segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Resumo Publicados no Congresso Paulista de Fitopatologia 2010. Ituverava, SP.


PATOGENICIDADE DE Colletotrichum gloeosporioides EM CULTIVARES DE UVA / Patogenicity by Colletotrichum gloeosporioides on grape cultivars. GUIMARAES, G.R.1, MARQUES, P.W.L.1, DEMO, C.2, PAZ LIMA, M.L.1,1Instituto Federal Goiano campus Urutaí. CEP 75790-000, Urutaí, GO, 2UnB, Departamento de Biologia Animal, CEP 70910-900, Brasília, DF. E-mail: fitolima@gmail.com.

As manchas foliares em plantas possuem uma infinidade de agentes etiológicos. Os fungos causadores de antracnoses, além de ocasionar podridões pós-colheita, também são importantes agentes causais de doenças do tipo tombamentos e necroses lesionais. O objetivo deste trabalho é caracterizar e identificar um isolado de Colletotrichum sp. oriundo de folhas de uva (Vitis vinifera) do DF. Coletou-se folhas de uva apresentado sintomas de manchas foliares na cidade de Brasília, DF. Estas amostras foram submetidas a assepsia superficial, e logo fez-se isolamento utilizando a técnica de “fragmentos de tecido”. A indução da formação de apressórios foi realizada utilizando meio Agar-água (AA). O teste de patogenicidade foi realizado utilizando folhas jovens e maduras e frutos pertencentes às cultivares Rosada, Izabel, Niágara, Itália, Rubi e Thompson. Inoculou-se discos de micélio em folhas com ferimento e sem ferimento utilizando o método de folhas destacadas. Lâminas semi-permanentes foram realizadas para caracterização do isolado. O procedimento de re-isolamento confirmou a patogenicidade para todas as cultivares analisadas com ferimento.  Não houve reação diferenciada quanto à inoculação em folhas maduras e jovens. Em nenhum dos ensaios foi observado infecção dos frutos analisados. O fungo foi identificado como sendo C. gloesporioides utilizando a chave de classificação de SUTTON (1980).


MANCHA FOLIAR DE Phomopsis sp. EM FOLHAS DE AZALÉIA (Rhododendron simsii) / Leaves spots by Phomopsis sp. infecting by Rhododendron simsii.  COSTA, E.D.E.1, SALES, A.M.2, DEMO, C.3,  MARQUES, P.W.L.1, PAZ LIMA, M.L.1, 1Instituto Federal Goiano campus Urutaí. CEP 75790-000, Urutaí, GO, 2Universidade Estadual de Goiás, Ipameri, GO, 3UnB, Departamento de Biologia Animal, CEP 70910-900, Brasília, DF. E-mail: fitolima@gmail.com.

Existem registrados três espécies de Phomopsis sp. incidentes em várias espécies de Rhododendrom sp. no mundo.  O objetivo deste trabalho é caracterizar e identificar a espécie de Phomopsis sp. oriundo de folhas de azaléia.  Foram coletadas amostras apresentando sintoma de mancha em plantas de azaléia no Jardim Botânico no Rio de Janeiro, RJ. No Laboratório de Microbiologia do IFG as amostras foram submetidas à assepsia superficial, e aplicou-se isolamento via “fragmento de tecido”. Com auxílio de um microscópio estereoscópico, lâminas semi-permanentes foram preparadas. As lesões e as estruturas fúngicas foram mensuradas e foto documentadas. As folhas apresentavam lesões de coloração marron escuras com halos cloróticos, esféricas a oblongas, o diâmetro foi de 5-(4,1)-12 mm. Observou-se a formação de picnídios escuros, com ostíolo em forma de pêra. Os conidióforos eram ramificados e septados, filiformes, hialinos. As células conidiogênicas eram enteroblásticas, fialídicas, determinadas, integradas. Os conídios observados eram de dois tipos: α-conídio hialino, fusiforme, reto, usualmente bigutulado, uma gútula em cada célula terminal, amerosseptado, e possui as dimensões de 15.7-(12.1)-10.2 x 7-9 µm; e o β-conídio hialino, filiforme, reto ou curvado e suas dimensões são de 63.3-(54.3)-31.7 x 6.4-(4.6)-3.0 µm.  Associado a Rhododendron spp. não foi registrado nenhuma espécie de coelomicetos por SUTTON (1980), sendo este o primeiro registro de ocorrência de Phomopsis sp. infectando azaléia no Brasil.


