terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Microscopia eletrônica de varredura de Albugo ipomoeae-panduratae (Pers.) Kuntze infectando folhas de Ipomoea triloba.




O objetivo deste trabalho é identificar e caracterizar A. ipomoeae-panduratae em corda-de-viola. Amostras de folhas foram a analisadas em microscópio ótico (MO) e microscopia eletrônica de varredura (MEV). Os sintomas observados foram de abundantes pulverulências esbranquiçadas formadas pelos soros na face abaxial, no entanto, na face adaxial observou-se lesões necróticas com halos arroxeados ou amarelecidos. Em MO observou-se micélio contínuo e bem ramificado, que coloniza os tecidos do hospedeiro, emitindo grande número de haustórios para o interior das células parasitadas. Os esporângios apresentavam coloração hialina, de parede espessa, globosos, catenulados e com dimensões de 10-18 µm de diâmetro, possuem paredes espessas e são unidos por uma substância que se dissolve devido a elevada umidade. Entre os esporângios foram encontrados células estéreis em formato de “Y”. Em MEV foi observado que os esporângios apresentam superfície lisa, e na região apical apresentavam ornamentação central com abas circundantes e franjadas. Estes ficam inseridos e encaixados na célula esporangial basal da cadeia de esporângios de formato cúbico devido compressão das células epidérmicas da hospedeira. Estes estudos permitiram a caracterização do agente causal da ferrugem branca da corda-de-viola.

Milton Luiz da Paz Lima, Instituto Federal Goiano campus Urutaí.

Paulo César Alves de Sousa, Faculdades JK-Anhanguera

Eduardo Soares da Silva Lima, Faculdades JK-Anhanguera

Thais Thorquato Sales, Faculdades JK-Anhanguera

André Luiz de Araújo Pegorin, Faculdades JK-Anhanguera

Ana Luíza Barbosa e Silva, Faculdades JK-Anhanguera

Erica Santos do Carmo Souza, Faculdades JK-Anhanguera


SOUSA, PCA., lima, ess, FARIAS, MP, ARAUJO, ACG, mendes, mas, urben, af, PAZ-LIMA, ML, Microscopia eletrônica de varredura de Alburgo ipomoeae-panduratae (Pers.) Kuntze infectando folhas de Ipomoea triloba. Tropical Plant Pathology 34 (Suplemento): 175.2009.



OCORRÊNCIA DE Cercospora acrocomiae EM FOLHAS DE MACAÚBA NO DISTRITO FEDERAL

André Luiz de Araújo Pegorin, Erica Santos do Carmo Souza, Tais Torquato Sales, Milton Luiz da Paz Lima,



A macaúba (Acrocomia aculeata - Palmae) é uma espécie de grande interesse na agroenergia devido produção de óleo. É nativa das savanas, cerrado e florestas abertas da América Tropical, e também ocorre em muitas áreas perturbadas por ação antrópica. Estima-se que a sua ocorrência, abrange os Estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Piauí e Ceará. O objetivo deste trabalho é registrar a ocorrência desta cercosporiose em folhas de macaúba no Distrito Federal. Coletou-se folhas de macaúba, na Asa Norte, DF, apresentando sintomas de manchas. As amostras foram recebidas no Laboratório de Botânica das Faculdades JK-Anhanguera, sendo preparadas lâminas semi-permanentes com auxílio do microscópio estereoscópio. Foi observado nas pinas lesões elípticas, com centro esbranquiçado, suas dimensões variavam de 5-7 x 3-5 mm. Conidióforos escuros, septados, curvados ou tortuosos, suas dimensões são de 19,2-(18,4)-18,0 x 7,4-(7,3)-7,2 µm. Conídios retos, ou ligeiramente curvados, clavados, ou ligeiramente atenuados no topo, obtusos no final, de 4 a 7 septos distintos, suas dimensões são de 50,4-(38,6)-28,8 x 8,4-(8,0)-7,2 µm. Com base nas características morfológicas e morfométricas este isolado foi identificado como sendo C. acrocomiae (Chupp, 1954).

PEGORIN, ALA, SOUZA, ESC, SOUZA, PCA, SALES, TT, PAZ LIMA, ML, Cercospora acrocomiae em folhas de macaúba no DF. Tropical Plant Pathology 34(suplemento):181. 2009.

PATOGENICIDADE DE Lasiodiplodia theobromae EM FRUTOS DE MAMÃO.

Erica C. Santos, Sales, Thais T., André Pegorin, Paz Lima, Milton L.

O mamão (Carica papaya L. - Caricaceae) é originário do Sul do México, sua baga frutífera é muito consumida na forma de sucos, saladas, geléias, doces, dentre outros. Este trabalho teve como objetivo avaliar a patogenicidade e agressividade de Lasiodiplodia theobromae sobre frutos de mamão. Coletou-se amostras de mamão, da Asa Norte, DF, apresentando sintomas de podridão de frutos. Foram levados ao Laboratório de Botânica da Faculdade JK - Anhanguera onde preparou-se lâminas semi-permanentes para identificação do agente etiológico. Os sinais presentes nas lesões através do método de pescagem, foram transferidos para meio de cultura batata-dextrose-ágar (BDA). Preliminarmente, utilizando literatura adequada (Sutton, 1980), identificou-se o fungo como sendo L. theobromae. Discos de micélio de colônia pura foram inoculados na região central de frutos de mamões maduros, previamente feridos. Utilizou-se 2 tratamentos (cultivares de mamão “Papaia” e “Carioca”) e três repetições totalizando seis unidades experimentais. Os frutos inoculados permaneceram sob condições de câmara úmida durante um período de seis dias. O isolados foram patogênicos a ambas as cultivares. Ocorreu reação diferencial do isolado nas cultivares estudadas, pois foi mais agressivo em frutos de mamão “Papaia” do que mamão “Carioca” aos sete dias de avaliação. A cultivar “Papaia” onde o isolado foi obtido originalmente teve menor quantidade de tecido afetado. Taxa de crescimento em mamão “Papaia” foi de 2,02 cm.dia-1, quanto que para mamão “Carioca” foi de 1,19 cm.dia-1. A doença já foi registrada no Brasil por Nakamura & Ruggiero (1981) em São Paulo, e por Queiroz et al. (1997) no Estado de Alagoas. Este é o primeiro registro de ocorrência da doença no Distrito Federal e o primeiro relato de reação diferencial em diferentes cultivares de mamoeiro.


Trabalho Apresentado no Congresso Brasileiro de Fitopatologia, Rio de Janeiro, RJ, 2009.

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