Introdução
A taxonomia dos organismos tradicionalmente estudados pela Micologia e pela Fitopatologia passou por uma transformação profunda nas últimas décadas. O desenvolvimento do sequenciamento de DNA, da filogenética multilocus, da filogenômica e da comparação de genomas modificou a compreensão das relações evolutivas entre numerosos organismos causadores de doenças de plantas. Consequentemente, diversos grupos anteriormente tratados como unidades taxonômicas amplas passaram por subdivisões, reorganizações ou mudanças de nomenclatura (HIBBETT et al., 2007; GRÄFENHAN et al., 2011; LUMBSCH; HUHNDORF, 2010). (Annual Reviews)
Essa transformação é particularmente importante porque os organismos tradicionalmente chamados de "fungos fitopatogênicos" não constituem necessariamente uma única linhagem evolutiva. Os fungos verdadeiros pertencem ao Reino Fungi, enquanto organismos de grande importância para a Fitopatologia, como Phytophthora, Pythium, Peronospora e Plasmopara, pertencem aos Oomycota, um grupo distinto dos fungos verdadeiros. Apesar dessa diferença evolutiva, os organismos tratados como fungos são abrangidos pelas regras específicas do Código Internacional de Nomenclatura para Algas, Fungos e Plantas (TURLAND et al., 2025). (IAPT)
A mudança mais importante, portanto, não consiste simplesmente na substituição de nomes antigos por nomes novos. O que ocorreu foi uma transformação nos critérios utilizados para reconhecer e delimitar espécies. Características morfológicas continuam importantes, mas passaram a ser analisadas conjuntamente com dados moleculares, filogenéticos, ecológicos, fisiológicos e, em muitos grupos, genômicos (HIBBETT et al., 2007; HAWKSWORTH et al., 2015). (Annual Reviews)
Fungos verdadeiros e oomicetos: uma distinção fundamental
Os fungos verdadeiros pertencem ao Reino Fungi e incluem numerosos agentes de doenças de plantas, como espécies de Fusarium, Colletotrichum, Alternaria, Botrytis, Sclerotinia, Puccinia e Ustilago. Esses grupos apresentam características celulares, bioquímicas e evolutivas próprias dos fungos e estão distribuídos principalmente entre filos como Ascomycota e Basidiomycota (HIBBETT et al., 2007). (Annual Reviews)
Os oomicetos, por outro lado, apresentam características que historicamente levaram à sua associação com os fungos, como crescimento filamentoso, produção de esporos e participação em processos semelhantes de infecção vegetal. Entretanto, estudos filogenéticos demonstraram que eles pertencem a uma linhagem distinta, relacionada aos Stramenopila. Entre os principais gêneros fitopatogênicos encontram-se Phytophthora, Pythium, Globisporangium, Phytopythium, Peronospora, Plasmopara e Pseudoperonospora (WANG; GOVERS; WANG, 2026). (Nature)
Essa distinção é importante porque a semelhança morfológica entre fungos e oomicetos representa um caso clássico de convergência evolutiva. Assim, embora os dois grupos sejam estudados conjuntamente em muitas disciplinas de Fitopatologia, não devem ser tratados como pertencentes ao mesmo grupo taxonômico (WANG; GOVERS; WANG, 2026). (Nature)
Da morfologia à filogenia molecular
Durante grande parte da história da Fitopatologia, a identificação dos fungos foi baseada principalmente em características morfológicas, como forma e dimensão dos esporos, estruturas reprodutivas, septação das hifas, características das colônias e estruturas especializadas. Esses caracteres continuam importantes, especialmente quando associados a informações ecológicas e epidemiológicas, mas podem apresentar limitações quando espécies próximas são morfologicamente semelhantes (HAWKSWORTH et al., 2015). (Annual Reviews)
A introdução das técnicas de biologia molecular permitiu incorporar informações diretamente relacionadas ao material genético dos organismos. O sequenciamento de regiões como o ITS, associado a outros marcadores, tornou-se uma ferramenta fundamental para identificação e filogenia de fungos, embora a resolução do ITS varie consideravelmente entre os diferentes grupos taxonômicos (SCHOCH et al., 2012; NILSSON et al., 2019). (Annual Reviews)