FERRUGEM BRANCA (Albugo spp.) INCIDENTE  EM PLANTAS INVASORAS NO CENTRO-OESTE / White rust (Albugo spp.) incident in weed plants in west center. TOBIAS, A.C.1; CARNEIRO, S.G.1; GUIMARÃES, G.R.1; MARQUES, P.W.L.1, DEMO, D.C.2; PAZ-LIMA, ML1; 1Instituto Federal Goiano campus Urutaí, CEP 75790-000, Urutaí, GO, 2Universidade de Brasília, Departamento de Biologia Animal, CEP 70910-900, Brasília, DF. E-mail: fitolima@gmail.com.


Espécies de Albugo spp. (Albuginaceae) são bastante incidentes em plantas daninhas e podem ocasionar lesões pustulares e pulverulentas ocasionando doenças denominadas de ferrugens brancas. O objetivo deste trabalho é identificar e caracterizar o Albugo spp. incidentes em folhas de corda-de-viola, jetirana, beldroega e caruru. No último trimestre de 2009, coletou-se amostras de plantas apresentando sintomas de ferrugem branca em jetirana (Merremia aegyptia), Caruru (Amaranthus deflexus), beldroega (Talinum sp.), coletadas na cidade de Urutaí, GO e na cidade de Planaltina, DF coletou-se amostras de corda-de-viola (Ipomoea heterophylla). Foram enviadas para análise e identificação no Laboratório de Microbiologia. Preparou-se lâminas pelo método de “pescagem direta” e corte histológico para estudos no microscópio estereoscópico e ótico (MO). Os sintomas observados resumem-se ao aparecimento de pequenas manchas amareladas na face adaxial sendo detectado na face abaxial rompimento da epiderme e elevada pulverulência.  Em MO observou-se micélio contínuo e bem ramificado, que coloniza os tecidos do hospedeiro, emitindo grande número de haustórios para o interior das células parasitadas. Os esporângios possuem as amplitudes de 18,3-29,9 x 24,9-38,2 µm e apresentaram coloração hialina, de parede espessa, globosos e cantenulados. As espécies identificadas foram em jequitirana e corda-de-viola - A. ipomoea-panduratae, caruru - Albugo bliti (caruru) e Albugo sp. em Talinum sp. Somente em Talinum sp. não foi registrado ocorrência de Albugo sp. sendo este o primeiro registro de ocorrência no Centro-Oeste. 

Oidiopsis haplophylli INFECTANDO FOLHAS DE PEGA-PEGA (Desmodium adscendens) / Occurence Oidiopsis haplophylli infecting leaves of Desmodium adscendens. SALES, A.M.2, LARA JR., J.M.1, MARQUES, P.W.L.1, DEMO, C.3, PAZ LIMA, M.L.1, 1Instituto Federal Goiano campus Urutaí, IFG, CEP 75790-000, Urutaí, GO, 2Universidade Estadual de Goiás, UEG,  CEP 75780-000, Ipameri, GO, 3UnB, Departamento de Biologia Animal, CEP 70910-900, Brasília, DF. E-mail: fitolima@gmail.com.

O fungo Oidiopsis haplophylli representa um endoparasita classicamente incidente em condições especiais de ambiente promovidas pelo cultivo protegido. Este patógeno possui um amplo ciclo de hospedeiros e a descoberta de novos hospedeiros representa uma importante informação epidemiológica. O objetivo deste trabalho é identificar e registrar a ocorrência de O. haplophylli incidente na invasora conhecida como pega-pega. No Laboratório de Microbiologia do campus do IFG amostras de folhas apresentando sintomas foram analisadas. Os sinais de oídio foram coletados em microscópio estereoscópico e preparou-se lâminas semi-permanentes pelo método de “pescagem direta” e cortes histológicos foram realizados. Inoculou-se suspensões de esporos em meio ágar-água (AA) com objetivo de indução a formação do tubo de germinação. Microfotografias foram realizadas nas amostras analisadas. Em microscópio ótico caracterizou-se morfológica e morfométricamente o isolado sendo identificado como sendo O. haplophylli. Nesta hospedeira, este é o primeiro registro de ocorrência no Brasil, desta espécie de oídio bastante freqüente e devastador nos cultivos protegidos de muitas hortaliças.


