terça-feira, 27 de maio de 2014

Relatórios do I dia de Campo de milho Silagem do IFGoiano câmpus Urutaí

Autora: Ana Flávia de Jesus Pinto
Acadêmica do Curso de Agronomia


 INTRODUÇÃO

 A necessidade de produzir alimento volumoso para os rebanhos, especialmente no período seco do ano, quando as pastagens naturais tornam-secada mais precárias, tem provocado o aumento da utilização da silagem, especialmente entre os pecuaristas que se dedicam á produção de leite (CRUZ etal., 2014). O milho é a forragem mais tradicional por apresentar condições ideais para a produção de uma boa silagem, como o teor de matéria seca por ocasião da ensilagem entre 30 % e 35 %, mais de 3% de carboidratos solúveis na matéria original e baixo poder tampão. No passado, as tecnologias recomendadas para a produção de milho para silagem visavam basicamente a produção de massa verde, dando ênfase ao uso de cultivares de porte alto e com alta densidade de plantio. Posteriormente, a qualidade da silagem passou a ser avaliada somente através da porcentagem de grãos na matéria seca(CRUZ et al.,2010). A ensilagem é um processo antigo de conservação de forragem que tem como objetivo final preservar forragem de alto valor nutritivo com o mínimo de perdas. Contudo, se considerarmos o desenvolvimento tecnológico existente e o incremento que o uso deste recurso forrageiro pode dar à atividade pecuária, verifica-se que o emprego desta tecnologia ainda é bastante restrito (PIONEER, 2014). O objetivo deste dia de campo do dia 25 de março foi de possibilitar que os produtores e alunos da região de conhecer novas técnicas sobre o manejo, desempenho e adaptação relacionados à produção da silagem do milho. Vendo uma forma de utilizar o aprendizado para a melhoria da produção local.

