de Microbiologia do Instituto Federal Goiano – campus Urutaí, GO.
Para o preparo das lâminas semi-permanentes foi observado em microscópio estereoscópico folhas sintomáticas (Fig. 1B), onde foram retiradas pequenas proporções de micélio fúngico (“pescagem direta”) encontrados presentes nas folhas de tomateiro e depositado em lâmina de microscópio contendo corante azul-de-metileno, e então vedadas com esmalte-incolor. Utilizando-se também o método da “fita adesiva”, foi possível preparar lâminas para caracterização das estruturas morfológicas do fungo para que pudesse ser analisadas (Fig. 1C). Sendo feito também observação do dimensionamento das estruturas do isolado, onde foi utilizada uma ocular no microscópio ótico com linhas milímetradas para fazer a leitura numérica do tamanho da estrutura do isolado e em seguida feita a correção da objetiva de acordo com a sua aproximação, podendo saber a morfometria do isolado. Depois de observados as lâminas semi-permanentes foram realizados procedimentos de macro e microfotografia digital utilizando máquina digital (Sony CANON Power Shot A580). As fotos, contendo diferentes estruturas do fungo Oidium sp. foram organizadas em uma prancha de fotos, feitas com o auxílio do computador, todas devidamente identificadas.

RESULTADOS E DISCUSSÃO
Hospedeiro: Tomate (Lycopersicon esculentum, Mill)
Família botânica: Solanaceae
Doença: Oídio-do-tomate
Agente causal: Oidium sp. cuja fase teleomófica corresponde a Erysiphe diffusa (Cooke & Peck) U. Braun & S. Takam (2000).
Local da coleta: Araguari - MG
Data da coleta: 19/09/2010
Taxonomia: O anamorfo pertence ao Reino Fungi, grupo Fungos Mitospóricos, hifomicetos. Já a forma teleomórfica, pertente ao Reino Fungi, Divisão Ascomycota, Classe Leotiomycetes, Ordem Erysiphales, Família Erysiphaceae (Index Fungorum, 2010).

Sintomatologia

A principal característica do oídio causado por Oidium neolycopersici, o oídio-adaxial, é a presença abundante de estruturas do fungo nas superfícies superior e inferior das folhas, evidenciando a aparência de um pó branco e fino na folhagem. Tanto folhas velhas como folhas novas são atacadas indiscriminadamente, e o ataque intenso causa clorose e necrose foliar (Reis & Lopes, 2009).
O sintoma mais comum é o aspecto pulverulento de cor branca a cinza, que se formam nos folíolos, pecíolos e caules dos tomateiros, constituído de micélio e de órgãos de frutificação assexuada do fungo. Num estádio mais avançado, as áreas afetadas passam a apresentar amarelamento e, finalmente, necrose. Este sintomas são mais evidentes nas folhas mais velhas da planta (Kurozawa & Pavan, 1997).
Quando a doença é causada por O. haplophylli, ou oídio-abaxial, a massa pulverulenta normalmente não é tão facilmente observada. Nesse caso, formam-se manchas amareladas nas folhas, que evoluem para necrose a partir do centro das lesões, sintoma que faz com que possa ser confundida com outras doenças como a pinta-preta. Quando o ataque é intenso, toda a folha pode secar. Os sintomas e as estruturas do fungo são encontrados principalmente nas folhas mais velhas que, mesmo infectadas, permanecem presas à planta, ao contrário do que ocorre com o pimentão, em que plantas afetadas pela doença perdem parte das folhas (Reis & Lopes, 2009).

Etiologia
Microscopicamente observaram hifas hialinas, septadas, ramificadas, 2-8µm de largura, os conidióforos são eretos de 50-110µm. de comprimento, com célula basal mais ou menos cilíndrica, com média de 35-50µm (com medidas entre 25-75µm) x 6-12µm, com 1-2 células menores, com células basais ocasionais seguida de septos, os conídios são elipsóides-oval, em forma de barris, sem corpos fibrosos (observável com eosina ou KOH 3%) de 28-45 x 15-20µm extremos mínimos e máximos de 20-50 x 13-28µm e com um grande número de vacúolos, com mais de 15, surgindo tubos germinativos em conídios nos extremos ou nas laterais, de 40-60 x 4-6µm, em forma de curvas, espirais ou flexuosos, com ápice simples, alongado, às vezes claramente ampliando, aumentando há largura da base ao ápice (Welt, 1995).
Caracteriza-se por apresentar conídios elípticos e hialinos crescendo em cadeia sobre conidióforos curtos, não ramificados, produzindo em micélio e de órgãos de frutificação assexuada do fungo (Fig. 1 EF). O fungo não cresce em meio de cultura, é uma doença que, apesar de ocorrer com certa freqüência em anos de inverno muito seco, muito raramente se constitui em problema sério. O fungo agente causal ataca todos os órgãos verdes da planta aparecendo com maior freqüência nos ramos, pecíolos e folíolos, onde desenvolve um crescimento branco, característico da doença, constituído de micélio e de órgãos de frutificação assexuada do fungo (Tokeshi et al., 1980).
O fungo Oidium neolycopersici apresenta conídios elípticos, hialinos (Fig. 1GI), surgindo isoladamente sobre conidióforos curtos, hialinos, não ramificados (Jones et al., 2001).
O fungo Oidium lycopersici caracteriza-se por apresentar conídios elípticos, hialinos, crescendo em cadeia sobre conidióforos curtos, não ramificados (Fig. 1D), produzidos em micélio superficial. A absorção dos nutrientes dos hospedeiros é feita via haustório, emitidos pelas hifas septadas e bastante ramificadas (Kurozawa & Pavan, 1997).
A característica de apresentar apenas um conídio por conidióforo distingue a espécie (Fig. 1F) O. neolycopersici de O. lycopersici, outro patógeno que causa a mesma doença, mas que aparentemente não ocorre no Brasil (Reis et al., 2009). O micélio é superficial, crescendo sobre a epiderme das folhas, preferencialmente na sua face superior. A absorção dos nutrientes da hospedeira é feita através dos haustórios, estruturas especializadas para fixação e absorção de nutrientes da planta (Fig. 1H) (Jones et al., 2001).
Em geral, temperaturas elevadas são mais favoráveis à ocorrência da doença, mas chuvas pesadas podem danificar o micélio superficial e os conidióforos, desfavorecendo o desenvolvimento do patógeno (Kurozawa & Pavan, 1997).

Tabela1 - Comparação de caracteres morfológicos e morfométricos do isolado encontrado com os critérios estabelecidos para Oidium neolycopersici obtidos por outros autores.

Caracteres morfológicos e morfométricos - Espécimen em estudo - Braun (1995)
Célula conidiogênica (µm)............................... 16 – 9,5....................n/d
Dimensões do conidióforo (µm)....................... 63,5 x 5,5............50 – 110 x 6 - 12
Dimensões dos conídios (µm)............................ 26 x 15............... 20 - 50 x 13 - 28

Epidemiologia
Os dois patógenos podem causar oídio em tomateiro numa ampla faixa de temperatura, que pode variar de 10º C a 35º C no caso de O. haplophhylli. A faixa de temperatura para ocorrência do oídio de O. neolycopersici ainda não está bem clara, mas a doença ocorre em verões e invernos secos. Assim, a temperatura não é fator ambiental limitante à doença, que é favorecida por umidades baixas, menor que 60%. Uma vez que ambos são parasitas obrigatórios e não se tem encontrado suas formas perfeitas no Brasil, acredita-se que a sua sobrevivência ocorra em plantas voluntárias e em outras hospedeiras. A curta e média distâncias, a disseminação ocorre principalmente pelo vento. Estes patógenos tiveram uma dispersão rápida entre os diferentes continentes, e acredita-se que isto tenha ocorrido através do comércio internacional de plantas ornamentais. Não se tem confirmação da veiculação desses patógenos por sementes (Reis & Lopes, 2009).

Controle
Apesar da existência de boas fontes de resistência no germoplasma do tomateiro, ainda não existem cultivares comerciais resistentes as duas formas de oídio. A irrigação por aspersão e a chuva desalojam os conídios das folhas e auxiliam no controle da doença. Na instalação de novos cultivos, principalmente sob proteção de plásticos, deve ser levado em conta o isolamento, pela distância ou barreiras físicas, de plantas de tomate, pimentão ou outras hospedeiras atacadas pela doença, pois os conídios do fungo são eficientemente disseminados pelo vento. A medida mais eficiente de controle tem sido o emprego de fungicidas aplicados preventivamente ou após o aparecimento dos primeiros sintomas. Neste caso, devem-se utilizar apenas fungicidas registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para a cultura do tomateiro, além de realizar a aplicação dos produtos químicos, de modo a preservar o aplicador, o consumidor e o meio ambiente (Reis & Lopes, 2009).
A doença sem muita importância, por que pode ser controlada facilmente com fungicidas registrados para o controle de Oídio. Produtos com base de enxofre estão entre os recomendados. (Tokeshi et al., 1980).
O controle químico recomenda-se a utilização de produtos à base de enxofre, mas não devem ser aplicados nas horas mais quentes do dia, sendo a pesquisa realizada no site da agrofit e não havendo nenhum produto registrado e recomendado para o controle da doença em tomateiro (Agrofit, 2010).