LEVANTAMENTO DE DOENÇAS EM PLANTAS NO campus DO IFG / Occurence of plant disease by IFG campi. CARNEIRO, S.G.1, TOBIAS, A.C.1, COSTA, E.D.E.1, GUIMARÃES, G.R.1, ROSA, F.O.1, LARA JR., J.M.1, DEMO, C.3, MARQUES, P.W.L.1, SOUZA, E.S.C3, SALES, A.M.2, PAZ LIMA, M.L.1, 1Instituto Federal Goiano campus Urutaí, UFG, CEP 75790-000, Urutaí, GO, 2Universidade Estadual de Goiás, UFG, Ipameri, GO, 3UnB, Departamento de Biologia Animal, CEP 70910-900, Brasília, DF. E-mail: fitolima@gmail.com.

O objetivo deste trabalho é relatar a ocorrência das doenças em plantas em diversos hospedeiros, no campus do IFG. Amostras foram levadas para o Laboratório de Microbiologia do IFG. Estas foram registradas e analisadas em microscópio estereoscópico. As amostras que não apresentaram sinais visíveis foram submetidas a condições de câmara úmida e para as amostras que apresentaram sinais visíveis, preparou-se lâminas semi-permanentes para estudos de identificação. Outros tipos de métodos de diagnose como o caso de detecção de bactérias, vírus e nematóides, não foram aplicados devido baixa incidência entre as amostras analisadas, assim aplicou-se a diagnose indireta. Das 23 famílias botânicas analisadas a maior incidência foi para Malvaceae (12 %), Anacardiaceae (12%), Asteraceae (9%) e Euphorbiaceae (9 %). As doenças mais incidentes das amostras diagnosticas foram ferrugens (23 %), manchas foliares (17 %), cercosporioses (12 %) e oídios (12 %). Os gêneros de patógenos mais incidentes foram Colletotrichum sp., Oidium sp., Puccinia sp. e Cercospora sp. Levantamentos de doenças e a evidenciação de agentes etiológicos são atividades de grande relevância, pois permitem o estabelecimento de adequadas estratégias de medida de controle e reconhecimento de novas relações patógeno-hospedeiro.


INCIDÊNCIA MANCHAS FOLIARES NA CULTURA DA UVA RECEBIDAS NA CLÍNICA FITOPATOLÓGICA DO IFG / Incidence by leaves spots on grapes received on Plant Diseases Clinic of IFG. LARA JR., J.M.1; SALES, T.T.3; GUIMARÃES, G.R.1, PEGORIN, A.L.A.3; MARQUES, P.W.L.1; DEMO, C.2; PAZ LIMA, M.L.1; 1Instituto Federal Goiano campus Urutaí (IFG), CEP 75790-000, Urutaí, GO, 2Universidade de Brasília, Departamento de Biologia Animal, CEP 70910-900, Brasília, DF. 3Faculdades JK-Anhanguera, CEP 72030-700, Taguatinga, DF; E-mail: fitolima@gmail.com.

O cultivo de uvas no mundo ocorre primariamente no hemisfério norte, especialmente nas zonas temperadas da Ásia, América do Norte, América Central, Nordeste da América do Sul e Costa Andina. O objetivo deste trabalho foi ressaltar a incidência de doenças foliares em amostras recebidas na Clínica Fitopatológica do IFG. Amostras de folhas de uva foram analisadas no Lab. de Microbiologia. Estas foram coletadas na Asa Norte e Taguatinga, DF e Urutaí, GO. As amostras foram analisadas em microscópio estereoscópico e microscópio ótico (MO). Realizou-se cortes a mão livre e fez-se registros macro e microfotográficos. As doenças e seus agentes etiológicos foram identificados como: ferrugem (Phakopsora euvitis - Urutaí), mancha angular (Colletotrichum gloeosporioides - Asa Norte; Phaeoisariopsis vitis -Taguatinga) e míldio (Plasmopara viticola – Urutaí e Asa Norte). PEARSON e GOHEEN (1988), em “Compendium of grape Diseases”, apontaram que das 35 doenças de importância fitopatogênica para a cultura da uva, P. vitis não foi relacionado e descrito, nem como doença de pouca relevância, e dado a elevada incidência nas amostras identificadas, este trabalho representa um alerta quanto a expansão epidemiológica deste agente causal. É evidente que o míldio da videira representa uma das doenças mais freqüentes e devastadoras da viticultura mundial e outros agentes causais de sintomas lesionais foliares podem potencializar o rendimento pelo surgimento de novos patógenos até então de incidência reduzida nos parreirais brasileiros, como P. vitis e C. gloeosporioides.