 DESENVOLVIMENTO

 Como foi organizado o dis decampo, descrição de palestra e estandes!!!! Na presente palestra ministrada pelo Professor Milton Lima foi falado sobre a importância da Silagem que apresentou vários pontos importantes de uma boa silagem. E em seguida ocorreu a passagens de vários stands de diversas empresas com diferentes cultivares para silagem. A principal fonte de volumoso conservado empregado na alimentação de vacas leiteiras é a silagem. Vários são os fatores que determinam esta situação, mas sem dúvida o fator custo/benefício, em relação a outros volumosos oferecidos no cocho. E quanto melhor o estado da silagem e a quantidade tende a aumentar o leite e sua qualidade nutricional. O ponto ideal de colheita é quando a planta acumula a maior quantidade de matéria seca de melhor qualidade nutricional. O melhor momento para colheita é quando o milho estiver entre 30 % e 35 % de matéria seca. Para saber quando o milho está nesta fase, o produtor pode usar a técnica da “linha de leite” do grão que consiste, basicamente, em saber em que ponto está o enchimento do grão. Deve se colher várias espigas de diferentes locais da plantação onde se quebra o milho no meio e se olha o grão esta na linha de leite, que não se deve estar muito leitoso e nem muito “duro” assim estará no ponto de colheita, mais também deve se olhar outros fatores para colheita em media 45 dias depois que o milho foi pendoado. No momento de colheita deve se ter tamanho do corte e qualidade onde as facas deve sempre estar afiadas para que ocorra um bom corte grão, pois para a nutrição do animal dos grãos onde deve ter um bom corte só assim o animal ira retirar toda a matéria essencial a ele, se não ocorrer um bom corte o grão será eliminado nas fezes sem ser aproveitado. E sempre fazer manutenções e trocas da lâminas para obter um bom corte dos grãos. O armazenamento da silagem deve ser feito com cuidado para não ocorrer perdas de armazenamento, quando for colocar o silo em armazenamento deve se ter um trator na colheita e um na compactação onde deve se fazer tanto na parte horizontal e vertical assim terá uma melhor compactação do material assim não deixando a entrada de oxigênio no silo. Na sua cobertura ser feito muitas vezes por lona que seja firme e forte que aguente a exposição ao raios solares após colocar a lona se coloca uma camada de terra onde fica mais coberto e protegido contra perdas de armazenamento. A retirada da silagem deve se tirar fatia homogênea onde não ficara exposto ao oxigênio, fungos bactérias onde levara perdas do material. A integração lavoura-pecuária é uma técnica, também conhecida como rotação de culturas anuais com pastagens, em que os produtores utilizam a terra tanto para a produção animal como a vegetal, realizando um revezamento de acordo com a época do ano. No experimento do dia de campo foi realizado consórcio com milho e braquiária, onde o consórcio apresenta vários benefícios dentre eles a descompactação do solo, a agregação de microrganismos e retenção de água pelo fato da braquiária apresentar sistema radicular mais profundo, além de propiciar uma ciclagem de nutrientes. Muitos produtores fala que não faz a reforma de pastagem por causa do alto custo de defensivos. Mais este sistema faz é uma boa opção ao produtos onde tem se um preço menos elevado uma reforma de pastagem propriamente dita, e quando se faz a retirada do milho “colheita” tem se a pastagem para o gado e depois faz se a dessecação da pastagem que servira de matéria orgânica pra safra de verão. Foi feito diferentes tipos de espaçamentos e todas as parcelas obteve a mesma taxa de adubação. O espaçamento de 50 cm com braquiária obteve maior resultado no experimento, e a produção foi da silagem de milho foi de aproximadamente 44 t/ha. Hoje nota que se o melhor consorcio é milho e braquiária pois o milho possui altura maior onde não a tanta competição de tamanho e para que o milho cresça sem nenhuma interferência deve se haver um controle do braquiária quando se fala em produção de silagem na adubação deste modo tem que haver manejo bom ou adubar na linha do milho para que esta cultura se sobressaia. É uma forma de aproveitamento de áreas e diminuindo custos e gerando benefícios. Em relação as pragas do milho, as mais comuns são lagarta do cartucho, lagarta da espiga e Helicoverpa armigera que entrou a 2 safras não se sabe se ela veio da Austrália ou da África. Continua sendo a principal praga do milho a lagarta. A transgenia e os inseticidas não são as únicas ferramentas para o controle dessas onde a lagarta ingere uma substancia capaz de ocorrer sua morte não pode se ficar restritos a cultivares transgênicas ou inseticidas. O controle biológico que é o controle com outros insetos. No dia de campo foi nos falado sobre o Trichogram mapretiosum, este inseto (vespinha) menos de 1 mm de comprimento, parasita os ovos de lepdóptera. mata a lagarta e sim o adulto do parasitoide. Onde esta é criada em laboratório para liberar em grande quantidade, ocorre uma liberação de 100 mil /ha semanalmente, com três aplicações na fase inicial em cada 15 m coloca cartela com ovo parasita. Trichograma mapretiosum é criado no Laboratório em meios artificiais de germe de trigo, farinha de trigo e levedo de cerveja e colado em um papel e depois e disperso no campo onde é parasita obrigatório de ovos outra que também é cultivado no Laboratório é a tesourinha este controla a lagarta de primeiro insta e ovo. Sobre os microrganismos no milho foi discutido três pontos principais, sendo eles o efeitos de doenças em relação a resistência ou suscetibilidade dos materiais, onde ouve uma variação de três dias onde foi feito o se analisou materiais mais suscetíveis e materiais mais resistentes foram analisados 11 matérias a resistência foliar, e depois efeito de espaçamento o erro e depois de sobre o nitrogênio na expressão de doenças. Foi separados os matérias em dois grupos os matérias mais suscetível e mais resistentes contou se as folhas do milho de baixo para cima as plantas analisadas sofreu déficit hídrico e avaliou as doenças por foliares e complexo .E depois separado doença por doença na folha lesionada, foi analisado entre a 7ª e a 14ª folha. As doenças que apareceram foi helmintosporiose, ferrugem comum, mancha de diplódia, cercosporiose,antracnose, carvão do milho entre outras a falta hídrica foi que sofreu mais com a severidade de doenças . Foi observado o espaçamento e o nitrogênio com adubação antes de depois de plantio de sementes na expressão de doenças. Para se ter um bom manejo para um bom funcionamento da planta. O Grupo Produtec®, representados na região as cidades de Silvânia e Orizona tem se focado mais na parte de produção e milho para silagem. Onde seus tratamentos foi apresentado o BX 1293 (Nidera®) com tecnologia YieldGard®, uma tecnologia para o controle de lagartas, onde o hibrido tem posicionamento pra silagem verão, ponto de corte para silagem é de 100 a 105 dias após a semeadura onde o tal experimento foi feito com 103 de semeadura, o milho apresenta boa sanidade foliar e sanidade de colmo, é milho que tem se uma coloração avermelhada, possui raízes adventícias agressivas, que protege que acamamento e de quebras não possuindo históricos. Foi feito o analise bromatológica pela instituição onde foi visto a produtividade 34 t/ha e proteína bruta 21 % NDT 69.19 umidade 66 matéria seca 33 %. Onda mostra um bom milho para silagem. Também apresentado o outro híbrido da Nidera® o NS 90, possui uma coloração mais avermelhada e boa densidade de grão muito bom para granjeiro tem se uma silagem boa para o verão, o milho apresenta raízes adventícias boas para estrutura do milho no solo, este milho tem se um diferencial de redutor o nematoide no solo e não deixando aumentar sua população uma boa opção para quem tem problemas com nematoide e bom para o controle de lagartas obteve um NDT que apresentou um diferencial dos demais apresentando 85 % que o animal consome em Kg ele aproveita 85% de da silagem uma boa palataabilidade aos animais. Foi apresentado três híbridos da Syngenta. O Feroz é híbrido indicado para se plantar de 75 a 70 mil plantas se tem se utilizado muito em safrinha e tem se também muitos pecuaristas que planta em cima de milho só que na safrinha tem que se diminuir as plantas pois as condições de água, clima desfavorável e abaixa a população para que não ocorra uma competição das plantas é o que mais se trabalha e apresenta um custo acessível e ele vem com a tecnologia Viptera que se tem mostrando uma eficiência no campo a resistência à lagarta, sua analise bromatológica apresentou produção de 32,75 t/ha. O Maximus® que apresenta maior produção e custo mais elevado pensando em silagem mais foi o que apresentou maior rendimento por t/ha 44,5 t/ha é um híbrido precoce colheita pra silagem 95 a 105 dias onde apresentara um bom ponto de corte se comparado ao Feroz® ele obteve uma produtividade maior onde apresenta um custo beneficio muito bom. O ultimo híbrido apresentado foi o Impacto ele é um híbrido rústico que ele é plantado pensando em grãos mais pela sua rusticidade ele também encaixou na silagem por ter um investimento inferior mais da bons resultados e obtém uma boa sanidade foliar sua coloração é avermelhada muito boa para grãos onde na silagem apresenta mais grãos e pouca silagem. O estande da Morgam® foi apresentado os seus principais produtivos, são eles o 30A91 seu principal material que apresenta médio a alto investimento. O 20A55, material mais rústico, o 30A95 apresenta uma espiga de menor porte e o 20A78 produto de menos investimento. O Hibrido 30A90 não obteve produtividade muito boa, pois material é precoce, na sua normalidade deve ser cortado 90 dias após a semeadura onde se diferencia de muitas outras cultivares que são mais tardias, mais no caso deste dia de campo foi cortado com 103 dias. É um hibrido sadio, mas devido aos problemas de falta de água que ocorreu no experimento teve uma produtividade abaixo do esperado no pela cultivar. No estande da Lima Grain® (LG sementes) empresa Francesa que veio para o Brasil para trabalharcom sementes de milho e sorgo apresentado o hibrido 6036, tem se uma característica de folhas 100 % ereta, podendo trabalhar com mais plantas por metro linear, pois ocorre a competição por luminosidade menor onde se consegue se colocar 5mil plantas por ha onde esta sendo testado para a silagem. Este híbrido não é especifico para a silagem mais quando se analisa a bromatológica constatou que este tem bastante energia, o híbrido tem sabugo fino grãos profundos, ótimo sistema radicular e colmo fino mas porém a raiz sustenta e possui um peso maior onde ajudou na silagem. No estande da Pioneer® foiapresentado o híbrido P3862 específico para produção de silagem que tem uma boa adaptação na região e com produtividade nesse experimento de 45, 46 t/ha e também foi apresentado os dez passos para a produtividade e qualidade da silagem, onde são eles : 1.Preparo do solo tem iniciar após a colheita, para melhorar a característica do solo; 2.Correção e adubação para a extração de nutrientes , realizar a analise de solo e corrigir o solo baixo teor de matéria orgânica; 3.Usar potássio na adubação de cobertura; 4.Época ideal de plantio, iniciar no momento certo, geralmente na segunda quinzena de outubro; 5.Controle de plantas daninhas deve ser feito ate 30 45 dias para evitar a competição entre o mato e a cultura. 6.Uso de fungicidas para não deteriorar as folhas do milho e conservar a sanidade e aumentar o volume a ser ensilado; 7.Colmo com alta concentração de umidade e ver se o grão tem leite, observar linha do leite e umidade do colmo para saber se esta na hora de ensilar; 8.Enchimento compactação e vedação. Retirada do ar para facilitar o trabalho dos microrganismos anaeróbicos, vedar bem a silagem para manter a qualidade; 9.Evitar exposição da silagem ao quando está retirando para fornecer aos animais, a fim de evite perda; 10. Retirar amostragem para a analise bromatológica , retirar amostra na trincheira e não do caminhão, como comumente as pessoas fazem e enviar para o laboratório, saber a real situação da silagem para que se faça o real balanceamento de ração. Em uma silagem de boa qualidade não pode sentir o cheiro de longe, pois é sinal de fermentação. Foi apresentado discos e anéis que são colocados na plantadeira onde depende das sementes se usa a diferentes discos. E para uma boa colheita e uma boa produtividade que é necessário que se tenha a precisão de plantio, a produtividade a silagem deve ter plantas uteis para a silagem. Onde deve se deve-se observar no plantio o coeficiente de variação, este coeficiente para ser aceitável tem que ser ate 25 %, e se estiver acima deve para o plantio e começar de novo o plantio. Mais também deve se observar o que há de errado, os problemas mais comuns são maquina desregulada, velocidade excessiva da maquina.

CONCLUSÃO

Para fazer uma boa silagem e um bom armazenamento deve se ter práticas e cuidados desde a escolha da cultivar do milho passando para o plantio que se deve se olhar a o coeficiente de variação para que ocorra uma uniformidade de plantio sem que ocorra a competição por água, taxa de luminosidade e outros fatores, também no corte se olhar a linha de leite para que ocorra o corte e seu armazenamento deve ser feito bom manejo na sua compactação e sua cobertura ate sua retirada assim obtendo um bom silo.  

LITERATURA CITADA

CRUZ, José C.; FILHO, Israel A. P.; NETO, Miguel M. G.; Produção de silagem de milho. Disponível em . Acessado em 29 de março de 2014. PIONER Silagem de milho. Disponível em . Acessado em 29 de março de 2014. 