LITERATURA CITADA
AGROFIT. Disponível em: acessado em: 24 de outubro de 2010

WELT, S. Oídios del tomate. In: STADNIK, M. J. & RIVERA, M. C. (Ed.) Oídios. Jaguariúna, SP: Embrapa Meio Ambiente, 2001. p. 306-309.

CAFÉ FILHO, A. C.; COELHO, M. V. S.; SOUZA, V. L. Oídios de hortaliças. In: STADNIK, M. J.; RIVERA, M. C. (Ed.). Oídios. Jaguariúna: Embrapa Meio Ambiente, 2001. p. 285-302.
FARR, D.F., & ROSSMAN, A.Y. Fungal Databases, Systematic Mycology and Microbiology Laboratory, ARS, USDA. Disponível em: acessado em: 24/10/10.
INDEX FUNGORUM. Disponível em: acessado em: 24 de outubro de 2010.

JONES, H.; WHIPPS, J. M.; GURR, S. J. The tomato powdery mildew fungus Oidium neolycopersici. Molecular Plant Pathology, v. 2, n. 6, p. 303-309, 2001.
JONES, J. B.; JONES, J. P.; STALL, R. E.; ZITTER, T. A. Compendium of tomato diseases. St. Paul: APS Press, 1991. 73 p.
KUROZAWA, C.; PAVAN, M. A. Doenças do tomateiro (Lycopersicon esculentum Mill.). In: KIMATI, H.; AMORIM, L.; BERGAMIN FILHO, A,; CAMARGO, L. E. A.; REZENDE, J. A. M. Manual de fitopatologia: volume 2: Doenças das plantas cultivadas. 3. Ed. São Paulo: Ceres, 1997. p. 690-724.

LOPES, C. A.; REIS, A.; BOITEUX, L. S. Doenças fúngicas. In: LOPES, C. A.; ÁVILA, A. C. (Ed.). Doenças do tomateiro. Brasília, DF: Embrapa Hortaliças, 2005. p. 17-51.

MENDES, M. A. S.; URBEN, A. F.; Fungos relatados em plantas no Brasil, Laboratório de Quarentena Vegetal. Brasília, DF: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Disponível em: http://pragawall.cenargen.embrapa.br/aiqweb/ michtml/fgbanco01.asp. Acesso em: 24/10/2010.

REIS, A.; BOITEUX, L. S.; FONSECA, M. E. N. Registro de Oidium neolycopersici como agente causal do oídio adaxial do tomateiro no Brasil. Tropical Plant Pathology, Brasília, DF, v. 34, p. S179, 2009. Resumo.

REIS, A.; LOPES, C. A. Oídios do Tomateiro. Brasília, DF: Embrapa Hortaliças, 2009. Comunicado Técnico 66.

TOKESHI, H.; CARVALHO, P. C. T. Doenças do tomateiro - Lycopersicon esculentum Mill. In: GALLI, F. CARVALHO, P. C. T, TOKESHI, H. BALMER, E, KIMATI, H, CARDOSO, C. O. N, BALGADO, C. L., KRUGNER, T. L, CARDOSO, E. J. B. N., BERGANMIN FILHO, A.: Manual de Fitopatologia, Volume 2 - Doenças das plantas cultivadas. Editora Agronômica Ceres, São Paulo, SP, 1980

ASPECTOS GERAIS E MORFOLÓGICOS DO FUNGO Aspergillus flavus

ASPECTOS GERAIS E MORFOLÓGICOS DO FUNGO Aspergillus flavus .

Alisson Nunes Rezende
Acadêmico do curso de Agronomia.


INTRODUÇÃO .

Existem mais de 200 espécies encontradas na natureza, pertencentes ao gênero Aspergillus, seu telemorfo possui a seguinte taxonomia: divisão Eucomycota, subdivisão Deuteromicotina, classe Hyphomycetes, ordem Moniliales, família Moniliaceae.O gênero Aspergillus sp. foi catalogado em 1729 pelo padre italiano e biólogo Pietro Antonio Micheli. Observando o fungo no microscópio, Micheli lembrou-se da forma de um aspergillum (borrifador de água santa), e nomeou a espécie de acordo com o objeto (Wikipedia, 2010).
A reprodução ocorre de forma assexuada através de conídios , por isso tem forma teleomórfica, embora algumas espécies apresentam a forma sexuada do tipo ascosporada, como é o caso do A. nidulans e A. glaucus. As espécies de Aspergillus sao aeróbicas e encontradas em ambientes ricos em oxigênio, onde geralmente crescem na superfície onde vivem (Wikipédia, 2010).
O gênero Aspergillus sp. apresenta uma reduzida necessidade nutricional, podendo ser isolado do solo, água, vegetação, material em decomposição e ar. Possui conidióforos castanho claros, eretos, simples ou raramente ramificados, liso na superfície, tendo conídios escuros, cilíndricos ou de formato claviforme, composto por cadeias de conídios (catenulação), suas fiálides são unisseriadas, desenvolvendo através de vesículas clavadas. Os conidios possuem coloração esverdeada-amarelada, fialospóricos pálido, globosos, de superfície desuniforme (Wantable, 1993).
Morfologicamente, todas as espécies de Aspergillus possuem colônias filamentosas que apresentam hifas septadas com aproximadamente 4μm de espessura. A estrutura de frutificação, típica do gênero, é caracterizada por um conidióforo com uma célula pé e uma dilatação no ápice chamada de vesícula, onde se inserem as métulas em espécies bisseriadas, ou as fiálides em espécies unisseriadas, as quais dão origem aos conídios (Raper et al., 1995).
O fungo Aspergillus flavus é um fungo imperfeito que está amplamente presente em grãos armazenados como amendoim e outras oleaginosas, e produz a substância carcinogênica denominada de aflatoxina. Também é utilizada na produção do antibiótico flavicina (Lindsay F., 1997).
As aflatoxinas são um grupo de compostos tóxicos produzidos por certas cepas dos fungos Aspergillus flavus e A. parasiticus. Em condições favoráveis de temperatura e umidade, estes fungos crescem em certas rações e alimentos, resultando na produção das aflatoxinas. As contaminações ocorrem com maior intensidade em nozes, amendoins e outras sementes oleosas, incluído o milho e sementes de algodão. As principais toxinas de interesse são designadas de B1, B2, G1 e G2. Estas toxinas são geralmente encontradas associadas em vários alimentos e rações, em diferentes proporções. (Abram S.,1995)
A aflatoxina causa necrose aguda, cirrose e carcinoma de fígado em diversas espécies animais. Nenhuma espécie animal é resistente aos efeitos tóxicos da aflatoxina, assumindo-se que humanos possam ser igualmente afetados. As espécies animais respondem diferentemente quanto à susceptibilidade a toxicidade crônica e aguda da aflatoxina. A toxicidade pode ser influenciada por fatores ambientais, quantidade e duração de exposição, idade, estado de saúde e nutricional. A aflatoxina B1 é potencialmente carcinogênica em muitas espécies, incluindo primatas, pássaros, peixes e roedores. Em cada espécie, o fígado é o primeiro órgão atacado. Estudos mostram que esta aflatoxina requer ativação do metabolismo para exercer efeito carcinogênico e estes efeitos podem ser modificados pela indução ou inibição das funções combinadas do sistema de oxidase. (Abram S.,1995)
A toxina denominada aflatoxina produzida pelos fungos Aspergillus flavus e A. parasiticus e outras espécies de micotoxinas produzidas por Fusarium e Penicillum.
Casos esporádicos tem sido relatado em animais. Um dos mais importantes registros de aflatoxicose em humanos ocorreu em mais de 150 aldeias em distritos adjacentes a dois estados vizinhos, no noroeste da Índia, no outono de 1974 - 397 pessoas foram afetadas e 108 pessoas morreram. Neste surto, o milho, o principal constituinte da dieta, apresentou índices de 0,25 a 15 mg/Kg. A dose diária de aflatoxina B1 ingerida foi estimada em pelo menos 55 ug/Kg do peso corpóreo para um número indeterminado de dias. Os pacientes apresentaram febre alta, icterícia progressiva e rápida, edema em membros, dor, vômitos e fígado aumentado. O aparecimento de sinais da doença na população de uma aldeia foi precedida por uma doença similar em cães domésticos, que normalmente era fatal. O exame histopatológico em humanos mostrou uma extensa proliferação no ducto biliar e fibrose Peri portal no fígado junto com hemorragias gastrointestinais nos pacientes. Dez anos após o surto na Índia, foram encontrados sobreviventes que se recuperaram e não apresentaram nenhum efeito da doença. (Abram S.,1995)
O modo de transmissão, ingestão de alimentos contaminados com aflatoxinas e outras micotoxinas (forma alimentar) ou aspiração de Aspergillus (forma pulmonar).
A aflatoxina tem sido identificada em milho e seus derivados, amendoins e seus derivados, sementes de algodão, leite e nozes como no caso do Brasil - pistaches e nozes brasileiras, pecans e outras espécies. Outros grãos e nozes podem ser susceptíveis, mas menos predispostos à contaminação. Há vários procedimentos químicos para identificar e mensurar as aflatoxinas nos alimentos. Outras micotoxinas são encontradas também em grãos, no café, tomate, uva, etc.(Abram S.,1995)
Em 1960 o fungo A Flavus matou mais de 100 mil perus jovens na Inglaterra. Os pesquisadores médicos atribuiram a ''doença X do peru'' ao A. Flavus, que crescia na ração à base de amendoim dos animais. Resistente, de rápida propagação e altamente letal, a aflotoxina é um poderoso agente de câncer no fígado. Mesmo sabendo disso, este fungo dos infernos é cultivado pelo homem e usado em pequenas quantidades como parte do processo de manufatura do molho de soja e saque de soja. Mas o A. Flavus pode facilmente escapar do controle. Ele prospera em condições de calor e umidade. À medida em que se reproduz, chega a proporções letais ao ser humano em 24 horas, o bolor gera seu próprio calor, o que aumenta sua capacidade de reprodução. Os alimentos favoritos deste fungo são amendoins armazenados, batatas, ervilhas, cacau, presunto defumado e salsichas.(Venon, 2004) .