FASE SEXUAL E ASSEXUAL DE FERRUGEM DE ERVA-DE-SANTA-LUZIA (Chamaesyce hirta-Euphorbiae) / Occurence of assexual and sexual state by rust Chamaesyce hirta. MARQUES, P.W.L.1, GUIMARÃES, G.R.1, LARA JR., J.M.1, DEMO, C.3, SALES, A.M.2, PAZ LIMA, M.L.1, 1Instituto Federal Goiano (IFG)  campus Urutaí. CEP 75790-000, Urutaí, GO, 2Universidade Estadual de Goiás, Ipameri, GO, 3UnB, Departamento de Biologia Animal, CEP 70910-900, Brasília, DF. E-mail: fitolima@gmail.com.

A erva-de-santa-luzia representa uma planta daninha medianamente freqüente, ocorrendo geralmente em lavouras perenes, jardins, hortas, pátios e fendas de calçadas. É uma hospedeira alternativa de Rotylenchus reniformis e Meloidogyne incognita. Foram coletadas amostras de folhas apresentando sintomas de ferrugem coletadas nas cidades de Planaltina, GO e Urutaí, GO. No Laboratório de Microbiologia do IFG, com auxílio do microscópio estereoscópico preparou-se lâminas semi-permanentes e cortes histológicos. Em microscópio ótico realizou-se registros macro e microscópicos das estruturas observadas. As amostras oriundas de Planaltina (2008) foram identificadas à fase de écio e urédia, e as amostras oriundas de Urutaí (2009), foram identificados à fase de urédia e télio. De acordo com as características morfológicas e morfométricas o fungo foi nomeado como sendo Uromyces euphorbiae. Este é o primeiro registro de ocorrência dos três ciclos de ferrugem incidindo sobre folhas de erva-de-santa-luzia no Brasil. Patógenos que infectam plantas daninhas são importantes ferramentas para controle com baixo impacto ambiental.

 
Pseudocercospora sp. INCIDENTE EM FOLHAS DE MUTAMBO (Guazuma ulmifolia – STERCULIACEAE) NO RIO DE JANEIRO. COSTA, E.D.E.1, SALES, A.M.2, GUIMARÃES, G.R.1, DEMO, C.2, MARQUES, P.W.L.1, PAZ LIMA, M.L.1, 1Instituto Federal Goiano campus Urutaí (IFG). CEP 75790-000, Urutaí, GO, 2Universidade Estadual de Goiás (UFG), Ipameri, GO, 3UnB, Departamento de Biologia Animal, CEP 70910-900, Brasília, DF. E-mail: fitolima@gmail.com.

Este trabalho tem como objetivo registrar a ocorrência de Pseudocercospora sp. em de folhas de mutambo oriundas do Rio de Janeiro.  Foram coletadas folhas sintomáticas no Jardim Botânico no Rio de Janeiro, RJ, e estas foram levadas para o Laboratório de Microbiologia do IFG. As amostras foram submetidas à assepsia superficial, logo após, seus tecidos lesionados foram acondicionados para isolamento em meio de cultura batata-dextrose-ágar (BDA). Lâminas semi-permanentes foram preparadas com auxílio de microscópio estereoscópico. As lesões e as estruturas fúngicas foram mensuradas. As folhas apresentavam lesões esféricas de aspecto marrom claro com halos cloróticos, seu diâmetro é variável 1-(3)-5 mm. Os esporodóquios apresentavam dimensões de 312-(283)-235x73-(59)-48 µm. Os conidióforos formavam densos fascículos de dimensões 135-(126)-108x8.5-(4.9)-3.4 µm. Conídios maduros com predominância de 4-5 septos, hialinos, piriformes, clavados, predominantemente elipsóides, filiformes apresentavam as dimensões de 145-(94)-56x 9-(6)-4 µm. As duas espécies que possuem maiores similaridades com o isolado são P. ulmifoliae e P. guazumae (Chupp, 1953). Esse é o registro de ocorrência de Pseudocercospora sp. em folhas de mutambo do Rio de Janeiro, RJ.