 Autor: André Rodrigues Rietjens 

Acadêmico do Curso de Agronomia 


 INTRODUÇÃO: O milho é a mais importante planta comercial com origem nas Américas. Há indicações de que sua origem tenha sido no México, América Central ou Sudoeste dos Estados Unidos. É uma das culturas mais antigas do mundo, havendo provas, através de escavações arqueológicas e geológicas, e através de medições por desintegração radioativa, de que é cultivado há pelo menos 5.000 anos. Logo depois do descobrimento da América, foi levado para a Europa, onde era cultivado em jardins, até que seu valor alimentício tornou-se conhecido. Passou, então, a ser plantado em escala comercial e espalhou-se desde a latitude de 58o norte (União Soviética) até 40o sul (Argentina). A ensilagem é um processo antigo de conservação de forragem que tem como objetivo final preservar forragem de alto valor nutritivo com o mínimo de perdas. Contudo, se considerarmos o desenvolvimento tecnológico existente e o incremento que o uso deste recurso forrageiro pode dar à atividade pecuária, verifica-se que o emprego desta tecnologia ainda é bastante restrito. Isto se deve, em grande parte, ao emprego de antigos conceitos e as diferentes recomendações existentes, que muitas vezes não se adéquam às necessidades de uma pecuária moderna e eficiente. Atualmente a produção de silagem é uma das melhores estratégias utilizadas pelos produtores para alimentar seus rebanhos, independente da finalidade: produção de leite, carne ou ainda como suplemento na alimentação em períodos críticos provocados por adversidades climáticas. Sem dúvida nenhuma, a silagem de milho é a melhor fonte de energia para alimentação dos rebanhos. A lavoura de milho gera alta produção de Matéria Seca por área plantada, atingindo o ponto de ensilagem em 100/130 dias, o que possibilita mais de um plantio por ano para essa finalidade. E, ainda, caso não se consiga ensilar toda a lavoura, esta poderá ser colhida para a produção de grãos. OBJETIVO O objetivo deste dia de campo foi obter conhecimentos sobre os processos de silagem, materiais de milho utilizados e técnicas para se obter melhor produção. 



DESENVOLVIMENTO 



O dia de campo foi realizado no dia 25 de março de 2014 no Instituto Federal Goiano - Campus Urutaí, próximo a área do pivô aonde teve uma palestra ministrada pelo Dr. Milton Lima da UFG que falou de como deve ser feito uma silagem, desde a estrutura que a fazenda precisa, ate a colheita, ele explicou que para se ter uma silagem de boa qualidade a manutenção das maquinas e primordial pois ela que determina o tamanho das partículas do material a ser ensilado e que para ter uma boa fermentação da silagem deve ser feita a compactação do silo, para se armazenar a silagem existi dois tipos o do tipo superficial onde se deposita o material em cima do solo, e a de tipo trincheira que poder ser feita de alvenaria ou simplesmente um buraco no solo mas para que se não haja perca o tamanho da trincheira deve ser dimensionada de acordo com o consumo do seu rebanho, já que não se pode haver entrada de ar na silagem, ele explicou quando se da o ponto para se fazer a retirada do material do campo que tem que ser baseado na linha do leite onde você deve quebrar a espiga de milho no meio e medir se ela estiver com menos de 50% esta na hora de começar, e tem que tomar cuidado para não ensilar com o milho muito úmido ou nem muito seco se não terá perdas de nutrientes na matéria seca. Depois da palestra, foi servido um almoço no refeitório da instituição e depois fomos nos stand, onde cada um falava sobre um tema diferente. No primeiro stand o professor Dr. Milton Lima do Instituto Federal Goiano – Campus Urutaí, explicou sobre algumas doenças que afetam o milho e que pode causar grandes prejuízos se não forem controladas entre elas esta a mancha de diplodia (Diplodia macrospora) a ferrugem branca (Physopella zeae) , a ferrugem polissora (Puccinia polysora), a Mancha de phaeosphaeria (Phaeosphaeria maydis), a cercosporiose (Cercospora zea), a Helmintosporiose (Exserohilum turcicum), onde explicou como são os seus sintomas e o seus agentes causais. E o professor Msc.Flavio Gonçalves de Jesus do Instituto Federal Goiano – Campus Urutaí, falou da utilização do Tricograma.sp que é um fungo parasita usado como controle biológico que atua em cima de algumas lagartas que ataca a cultura do milho. Depois os alunos da agronomia Danilo, José Fernando e o Gustavo falaram um pouco da adubação de cobertura, que foram utilizadas no experimento no dia de campo. Onde foi feito 5 parcelas cada uma utilizando uma adubação a base de uréia diferente, onde na primeira parcela não se utilizou nada de uréia, na segunda utilizou 50 Kg de uréia por ha, na terceira parcela utilizou 100 Kg de ureia por ha, na quarta parcela utilizou 150 kg de uréia por ha onde nessas quatro primeiro parcelas a adubação foi feita a lanço, e na quinta parcela foi feito 150 Kg de uréia por ha enterrada antes do plantio. No outro stand as alunas da agronomia Wanessa, Mariana e Iara falaram sobre a integração lavoura-pecuaria de como é feito a sua implantação e os benefícios que ela traz, falou que existi algumas plantadeiras ja vem com a terceira caixa para colocar a semente de brachiaria para o plantio do milho consorciado, onde as sementes de brachiaria cai entre as linhas da cultura do milho e que se deve tomar cuidado com o manejo pois a brachiaria pode crescer muito e o desenvolvimento da cultura por isso é feito uma sub dose de herbicida a base de nicossufuron para dar uma segurada na brachiaria e assim o milho fechar a entre linha e abafar a brachiaria. Depois fomos nos stands de algumas empresas que tinha seus materiais expostos no dia de campo como o da : A Nidera que tinha dois materiais os híbridos BX 1283YG, e o NS 90 PRO, onde os dois utilizava uma população de plantas de 60000 a 65000 plantas por hectare, e que podia seu corte e realizado entorno de 100 dias, e que o NS 90 PRO foi o que obteve maior NDT (Nutriente Digestivo Total), e possui um baixo FR em cima de Nematóides. A Syngenta era outra empresa que estava presente com 3 híbridos, o Ferroz viptera 3, Maximus viptera 3, Impacto viptera 3. Onde ser principal destaque era a sua tecnologia contra lagartas a ultima do mercado, a de maior eficiência no controle de lagartas, alem de ser híbridos RR resistentes a molécula do glyphosato foi a empresa onde os materiais foram um dos mais produtivos entre os materiais presentes no dia de campo. Na Morgan vimos 5 híbridos 20A78, 30A95, 30A37, 30A70, 30A91, onde todos são de excelentes produtividades e de boa sanidade. Na LG tinha apenas 1 material o hibrido LG 6036, que e um material que precisa de uma maior população de plantas por ha entorno dos 75000 plantas. E a Pioneer, que estava com o hibrido P 3862 H, que foi o hibrido com a melhor produtividade de silagem do dia de campo, mesmo sendo o material com menor sanidade de folhas, devido ao ataque de doenças. Depois vimos a distribuição de plantas onde foi feito um experimento colocando plantas dupladas com má distribuição comparando a com uma com excelente distribuição e a diferença que da na produtividade das duas, onde a produtividade do milho com a melhor distribuição de plantas e bem melhor do que a feita errada. 



 CONCLUSÃO Nesse evento adquiri vários conhecimentos sobre a área de silagem que ate então tinha pouco, vi como deve ser feito o processo de ensilagem de milho os cuidados que se deve tomar para ter melhor eficiência na produção da mesma, alem de conhecer os materiais mais utilizados na produção de silagem e ver o melhor tipo de adubação de cobertura a ser utilizado na cultura do milho.   



LITERATURA CITADA 



DUARTE, J. O. Introdução e Importância Econômica do Milho Disponível em: http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/importancia.htm#topo, acessado em 02 de abril de 2014. 



SILAGEM AGROESTE: Fonte de Energia para o seu rebanho. Disponível em: http://www.agroeste.com.br/milho_silagem.php?epoca=silagem, acessado em 02 de abril de 2014. 



SILAGEM PIONEER. Disponível em: http://www.pioneersementes.com.br/Milho/Silagem/Pages/Home.aspx, acessado em 02 de abril de 2014. 