Em grupos taxonomicamente complexos, a utilização de múltiplos genes pode ser necessária para distinguir espécies estreitamente relacionadas. Dessa forma, métodos como filogenia multilocus, análise de genes ortólogos e filogenômica passaram a complementar ou, em determinados grupos, superar a resolução obtida por um único marcador molecular (HAWKSWORTH et al., 2015). (Annual Reviews)
O princípio "One Fungus, One Name"
Uma das mudanças mais importantes na nomenclatura micológica ocorreu com o abandono do sistema que permitia nomes independentes para diferentes estados morfológicos de um mesmo fungo. Historicamente, o estado sexual era denominado teleomorfo e o estado assexual, anamorfo, podendo cada fase receber um nome científico diferente. Essa situação produzia dificuldades consideráveis para a comunicação científica e para a identificação dos agentes etiológicos (HAWKSWORTH, 2011; HAWKSWORTH et al., 2015). (Annual Reviews)
A partir das decisões tomadas no Congresso Internacional de Botânica de Melbourne, em 2011, foi adotado o princípio de um fungo, um nome, eliminando a possibilidade de manter dois nomes independentes para diferentes morfos de uma mesma espécie. Essa mudança teve grande impacto em gêneros de importância fitopatológica, nos quais os nomes de estados anamórficos e teleomórficos eram utilizados paralelamente (HAWKSWORTH, 2011). (Annual Reviews)
A consequência prática foi a necessidade de revisar numerosos nomes utilizados tradicionalmente em Fitopatologia. O processo de escolha do nome apropriado passou a considerar princípios de prioridade, tipificação, filogenia e conservação ou rejeição de determinados nomes, conforme estabelecido pelo Código Internacional de Nomenclatura (TURLAND et al., 2025). (IAPT)
O caso de Fusarium
O gênero Fusarium representa um dos exemplos mais importantes da transformação taxonômica dos fungos fitopatogênicos. Durante décadas, determinados estados sexuais associados a espécies de Fusarium foram classificados em gêneros diferentes, como Gibberella, o que refletia a antiga possibilidade de utilização de nomes independentes para diferentes estados do ciclo de vida (HAWKSWORTH, 2011). (Annual Reviews)
Com a adoção do princípio "One Fungus, One Name", a nomenclatura passou a utilizar um único nome para cada espécie, exigindo a revisão de numerosas combinações tradicionalmente empregadas na literatura fitopatológica. A mudança foi acompanhada pelo desenvolvimento de filogenias moleculares que também revelaram uma diversidade muito maior dentro de grupos tradicionalmente tratados como Fusarium (HAWKSWORTH et al., 2015). (Annual Reviews)
O chamado complexo Fusarium solani é um exemplo particularmente importante. Estudos filogenéticos demonstraram que o agrupamento tradicional abrangia diversas linhagens e espécies, e parte dessa diversidade passou a ser tratada no gênero Neocosmospora, de acordo com o conceito taxonômico adotado para o grupo (SANDOVAL-DENIS; CANO-LIRA, 2019). (Annual Reviews)
Essa situação demonstra por que o nome encontrado em um artigo antigo não deve ser automaticamente interpretado como equivalente ao nome atualmente aceito. Para recuperar corretamente a literatura científica, é necessário conhecer os sinônimos e as combinações nomenclaturais históricas associadas ao organismo estudado (HAWKSWORTH et al., 2015). (Annual Reviews)
Fusarium oxysporum: um complexo de espécies
Outro exemplo relevante é o complexo de espécies associado a Fusarium oxysporum. Durante muito tempo, diversos isolados fitopatogênicos foram reunidos em uma espécie extremamente ampla, muitas vezes diferenciados por formas especiais, raças ou hospedeiros (MARYANI et al., 2019). (Annual Reviews)
O desenvolvimento da filogenia molecular demonstrou que o complexo contém uma diversidade genética considerável e que diferentes linhagens podem apresentar histórias evolutivas distintas. Como consequência, estudos recentes passaram a reconhecer espécies distintas dentro de grupos anteriormente reunidos sob o nome F. oxysporum (MARYANI et al., 2019). (Annual Reviews)