 
OCORRENCIA DE Phoma sp. INCIDENTE EM FOLHAS DE BULVA (Conyza bonariensis-Asteraceae) / Occurrence by Phoma sp. on leaves of  Conyza bonariensis. ROSA, F.O.1, GUIMARÃES, G.R.1; LARA JR., J.M. 1; DEMO, C.2; MARQUES, P.W.L.1; PAZ LIMA, M.L.1, 1Instituto Federal Goiano campus Urutaí. CEP 75790-000, Urutaí, GO, 2UnB, Departamento de Biologia Animal, CEP 70910-900, Brasília, DF. E-mail: fitolima@gmail.com.

A buva é uma espécie de planta daninha que se desenvolve em beiras de estradas e áreas não agriculturáveis e se espalham com facilidade para as lavouras, através de sementes que são facilmente carregadas pelo vento. O objetivo deste trabalho foi detectar e identificar a ocorrência de Phoma sp. em folhas de buva. Folhas de buva infestantes em um cultivo úmido e sombreado de um bananal foram coletadas apresentando sintomas de manchas foliares na cidade de Urutaí, GO. Lâminas semi-permanentes foram preparadas em microscópio estereoscópico no laboratório de Microbiologia do IFG. Amostras de tecidos foram submetidos a assepsia superficial para isolamento em meio de cultura BDA (batata-dextrose-ágar). Em microscópio ótico as estruturas presentes permitiram identificar o agente causal da mancha foliar de C. bonariensis como sendo Phoma sp. Maiores estudos estão sendo realizados para identificação da espécie e a confirmação da patogenicidade. A identificação de patógenos em plantas daninhas representa uma importante ferramenta epidemiológica, pois estas podem ser veículo de patógenos polífagos e conseqüentemente dar início a uma epidemia.


INCIDENCIA Puccinia sp. EM FOLHAS DE GUANXUMA (Sida cordifolia-MALVACEAE) NA CIDADE DE Urutaí / Incidence of Puccinia sp. on leaves of Sida cordifolia. CARNEIRO, S.G.1, TOBIAS, A.C. 1, COSTA, E.D.E.1, GUIMARÃES, G.R. 1, LARA JR., J.M. 1, DEMO, C.2, MARQUES, P.W.L.1, PAZ LIMA, M.L.1, 1Instituto Federal Goiano campus Urutaí. CEP 75790-000, Urutaí, GO, 2UnB, Departamento de Biologia Animal, CEP 70910-900, Brasília, DF. E-mail: fitolima@gmail.com.

A guanxuma é planta daninha nativa da América Tropical. Atualmente encontra-se em diversas regiões de clima tropical e subtropical do mundo. É uma infestante de pastagens e culturas diversas, sendo muito agressiva em solos férteis. O objetivo deste trabalho é identificar e caracterizar a ferrugem da guanxuma encontrada na cidade de Urutaí. Folhas apresentando sintomas do tipo pústulas foram analisadas em microscópio estereoscópico. Preparou-se lâminas semi-permanentes e cortes histológicos, e estes permitiram verificar que em microscópio ótico se tratava da fase telial. As télias frutificavam abundantemente na face abaxial. Os teliósporos bicelulares apresentavam pedicelos 3-4 vezes mais compridos que o comprimento da célula do teliósporo, e ainda apresentavam uma fissura na região papilar similar a um ponto de germinação. O agente causal da ferrugem da guanxuma foi identificado como sendo Puccinia sp. Maiores estudos estão sendo desenvolvidos para Particularidades de sua biologia (Puccinia sp) são pouco conhecidas, dificultando o manejo das doenças por eles provocadas, principalmente em se tratando de ferrugens tropicais.


Aecidium erigerontis EM INCIDENTE EM FOLHAS DE BUVA (Conyza bonariensis-Asteraceae) / Incidence Aecidium erigerontis on leaves by Conyza bonariensis. SALES, A.M.2, LARA JR., J.M.1, DEMO, C.2, MARQUES, P.W.L.1, PAZ LIMA, M.L.1, 1Instituto Federal Goiano campus Urutaí (IFG), CEP 75790-000, Urutaí, GO, 2Universidade Estadual de Goiás (UFG), Ipameri, GO, 3UnB, Departamento de Biologia Animal, CEP 70910-900, Brasília, DF. E-mail: fitolima@gmail.com.