Autora: Cinthia Luzia Teixeira Silva 

Acadêmica do Curso de Agronomia 


 INTRODUÇAO: 



No dia 25 de março de 2014 no Instituto Federal Goiano Campus Urutaí procedeu-se o I dia de campo: Produção de Silagem de milho . Foi apresentado standes de diversas empresas, entre elas: Nidera, Syngenta, a Morgan, LG (Lima Grain) e Pionner. Além, de outros standes que tratavam de importantes assuntos, como a ILP- Integração Lavoura-Pecuária, precisão no plantio, resistência a doenças do milho de silagem pragas agrícolas e a introdução do Trichogramma sp. no controle biológico. O milho é a terceira cultura mais cultivada no mundo. No Brasil, são colhidos em média 12 milhões de hectares a cada safra, o que coloca o país como o terceiro no ranking mundial de área colhida. Além da sua importância econômica como principal componente na alimentação de aves, suínos e bovinos, o milho cumpre papel técnico importante para a viabilidade de outras culturas, minimizando possíveis problemas como nematóides de galha, nematóide de cisto e doenças como o mofo branco e outras, dando sustentabilidade para diferentes sistemas de produção em muitas regiões agrícolas do Brasil e do mundo (CIB, 2006). O milho é o principal componente da dieta animal: participa co mais de 60 % do volume utilizado na alimentação animal de bovinos, aves e suínos. O milho assegura a parte energética das rações (CIB, 2006). Segundo Nussio (1991, apud MELLO, et al. 2005, p. 81) antigamente, os produtores buscavam cultivares de milho que apresentassem elevada produção de matéria verde, sem preocupação com a percentagem de grãos na massa ensilada, tendo sido esse o principal fator determinante da baixa qualidade da silagem produzida. Na década passada, a escolha de híbridos destinados a produção de silagem baseou-se no potencial de produção de grãos da cultura. Atualmente, deve-se optar por híbridos que apresentem, além de elevada produção de matéria seca e contribuição de grãos na massa ensilada, maior digestibilidade da fração fibrosa da planta (colmo e folhas). Dessa forma, o uso de híbridos modernos de milho, mais produtivos e adaptados às condições locais, e plantas anatômico-fisiologicamente mais eficientes tem sido apontado como responsável por ganhos efetivos em produtividade conforme diz Nussio & Manzano (1999, apud MELLO, et al. 2005, p. 81). Tradicionalmente o material mais utilizado para ensilagem é a planta de milho, devido sua composição bromatológica preencher os requisitos para confecção de uma boa silagem como: teor de matéria seca (MS) entre 30% a 35%, e no mínimo de 3% de carboidratos solúveis na matéria original, baixo poder tampão e por proporcionar uma boa fermentação microbiana (NUSSIO, et al. 2001). O objetivo deste dia de campo foi mostrar a importância e o manejo correto para se obter uma silagem de alta qualidade e também mostrar as novas tecnologias empregadas neste campo. 