MATERIAIS E MÉTODOS

O trabalho foi feito no Laboratório de Microbiologia do Instituto Federal Goiano campus Urutaí.
Os propágulos do fungo foram retirados de grãos de sorgo não tratado, coletados no Instituto Federal Goiano- Campos Urutaí. Os grãos foram colocados em uma caixa do tipo gerbox com papel filtro e água destilada para o desenvolvimento das colônias fúngicas, após 5 dias apanhou-se os grãos da caixa e levou-as para a visualização em microscópio estereoscópico com a finalidade de se encontrar propágulos fúngicos.
Após a visualização dos propágulos devemos coletá-los da superfície foliar com o auxílio de uma pinça e colocá-los em uma lâmina contendo uma gota de fixador de fucsina que contem acido lático, acido acitico, glicerina e água, em seguida colocou-se uma lamínula sobre a lâmina Retirou-se o excesso de fixador com papel higiênico, logo após vedou-se com esmalte e levar o conjunto para visualização em microscópio ótico. No microscópio a primeira objetiva a ser usada deve ser a menor (4x), para que possamos observar se os propágulos foram depositados na lâmina, após a observação destes, aumentamos as objetivas para os aumentos de 10x e 40x, para se observar as estruturas fúngicas com mais detalhes.
Comparamos as estruturas observadas com estruturas descritas em literatura para identificar o gênero ao qual o fungo pertence. Nesse trabalho o fungo identificado pertenceu ao gênero aspergillos flavus .
Para esse trabalho foram realizadas microfotografias das estruturas fúngicas no microscópio ótico e das frutificações fúngicas na epiderme dos grãos no microscópio estereoscópico, utilizando câmera digital Sony Cyber-shot DSC-W125 7.2 megapixels


3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Figura 1. Aspectos morfológicos de Aspergillus flavus. A. Crescimento do fungo na superfície de um grão de sorgo, observando suas estruturas em desenvolvimento (bar = 122µm). B. propágulos selecionados para confecção da lamina (bar = 113µm). C. detalhe de uma parte da colônia visão pelo microscópio óptico (bar = 17µm). D.Conidióforo (cf) jovem e maduro de cor hialina (bar = 22µm).E. células conidiogênicas (cc) ligadas a célula ampuliforme (ca) (bar = 10µm),F. conídios (con) (bar = 6 µm).


3.1. DESCRIÇAO MICOLOGICA


A olho nu observou-se pulverulência superficial de cor branca amarelada, na maioria das vezes de cor verde amarelada, fatores que caracteriza sua presença na superfície de grãos onde ocorre seu maior crescimento. O fungo apresenta conidióforo de cor hialina (Fig.D) bem desenvolvido, com abundante produção de conídios. A última célula do conidióforo possui um formato ampuliforme, no qual dezenas de fiálides (Fig.C,D,E) emergem para produção de conídios. Os conídios esféricos (Fig.E,F) ), amerosseptados, e hialinos são produzidos em cadeia. A célula ampuliforme que sustenta as fiálides quando jovem é globosa de cor clara e não pulverulenta(Fig.E).


LITERATURA CITADA

AMERICAN PUBLIC HEALT ASSOCIATION. Control of Communicable Disseas Manual. Abram S. Benenson, Ed., 16 th Edition, 1995, p. 57-59 e 325-326.
ADAM SERTAOGGI. Disponível em: <> Acessado em: abril de 2010.
ASPERGILLUS. Disponível em: <>. Acessado em: abril de 2010.
BIS BRASIL INDUSTRIAL SOLUTIONS. Conheça a aflatoxina B1. Disponível em: . Acessado em: abril de 2010.
Farr, D.F., & Rossman, A.Y. Fungal Databases, Systematic Mycology and Microbiology Laboratory, Disponível em:http://nt.ars-grin.gov/fungaldatabases/, acessado em: junho de 2010.
INDEX FUNGORUM. Disponível em: . Acessado em: Junho de 2010.
RAPER, K. B.; FENNELL, D. I. The genus Aspergillus. Baltimore: Williams and Wilkins, 1965.
VIDATO, V¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬. Micologia Médica. São Paulo: Tecmedd, 2004.
WANTABLE, T.: Pictorial Atlas of Soil and Seed Fungi. Editora Lewis, Tokio, Japan, 1993.
WIKIPÉDIA. Disponível em: Acessado em: abril de 2010.
ASPECTOS GERAIS E MORFÓLOGICOS DO Cercospora apii
Elisângela de Fátima Lopes
Acadêmico do Curso de Agronomia