Um exemplo importante é o agente associado à doença de Panamá da bananeira. Estudos filogenéticos e morfológicos contribuíram para o reconhecimento de Fusarium odoratissimum entre os grupos associados à doença de Panamá, incluindo isolados relacionados à denominada raça tropical 4 (TR4) (MARYANI et al., 2019). (Annual Reviews)
Esse exemplo demonstra a necessidade de separar conceitos como espécie, forma especial, raça fisiológica e linhagem. Uma raça fisiológica ou forma especial é uma categoria relacionada à biologia da interação patógeno–hospedeiro e não deve ser automaticamente interpretada como equivalente a uma espécie taxonômica (MARYANI et al., 2019). (Annual Reviews)
O caso de Colletotrichum
O gênero Colletotrichum constitui outro exemplo clássico da revolução provocada pela taxonomia molecular. Muitas espécies tradicionalmente identificadas com base em características morfológicas e hospedeiro revelaram-se complexos constituídos por múltiplas espécies filogeneticamente relacionadas (CANNON et al., 2012; HYDE et al., 2014). (Annual Reviews)
Entre os grupos mais importantes encontram-se os complexos de espécies Colletotrichum gloeosporioides, C. acutatum, C. truncatum e C. boninense. Dentro desses complexos, espécies diferentes podem apresentar elevada similaridade morfológica, tornando a identificação baseada exclusivamente em caracteres fenotípicos particularmente difícil (HYDE et al., 2014). (Annual Reviews)
A utilização de sequências associadas a espécimes-tipo tornou-se especialmente importante nesse contexto. Kennedy et al. (2022) demonstraram que sequências de referência corretamente associadas a material-tipo são essenciais para a identificação molecular confiável de espécies de Colletotrichum e para aplicações relacionadas à proteção de plantas. (Annual Reviews)
Por isso, uma sequência de ITS que apresente elevada similaridade com uma sequência depositada em um banco de dados não deve, isoladamente, ser interpretada como prova definitiva da identidade específica de um isolado. A confiabilidade depende da qualidade da sequência, da procedência do material de referência, da cobertura taxonômica e, quando necessário, da utilização de outros marcadores e análises filogenéticas (KENNEDY et al., 2022). (Annual Reviews)
O caso de Pythium
Entre os oomicetos, Pythium representa um dos exemplos mais expressivos de reorganização taxonômica. O gênero tradicionalmente reunia um grande número de espécies associadas a podridões radiculares, tombamento de plântulas, doenças de sementes e outros problemas agrícolas, mas análises filogenéticas demonstraram que o agrupamento era muito heterogêneo (LÉVESQUE; DE COCK, 2004). (Nature)
O desenvolvimento de filogenias moleculares levou à reorganização de grupos anteriormente tratados como Pythium e à utilização de gêneros como Globisporangium e Phytopythium. Essa reorganização modificou diversos nomes encontrados em trabalhos de Fitopatologia publicados antes da consolidação da taxonomia molecular dos oomicetos (LÉVESQUE; DE COCK, 2004). (Nature)
Assim, espécies anteriormente identificadas como Pythium podem atualmente pertencer a outros gêneros, dependendo do grupo taxonômico considerado. Essa mudança demonstra que o nome de um gênero encontrado em literatura histórica deve ser interpretado dentro do contexto taxonômico vigente no momento em que o trabalho foi publicado (LÉVESQUE; DE COCK, 2004). (Nature)
Phytophthora: uma taxonomia em expansão
O gênero Phytophthora possui importância central para a Fitopatologia por incluir agentes de doenças economicamente relevantes, como P. infestans, P. sojae, P. capsici, P. palmivora e P. nicotianae. A expansão do sequenciamento e das análises filogenéticas aumentou consideravelmente o conhecimento sobre a diversidade desse gênero (ABAD et al., 2023). (Nature)
Abad et al. (2023) realizaram uma revisão abrangente da taxonomia de Phytophthora, integrando características morfológicas e dados moleculares, além de revisar materiais-tipo e referências utilizadas para identificação das espécies. O trabalho representa uma importante tentativa de estabelecer uma estrutura taxonômica mais robusta para um dos grupos de maior importância fitopatológica (ABAD et al., 2023). (Nature)