DESENVOLVIMENTO 



No I dia de campo: Produção de Silagem de milho que ocorreu no Instituto Federal Goiano- Campus Urutaí foi apresentado 8 stands que se tratavam de novas tecnologias empregada na produção de milho de silagem, além da introdução da ILP (Integração Lavoura-Pecuária), estudo da resistência a doenças do milho de silagem e a introdução do Trichogramma sp. no controle biológico de pragas. Antes da visita aos stands, ocorreu uma palestra com o professor Dr. Milton Lima que falou sobre “Silagem de milho: colheita, armazenamento e utilização”. Tema importante que fala sobre a importância de agregar valor ao milho, pois quanto melhor a qualidade deste maior será os rendimentos da produção leiteira que é a atividade que mais faz a utilização de silagem. Por isso a necessidade de escolher o tipo de milho para a semeadura, o ponto de colheita e o armazenamento corretos. Para saber o ponto ideal para o corte do milho um método que foi apresentado é o da “linha do leite” em que se avalia a maturidade do grão, pois a maior parte da energia está no grão de milho. Outros aspectos importantes é o corte e o armazenamento em que é preciso uma máquina com manutenção em dia para ter uma boa quebra de grão. Já o local adequado depende muito das condições do meio, a melhor maneira é trincheira, em que a compactação é um fator importantíssimo para a conservação do silo, pois este não pode estar em contato com grande quantidade de oxigênio que favorece um micro clima para o aparecimento de fungos e bactérias que acabam com a qualidade de silo, e um silo mal tratado é sinônimo de má produção, o que nenhum produtor deseja. Primeiramente, foi visitado o stand do Controle de pragas agrícolas do Trichogramma sp. Foi explicado que tratava-se de uma vespa da ordem dos hymenopteras, a mesma que contém as formigas e abelhas. Esta pequena “vespinha” parasita ovos de lagartas nas lavouras, evitando que estas se multipliquem. Para a criação do Trichogramma sp. é preciso ter ovos de algum tipo de mariposa, que no caso se tratava da Anagasta kuehniella, popularmente conhecida como traça das farinhas. Quando tem-se uma determinada quantidade de ovos desta mariposa é feita uma dieta para a criação da mesma. Por sua vez, a dieta é composta por farinha de trigo, farinha de milho (fubá) e levedo de cerveja, a mistura destes é colocada juntamente com os ovos da traça em um recipiente, onde após alguns dias eclodem as larvas que vão se alimentando da dieta e depois de um determinado ciclo emergem os adultos, que são colocados em uma gaiola para ovipositar. Uma parte destes ovos voltam para manter a população da mariposa e outra parte é colados em uma cartelinha de cartolina quadriculada. Estas cartelas contendo os ovos são colocadas em um recipiente contendo a vespa que parasita os ovos, invés de nascer lagartas da mariposa, nascerá as vespas que controlaram o nascimento destas pragas no campo. Cada quadrado da cartolina já com os ovos parasitados é colocada a cada hectare, assim é possibilitando o consorcio da utilização de agrotóxicos e a introdução do controle biológico no campo. Juntamente com esta “vespinha”, foi apresentado outros insetos controladores de pragas como a tesoutinha (Euborellia anulipes) que é uma ótima predadora de lagartas de primeiro instares e algumas pragas como a Helicoverpa armigera, lagarta atualmente com maior ocorrência nas plantações que ataca a espiga de milho e No segundo stand já foi apresentado um estudo sobre a resistência a doenças do milho de silagem. Tratava-se de doenças que foram observadas nos milhos dos experimentos realizados no Campus. Os microorganismos penetram diretamente na planta, provocando doenças que acometem as folhas, causando manchas foliares. Foram observadas a presença de manchas de queima nas folhas, tecido destruído e necroses. O trabalho foi dividido em e tópicos importantes: 1. Efeito das doenças em relação a resistência e suscetibilidade dos materiais; Este procedeu de tal forma: foram avaliados 11 materiais em 3 dias, em que pegou a planta e foi contado as suas folhas, a maioria possuía de 17 a 20 folhas. Como estes materiais passaram por um veranico de 30 a 35 dias houve um efeito de porta de entrada para a incidência de doenças, pois uma planta mal nutrida com déficit hídrico é uma fácil entrada de uma série de patógenos. Foi avaliado folha por folha e complexo de cada planta, onde as manchas encontradas foram consideradas também um complexo, e depois isoladamente avaliou-se doença por doença de cada tecido isolado. Da planta foram avaliadas as folhas F7 a F14 e fez uma análise estatística obtendo dentre os materiais o mais suscetível a manchas foliares que foi o BX 293. Enquanto o Feroz e o Maximus da Syngenta foram os mais resistentes. Sendo assim, os materiais destaques recomendáveis nas condições da região o 30A95, 20A55 e o NS90. Em relação as doenças encontradas, observou-se a Helmintosporiose-ferrugem comum, mancha de diplodia, a cercosporiose com mais ocorrência, e a antracnose, mancha de Phaeospharia sp. e o carvão. 2. Efeito do espaçamento-erro no plantio e sua relação a doenças; Neste método já percebeu-se quase não há interferência do tipo de espaçamento em relação as doenças, porém houve algumas ocorrências na folha de número 12. 3. Nitrogênio e a ocorrência de doenças. Já esta analise, percebeu que no milho Maximus da Syngenta e o 30A95, com a aplicação de nitrogênio antes do plantio obteve ótimos resultados, pois a aplicação de alguns nutrientes pode auxiliar na indução de resistência a patógenos e pragas agrícolas. Também foi falado sobre a adubação nitrogenada em todos os tipos de milhos dos experimentos em campo, onde foi feita a mesma para todos, nos estágios V4 e V6, pelo fato das folhas estarem totalmente expandidas. No terceiro stand visitado foi o do grupo Produtec, parceiros da NIDERA, empresa que possui tecnologias aplicadas nas sementes de milho e sorgo. Estes apresentaram 2 híbridos: o BX1293 YieldGard (tecnologia de controle de lagarta) e o NS90. O BX1293 é um milho que possui sanidade foliar e de colmo e uma cor muito atrativa, avermelhada, além de possuir raízes adventícias bem agressivas evitando o acamamento. No verão, para silagem a sua população é de 66 a 68 mil populações plantas finais, enquanto seu ponto de corte PE de 100 a 105 dias, na amostra em questão o silo era de 103 dias. Sua produtividade é relativamente boa, sua análise bromatológica apresentou uma produção de 34,27 toneladas/hectare, e um ponto importante era a proteína bruta obtida que 21,35 %. Já o NS90 com uma produção um pouco maior obteve 39, 96 toneladas/hectare e uma ótima NDT (Nutriente Digeridos Totais) de 85%. Este mesmo grupo também apresentou os produtos de uma outra empresa, a SYNGENTA com 3 tipo de milho híbrido. Se tratava de um empresa bem reconhecida, onde há relatos de produtores com produção de 62 até 65 toneladas/hectare. As tecnologias apresentadas foram os milhos Feroz Viptera, Maximus Viptera3 e o Impactus Viptera3. O Feroz Viptera, trata-se de um milho de colheita de 135 a 140 dias, possui a tecnologia viptera para o controle de lagartas, em sua análise bromatológica foi apresentado uma produção de 32 ton/ha e uma proteína bruta de 18,55%. Já o Maximus Viptera3, entre os três produtos da Syngenta apresentava uma produção pouco maior, com um valor de 44,5 ton/ha, e é um milho precoce com colheita de 95 a 105 dias para silagem. E por fim, o Impactus Viptera3, milho de custo mais baixo com uma ótima população de 65 a 70 mil plantas no verão e com sanidade foliar e de colmo com grãos atrativos, escolhidos mais frequentemente por granjeiros, apresentou uma análise bromatológica com 43,88 ton/ha de produtividade e proteína bruta de 20,65%. O quarto stand se tratava da empresa MORGAM que apresentou os produtos 30A91, 20A55, 30A95 e o 20A78. Foi apresentado a tecnologia PW – Powe Core, que é uma tecnologia em que as plantas que a possuem são resistente a glifosato, a lagartas. O híbrido 30A91 foi o mais focado na apresentação, um material de médio a alto investimento, que possui um milho de espigas de maior porte em comparação aos outros produtos, sua espiga possui de 18 a 22 fileiras, com grãos profundos o que conta como fator de qualidade na silagem. O 20A55 já é um material mais rústico de investimento médio, enquanto o 20A78 é um material de menor investimento. Foi apresentada também a análise bromatológica do 30A95 que teve baixa produtividade de 32,74 ton/ha e proteína de 18, 20 % pelo fato de ter sido cortado tardiamente. LG (Lima Grain) foi o quinto stand visitado que ficou em 4º colocado entre todos as empresas do dia de campo. Tratava-se de uma empresa Francesa que meche com sementes de milho e sorgo, que possui material convencional quanto transgênicos especializados na resistência a lagartas. Este grupo apresentaram o milho 6036, que em sua análise bromatológica apresentou uma produtividade de 40,20 toneladas por hectare e uma proteína bruta de 17,85%. As plantas de milho 6036 possuíam folhas 100% eretas, sendo possível uma quantidade de indivíduos maior por metro, pois a competição por luminosidade acabava sendo menos. Em comparativo com outras cultivares este tipo pode possuir até 5 mil plantas a mais por hectare, além de possuir um sabugo fino com grãos profundos. Foi falado também que este tipo de milho possui um ótimo sistema radicular, porém com colmo fino. Outro stand foi o da PIONNER, com a apresentação do híbrido P3862, que é específico para a produção de silagem, e que obteve melhor resultado com produtividade de 45,46 ton/ha entre as empresas apresentadas, devido também a boa adaptação desta na região. Este híbrido possui a tecnologia do Stain Green, ou seja, colmo verde, onde percebia que mesmo com as espigas já meio secas o colmo permanecia esverdeado. O interessante foi que esta empresa frisou sobre a qualidade e produtividade da silagem, apresentando os 10 passos para a produtividade e qualidade da silagem que foram: 1. O preparo do solo deve iniciar após a colheita e pensar na próxima lavoura-plantio; 2. Correção e adubação para a extração de nutrientes; -Extração de Silagem -Exportação de grãos Todos os nutrientes que são disponibilizados e absorvidos pela planta vão para a trincheira. 3. Época de plantio ideal para o rendimento; 4. Controle de plantas daninhas até 35 a 40 dias; 5. Uso de fungicidas e qualidade da silagem; 6. Época ideal de colheita; 7. Enchimento/Compactação/Vedação da silagem; 8. Retirada da silagem; 9. Amostragem para análise bromatológica; 10. Escolha de um híbrido para a silagem. Já o sétimo stand era sobre a precisão no plantio-coeficiente de variação. Onde foi explicado sobre a dependência da produtividade pelo número de plantas úteis dentro da lavoura na população final. Por sua vez, uma planta de milho considerada útil é capaz de produzir uma espiga normal. Dentro da lavoura existem plantas dominantes e plantas dominadas, em que estes tipos não conseguem produzir uma espiga normal, ou melhor, não a um padrão igual a uma planta útil. Então é preciso buscar uma uniformidade no plantio. Para isso há vários fatores a serem analisados, como o coeficiente de variação que gera um número que indica se trata de um bom plantio ou não. Logo na semeadura, há a avaliação onde no sulco do plantio é analisada a quantidade de sementes que caem em 5 metros, por exemplo, se caem 3 sementes por metro linear, em 5 metros tem-se 15 sementes. É contada também a distância entre estas sementes, então todos esses dados são coletados e passados por uma análise estatística onde é gerado uma média e um desvio padrão, este desvio é dividido pela média e por fim, o coeficiente de variação é gerado. Por exemplo, se este coeficiente for acima de 25 trata-se de uma plantio ruim, pode parar este e tentar solucionar o problema, pois um plantio excelente possui coeficiente de variação abaixo de 20. Os fatores que causam uma semeadura ruim são vários como máquina mal regulada e velocidade excessiva. Neste mesmo stand, foi falado também dos tipos de semeadora, a disco e a vácuo. Foi expostos vários disco e os anéis que são colocados juntamente. Por sua vez, os discos variam de meio em meio milímetro e possuíam coloração diferente, que é feito justamente para diferenciar cada tipo e tamanho de disco para a cultura deseja-se plantar. Por fim, o oitavo stand apresentou o Sistema de Integração Lavoura Pecuária. Tratava-se de um experimento com o milho MORGAM 30A91, onde fez o consórcio com a braquiária que foi implantada a lanço na semeadura alguns dias após a plantação. O experimento foi feito com tratamentos com e sem braquiária em dois tipos de espaçamento, um de 0,70 m e outro de 50 m entre linhas. No experimento de menor espaçamento obteve maior produção de silagem com um valor de 43,74 ton/ha. Isso porque no experimento de maior espaçamento a braquiária conseguiu sobressair ao milho, tendo uma competição de sobrevivência, obtendo uma produção de silagem do milho inferior ao de menor espaçamento em que a gramínea se desenvolveu menos. A ILP (Integração Lavoura-pecuária) gera vários benefícios, que também foram apresentados por este stand. A ILP proporciona maior produção de grãos, carne, leite, produtos madeireiros e energia, promove o uso eficiente e racional dos recursos naturais e diminuindo problemas como a emissão de gases de efeito estufa. Também promove melhorias químicas, físicas e biológicas do solo e maior produtividade sem precisar usar mais áreas permitindo mais renda para os produtores rurais.   



CONCLUSÃO 



 Atualmente percebe-se que há uma série de inovações tecnológicas em relação a produção de milho bem como inúmeras técnicas-manejos do mesmo. Foi possível aprender sobre técnicas para obter uma boa silagem, que consiste na escolha, plantio, ponto de corte e armazenamento corretos do milho, manejos que influenciam diretamente na produção de corte e leiteira de bovinos, um campo que mais utiliza o produto final da silagem. Foi possível conhecer o vasto campo tecnológico de sementes híbridas de milho melhoradas em busca de melhor resistência a pragas principalmente a lagartas, em que o produtor pode escolher conforme sua necessidade o produto que lhe melhor atender.   