INTRODUÇÃO

Os fungos, entre os agentes oportunistas, são aqueles com maior distribuição na natureza. Estão presentes no ar, na superfície inanimada de hospitais e dos domicílios, nas plantas, no solo, na água e nos animais domésticos. (Colombo A. L. 2007)
“Os fungos patogênicos vêm sendo estudados desde a década de 1980, como uma fonte potencial de agentes biológicos para ser usado no combate de ervas daninhas no Brasil” (Barreto, R.w. et al, 1994). A primeira descrição de Cercospora apii foi por Fresen. (1863), e Miura. (1957), com as características a seguir, forma anamórfica e pertence ao Reino Fungi, Divisão Hifomicetes, e as demais divisões estão de acordo com a descrição antiga, sendo esta:Subdivisão; Ascomycota, Classe; Dothideomycetes, Subclasse; Dothideomycetidae, Ordem; Capnodiales, Família; Mycosphaerellaceae, Gênero; Cercospora. “Cercospora apii lato sensu é o mais antigo nome para um grande complexo de morfologicamente indistinguíveis Cercospora spp. ocorrendo em uma grande gama de hospedeiros. O Gênero Cercospora é um dos maiores gêneros do Hyphomycetes, e atualmente existindo 659 reconhecidas Cercospora spp. e nomes de outras 281 espécies morfologicamente idênticas estão incluídos na sinonímia de C. lato sensu APII”.
Segundo o site USDA – United States Departament of Agriculture, tem – se registros de 460 casos em todo o mundo de Cercospora apii, causando manchas foliares em várias espécies de plantas. Tais paises como; Alabama, Argentina, Andaman Islands, Austrália, Austria, Bermuda, Brasil, Brunei Dalussalam, Bulgaria, California, Colombia, Colorado, Connecticut, China, Cuba, Czech Republic, Cyprus, Dominican Republic, Estonia, Florida, França, Guatemala, Ghana, Greece, Guinea, Haiti, Hawai, Hong Kong, Hungary, Illinois, Índia, Italy, Iowa, Islands, Jamaica, Japan, Kansas, Korea, Laos, Latvia, Louisiana, Malawi, Myanma, Maryland, Mauritius, Malta, Mississippi, Malaysia, Minnesota, Malay Península, México, Micronésia, Nepal, New Zealand, New York, New Guinea, New Jersey, New Caledonia Nigeria, Netherlands, Nicobar, North Carolina, Kenya, Oklahoma, Panamá, Papua New Guinea, Pakistan, Philippines, Poland, Puerto Rico, Range of host, România, Rússia, Singapore, Solomon Islands, Sierra Leone, Somalia, Singapore, South África, South América, Southern Africa, Thailand, Taiwan, Tanzânia, Trinidad and Tobago, Tristan da Cunha, Texas, Togo, Turkey, Uganda, Unknown, Uganda, United State, Virgin Islands, Washington, West Africa, West Virginia, Widespread, Wisconsin, Zâmbia e Zimbabwe, e destes acima citados o que têm maior ocorrência de Cercospora apii, é na Índia de 85 casos dos 460, ou seja, 18%. (USDA – united states department of agriculture).
De acordo com estudos realizados pela Embrapa Cernagem, na Revista Ciência Agronômica, há registros de Cercospora apii Fresen. (anam.), foram encontrado lesões com maior freqüência no Nordeste mais precisamente no estado do Ceará, nas culturas descritas a seguir; Agastache rugosa Kuntze (Lamiaceae), Amaranthus sp. L. (Amaranthaceae), Angelonia sp. Humb. e Bonpl. (Scrophulariaceae), Anthurium sp. Schott (Araceae), Apium graveolens Cham. (Apiaceae), Apium graveolens L. var. dulce (Mill.) DC. (Apiaceae, Apium rapaceum Mill. (Apiaceae), Carica papaya L. (Caricaceae), Chamaecrista sp. Moench (Fabaceae), Chenopodium ambrosioides L. (Amaranthaceae), Citrullus vulgaris Schrad. ex Eckl. & Zeyh. (Cucurbitaceae), Cucumis melo L. (Cucurbitaceae), Erythrina xinguensis Ducke (Fabaceae), Cyclanthera pedata Schrad. (Cucurbitaceae), Gerbera jamesonii Bolus (Asteraceae), Gloxinia maculata L'Hér. (Gesneriaceae), Malpighia emarginata ex DC. (Malpighiaceae), Mimosa sensitiva L. (Fabaceae), Momordica charantia L. (Cucurbitaceae), Morus alba Linn. (Moraceae), Nyctanthes arbor-tristis Linn. (Oleaceae), Petroselinum crispum (Mill.) A.W. Hill (Apiaceae) Petroselinum hortense Hoff. (Apiaceae, Physalis sp. L. (Solanaceae), Pueraria hirsuta Kurz (Fabaceae), Raphanus sativus Linn. (Brassicaceae), Senna alata Roxb. (Fabaceae), Senna occidentalis Link (Fabaceae), Spigelia anthelmia Linn. (Loganiaceae), Tagetes sp. L. (Asteraceae), Terminalia catappa Linn. (Combretaceae), Vigna unguiculata (L.) Walp. (Fabaceae), Vitex agnus-castus Kurz (Verbenaceae) Wedelia paludosa DC. (Asteraceae), Zinnia elegans Jacq. (Asteraceae). Cercospora espécies, estão distribuídas em todo o mundo, e causa cercosporiose na maioria das famílias de plantas mais importantes. Numerosas espécies descritas a partir de diversos hospedeiros e localidades são morfologicamente indistinguíveis de C. APII e, posteriormente, são referidos como C. lato sensu APII. A importância e o papel ecológico que desempenham diferentes hospedeiros na delimitação táxon e reconhecimento dentro deste complexo permanecem obscuros. Os propágulos de fungos cercosporóides são notoriamente difíceis de produzir em massa e, portanto, seria provavelmente difícil desenvolver um micoherbicidas com APII C. No presente estudo, os dados de seqüência multilocus, de fragmentos amplificados de análise de polimorfismo de comprimento, e as características culturais foram utilizados como recursos adicionais para caracterizar cepas morfologicamente semelhantes Cercospora ocorrendo no aipo e beterraba. A partir dos dados obtidos, é mostrado que beticola APII C. e C., embora morfologicamente semelhantes e capazes de atravessar a infectar máquinas uns dos outros, são espécies distintas funcionais que devem ser mantidas como entidades separadas. Além disso, uma terceira espécie, ainda não descritas de Cercospora foi detectado em campos de aipo na Coréia e Venezuela, sugerindo que outras espécies não descritas também podem ser encontrados para causar cercosporiose em aipo. (Marizete G. et al, 2005)
Segundo o infectologista Prof. Arnaldo Lopes Colombo (UNIFESP), alguns fungos causam doenças em vários tecidos humanos, podendo causar desde irritações até infecções graves, e com tratamento não adequado ao caso podendo levar a morte. Com base nessa prática hospitalar, afirmo que entre os agentes patogênicos encontrados, não está nenhum do gênero Cercospora. E o fungo em questão não causa doença em seres humanos.
“Foram encontradas plantas daninhas da espécie Solanum glaucophyllum (Solanaceae), conhecida como “espichadeira” e Xanthium Strumaruium L. (Asteraceae), conhecida como “carrapicho-de-caneiro”, apresentando sintomas de manchas foliares causados por Cercospora apii. Estes são os primeiros relatos desse fungo nestes hospedeiros no Brasil, e primeiro relato de sua ocorrência em S. glaucophyllum no mundo” (Barreto, R.W et al ,1994).
O objetivo desse trabalho é apresentar aspectos gerais e morfológicos do Cercospora apii.


MATERIAIS E MÉTODOS

O Material foi coletado na cidade de Urutaí – GO, Próximo ao IF Goiano. Na análise da superfície foliar, foi usado o microscópico estereoscópico com o objetivo de melhor visualizar e extrair os propágulos fúngicos contido nesta.
O Trabalho foi feito no Laboratório de Microbiologia do Instituto Federal Goiano Campus Urutaí. O material a ser extraído a seguir, são os propágulos de um fungo na superfície foliar da Salsinha (Petroselinum crispum). Após a visualização dos propágulos, foi feita a “pescagem direta” dos propágulos da superfície foliar com o auxilio de uma pinça e foi depositado em uma lâmina contendo uma gota de fixador e corante azul de metileno, em seguida colocou-se em uma lamínula sobre a lâmina. E com o papel higiênico tirou-se o excesso, para vedar-se com o esmalte, e em seguida foi levado à visualização em microscópio ótico.
No microscópio a primeira lente que foi usada, é a menor (4x), para identificar os propágulos que foram depositados nesta, e logo após colocamos a lente de maior precisão (40x) para identificação de estruturas fúngicas.
Foi feita a comparação das estruturas identificadas, com a literatura para uma identificação. Chegou-se a conclusão de que neste trabalho o fungo encontrado foi Cercospora apii.
Na composição desse trabalho, foram realizadas microfotografias no microscópico ótico, para identificar os propágulos e estruturas fúngicas, retirados da epiderme da salsinha, utilizando câmera digital Cânon® modelo Power Shot SD750, 12.1 mega pixels.
Para melhor definir as estruturas fungicas foram medidas 50 unidades de hifas e conídios, utilizando uma lente com uma régua em µm, a ser usada no microscópio ótico. As hifas encontradas foram com comprimento de: 2,5 a 5,3 µm sendo a média 3,9 µm, com 1,3 µm de espessura. Os conídios com medida de 4,5 a 6,5 µm e a media de 5,5 µm, e espessura de 1 µm.


Figura 1. Aspectos morfológicos de Cercospora apii. A. Lesões na parte adaxial da folha de Salsa, causada por Cercospora apii, B – C. Células conídiogênica (cc) (bar = 1,0 µm e 1,5 µm), D. Conídiogênese, E – F – G. Conídios (con) (bar = 5,38 µm, 3,75 µm, 1 a 6 µm e 1,57 µm).


DESCRIÇÃO MICOLÓGICA

(Figura 1 A) Lesões causadas por Cercospora apii em folhas de Petroselinum crispum (Salsinha). (Figura 1 B e C) Hifas de cores castanhas escuras e hialinas, formato cilíndrico e cônico e na extremidade com fisuras por onde são produzidos conídios. (Figura 1 D) Célula conidiogênica de vários tamanhos com cores hialina e turva, na extremidade cicatriz de secessão, na qual se origina o conídio. (Figura 1 E) Conídio levemente encurvado, hialino e didioseptado, 8 septos. (Figura 1 F) Conídio filiforme com 12 septos. . (Figura 1 G) Conídio com 7 septos alongado. (Figura 1 H) Aglomerado de conídios com variação septal de 6 a 17 septos.


LITERATURA CITADA:

BARRETO, R.W.; PEREIRA O. L.; ROCHA F. B. (1994).
Disponível em; http://www.scielo.br/pdf/bjm/v38n1/arq29.pdf
Acessado em Novembro de 2010

Diagnostico de doenças fungicas oportunistas: O grande desafio para os centros médicos de atendimento ao terciário. Prof. ARNALDO LOPES COLOMBO (UNIFESP), Julho-Agosto/2007 Pratica Hospitalar.
Disponivel em: www.praticahospitalar.com.br/pratica%2052/pdfs/mat%2007.pdf
Acessado em novembro de 2010.

Hosts, espécies e genótipos: pareceres versus dados
P. W. CROUS E J. Z. GROENEWALD
Jan Australasian Plant Pathology 2005, Volume 34, Número 4: 463
Disponível em: http://apsjournals.apsnet.org/doi/abs/10.1094/PHYTO-95-0951
Acessado em novembro de 2010

KIMATI H., AMORIM L, REZENDE J.A.M., BERGAMIN FILHO A, CAMARGO, L.E.A. CAMARGO. Manual de fitopatologia/edição de hiroshi Kimati. (et.al.) - 3ed. -, São Paulo; Agronômica Ceres. 2005. p.58.

MENDES, M.A. S.; URBEM, A. F.; Fungos relatados em plantas no Brasil, Laboratório de Quarentena Vegetal, Brasília, DF: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Disponível em: www.cenargen.embrapa.br/publica/trabalhos/doc104.pdf Acessado em 25/10/2010.

SCIELO Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1517-83822007000100029&script=sci_arttext
Acessado em Outubro de 2010

SMML FUNGOS - HOST DISTRIBUTION DATABASE RESULTS
FARR, D.F., & ROSSMAN, A.Y. Fungal Databases
Disponível em: http://nt.ars-grin.gov/fungaldatabases/new_allView.cfm?whichone=all&thisName=Cercospora%20apii&organismtype=Fungus&fromAllCount=yes
Acessado em outubro de 2010.