A utilização de sequências associadas a materiais-tipo ou outros materiais nomenclaturalmente vinculados à espécie é particularmente importante para Phytophthora. Comparar um isolado desconhecido com uma sequência arbitrariamente depositada em um banco de dados pode produzir identificações incorretas quando o registro de referência estiver mal identificado ou representar um conceito taxonômico diferente (ABAD et al., 2023). (Nature)
Os míldios e a revisão das relações filogenéticas
Os agentes dos míldios pertencem aos Oomycota e incluem gêneros como Peronospora, Plasmopara, Pseudoperonospora, Bremia e Hyaloperonospora. A taxonomia desses organismos também foi profundamente modificada pela utilização de dados moleculares, que revelaram relações evolutivas nem sempre correspondentes às classificações morfológicas tradicionais (THINES; CHOI, 2016). (Nature)
A especificidade de hospedeiro também possui papel importante na interpretação desses grupos. Estudos filogenéticos demonstraram que organismos morfologicamente semelhantes podem apresentar diferenças relevantes em suas relações evolutivas e em sua associação com determinados hospedeiros, contribuindo para o reconhecimento de espécies e linhagens distintas (THINES; CHOI, 2016). (Nature)
O caso dos míldios demonstra, portanto, que características como hospedeiro, morfologia e sintomas continuam relevantes, mas não devem ser utilizadas isoladamente para estabelecer a identidade taxonômica de uma espécie. A integração de dados morfológicos e moleculares proporciona uma base mais robusta para a classificação desses organismos (THINES; CHOI, 2016). (Nature)
O novo Madrid Code
Uma atualização importante para a nomenclatura de fungos ocorreu em 2025 com a publicação do Madrid Code, atualmente a edição vigente do International Code of Nomenclature for algae, fungi, and plants. O Código foi publicado em 21 de julho de 2025 e substituiu o Shenzhen Code de 2018, incorporando as decisões do XX Congresso Internacional de Botânica realizado em Madrid em 2024 (TURLAND et al., 2025). (IAPT)
O Código estabelece as regras internacionais para a nomenclatura dos organismos abrangidos por seu escopo. No caso dos organismos tratados como fungos, existe ainda um capítulo específico, denominado Chapter F, cuja versão atual foi atualizada no Congresso Internacional de Micologia realizado em Maastricht em 2024 (TURLAND et al., 2025). (IAPT)
É importante destacar que o fato de os oomicetos serem contemplados no sistema de nomenclatura associado ao Código não significa que eles sejam classificados evolutivamente como fungos verdadeiros. A nomenclatura e a classificação filogenética são conceitos relacionados, mas não equivalentes (TURLAND et al., 2025; WANG; GOVERS; WANG, 2026). (IAPT)
Por que essas mudanças são importantes para o diagnóstico fitopatológico?
A atualização taxonômica possui consequências práticas para laboratórios de diagnóstico. Alterações de gênero ou espécie podem modificar a interpretação de resultados de sequenciamento, a escolha de sequências de referência, a construção de bancos de dados e a recuperação da literatura científica associada a determinado patógeno (HAWKSWORTH et al., 2015; KENNEDY et al., 2022). (Annual Reviews)
Em um diagnóstico molecular, por exemplo, não é suficiente obter uma sequência e realizar uma busca de similaridade. É necessário avaliar a qualidade da sequência, a identidade taxonômica das referências utilizadas, a associação das sequências aos materiais-tipo e a posição do isolado em uma filogenia adequada ao grupo estudado (KENNEDY et al., 2022; ABAD et al., 2023). (Nature)
Uma abordagem contemporânea pode ser representada pela sequência sintoma → hospedeiro → observação microscópica → isolamento → caracterização morfológica → extração de DNA → marcador molecular apropriado → comparação com referências confiáveis → filogenia → consulta à nomenclatura atual. A integração dessas etapas reduz o risco de atribuir um nome taxonômico inadequado ao organismo diagnosticado (HAWKSWORTH et al., 2015; ABAD et al., 2023). (Nature)
Como interpretar nomes antigos?