LITERATURA CITADA 



CIB. Conselho de Informações sobre Biotecnologia. Guia do Milho: Tecnologia do campo à mesa. 2006. Disponível em: < http://www.cib.org.br/pdf/guia_do_milho_CIB.pdf> acessado em 01 de abril de 2014. 

MELLO R.; NORNBERG, J. L.; ROCHA, M. G.; DAVID D. B. Características produtivas e qualitativas de híbridos de milho para produção de silagem. Disponível em: < http://rbms.cnpms.embrapa.br/index.php/ojs/article/view/129/ 129> acessado em 01 de abril de 2014. 
NUSSIO, L, G.; CAMOPOS, F. P.; DIAS, F. N.. Importância da qualidade da porção vegetativa no valor alimentício da silagem de milho. Disponível em: < file:///C:/Users/Cinthia%20Silva/Desktop/5%C2%BA%20per%C3%ADodo/Silagens-de-milho-qualidade.pdf >, acessado em 01 de abril de 2014. 


 Autor: Daniel Dalvan do Nascimento 

Acadêmico do Curso de Agronomia

 INTRODUÇÃO: 


 O 1º Dia de Campo do Instituto Federal Goiano – Campus Urutaí ocorrido no dia 25 de março de 2014 na área de produção do campus, foi de tamanha importância para difundir e estender o conhecimento teórico estabelecido pela instituição, para os produtores e alunos da região. A silagem de milho é uma importante fonte de energia na dieta de ruminantes no Brasil e em diversas partes do mundo por reunir características favoráveis à fermentação da massa, alta produtividade e elevado valor nutritivo. Para que essas variáveis sejam agrupadas e o processo de ensilagem tenha sucesso, a escolha do híbrido e o manejo da cultura são fatores extremamente importantes (QUEIROZ et al., 2009). O híbrido destinado à ensilagem, de preferência, deve obedecer a maioria dos seguintes critérios: 1) ser produtivo, 2) apresentar colmos finos (alta relação entre fibra de folha e fibra de colmo), 3) possuir grãos farináceos, 4) apresentar lenta velocidade de maturação dos grãos (aumentar a janela de corte e exigir menos da colhedora no rompimento dos grãos) e 5) ser tolerante a maioria das pragas e doenças que infestam essa espécie (QUEIROZ et al., 2009). A silagem de milho fornece 50 a 100% a mais de energia digestível por hectare que qualquer outra forrageira. Entretanto, o valor nutritivo da silagem de milho pode variar conforme o híbrido, a densidade de cultivo, as condições de crescimento, a maturidade e a umidade no momento da colheita, o tamanho de partícula e as condições de ensilagem (SATTER & REIS, 2005) e desensilagem (VELHO et al., 2006). Para produzir silagem de boa qualidade, a forrageira deve ser picada e compactada e o silo deve ser fechado no menor espaço de tempo possível, mantendo-se as condições anaeróbias a fim de que as características qualitativas da silagem sejam similares à da forragem verde (SENGER et al., 2005). A correta compactação da silagem é importante para excluir o oxigênio e garantir condições anaeróbias para preservação dos nutrientes (JOHNSON et al., 2002). A densidade e o teor de matéria seca determinam a porosidade da silagem, a qual estabelece a taxa de aeração da silagem e, posteriormente, o grau de deterioração na armazenagem e na desensilagem (BOLSEN & BOLSEN, 2004). O objetivo deste dia de campo foi possibilitar que os produtores e alunos da região sudeste do Estado de Goiás conheçam novas técnicas sobre o manejo, desempenho e adaptação relacionados à produção da silagem do milho, além de conhecer a capacidade produtiva de cada híbrido sobre diferentes formas de cultivo. 



DESENVOLVIMENTO 



Palestra de abertura: Silagem Logo após a abertura do dia de campo, foi ministrado uma palestra sobre ensilagem de Milho pelo Prof. Dr. Milton Luiz Moreira Lima do Departamento de Produção Animal da UFG, onde abordou assuntos desde o ponto de colheita do até a deposição da silagem para o gado. Para escolha do momento da silagem é importante observar o teor de humidade da planta e do grão, sendo que o ideal é entre a faixa de 30 a 35%, um dos critérios para identificar esse teor de humidade no campo e avaliar a linha de leite do grão onde que o ideal no inicio da colheita o grão estiver de 1/3 a ½ duro e ao final da colheita de ¾ do grão duro. Para isso e necessário colher ao acaso oito a dez espigas, isso varia de acordo com o tamanho da área. Para avaliar a linha do leite é interessante e partir uma espiga ao meio e avaliar a maturidade do grão na metade superior da espiga. Atenção a essas características são de fundamental importância para se obter uma boa qualidade nutricional do silo, lembrando que o milho ensilado com teor de humidade acima de 35% pode resultar em uma baixa reserva de amido no grão, aumenta as chances de apodrecimento devido a alta humidade além da redução da digestibilidade e palatabilidade pelo animal. E já um milho colhido com teor de humidade muito baixo pode ocasionar perdas durante a ensilagem pelo transporte, além de ser de mais difícil compactação, item de fundamental importância na armazenagem do mesmo. O grão de milho quando é ensilado muito duro e não e quebrado ou esmagado pelo implemento se torna de difícil digestão pelo animal, chegando a passar por todo sistema digestivo e sair por inteiro pelas fezes, tendo assim zero de aproveitamento nutricional. Foi abordado também temas como a amplitude da janela de corte, ou seja o tempo gasto pelo maquinário para entrar e colher toda a lavoura. Isso é importante para se planejar desde de qual hibrido utilizar (existe no mercado, diverso híbridos com maior ou menor amplitude de janela de corte), até o qual maquinário escolher para colher sua lavoura. Ficar atento a temas como, revisão geral, ajuste do tamanho de corte, facas e contra-facas, ajuste faca/contra-facas e afiação das facas do equipamento, são de grande necessidade na hora da colheita. Quanto ao armazenamento foi falado sobre diversos pontos importantes, dentre eles a escolha do tipo de armazenagem (silo de trincheira ou de superfície) sendo que o de trincheira em geral é melhor pois facilita o armazenamento, planejamento da fazenda (local do trincheira, local e tipos de cocheiras, distancia do curral, etc.), escolha do trator para pisoteio (tamanho, potencia, tipo de pneu, etc.), é importante frisar que o trator deve pisar constantemente, para poder se obter o máximo de compactação possível, no saco de silo de superfície é necessário que o trator pise sobre varias direções a modo de evitar que as laterais fiquem descompactadas. A escolha da lona para cobertura do silo também de grande importância, uma lona mais grossa e resistente, reduz a possibilidade de furos por motivos quaisquer, que possibilita a entrada de O2, e atrapalha na conservação e consequentemente na qualidade do silo. E importante também colocar algo sobre a lona (terra, areia, bagaço de cara, pneus, etc.) para a retirada do O2 do silo. Na hora da desencilagem, é importante certo cuidados como não descobrir de forma desnecessário o silo, não afofar, e retirar sempre uma camada de no mínimo 10 cm de largura do silo, isso são meios para conservar e evitar desperdícios do mesmo. Stand - Resistencia a doenças do Milho Silagem Nesse dia de campo foi exposto aos espectadores vários genótipos de milho sobre diversas condições de suplemento de Nitrogenio (N), onde o Prof. Dr. Milton L. P. Lima Abordou sobre a incidência de doenças. Foi avaliado o numero de manchas foliares, e resistência a doenças, além da produtividade de cada hibrido Foram testadas as variedade 20A55, BX1293; NS90; 20A78; 30A95; FEROZ; MAXIMUS; 30A91 Cruiser; 30A91 Sem Cruiser; IMPACTO; LGGO36; PIONERR 3862. As três cultivares que se destacaram na resistência a manchas foliares foram NS90; 30A95 e 20A95. As três cultivares que se destacaram na susceptibilidade a doenças de foram, MAXIMUS, LG6036, BX1293. As principais doenças diagnosticadas foram, Helmintosporiose, Ferrugem comum, mancha de Diplopia, cercosporiose, Antracnose, Feosferia e Carvão. Quando comparado a produtividade entre o genótipo Maximus (Syngenta) e 30A91 (Morgan) sobre diversar condições de N, foi possível observar que os genótipos, Maximus apresentou melhor produtividade em quase todos tratamentos. Onde respondeu com a maior produtividade quando utilizado uma dozagem de ureia (150 N) e 29-0-20 (150 de N). Ainda no mesmo stande o Prof. Dr. Flavio G. Jesus apresentou o controle biológico de pragar utilizando o Trichogramma e Euborellia, mostrando as vantagem desse controle, e a forma de produção desses inimigos naturais. Stands 2 a 5 – Empresas e híbridos de milho No segundo stande o Grupo Produtec apresentou a produtividade e pontos fortes sobre alguns genótipos da Syngenta e Nidera. Logo em seguida as empresas MORGAM (stande 3), LIMA GRAIN (stande 4) e PIONNER (stande 5) apresentaram seus respectivos híbridos, enfatizando os benefícios de cada um em nossa região. Sexto Stande No sexto Stande foi abordado sobre o plantio do milho sobre diversas condições de coeficiente de variação, sendo eles 0% 20% 40% 60% 80%, onde que quanto mais próximo de 0% melhor foi a produtividade do milho. Sétimo Stande Neste stande foi falado sobre a integração lavoura pecuária (ILP). Isso é interessante pois possibilita uma melhor aproveitamento da área, melhor conservação da microbiologia do solo, além da possibilidade produzir duas culturas ao mesmo tempo, sendo rentável após a retirada do milho entrar com o pastoreio. 