WORLDLINGO
Apii f.sp de Cercospora. clerodendri
Disponível em: http://www.worldlingo.com/ma/enwiki/pt/Cercospora_apii_f.sp._clerodendri
Acessado em Outubro de 2010

“ASPECTOS GERAIS E MORFOLÓGICOS DE Chaetomium sp.”

Autora: Tálita Roberta Borges.

1. INTRODUÇÃO

O Gênero Chaetomium sp. Pertence a família Chaetomiaceae, Ordem Sordariales, Família Sordariomycetidae, Classe Sordariomycetes, Divisão Ascomycota e Reino Fungi (Index Fungurum, 2010).
O gênero Chaetomium sp. Apresenta a seguinte morfologia; ascoma aceolado peritecial, superficial simples agregado, globoso e a sub-globoso, de forma alongada, obpiriforme ou em formato de vaso. Apresenta coloração marrom, com apêndices que podem ser de várias formas; ramificados, coloridos ou arcados, de parede fina, septados ou asseptados, lisos ou rugosos, a parede do ascoma pode ser translúcida, membranosa, pseudoparenquimatosa, prosenquimatosa, e as paráfises podem estar presentes ou ausentes. Os ascos podem ser clavados, lineares e cilíndricos, e em seu interior possuem de 4 a 8 ascósporos sendo que sua asca possui parede evanescente. Os ascósporos são unicelulares de coloração marrom olivácea clara a marrom escura, possui poros germinativos, com uma ou ambas as terminações, muitas vezes podem ser limoniformes, apiculados; os ascos podem ser na maioria das vezes globosos, sub-globosos, clavados, filiformes ou triangulares, lisos. Podem apresentar perífises no ostíolo (Hanlin, 1989).
A forma anamórfica pode pertencer aos seguintes gêneros; Acremonium sp., Botyotrichum sp., Scytalidium sp. Sporothrix sp.. O principal anamorfo pertencente à espécie é o Chaetomium globosum Kunze. (Halim,1989).
Nannfeld (1932) incluiu a chaetomiaceae na Plectomycetes por causa de seu asco evanescente apesar da formação de um grupo basal de ascos e paráfises. Miller (1941,1949) e Gaumann (1952) concordaram com esta colocação. Desde então, Chaetomium e seus gêneros afins têm sido geralmente reconhecido como Pyrenomycetes (Moreau, 1953; von Arx e Muller, 1954; Muller e von Arx, 1962; Alexopoulos, 1962; Gaumann, 1964; Dennis, 1968; Ainsworth, 1971).
O fungo Chaetomium sp. produz peritécios superficial, marrom, globosos, simples, cobertas com diferentes tamanhos de filamentos castanhos; ascos clavados, pedunculada, com paredes evanescente. Ascósporos unicelulares, luz verde-oliva e marrom-lemoniforme, suave, muitas vezes empurrado para fora do ostíolo em um barbilhão. (Henrique, et al.,2009).
O gênero Chaetomium sp. pertence a família Chaetomiaceae, Ordem Sordariales, Família Sordariomycetidae, classe Sordariomycetes, divisão Ascomycota e Reino Fungi (Index Fungorum, 2010).
Kirk et al., 2001 descrevem que o gênero Chaetomium Kunze (1817), pertence a família Chaetomiacae , e é representado por um fungo coprofilo está presente em papel úmido e fibras de algodão. (esp. C. globosum). Muitos são celulósicos e alguns são termofilicos, alguns produzem microtoxina e são amplamente distribuídos no mundo.
O fungo Chaetomium sp. é um fungo filamentoso encontrado no solo, ar e resíduos vegetais. O Chaetomium globosum é a espécie mais comumente encontrada dentro de casa. Esta espécie é de particular interesse porque produzem micotoxinas, substâncias que são prejudiciais à saúde humana. Estes fungos foram definitivamente associados a alergias em pessoas que são sensíveis a fungos, e eles produzem micotoxinas mutagênicas que interferem com o DNA de replicação em organismos como os seres humanos e outros animais. Algumas espécies podem produzir toxinas específicas, tais como sterigmatocystin chaetomin e chetoglobosins.
Esse gênero de fungo, contém cerca de 80 espécies conhecidas está entre o grupo de fungos que podem causar problemas para a saúde humana como resultado da exposição prolongada, tornando-os de interesse para pessoas que lidam com problemas de mofo em suas casas. Estes fungos gostam de viver em celulose, e são encontrados em madeira, compostos, folhas, palha e materiais similares. A colônia de fungos pode levar até três semanas para amadurecer em um ambiente frio, produzindo esporos que se espalham através do vento. Os esporos de fungo Chaetomium sp. tem uma forma de um limão que as torna fáceis de identificar. (Wikipédia, 2010). Além de ser um contaminante, Chaetomium sp. também são encontrados como agentes causadores de infecções em humanos. Os poucos casos de infecções fatais profunda, devido à “atrobrunneum” Chaetomium sp. foram relatados em hospedeiros imunocomprometidos. Outras síndromes clínicas incluem abscesso cerebral, peritonite, e onicomicose. (Wikipédia, 2010).
O gênero Chaetomium sp. Infecta varias espécies no Brasil como Abelmoschus esculentus (quiabo), Acanthospermum australe (arrapichinho), Allium sativum L. (alho), Arachis hypogaea L. (amendoim), Astronium urundeuva Engl. (aroeira), Avena sativa L. (aveia), Bauhinia variegata L. var. variegata, Bixa orellana L. (urucum), Brachiaria decumbens Stapf, Brachiaria humidicola (Rendle) Schweick, Capsicum annuum L. (pimentão), Cedrela fissilis Vell. (cedro-rosa), Chorisia speciosa A. St.-Hil. (paineira-rosa),Cucumis sativus L. (pepino), pteryx alata Vogel (baru), Eryngium foetidum L. (coentro-bravo), Erythrina crista-galli L. (flor-de-coral), Eucalyptus grandis W. Hill (eucalipto), Eucalyptus saligna Smith (eucalipto), Glycine max Merr. (soja ), Gossypium hirsutum Cav. var. hirsutum (algodão-herbáceo), Gossypium hirsutum L. (algodão), Grevillea robusta A. Cunn. (revília), Hordeum vulgare L. (cevada), Ilex paraguariensis A. St.-Hil. Lens culinaris Medik. (lentilha), Lycopersicon esculentum Mill. (tomateiro), Melissa officinalis L. (erva-cidreira), Oryza sativa L. (arroz), Petroselinum crispum (Mill.) A.W. Hill (salsinha), Phaseolus vulgaris L. (feijão), Pinus elliottii Engelm. Pisum sativum L. (ervilha), Pterodon pubescens Benth. (sucupira), Ricinus communis L. (mamona), Schinus terebinthifolius Raddi, Sorghum bicolor (L.) Moench (sorgo-forrageiro), Sorghum vulgare Pers. (sorgo), Stryphnodendron adstringens Coville (barbatimão), Tabebuia serratifolia G. Nicholson (ipê-amarelo-da-mata), Tabebuia sp. Gomes ex DC. Triticum aestivum L. (trigo), Vigna unguiculata (L.) Walp (feijão-fradinho), Vitis vinifera L. (uva), Zea mays L. (milho), Ziziphus sp. Mill (Mendes e Urben, 2010).
Trabalhos demonstram a ocorrência do gênero Chaetomium sp. em todos os estados Brasileiros e na maioria das espécies o gênero está associados a sementes (Mendes e Urben, 2010).
Dentre os fungos antagonistas utilizados no controle biológico de patógenos radiculares podemos citar Chaetomium sp., ascomiceto que atua como colonizador do solo e de substratos que contenham celulose. Segundo Hubbard et al. (1982), o tratamento de sementes com Chaetomium globosum Kunze reduz os danos produzidos pelo ataque de Pythium spp. Di Pietro et al. (1992) constataram a eficiência de C. globosum como agente de biocontrole contra o tombamento de plântulas em beterraba (Beta vulgaris L.) causado por Pythium ultimum Trow. Neste mesmo estudo, detectou-se que a atividade antagonista deste fungo se deve a produção de substâncias antibióticas, entre as quais se encontram o BHT e a chaetomina. (Sales Junior, R., et al., 2007).
No Brasil um dos fungos mais encontrado no gergelim e o chaetomium sp. que em sua grande maioria são transmitidos pelas próprias sementes. Os principais danos causados pelo gênero são deterioração das sementes, perdas na pré e pós-emergência, rendimento na quantidade e na qualidade do óleo das sementes (Mendes e Urben, 2010).
O objetivo desse trabalho é apresentar aspectos gerais e morfológicos de Chaetomium sp..