Buva (Conyza bonariensis) trata-se de uma espécie de erva daninha que está disseminada em plantação de soja do sul país e também já está presente no centro-oeste. A espécie tipo (A. erigerontis) foi descrita originalmente descrita em Porto Rico em 1930. O objetivo deste trabalho foi registrar a ocorrência em folhas de buva da fase teleomórfica de A. erigerontis. Amostras de folhas apresentando deformação e arroxeamento foliar foram recebidas no Laboratório de Microbiologia do IFG. Utilizando microscópio estereoscópico preparou-se lâminas semi-permanentes e cortes histológicos. Micro e macro-fotografias foram feitas com as amostras. Em microscópio óptico e considerando as características morfológicas e morfométricas descritas identificou-se o agente causal da ferrugem da buva como sendo Aecidium erigerontis. Os sintomas resumiram-se em lesões elípticas a irregulares, sendo muitas vezes confluentes, formando um halo arroxeado ao redor dos sinais que eram evidentes somente na face abaxial. O écio encontrava-se circundado por uma parede peridial bem desenvolvida. A ocorrência da fase aecídica do ciclo das ferrugens, e ainda verificações dos ciclos heteroécios, fato pouco verificado nos cultivos comerciais, representam importantes informações para compreensão da fonte de variabilidade genética deste grupo na natureza.


Cercospora ipomoeae INCIDENTE EM CAMPAINHA (Ipomoea NIL) / Incidence of Cercospora ipomoeae in Ipomoea nil.  MARQUES, P.W.L.1, GUIMARÃES, G.R.1, SALES, A.M.2, DEMO, C.3, PAZ LIMA, M.L.1, 1Instituto Federal Goiano campus Urutaí. CEP 75790-000, Urutaí, GO, 2Universidade Estadual de Goiás, Ipameri, GO, 3UnB, Departamento de Biologia Animal, CEP 70910-900, Brasília, DF. E-mail: fitolima@gmail.com.

Tem-se registrado 17 espécies válidas de Cercospora sp. infectando folhas de 37 espécies, subespécies e variedades de Ipomoea em literaturas. O maior número de registros de ocorrência no mundo para espécies de Ipomoea refere-se a Cercospora ipomoeae. O objetivo deste trabalho é identificar e registrar a ocorrência no Brasil do agente causal da cercosporiose em I. nil. Amostras de folhas apresentando sintomas de manchas foliares foram coletadas na área de campo do Instituto Federal Goiano campus Urutaí.  Em microscópio estereoscópico foram preparadas lâminas semi-permanentes. Em microscópio ótico verificou-se que se tratava de um fungo pertencente ao gênero Cercospora sp. Com base a descrição original do táxon, e devido as características morfológicas e morfométricas o isolado foi identificado como sendo C. ipomoeae sensu Chupp (1953). O fungo apresentou sintomas do tipo manchas esféricas, com núcleo páleo na face adaxial, e na face abaxial observou-se halo aquoso, circundante as lesões. Conidióforos agrupados, feo, em feixes de 4-8 e anfígenos. Os conídios eram longos, multisseptados, com 15-23 septos e apresentaram dimensões de 159-(112)-77x6-(4)-1 µm. Este é o primeiro registro de ocorrência de C. ipomoea em I. nil no Brasil.


DOENÇAS INCIDENTES EM PLANTAS DANINHAS / Ocurrence of weeds plants diseases. LARA JR., J.M1, GUIMARÃES, G.R.1, SALES, A.M.2, DEMO, C.3, MARQUES, P.W.L.1, PAZ LIMA, M.L.1, 1Instituto Federal Goiano campus Urutaí. CEP 75790-000, Urutaí, GO, 2Universidade Estadual de Goiás, Ipameri, GO, 3UnB, Departamento de Biologia Animal, CEP 70910-900, Brasília, DF. E-mail: fitolima@gmail.com.

É considerada como daninha, uma planta quando nasce espontaneamente em local e momento indesejado, podendo interferir negativamente na agricultura. As plantas daninhas constituem-se, também, num um grande problema a agricultura porque em condições semelhantes às das plantas cultivadas poderão competir. O objetivo deste trabalho foi relacionar, detectar e identificar a incidência de doenças em plantas daninhas. Foram coletadas amostras apresentando sintomas de doenças. Os sintomas e sinais foram analisados com auxílio de microscópio estereoscópico e composto, sendo preparadas lâminas semi-permanentes para identificação. Foram analisadas 22 espécies de vegetais, sendo detectados 14 gêneros de fungos mais freqüentemente incidentes: Puccinia sp. (8 %), Cercospora sp. (4 %) e Oidium sp. (3 %). As famílias botânicas em que se observou maior incidência de doenças foram: Asteraceae (7 %), Convolvulaceae (5 %) e Poaceae (5 %). As doenças mais incidentes foram à ferrugem (11 %), manchas foliares (5 %) e cercosporioses (4 %). Um dos objetivos deste trabalho é elaborar um atlas de doenças associadas a plantas daninhas sendo uma importante ferramenta para identificar fontes alternativas de inóculo. A identificação de patógenos associados a plantas daninhas representa uma importante estratégia para estudos epidemiológicos, pois neste patossistema os patógenos são benéficos a agricultura.