CONCLUSÃO 



Através desse dia de campo foi possível conhecer mais sobre a produção de silagem em milho, onde foi um conhecimento prático no qual vivenciamos a teoria da sala de aula aplicado no campo. Pontos como resposta dos variados híbridos de milho e expostos nesse evento a variadas condições de adubação, espaçamento, consorcio, foram de total importância para o nosso conhecimento como estudantes da área. Além de possibilitar aos produtores regionais uma aplicabilidade prática da teoria no campo, ajudando-os por meio de comparação, a escolher qual o melhor genótipo pra ele utilizar em sua área posteriormente. Além de trazer importantíssimas dicas na hora da colheita e armazenagem da silagem. 



LITERATURA CITADA 



BOLSEN, K.K.; BOLSEN, R.E. The silage triangle and important practices in managing bunker, trench, and driver-over pile silos. In: SOUTHEAST DAIRY HERD MANAGEMENT CONFERENCE, 2004, Macon. Proceedings... Macon: 2004, p.1-7. 



JOHNSON, L.M.; HARRISON, J.H.; DAVIDSON, D. et al. Corn silage management: effects of maturity, inoculation, and mechanical processing on pack density and aerobic stability. Journal of Dairy Science, v.85, n.2, p.434-444, 2002. 



QUEIROZ, O.C.M.; ADESOGAN, A.T.; KIM, S.C. Effect of rust infestation on silage quality. In: INTERNATIONAL SILAGE CONFERENCE. 15a ed. Madison: USDA, 2009, p. 303-304. SATTER, L.D.; REIS, R.B. Milk production under confinement conditions. Disponível em: Acesso em: 2/04/2014. 



SENGER, C.C.D.; MÜHLBACH, P.R.F.; BONNECARRÈRE SANCHEZ, L.M. et al. Composição e digestibilidade ‘in vitro’ de silagens de milho com distintos teores de umidade e níveis de compactação. Ciência Rural, v.35, n.6, p.1393-1399, 2005. 



VELHO, J.P.; MÜHLBACH, P.R.F.; GENRO, T.C.M. et al. Alterações bromatológicas nas silagens de milho submetidas a crescentes tempos de exposição ao ar após “desensilagem”. Ciência Rural, v.36, n.3, p.916-923, 2006. 



 Autor: Fernanda Correa 

Acadêmica do Curso de Agronomia 


 1. INTRODUÇÃO



No dia 25 de março de 2014 ocorreu o I dia de Campo: Produção de Silagem de milho, no Instituto Federal Goiano – Campus Urutaí. A silagem de milho fornece 50 a 100% a mais de energia digestível por hectare que qualquer outra forrageira. Entretanto, o valor nutritivo da silagem de milho pode variar conforme o híbrido, a densidade de cultivo, as condições de crescimento, a maturidade e a umidade no momento da colheita, o tamanho de partícula e as condições de ensilagem (SATTER & REIS, 2005) e desensilagem (VELHO et al., 2006). 

Para produzir silagem de boa qualidade, a forrageira deve ser picada e compactada e o silo deve ser fechado no menor espaço de tempo possível, mantendo-se as condições anaeróbias a fim de que as características qualitativas da silagem sejam similares à da forragem verde (SENGER et al., 2005). A correta compactação da silagem é importante para excluir o oxigênio e garantir condições anaeróbias para preservação dos nutrientes (Johnson et al., 2002). 
A densidade e o teor de matéria seca determinam a porosidade da silagem, a qual estabelece a taxa de aeração da silagem e, posteriormente, o grau de deterioração na armazenagem e na desensilagem (BOLSEN & BOLSEN, 2004). Durante o período seco do ano, as pastagens tornam- se deficientes, sendo necessário o uso de uma fonte adicional de volumoso. Nesse período, as pastagens perdem seu valor nutritivo, reduzem sua produção de massa ver- de e aumentam seus valores de fibra detergente neutra (FDN), o que reduz o seu consumo em percentagem de peso vivo pelos animais (MELLO & PEDREIRA, 2004). 
 O milho é, cada vez mais, recomendado entre as várias plantas aptas à produção de silagem (sorgo, girassol, aveia, azevém, milheto, etc), sendo a cultura de maior expressão no Brasil (OLIVEIRA et al., 2007a). Assim, a silagem de milho continua sendo uma das melhores opções de suplementação, nesse período, por apresentar uma produção elevada de massa por unidade de área, alto rendimento de massa verde por hectare, boa qualidade, facilidade de fermentação no silo, além de boa aceitação por parte dos bovinos e ganhos de pesos satisfatórios em confinamentos (RESTLE et al., 2006), sendo um alimento de alta qualidade para os animais (PIMENTEL et al., 1998). O objetivo do I dia de Campo: Produção de Silagem de Milho teve como objetivo mostrar a importância de se fazer uma silagem de boa qualidade, o espaçamento, adubação nitrogenada, espaçamento, o manejo que deve ser feito com relação à trincheira, o corte da silagem, o manejo com os animais e também mostrar para os produtores e alunos o que se tem de mais novo em tecnologia de sementes de milho para silagem.  