2. MATERIAIS E MÉTODOS

O trabalho foi feito no Laboratório de Microbiologia do Instituto Federal Goiano campus Urutaí.
Os propágulos do fungo foram retirados de sementes de feijão. As sementes foram colocadas em uma caixa do tipo Gerbox com papel filtro e água destilada para o desenvolvimento das côlonias fúngicas, após 48h (quarenta e oito horas) apanhou-se as sementes da caixa e levou-as para a visualização em microscópio estereoscópico com a finalidade de se encontrar propágulos fúngicos.
Após a visualização na lupa marcou-se na folha os propágulos fúngicos com um canetão tipo piloto de cor vermelha, logo em seguida esterilizou (flambagem) a pinça no bico de Bünsen onde então começou-se a raspagem na superfície inferior da folha, após serem coletados os propágulos foram colocados na lâmina contendo uma gota de fixador fucsina que apresenta em sua composição (ácido lático, ácido acético, glicerina e água) de acordo com protocolo utilizado na rotina de produção.
Os propágulos foram bem dispersos a fim de melhorar a visualização das estruturas fúngicas no microscópio óptico, colocou-se a lamínula, retirou-se o excesso de corante com papel higiênico e vedou-se com esmalte a lâmina semi-permanente e então levou-se ao microscópio óptico.
Em microscopia óptica (urediniósporos, urédia e a célula urediogênica) foram observados e comparou-se com estruturas descritas em literatura para identificar o gênero ao qual o fungo pertence.
Para esse trabalho foram realizadas microfotografias das estruturas fúngicas no microscópio ótico utilizando câmera digital Canon® modelo Power Shot A580 para confecção da prancha de fotos que foram editadas com o Windows Live Galeria de Fotos e a prancha confeccionada no Microsoft Office Power Point 2007.
Para realizar a descrição morfometrica utilizou-se a ocular micrométrica (WF 10x118), sendo medida as 50 unidades das dimensões dos apêndices e dos ascósporos.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO.

Figura 1. Aspectos morfológicos do gênero Chaetomium sp. A. semente de feijão com tegumento repleto de ascoma peritecial (bar=6mm), B. ascoma peritecial ornamentado (bar = 10 µm), C. asca evanescente imatura (bar = 9 µm), D. ascósporos imaturos limoniformes (d1) e ascas imaturas (d2), (bar = 5 µm), E. asca evanescente contendo ascos bem desenvolvidos (bar = 7 µm) F. Ascósporos limoniformes maduros (f1) e imaturos (f2), (BA r= 5 µm).

DESCRIÇÃO MICOLÓGICA:

O gênero chaetomium sp. apresenta colônias com crescimento rápido na cor branca inicialmente e acinzentado quando maduros essas colônia de fungos pode levar até três semanas para amadurecer em um ambiente frio, produzindo esporos que se espalham através do vento. A (fig 1A) apresenta um grão com pequenas colônias, apresentando coloração acinzentada. (Fig1B) Possuem peritécios grandes, hialinos e frágil, globosos em forma de balão e possuem filamentosos, apêndices que possuem as seguintes dimensões 200 µm - 95 µm - 40 µm x 7,5 µm - 5,75 µm - 5 µm (setas) em sua superfície, a parede do ascoma pode ser translúcida, membranosa, pseudoparenquimatosa, prosenquimatosa, e as paráfises podem estar presentes ou ausentes. O peritécio tem ostíolo (pequenas aberturas arredondadas) com perífises presentes e contem ascos e ascósporos dentro. Os ascos (figC) podem ser na maioria das vezes globosos, sub-globosos, clavados, filiformes ou triangulares, lisos. Os ascósporos possuem as seguintes dimensões 13,75 µm - 10,17 µm - 7,5 µm - x 10 µm - 9,3 µm - 7,5 µm (fig 1DF) são unicelulares de coloração marrom olivácea clara a marrom escura, possui poros germinativos, com uma ou ambas as terminações, na maioria das vezes podem ser limoniformes. Estes elementos morfológicos se adequaram as informações descritas para o gênero por Hanlin (1989).

Tabela 1. Elementos morfológicos e morfometricos de chaetomium sp.

4. LITERATURA CITADA.

DI PIETRO, A., GUT-RELLA, M., PACHLATKO, J.P., & SCHWINN, F.J. Role of antibiotics produced by Chaetomium globosum in biocontrol of Pythium ultmimum, a causal agent of damping-off. Phytopathology 82:131-135. 1992.


FENNELL, D. I. Plectomycetes; Eurotiales. In: AINSWORTH, G. C., SPARROW, F. K., SUSSMAN, A. S., The Fungi. v.4. 1973. 621p.


GRIGOLETTI JUNIOR, A.; AUER, C. G., BADE, J. H. C. Fungos associados à sementes de erva-mate procedentes de oito municípios do estado do Paraná. Colombo: EMBRAPA-CNPF, 1999. 2p. (EMBRAPA-CNPF, Pesquisa em andamento, 63). (pág.: 2).


HANLIN, R. Illustrated genera of asconycetes, vol II, ASP Press. St. Paul, Minmesota, 1998.

HANLIN, R. T. Illustrated genera of Ascomycetes. The American Phytopathologiacal Society 3340 Pilot Knob Road St. Paul, Minmesota 55121-2097, USA.


HENRIQUES, J.; INACIO, L. M.; SOUZA, E. Fungos Fungos associados ao insecto Platypus cylindrus Fab. (Coleoptera: Platypodidae) em sobreiro. Rev. de Ciências Agrárias v.32 n.2, 2009.

INDEX FUMGORUM. Disponível em: http://www.indexfungorum.org/names/ NamesRecord.asp?RecordID=495633> , acessado em 2010.


MENDES, M. A. S.; URBEN, A. F.; Fungos relatados em plantas no Brasil, Laboratório de Quarentena Vegetal. Brasília, DF: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Disponível em: http://pragawall.cenargen.embrapa.br/aiqweb/michtml/fgbanco01.asp. Acesso em: 9/12/2010.


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SALES JUNIOR, R., NASCIMENTO, I.J.B., FREITAS, L.S., BELTRÁN, R., ARMENGOL, J., VICENT, A. & GARCIA-JIMÉNEZ, J.Controle biológico de Monosporascus cannonballus com Chaetomium Fitopatol. bras. vol.32 no.1 Brasília Jan./Feb. 2007.


SCIELO PORTUGAL. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-41582007000100011&script=sci_arttext , acessado em: 15/10/2010.


SCIELO PORTUGAL. Disponível em: http://www.scielo.oces.mctes.pt/scielo.php?pid=S0871-018X2009000200007&script=sci_arttext , acessado em 15 de outubro 2010.


WIKIPÉDIA. Disponível em: http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&tl=pt&u=http%3A%2F%2Fen.wikipedia.org%2Fwiki%2FChaetomium , acessado em 15 de outubro 2010.













ASPECTOS GERAIS E MORFOLÓGICOS DE Phomopsis sp.

Alicionon Oliveira Caetano

Acadêmico do curso de Agronomia


1. INTRODUÇÃO

O Phomopsis sp. tem como basiônimo, Phomopsis brassicae descrito por Toulose em (1884) e apresenta como sinonímias Zythia brassicae descrito por Abellini – 1884.

A forma anamórfica de Phomopsis sp. pertence ao Reino Fungi, divisão (informal) fungos mitospóricos, subdivisão (informal) Coelomycetes. A forma teleomórfica pertence ao Reino Fungi, divisão Ascomycota, subdivisão Sordariomycetes, Classe Sordariomycetidae, Ordem Diaporthales e Família incertae sedis. O gênero Phomopsis sp. possui 931 espécies, sendo 29 variedades e 16 formae speciales descritas em literatura (Index Fungorum 2010).

Espécies de Phomopsis sp. normalmente são encontradas com grande frequência em pecíolos secos de plantas que permanecem presos as árvores. Durante períodos de chuva os conídios são descarregados e depositados na superfície dos frutos. A doença é raramente vista em frutos verdes, sendo mais comumente observados em frutos totalmente maduros. Para seu crescimento, necessita de ferimentos, tais como pedúnculos quebrados, perfurações de insetos, e abrasões no epiderme foliar ou na superfície do fruto.

A área infectada pelo fungo, em condições de alta umidade, pode ficar coberta por micélio branco e cinza, além de encarquilhamento por onde o fungo se espalha. O tecido que fora infectado se torna mole e úmido, com sintomas de podridão, amolecimento e excreção de líquidos, sintomas similares ao Rhizopus sp.

A partir de amostras de frutos de bacurizeiro sintomáticos foi realizado o teste de patogenicidade, sendo verificado o aparecimento de sintomas e a formação de picnídios escuros com o ostíolo em forma de pêra, conidióforos simples, sem septos, com forma ovóide e unicelulares, características do fungo Phomopsis sp. inicialmente identificados (Barnett & Hunter, APS PRESS, 1988). Confirmando então que a podridão dos frutos do bacurizeiro é um fungo do gênero Phomopsis sp. (Dinaldo R. Trindade 2002).

O fungo Phomopsis sp. foi consistentemente isolado de plantas da espécie Aroeira (Myracrodruon urundeuva) causando sintomas causando sintomas queima das folhas. Testes de patogenicidade em casas de vegetação confirmaram Phomopsis sp. como agente etiológico da doença e 16 de outras 20 espécies vegetais, inoculadas em condições similares, também foram suscetíveis ao fungo (José R.N. dos Anjos 2001).

