quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Boletim Técnico (1-2016): ANTRACNOSE DO CHUCHU (Sechium edule) CAUSADO POR Colletotrinchum Gloeosporioides

ANTRACNOSE DO CHUCHU (Sechium edule) CAUSADO POR Colletotrinchum gloeosporioides.

Claudia Santana Dos Reis
Acadêmico do curso de Agronomia

INTRODUÇÃO

O Chuchu (Sechium edule - Cucurbitaceae) é uma hortaliça-fruto, ou seja, um vegetal da categoria dos frutos, sendo uma trepadeira herbácea estendendo-se através de gavinhas onde pode alcançar ate dez metros de comprimento, apresenta caule muito ramificado, onde pode ser encontrado nas regiões de Cerrado e Mata Atlântica, a cultura do chuchu é bastante cultivada no Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.
De acordo com IBGE (2006), a cerca de 13.792 estabelecimentos que produzem chuchu, neste mesmo ano foram produzidas 270 053 toneladas de chuchu, 267 318 toneladas foram destinas a venda.
A antracnose é uma doença muito importante não só pela sua frequência como também pelos danos causados nas culturas de chuchu, pepino, melão e melancia. A antracnose também é relatada em outras cucurbitáceas.
As plantas podem ser afetadas em qualquer estágio de seu desenvolvimento, e todos os seus órgãos são suscetíveis. As lesões se iniciam com o encharcamento do tecido, seguindo de necrose, resultando em uma mancha circular de cor parda e de centro mais claro. Em folhar mais velhas pode ocorrer coalescência, resultando em extensas áreas necrosadas. Nas hastes e no pecíolo apresentam lesões elípticas, coloração que varia de cinza a parda e sob elevada umidade. Nos frutos os sintomas são elípticos a circulares, em um estágio avançado podem ser recobertos por uma massa rosada, esse sintomas podem aparecer após a colheita.
O desenvolvimento do fitopatógenos Colletotrichum gloeosporioides é favorecido por temperaturas e umidade relativa elevadas. Os conídios são liberados e disseminados quando os acérvulos se encontram úmidos. Eles são geralmente disseminados pelo respingo das chuvas, pelo vento, por insetos, ferramentas, etc (TAVARES,2004).  Segundo Sales Junior et al. (2004) a disseminação dos esporos de C. gloeosporioides dá-se principalmente pelo vento e por respingos de chuva, estando totalmente relacionado a sua incidência com a presença de molhamento foliar. Os conídios germinam na presença de água e, após a germinação, produzem um apressório, iniciando a penetração no tecido do hospedeiro. Inicialmente, as hifas crescem deforma tanto inter como intracelular, porém, produzem pouco ou nenhum sintoma nos tecidos (TAVARES,2004). Ainda conforme o mesmo autor, o fungo sobrevive em pecíolos e folhas velhas, de onde se disseminam pela chuva ou pelo vento para as flores e frutos novos e permanecem latentes até a maturação dos frutos.  


Objetivos
            O objetivo deste boletim técnico é descrever a sintomatologia, etiologia, epidemiologia e controle da Antracnose em chuchu causado por Colletotrinchum gloeosporioides. DESENVOLVIMENTO
Hospedeiro/cultura:  Chuchu (Sechuim eduele)     
           
Família Botânica: Cucurbitaceae
Doença: Antracnose
Agente Causal (Antracnose): Colletotrinchum gloeosporioides
Local de Coleta: Urutaí, Goiás
Data de Coleta: 17 de Março de 2015
Taxonomia: Segundo Kirk e outros (2001), o fungo Colletotrichum causador da antracnose  pertence ao Reino Eumicota, Filo Ascomicota, Ordem Sordariales, Família Glomerellaceae, Gênero Glomerella (Colletotrichum), Espécie: G. cingulata (C.gloeosporioides). C. gloeosporioides (Penz) tem como telemorfo a espécie G. cingulata (Stonem.).

Sintomatologia: As plantas podem ser afetadas em qualquer estágio de seu desenvolvimento, e todos os seus órgãos são suscetíveis. Em pepino, chuchu, melão os sintomas são muito semelhantes.
As lesões se iniciam com o encharcamento do tecido, seguindo de necrose, resultando em uma mancha circular de cor parda e de centro mais claro. O diâmetro das machas pode variar de alguns milímetros a vários centímetros, podendo ou não apresentar halo amarelado. Em folhas mais velhas, constata-se coalescência de manchas, resultando em extensas áreas necrosadas. Nas hastes e no pecíolo, as lesões são elípticas, deprimidas, de coloração variável de cinza a parda e, sob elevada umidade, podem apresentar-se recobertas de massa rosada, constituída de esporos do fungo. Nos frutos os sintomas são elípticos a circulares, deprimidos e, num estágio mais avançado recoberto por uma massa rosada. Estes sintomas podem aparecer após a colheita (KUROZAWA et al., 2005).
As colônias de C. gloeosporioides são variáveis, de cinza claro a cinza escuro, com micélio aéreo. Os conídios são formados em massas de cor salmão, são retos, cilíndricos, de ápice obtuso, base truncada e dimensões de 12–17 x 3,5–6  mm.  Esta espécie é muito heterogênea em meio de cultura, especialmente quanto às características miceliais (TAVARES,2004).
O fungo produz acérvulos, mais facilmente visíveis nos frutos, onde apresentam coloração preta. Em ambiente de elevada umidade os acérvulos formam uma massa de esporos e quase sempre contêm setas pretas. Nas folhas os acérvulos são formados nas nervuras, principalmente na face inferior, mas são dificilmente visíveis a olho nú.       
Etiologia (Sinais): Colletotrinchum gloeosporioides ele apresenta fase teleomorfa sendo chamadas de Glomerela cingulata apresenta mais de 600 sinonímias de nome pertencente ao gênero Colletotrinchum de acordo com Asmiler Miler 1954. Esse grupo de espécies ele ocorre nos trópicos e sub trópicos espalhados pelo mundo, são reconhecidos nove formas de espécies pertencentes ao gênero Colletotrinchum, à provavelmente vários complexos de espécies em que podem ser diferenciados pelas combinações de características culturais, pela morfologia, circulo de hospedeiro e patogenicidade. Ele compreende os tratamentos modernos de espécies que reconhece e reverenciam a descrição utilizando dados de patogenicidade contendo ilustrações da forma perfeita e imperfeita. (SUTTON, 1980)
Essa espécie de C. gloeosporioides diferencia-se dos demais, ele apresenta um excesso de variação morfológica, por isso ele é considerado um complexo. Mas em geral os conídios são retos, obtusos no ápice, e apresentam 9x24 micrômetros de comprimento por 3x4 micrômetros de largura, seu apressórios são de 6x20 micrômetros de comprimento por 4x12 de largura, os apressórios podem ser clavados ou irregular e algumas vezes apresentam uma forma complexa. (SUTTON, 1980)