DIVERSIDADE DE FUNGOS MACROSCÓPICOS EM MATA ESTACIONAL SEMIDECÍDUA DO CAMPUS IFG /            Diversity by macroscopic fungi on seasonal semideciduous vegetation from IFG campi. TOBIAS, A.C.1; MARQUES, P.W.L.1, DEMO, C.2; PAZ-LIMA, ML1; 1Instituto Federal Goiano campus Urutaí, CEP 75790-000, Urutaí, GO, 2Universidade de Brasília, Departamento de Biologia Animal, CEP 70910-900, Brasília, DF. E-mail: fitolima@gmail.com.

Duas grandes divisões de fungos abrigam em suas categorias taxonômicas fungos macroscópicos sendo representadas pelas divisões Basidiomycota e Ascomycota sensu Hawksworth (1995). O objetivo deste trabalho é relatar e identificar a incidência de fungos macroscópicos em região de mata estacional semi-decídua de Urutaí, GO. Foram coletadas 12 amostras de cogumelos e levados para o Laboratório de Microbiologia do IFGoiano campus Urutaí. No campo e no laboratório as amostras foram foto-documentadas. Fragmentos de tecidos fúngicos submetidos à assepsia foram adicionados em meio de cultura BDA (batata, dextrose e ágar) para isolamento. Foram constatados três grupos taxonômicos Aphyllophorales, Agaricales, Gasteromycetes, e as seguintes espécies Pisolithus tinctorius; Bovista sp.; Agaricus sp.; Pycnoporus sp., Ganoderma sp.; Plicaturopsis sp. e Polyporus sp. Os resultados contribuem para a expansão do conhecimento da diversidade dos macromicetos de Goiás e do Brasil, além disso, os dados levantados servirão para embasar o inventário da Biota da “Reserva Ecológica” do campus IFG-Urutaí, que constitui um representante de um dos biomas tropicais mais ameaçados na atualidade, o Cerrado.


MICOBIOTA ASSOCIADA A SEMENTES, FRUTOS E INFLORESCENCIAS DE PLANTAS DO CERRADO. ROSA, F.O.1; MARQUES, P.W.L.1; DEMO, D.C.2; PAZ LIMA, ML1; 1Instituto Federal Goiano campus Urutaí (IFG), CEP 75790-000, Urutaí, GO, 2Universidade de Brasília, Departamento de Biologia Animal, CEP 70910-900, Brasília, DF. E-mail: fitolima@gmail.com.

Ocupando uma área de mais de dois milhões de quilômetros quadrados, o Cerrado é o segundo maior complexo vegetacional da América do Sul. O objetivo deste trabalho é relacionar aspectos fisiológicos e sanitários em sementes e identificar micoflora associada a plantas do Cerrado. Amostras de inflorescências, frutos e sementes (maioria) de 20 plantas nativas do Cerrado foram coletadas na região de Ipameri, GO. Estas foram recebidas no Laboratório de Microbiologia do IFG para procedimentos de assepsia superficial. Estas permaneceram em condições de câmara úmida por um período de 7-15 dias. Utilizou-se microscópio estereoscópico para preparo de lâminas semi-permentes e identificação dos patógenos. Utilizou-se como parâmetro fisiológico a porcentagem de germinação (número de sementes germinadas / número total de sementes analisadas) e a porcentagem de incidência (número de sementes que apresentavam sinais de patógenos / número total de sementes analisadas). Foram identificados 22 gêneros fungos associados às sementes, tais como: Aspergillus flavus, A. niger, Aspergillus sp., Bipolaris sp., Cercospora sp., Chaetomim sp., Chalara sp., Colletotrichum sp., Fusarium sp., Geotrichum sp., Lasiodiplodia sp., Monilia sp., Mucor sp., Panaeolus sp., Penicillium sp., Pestalotia sp., Phoma sp., Phytophthora sp., Rhizoctonia sp., Rhizopus sp. e Trichothecium sp. A porcentagem de mortalidade de sementes foi superior a porcentagem de germinação na maioria das amostras analisadas. A identificação de fungos associados a sementes de plantas nativas do Cerrado representa uma alternativa importante de reconhecimento da biodiversidade e o reconhecimento de possíveis agentes causadores de doenças em propágulos de reprodução explicando dentre outras coisas a  eficiência de germinação de sementes de plantas nativas.