Em 1999, no Distrito Federal, foi feito uma análise em plantas de jatobá (Hymenaea stigonocarpa) em que foram observados lesões foliares na qual foi isolado o fungo Phomopsis sp. Foram inoculados em folhas sadias o fungo e colocou-as em condições naturais, com o mesmo controle. Em condições naturais, este é o primeiro relato do fungo em folhas de jatobá no Brasil. De 13 espécies vegetais testadas, 12 foram suscetíveis e apenas o maracujá-azedo (Passiflora edulis f. flavicarpa) não apresentou sintomas (Maria José d’ A Charchar 2003).

Espécies de Phomopsis sp. causam severas doenças na cultura da soja, influenciando na qualidade e na quantidade da produção de grãos (Morgan-Jones,1989; Ploper, 1989; Rupe, 1989), sendo que as mais importantes segundo Ploper (1989), são as que causam cancro da haste (P. phaseoli (Cke. & Ell.) Sacc. f.sp. meridionalis) e na seca da haste e da vagem (P.sojae Lehman).

O objetivo desse trabalho é apresentar aspectos gerais e morfológicos de Phomopsis sp.


2. MATERIAIS E MÉTODOS

O trabalho foi realizado no Laboratório de Microbiologia do Instituto Federal Goiano campus Urutaí.

Os propágulos do fungo foram retirados de folhas de Azaléia (Rhododendron sp.). As folhas encontravam-se já desidratadas em uma caixa do tipo Gerbox, apanhou-se as folhas desidratadas da caixa e levou-as para a visualização em microscópio estereoscópico com a finalidade de se encontrar propágulos fúngicos.

Após a verificação dos propágulos fúngicos, foram então coletados com o auxilio de uma pinça e colocados em seguida em uma lâmina contendo uma gota de fixador fucsina, em seguida colocou-se a lamínula sobre a lâmina. Retirou-se o excesso do fixador, em seguida vedou-se a lamínula com esmalte. Então levou-se a lâmina pronta para ser observada em um microscópio ótico.

No microscópio ótico a primeira objetiva a ser usada deve ser a menor (4x), para que seja observados os propágulos depositados na lâmina, após serem observados, aumentou-se as objetivas para aumentos maiores (10x e 40x), para observar com maior detalhe as estruturas fúngicas.

Comparando estruturas observadas no microscópio com estruturas descritas em literaturas para identificar a qual gênero o fungo pertence. Nas observações e comparações, chegamos à conclusão que o fungo pertence ao gênero Phomopsis sp.

Foi realizado 50 medições dos conídios alfa e beta do fungo Phomopsis sp. através de um microscópio ótico, equipado com uma lente micrométrica, na qual colocava-se a estrutura observada o mais sobreposto à régua da lente e media-se o tamanho da estrutura. Então, os valores das medidas foram anotados, determinando assim a media da estrutura, o seu maior e seu menor valor.

Para esse trabalho foram feitas microfotografias das estruturas fúngicas e frutificações fúngicas na epiderme foliar, usados microscópio ótico e o microscópio estereoscópico, respectivamente, utilizando câmera digital Canon® modelo Power Shot A580.


3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Figura 1. Aspectos morfológicos de Phomopsis sp. A. lesão necrótica de centro páleo, B. picnídio produzindo expelindo massa de conídios, C. picnídios, D. conídios hialinos e esféricos, E. Conídios alfa (bar=22µm), F. conídios, G. Conídios (bar=6 µm).

4. Descrição micológica

O gênero Phomopsis sp. é caracterizado por apresentar queimaduras e manchas avermelhadas e ou amareladas na superfície do epitélio foliar (Fig. 1A e 1B). Apresentam picnídios escuros (Fig. 1C), ostiolado, imerso erupente, possui formado arredondado. Os conidióforos são agrupados, possuem corpo de frutificação, sendo assim protegidos, possuindo picnídio em formas arredondadas. Possuem conidióforos simples e unicelular (Fig. 1D), seus conidióforos são de dois tipos, ovóides fusóides (alfa) e conídios filiformes (Fig. 1E), curvados e ou dobrados (beta) (Fig. 1F). O gênero apresenta-se como parasita, causando manchas e queimaduras em inúmeras partes da planta. Estes elementos morfológicos se adequaram às informações descritas para o gênero por (Burnett e Hunter 1973) e (Menezes & Oliveira 1993).


5. LITERATURA CITADA

ANJOS, J.R. et. al Ocorrência de queima das folhas causada por Phomopsis sp. em aroeira no Distrito Federal. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-41582001000300012&script=sci_arttext> Acessado em Outubro de 2010.

BARNETT, HUNTER. Illustrated genera of imperfect fungi. Vol. I. APS Press. 1998. pp.164.

CHARCHAR, M. J. Infecção natural de jatobá por Phomopsis sp. no distrito federal. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-41582003000300016> Acessado em Outubro de 2010.

INDEX FUNGORUM. Disponível em: <http://www.indexfungorum.org/names/NamesRecord.asp?RecordID=118718> Acessado em Novembro de 2010.

NISHIJIMA, W. Wet fruit rot of papaya. Disponível em: <http://www.extento.hawaii.edu/kbase/crop/type/phomopsi.htm> Acessado em Outubro/Novembro 2010.

SEGALIN, M. (2007) Efeito da rotação de cultura sobre a emergência de plântulas, incidência de podridões radiculares e rendimento de grãos de soja. Universidade de Passo Fundo Minas Gerais. pp. 36 e 37.

TRINDADE, D.R et al. Phomopsis sp. causando podridão em frutos de bacurizeiro. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-41582002000400018> Acessado em Outubro de 2010.

ASPECTOS GERAIS E MORFOLOGICOS DO Cercospora apii

Elisângela de Fátima Lopes

Acadêmica do Curso de Agronomia

INTRODUÇÃO

Os fungos, entre os agentes oportunistas, são aqueles com maior distribuição na natureza. Estão presentes no ar, na superfície inanimada de hospitais e dos domicílios, nas plantas, no solo, na água e nos animais domésticos. (Colombo A. L. 2007)

“Os fungos patogênicos vêm sendo estudados desde a década de 1980, como uma fonte potencial de agentes biológicos para ser usado no combate de ervas daninhas no Brasil” (Barreto, R.w. et al, 1994). A primeira descrição de Cercospora Apii foi por Fresen. (1863), e Miura. (1957), com as características a seguir, forma anamórfica e pertence ao Reino Fungi, Divisão Hifomicetes, e as demais divisões estão de acordo com a descrição antiga, sendo esta:Subdivisão; Ascomycota, Classe; Dothideomycetes, Subclasse; Dothideomycetidae, Ordem; Capnodiales, Família; Mycosphaerellaceae, Gênero; Cercospora. “Cercospora Apii lato sensu é o mais antigo nome para um grande complexo de morfologicamente indistinguíveis Cercospora spp. ocorrendo em uma grande gama de hospedeiros. O Gênero Cercospora é um dos maiores gêneros do Hyphomycetes, e atualmente existindo 659 reconhecidas Cercospora spp. e nomes de outras 281 espécies morfologicamente idênticas estão incluídos na sinonímia de C. lato sensu APII”.

Segundo o site USDA – United States Departament of Agriculture, tem – se registros de 460 casos em todo o mundo de Cercóspora Apii, causando manchas foliares em várias espécies de plantas. Tais paises como; Alabama, Argentina, Andaman Islands, Austrália, Austria, Bermuda, Brasil, Brunei Dalussalam, Bulgaria, California, Colombia, Colorado, Connecticut, China, Cuba, Czech Republic, Cyprus, Dominican Republic, Estonia, Florida, França, Guatemala, Ghana, Greece, Guinea, Haiti, Hawai, Hong Kong, Hungary, Illinois, Índia, Italy, Iowa, Islands, Jamaica, Japan, Kansas, Korea, Laos, Latvia, Louisiana, Malawi, Myanma, Maryland, Mauritius, Malta, Mississippi, Malaysia, Minnesota, Malay Península, México, Micronésia, Nepal, New Zealand, New York, New Guinea, New Jersey, New Caledonia Nigeria, Netherlands, Nicobar, North Carolina, Kenya, Oklahoma, Panamá, Papua New Guinea, Pakistan, Philippines, Poland, Puerto Rico, Range of host, România, Rússia, Singapore, Solomon Islands, Sierra Leone, Somalia, Singapore, South África, South América, Southern Africa, Thailand, Taiwan, Tanzânia, Trinidad and Tobago, Tristan da Cunha, Texas, Togo, Turkey, Uganda, Unknown, Uganda, United State, Virgin Islands, Washington, West Africa, West Virginia, Widespread, Wisconsin, Zâmbia e Zimbabwe, e destes acima citados o que têm maior ocorrência de Cercóspora apii, é na Índia de 85 casos dos 460, ou seja, 18%. (USDA – united states department of agriculture).