A existência de nomes históricos diferentes para um mesmo organismo é uma consequência natural da evolução da taxonomia. Um artigo antigo pode utilizar um nome que posteriormente foi transferido para outro gênero, considerado sinônimo ou substituído após a revisão do conceito da espécie (HAWKSWORTH et al., 2015). (Annual Reviews)
Por essa razão, a leitura da literatura fitopatológica exige atenção aos sinônimos taxonômicos. Ao encontrar um nome antigo, o pesquisador deve verificar sua situação nomenclatural atual e, quando necessário, utilizar simultaneamente o nome histórico e o nome atualmente aceito para recuperar adequadamente a literatura científica (TURLAND et al., 2025). (IAPT)
Bases de dados taxonômicas
A utilização de bases de dados especializadas tornou-se fundamental para acompanhar as mudanças taxonômicas. Para fungos, recursos como MycoBank, Index Fungorum, Species Fungorum e UNITE fornecem informações complementares sobre nomenclatura, espécies, sinônimos e sequências utilizadas na identificação molecular (HAWKSWORTH et al., 2015). (Annual Reviews)
Para os oomicetos, especialmente Phytophthora, bases e recursos especializados são igualmente importantes, pois permitem relacionar nomes taxonômicos a isolados, sequências, materiais-tipo e estudos filogenéticos. A revisão de Abad et al. (2023) destaca justamente a importância de referências moleculares confiáveis para a identificação das espécies de Phytophthora (ABAD et al., 2023). (Nature)
Considerações finais
As mudanças na taxonomia dos fungos e oomicetos fitopatogênicos representam uma transformação científica muito mais profunda do que uma simples alteração de nomes. Elas refletem a incorporação de novas evidências evolutivas, principalmente provenientes da biologia molecular, da filogenética multilocus e da filogenômica (HAWKSWORTH et al., 2015; TURLAND et al., 2025). (Annual Reviews)
Os exemplos de Fusarium, Colletotrichum, Pythium, Phytophthora e dos míldios demonstram que grupos tradicionalmente definidos com base em morfologia, hospedeiro ou características fisiológicas podem apresentar diversidade evolutiva muito maior do que aquela reconhecida originalmente (ABAD et al., 2023; KENNEDY et al., 2022; THINES; CHOI, 2016). (Nature)
Para a Fitopatologia moderna, a identificação de um agente etiológico deve, portanto, ser acompanhada da verificação de seu posicionamento taxonômico atual. Isso exige integração entre características morfológicas, informações sobre o hospedeiro, dados moleculares, filogenia e consulta a fontes nomenclaturais atualizadas (HAWKSWORTH et al., 2015; ABAD et al., 2023). (Nature)
A principal mudança de paradigma pode ser resumida da seguinte maneira: não basta mais perguntar qual é o nome tradicional do patógeno; é necessário determinar qual conceito taxonômico é atualmente aceito, quais evidências sustentam sua identidade e quais nomes históricos devem ser considerados para interpretar corretamente a literatura científica (TURLAND et al., 2025; KENNEDY et al., 2022). (IAPT)
Referências
ABAD, Z. G. et al. Phytophthora: taxonomic and phylogenetic revision of the genus. Studies in Mycology, v. 106, p. 259–348, 2023. DOI: 10.3114/sim.2023.106.05. (Nature)
HAWKSWORTH, D. L. A new dawn for the naming of fungi: impacts of decisions made in Melbourne in July 2011 on the future publication and regulation of fungal names. IMA Fungus, v. 2, n. 2, p. 155–162, 2011. (Annual Reviews)
HAWKSWORTH, D. L. et al. Identifying and naming plant-pathogenic fungi: past, present, and future. Annual Review of Phytopathology, v. 53, p. 247–267, 2015. DOI: 10.1146/annurev-phyto-080614-120245. (Annual Reviews)
KENNEDY, A. H. et al. Publicly available and validated DNA reference sequences are critical to fungal identification and global plant protection efforts: a use-case in Colletotrichum. Plant Disease, v. 106, n. 6, p. 1573–1596, 2022. DOI: 10.1094/PDIS-09-21-2083-SR. (Annual Reviews)
LÉVESQUE, C. A.; DE COCK, A. W. A. M. Molecular phylogeny and taxonomy of the genus Pythium. Mycological Research, v. 108, n. 12, p. 1363–1383, 2004. (Nature)
MARYANI, N. et al. New endemic Fusarium species hitch-hiking with pathogenic Fusarium strains causing Panama disease in small-holder banana plots in Indonesia. Persoonia, v. 43, p. 48–69, 2019. (Annual Reviews)
SCHOCH, C. L. et al. Nuclear ribosomal internal transcribed spacer (ITS) region as a universal DNA barcode marker for Fungi. Proceedings of the National Academy of Sciences, v. 109, n. 16, p. 6241–6246, 2012. (Annual Reviews)
THINES, M.; CHOI, Y.-J. Evolution, diversity, and taxonomy of the Peronosporaceae, with focus on the genus Peronospora. Phytopathology, v. 106, n. 1, p. 6–20, 2016. DOI: 10.1094/PHYTO-05-15-0127-RVW. (Nature)
TURLAND, N. J. et al. (ed.). International Code of Nomenclature for algae, fungi, and plants (Madrid Code). Regnum Vegetabile, v. 162. [S. l.]: International Association for Plant Taxonomy; University of Chicago Press, 2025. DOI: 10.7208/chicago/9780226839479.001.0001. (IAPT)
WANG, Y.; GOVERS, F.; WANG, Y. Oomycete plant pathogens: biology, pathogenesis and emerging control strategies. Nature Reviews Microbiology, v. 24, p. 270–287, 2026. DOI: 10.1038/s41579-025-01248-w. (Nature)