Epidemiologia: A antracnose causada por C. gloeosporioides é um fungo fitopatogênico que ataca diversas espécies. Dessa forma foram estudadas diversas formas de controle da doença para a prevenção e/ou manutenção da produtividade das culturas atacadas. Sendo o enfoque na cultura deste trabalho o chuchu. Visto que deve ser feito um manejo utilizando mais de uma forma de controle, para maior eficiência.
O desenvolvimento do C. gloeosporioides é favorecido por temperaturas e umidade relativa  elevadas. Os conídios são liberados e disseminados quando os acérvulos se encontram úmidos. Eles são geralmente disseminados pelo respingo das chuvas, pelo vento, por insetos, ferramentas, etc (TAVARES, 2004).  Segundo Sales Junior et al. (2004) a disseminação dos esporos de C. gloeosporioides dá-se principalmente pelo vento e por respingos de chuva, estando totalmente relacionado a sua incidência com a presença de molhamento foliar. Os conídios germinam na presença de água e, após a germinação, produzem um apressório, iniciando a penetração no tecido do hospedeiro. Inicialmente, as hifas crescem deforma tanto inter como intracelular, porém, produzem pouco ou nenhum sintoma nos tecidos (TAVARES, 2004). Ainda conforme o mesmo autor, o fungo sobrevive em pecíolos e folhas velhas, de onde se disseminam pela chuva ou pelo vento para as flores e frutos novos e permanecem latentes até a maturação dos frutos.  

Controle:

Não existe trabalhos relacionados os controle físico na cultura do chuchu. Não existem trabalhos relacionados ao controle ao controle biológico na cultura do chuchu. No controle genético usa-se o emprego de variedade ou híbridos resistentes ao ataque do patógeno Colletotrichum gloeosporioides. (KUROZAWA etal., 2005)
A utilização de sementes sadias, a destruição das plantas infectadas e de outras cucurbitáceas. E outro controle cultural muito utilizado é a rotação de cultura e dói a três anos. Nos cultivos em estufas plásticas, deve-se fazer manejo ambiental através do controle de irrigação, abertura e fechamento das laterais da estufa e ventilação interna (KUROZAWA et al., 2005).

LITERATURA CITADA:

 AGRIOS, G.N. Plant Pathology. 4a Ed., New York:Academic Press. 1997. 606p.
BARBOSA, H. R.; TORRES, B.B. Microbiologia Básica. São Paulo:Ateneu, 1999. 196p.
BERGAMIN FILHO, A.; KIMATI, H.; AMORIM, L. Manual de Fitopatologia: princípios e conceitos. 3a Ed., Vol. I, São Paulo: Editora Agronômica Ceres Ltda, 1995.
BLUM, L.E.B., CARES, J.E.; UESUGI, C.H. Fitopatologia o estudo das doenças de plantas. 2ª. Tiragem, Brasília:Editora Otimismo, 2006.
CARDOSO, E.J.B.N.; TSAI, S.M.; NEVES, M.C.P. Microbiologia do solo. Campinas: SBCS, 1992.
CENARGEN, Centro Nacional de Recursos Genéticos e Biotecnologia. Disponível em: http://pragamall.cenargen.embrapa.br/aiqweb/michtml/  fgbanco01.asp. Acessado em junho de 2014.
FARR, D.F., ROSSMAN, A.Y., SBML Systematic Botany of Mycological Resources. Disponível em: , Acesso em 24 de abril de 2014.
HUNGRIA, M.; ARAUJO, R.S. Manual de métodos empregados em estudo de microbiologia agrícola. Brasília: Embrapa-CNPAF/Embrapa-CNPSO/Embrapa-SPI, 1994. 542p.
INDEX FUNGORUM. Índice de informações taxonômicas dos fungos. Disponível em: . Acesso em 24 de abril de 2012.
KUROZAWA, C., PAVAN, M.A e REZENDE, J.A.M. Doenças das curcubitáceas (abobora, abobrinha, chuchu, melancia, melão moranga e pepino), In: KIMATI, H., AMORIM, L., REZENDE, J.A.M., BERGAMIN FILHO, A., CAMARGO, L.E.A., Manual de Fitopatologia vol. 2 Doenças das plantas cultivadas, Editora Agronômica Ceres, São Paulo, SP, 2007.
SUTTON, B.C., The Coelamycetes, fungi imperfecti with pycnidia, acervuli and stromata, Com Monwealth Micological Institute, Kew Surrey, England 1980. 

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