De acordo com estudos realizados pela Embrapa Cernagem, na Revista Ciência Agronômica, há registros de Cercospora apii Fresen. (anam.), foram encontrado lesões com maior freqüência no Nordeste mais precisamente no estado do Ceará, nas culturas descritas a seguir; Agastache rugosa Kuntze (Lamiaceae), Amaranthus sp. L. (Amaranthaceae), Angelonia sp. Humb. e Bonpl. (Scrophulariaceae), Anthurium sp. Schott (Araceae), Apium graveolens Cham. (Apiaceae), Apium graveolens L. var. dulce (Mill.) DC. (Apiaceae, Apium rapaceum Mill. (Apiaceae), Carica papaya L. (Caricaceae), Chamaecrista sp. Moench (Fabaceae), Chenopodium ambrosioides L. (Amaranthaceae), Citrullus vulgaris Schrad. ex Eckl. & Zeyh. (Cucurbitaceae), Cucumis melo L. (Cucurbitaceae), Erythrina xinguensis Ducke (Fabaceae), Cyclanthera pedata Schrad. (Cucurbitaceae), Gerbera jamesonii Bolus (Asteraceae), Gloxinia maculata L'Hér. (Gesneriaceae), Malpighia emarginata ex DC. (Malpighiaceae), Mimosa sensitiva L. (Fabaceae), Momordica charantia L. (Cucurbitaceae), Morus alba Linn. (Moraceae), Nyctanthes arbor-tristis Linn. (Oleaceae), Petroselinum crispum (Mill.) A.W. Hill (Apiaceae) Petroselinum hortense Hoff. (Apiaceae, Physalis sp. L. (Solanaceae), Pueraria hirsuta Kurz (Fabaceae), Raphanus sativus Linn. (Brassicaceae), Senna alata Roxb. (Fabaceae), Senna occidentalis Link (Fabaceae), Spigelia anthelmia Linn. (Loganiaceae), Tagetes sp. L. (Asteraceae), Terminalia catappa Linn. (Combretaceae), Vigna unguiculata (L.) Walp. (Fabaceae), Vitex agnus-castus Kurz (Verbenaceae) Wedelia paludosa DC. (Asteraceae), Zinnia elegans Jacq. (Asteraceae). Cercospora espécies, estão distribuídas em todo o mundo, e causa cercosporiose na maioria das famílias de plantas mais importantes. Numerosas espécies descritas a partir de diversos hospedeiros e localidades são morfologicamente indistinguíveis de C. APII e, posteriormente, são referidos como C. lato sensu APII. A importância e o papel ecológico que desempenham diferentes hospedeiros na delimitação táxon e reconhecimento dentro deste complexo permanecem obscuros. Os propágulos de fungos cercosporóides são notoriamente difíceis de produzir em massa e, portanto, seria provavelmente difícil desenvolver um micoherbicidas com APII C. No presente estudo, os dados de seqüência multilocus, de fragmentos amplificados de análise de polimorfismo de comprimento, e as características culturais foram utilizados como recursos adicionais para caracterizar cepas morfologicamente semelhantes Cercospora ocorrendo no aipo e beterraba. A partir dos dados obtidos, é mostrado que beticola APII C. e C., embora morfologicamente semelhantes e capazes de atravessar a infectar máquinas uns dos outros, são espécies distintas funcionais que devem ser mantidas como entidades separadas. Além disso, uma terceira espécie, ainda não descritas de Cercospora foi detectado em campos de aipo na Coréia e Venezuela, sugerindo que outras espécies não descritas também podem ser encontrados para causar cercosporiose em aipo. (Marizete G. et al, 2005)

Segundo o infectologista Prof. Arnaldo Lopes Colombo (UNIFESP), alguns fungos causam doenças em vários tecidos humanos, podendo causar desde irritações até infecções graves, e com tratamento não adequado ao caso podendo levar a morte. Com base nessa prática hospitalar, afirmo que entre os agentes patogênicos encontrados, não está nenhum do gênero Cercospora. E o fungo em questão não causa doença em seres humanos.

“Foram encontradas plantas daninhas da espécie Solanum glaucophyllum (Solanaceae), conhecida como “espichadeira” e Xanthium Strumaruium L. (Asteraceae), conhecida como “carrapicho-de-caneiro”, apresentando sintomas de manchas foliares causados por Cercospora Apii. Estes são os primeiros relatos desse fungo nestes hospedeiros no Brasil, e primeiro relato de sua ocorrência em S. glaucophyllum no mundo” (Barreto, R.W et al ,1994).

O objetivo desse trabalho é apresentar aspectos gerais e morfológicos do Cercospora apii.

MATERIAIS E MÉTODOS

O Material foi coletado na cidade de Urutaí – GO, Próximo ao IF Goiano. Na análise da superfície foliar, foi usado o microscópico estereoscópico com o objetivo de melhor visualizar e extrair os propágulos fúngicos contido nesta.

O Trabalho foi feito no Laboratório de Microbiologia do Instituto Federal Goiano Campus Urutaí. O material a ser extraído a seguir, são os propágulos de um fungo na superfície foliar da Salsinha (Petroselinum crispum). Após a visualização dos propágulos, foi feita a “pescagem direta” dos propágulos da superfície foliar com o auxilio de uma pinça e foi depositado em uma lâmina contendo uma gota de fixador e corante azul de metileno, em seguida colocou-se em uma lamínula sobre a lâmina. E com o papel higiênico tirou-se o excesso, para vedar-se com o esmalte, e em seguida foi levado à visualização em microscópio ótico.

No microscópio a primeira lente que foi usada, é a menor (4x), para identificar os propágulos que foram depositados nesta, e logo após colocamos a lente de maior precisão (40x) para identificação de estruturas fúngicas.

Foi feita a comparação das estruturas identificadas, com a literatura para uma identificação. Chegou-se a conclusão de que neste trabalho o fungo encontrado foi Cercospora apii.

Na composição desse trabalho, foram realizadas microfotografias no microscópico ótico, para identificar os propágulos e estruturas fúngicas, retirados da epiderme da salsinha, utilizando câmera digital Cânon® modelo Power Shot SD750, 12.1 mega pixels.

Para melhor definir as estruturas fungicas foram medidas 50 unidades de hifas e conídios, utilizando uma lente com uma régua em µm, a ser usada no microscópio ótico. As hifas encontradas foram com comprimento de: 2,5 a 5,3 µm sendo a média 3,9 µm, com 1,3 µm de espessura. Os conídios com medida de 4,5 a 6,5 µm e a media de 5,5 µm, e espessura de 1 µm.

DISCRIÇÃO MICOLÓGICA

(Figura 1 A) Lesões causadas por Cercospora apii em folhas de Petroselinum crispum (Salsinha). (Figura 1 B e C) Hifas de cores castanhas escuras e hialinas, formato cilíndrico e cônico e na extremidade com fisuras por onde são produzidos conídios. (Figura 1 D) Célula conidiogênica de vários tamanhos com cores hialina e turva, na extremidade cicatriz de secessão, na qual se origina o conídio. (Figura 1 E) Conídio levemente encurvado, hialino e didioseptado, 8 septos. (Figura 1 F) Conídio filiforme com 12 septos. . (Figura 1 G) Conídio com 7 septos alongado. (Figura 1 H) Aglomerado de conídios com variação septal de 6 a 17 septos.

LITERATURA CITADA:

Barreto, R.W.; Pereira O. L.; Rocha F. B. (1994). Disponível em; http://www.scielo.br/pdf/bjm/v38n1/arq29.pdf . Acessado em Novembro de 2010



Diagnostico de doenças fungicas oportunistas: O grande desafio para os centros médicos de atendimento ao terciário. Prof. Arnaldo Lopes Colombo (UNIFESP), Julho-Agosto/2007 Pratica Hospitalar.Disponivel em: www.praticahospitalar.com.br/pratica%2052/pdfs/mat%2007.pdfAcessado em novembro de 2010.


Hosts, espécies e genótipos: pareceres versus dados. P. W. Crous e J. Z. Groenewald
Jan Australasian Plant Pathology 2005, Volume 34, Número 4: 463 Disponível em:
http://apsjournals.apsnet.org/doi/abs/10.1094/PHYTO-95-0951 Acessado em novembro de 2010

KIMATI H., AMORIM L, REZENDE J.A.M., BERGAMIN FILHO A, CAMARGO, L.E.A. CAMARGO. Manual de fitopatologia/edição de hiroshi Kimati. (et.al.) - 3ed. -, São Paulo; Agronômica Ceres. 2005. p.58.


MENDES, M.A. S.; URBEM, A. F.; Fungos relatados em plantas no Brasil, Laboratório de Quarentena Vegetal, Brasília, DF: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Disponível em: www.cenargen.embrapa.br/publica/trabalhos/doc104.pdf Acessado em 25/10/2010.


Scielo Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1517-83822007000100029&script=sci_arttext Acessado em Outubro de 2010


SMML Fungos - Host Distribution Database Results Farr, D.F., & Rossman, A.Y. Fungal Databases Disponível em: http://nt.ars-grin.gov/fungaldatabases/new_allView.cfm?whichone=all&thisName=Cercospora%20apii&organismtype=Fungus&fromAllCount=yes Acessado em outubro de 2010.


Worldlingo Apii f.sp de Cercospora. clerodendri Disponível em: http://www.worldlingo.com/ma/enwiki/pt/Cercospora_apii_f.sp._clerodendri Acessado em Outubro de 2010





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