ANAMORFO E TELEOMORFO DA MANCHA FOLIAR DE ANTÚRIO (Anthurium andraeanum-Araceae) / Teleomorph and anamorph state by leaves spot in Anthurium andraeanum. GUIMARÃES, G.R.1; DEMO, C.2; MARQUES, P.W.L.1, PAZ-LIMA, M.L.1; 1Instituto Federal Goiano campus Urutaí, CEP 75790-000, Urutaí, GO, 2Universidade de Brasília, Departamento de Biologia Animal, CEP 70910-900, Brasília, DF. E-mail: fitolima@gmail.com.
Em literaturas existem duas espécies de Colletotrichum (C. anthurii e C. gloeosporioides) e Glomerella sp. (G. cincta e G. cingulata) infectando folhas de Anthurium spp. O objetivo deste trabalho é relatar a ocorrência simultânea das fases anamórficas (Colletotrichum sp.) e teleomórficas (Glomerella sp.). Amostras de folhas de antúrio apresentando sintomas de manchas foliares foram recebidas no Laboratório de Microbiologia do Instituto Federal Goiano campus Urutaí. As lesões foram submetidas à assepsia superficial sendo os fragmentos dos tecidos depositados em meio de cultura ágar-água (AA). Em microscópio estereoscópio, preparou-se lâminas semi-permanentes de acérvulos e peritécios. Discos de micélio formam inoculados (com e sem ferimento) em folhas maduras e jovens de antúrio submetidas à câmara úmida. Em microscópio ótico identificou-se os organismos como sendo Colletotrichum sp. e Glomerella sp. A patogenicidade nos tratamentos com ferimento foi confirmado nas folhas jovens (29-42 mm) e maduras (9-11 mm). Este é o primeiro registro da associação simultânea da forma anamórfica e teleomórfica do agente causal da mancha foliar do antúrio, sendo uma importante informação a respeito da relação patógeno-hospedeiro.


OCORRÊNCIA DE HELMINTHOSPORIOSES LATENTES EM FOLHAS DE POÁCEAS DE DISTRIBUIÇÃO ESPONTÂNEA./ Occurence of latent helminthosporiosis on leaves of spontaneously dispersed grasses. M.M.P. SANTOS1, A.L.A. PEGORIN1, C. DEMO3 & M.L. PAZ LIMA1,2. 1Faculdades JK-Anhanguera, Lab. Botânica, 71950-550, Taguatinga-DF; 2Instituto Federal Goiano campus Urutaí, 75790-000, Urutaí-GO; 3UnB, Dep. de Biologia Animal, 70910-900, Brasília-DF, fitolima@gmail.com.

O período de latência é uma etapa importante do ciclo das relações patógeno-hospedeiro. Objetivou-se identificar fungos causadores de helmintosporioses associados a colmos, panículas e folhas de diferentes espécies de poáceas. Amostras de plantas assintomáticas de Brachiaria decumbens, Brachiaria sp., Digitaria sp., Panicum sp., Peninsetum sp. e Rhynchelytrum sp. foram coletadas aleatoriamente no Distrito Federal e Goiás. Fragmentos dos órgãos vegetais ficaram sob condições de câmara úmida. Das 18 amostras analisadas, em apenas duas não havia sinais de patógenos. Foram encontrados 15 gêneros de fungos: Alternaria alternata, Bipolaris sp., Botrytis sp., Cladosporium sp., Curvularia sp., Epicoccum sp., Exserohilum sp., Fusarium sp., Nigrospora sp., Nymbia sp., Periconia sp., Pyricularia sp., Pythium sp., Rhizoctonia sp. e Trichocladium sp. Em 50% das amostras havia incidência de fungos causadores de helmintosporioses nas plantas inicialmente assintomáticas. Os mais frequentes foram Bipolaris sp., Curvularia sp.,  Exserohilum sp. e Drechslera sp. A verificação de sinais latentes em tecidos de outras gramíneas assintomáticas pode explicar a origem do inóculo pouco agressivo em hospedeiras secundárias.











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