 2. DESENVOLVIMENTO 



 O dia de campo teve início com uma palestra ministrado pelo professor da UFG Milton Luiz Moreira Lima sobre “Silagem de milho: Colheita, Armazenamento e Utilização”. Segundo o professor Milton o custo de produção é responsável por 60% do custo total da produção e apenas 40% com colheita, armazenamento e utilização. O objetivo da produção de silagem é agregar valor ao milho, transformá-lo em leite, para isso devemos ter boa produtividade e qualidade, controlando as perdas que ocorre. O critério mais simples utilizado para se observar o ponto adequado para o corte do milho silagem é a linha do leite, observa-se a metade da linha do leite do grão de milho. Aleatoriamente coleta-se 10 espigas no campo, são cortadas na metade superior e o grão é observado. A picagem do milho é uma etapa muito importante, onde todos os grãos devem estar uniformes. O tamanho ideal para o corte é de 6 a 7 mm, as facas da ensiladeira devem ser amoladas com frequência, a cada 3 horas deve-se parar e amola-las. O armazenamento é responsável por 60% das perdas. Compactar o silo é uma etapa de grande importância, que feita de maneira incorreta acarretas perdas significantes. A compactação tem o objetivo de retirar o ar, e deve ser feita durante toda a picagem do milho, feita em linha reta e dos lados na trincheira. A vedação deve ser feita com uma lona de boa qualidade, onde deve ser protegida para evitar perdas. A retida da silagem da trincheira deve ser feita de maneira uniforme, retirando 15 cm adentrando o silo e em toda horizontal da trincheira. Não é recomendado oferecer silagem deteriorada para os animais. O espaço do cocho é de 70 cm linear e 4 m de comprimento, suficiente para 20 vacas, onde vão se alimentar de 27 kg por dia. Após a palestra fomos conduzidos aos stands onde foram apresentados o que se tem de novo na produção de silagem, cultivares melhoradas e palestras sobre controle biológico e doenças em milho de silagem. Palestras Parasitismo de Trichogramma pretiosum (Hymenoptera: Trichogrammatidae) no controle de lepidópteros pragas em culturas de interesse agrícola no cerrado. A lagarta do cartucho (Spodoptera frugiperda) é uma das principais pragas do milho, causando sérios prejuízos às lavouras. As lagartas de 1º instar começam a raspar a folha e vão em direção ao cartucho da planta, destruindo-o. O milho tem também como pragas chaves a lagarta da espiga (Helicoverpa zea) e a praga do momento Helicoverpa armigera, atacando não só o milho, mas várias culturas. O Trichogramma é uma vespa da ordem Hymenoptera, mesma ordem das formigas, abelhas, insetos úteis, e mede apenas 3 mm. O Trichogramma faz postura nos ovos das mariposas e assim em vez de nascer a lagarta, nasce a vespinha. Para a criação da vespa é necessário uma biofabrica especialista na criação, estrutura que custa aproximadamente R$ 30.000 reias. No Instituto Federal Goiano – Campus Urutaí está sendo implantada uma criação de Trichogramma. Para inicio da criação é necessário um hospedeiro, o mais utilizado é Anagasta kuehniella, lagarta-traça-das-farinhas. A Anagasta é criada numa dieta contendo farinha de trigo, farelo de milho e levedo de cerveja, é colocada em uma bandeja com tampa e ovos são espalhados por toda dieta. Os ovos eclodem após 3 dias, já adultos são coletados com um aspirador e levados para uma gaiola onde farão postura. Os ovos da Anagasta são colocados em uma cartela quadriculada e colocados em um vidro de boca larga contendo ovos parasitados com a vespa. Quando as vespas eclodem parasitam os outros ovos não parasitados. Em uma cartela contendo ovos parasitados pode haver até 30 mil ovos, em um quadrado até 3 mil. No campo é liberado 100 mil vespas por hectare. O controle biológico é uma alternativa de manejo pouco utilizada, mas muito eficaz e importante, diminuindo a utilizando de inseticidas que não matam apenas as pragas, dizimam também os inimigos naturais e prejudicam o meio ambiente. Doenças em milho de silagem As doenças encontradas nas cultivares que foram demonstradas no dia campo foram: Ferrugem, Cercosporiose e Mancha de Phaeosphaeria. Helmintospórios analisados da 7º a 10º folha, as cultivares mais susceptíveis foram Bx 1293, Impacto e Feroz, as menos susceptíveis são 30 A 95, 20 A 55 e NS90. Observou-se que as plantas que foram plantadas com o Nitrogênio durante o plantio adquiriram mais resistência as doenças. Stand 1 Bx 1293 YG Nidera Sementes Ciclo de 105 dias, plantio no verão, estande de 66 a 68 mil plantas, ótima sanidade foliar e do colmo, uniformidade na espiga, grão avermelhado, não ocorre tombamento. NS90 PRO Nidera Sementes Plantio de verão e safrinha, grão avermelhado, fator de nematoide 1, reduzindo a população do nematoide, não quebra e não acama, estande de 62 a 66 mil plantas por hectare, finalidade grão e silagem. Stand 2 Syngenta Maximus Viptera 3 Ciclo de 95 a 110 dias, responde bem a adubação, 21,7% de PB. Stand 3 30 A 91 – Morgan Silagem Alta qualidade dos grãos, 10 mil de NDT por hectare, cultivar de verão, 66 ton/há. 20 A 95 – Morgam Silagem Precoce, 90 dias, área de 1º safra, Power Cory, bom enchimento de grão. Stand 4 Híbrido 6036 PRO – Lima Grain 70 ton/há, 70 mil plantas/há, folhas eretas, milho alto. Stand 5 P 3862 H – Pionner Alta produtividade, quantidade e qualidade, folhas verdes, adaptado para a região, especifico para produção se silagem. 



3. CONCLUSÃO 



É de grande importância à troca de informações e experiências promovidas pelo dia de campo, aprendemos e conhecemos o que tem de mais novo e tecnológico para produção de silagem ou de qualquer outro assunto, acrescentando nosso conhecimento e fazendo com que criamos relações com os produtores e com as empresas. 



4 . LITERATURA CITADA


BOLSEN, K.K.; BOLSEN, R.E. The silage triangle and important practices in managing bunker, trench, and driver-over pile silos. In: SOUTHEAST DAIRY HERD MANAGEMENT CONFERENCE, 2004, Macon. Proceedings... Macon: 2004, p.1-7. JOHNSON, L.M.; HARRISON, J.H.; DAVIDSON, D. et al. Corn silage management: effects of maturity, inoculation, and mechanical processing on pack density and aerobic stability. Journal of Dairy Science, v.85, n.2, p.434-444, 2002.

MELLO ACL & PEDREIRA CGS (2004) Respostas morfológicas do capim-tanzânia (Panicum maximum Jacq. cv. Tanzânia-1) ir- rigado à intensidade de desfolha sob lotação rotacionada. Revis- ta Brasileira de Zootecnia, 33:282-289

OLIVEIRA JS, SOBRINHO FS, REIS FA SILVA GA, ROSA FILHO SN, SOUZA JJR, MOREIRA FM, PEREIRA JA & FIRMINO WG (2007a) Adaptabi- lidade e estabilidade de cultivares de milho destinados à silagem em bacias leiteiras do estado de Goiás. Pesquisa Agropecuária Tropical, 1:45-50

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Autor: Jose Fernando Monteiro Gondim 

Acadêmico do Curso de Agronomia 


 INTRODUÇÃO: A preocupação em produzir alimento volumoso para os rebanhos, particularmente no período seco do ano quando as pastagens naturais tornam-se cada vez mais precárias, tem aumentado a utilização da silagem especialmente entre os pecuaristas que se dedicam à produção de leite. Embora existam várias plantas forrageiras, anuais e perenes, que servem para a produção de silagem, o milho é uma das culturas mais utilizadas neste processo no Brasil por apresentar um bom rendimento de matéria verde, excelente qualidade de fermentação e manutenção do valor nutritivo da massa ensilada. Outras vantagens que o cereal proporciona são um baixo custo operacional de produção e uma boa aceitabilidade por parte dos animais. O milho é a forragem mais tradicional por apresentar condições ideais para a produção de uma boa silagem, como o teor de matéria seca por ocasião da ensilagem entre 30% e 35%, mais de 3% de carboidratos solúveis na matéria original e baixa poder tampão. No passado, as tecnologias recomendadas para a produção de milho para silagem visavam basicamente à produção de massa verde, dando ênfase ao uso de cultivares de porte alto e com alta densidade de plantio. Posteriormente, a qualidade da silagem passou a ser avaliada somente através da porcentagem de grãos na matéria seca. Isto foi atribuído devido ao grande número de trabalhos desenvolvidos até a década de 1970, demonstrando que os grãos de milho são mais digestíveis do que as folhas e hastes da planta e, desta forma, aumentando-se sua proporção na silagem. Desta forma, aumentaria também a qualidade da mesma. A partir dos anos oitenta, vários trabalhos de pesquisa mostraram que a digestibilidade da porção volumosa (colmos + folhas) também deveria ser avaliada na determinação da qualidade da cultivar a ser ensilada. A produção de silagem de milho de boa qualidade varia de ano para ano em função de uma série de condições, tais como a escolha da cultivar, as condições de clima e solo e o manejo cultural. Dentre as cultivares de milho comercializadas na safra 2009/10 há indicação de 104 cultivares para a produção de silagem de planta inteira, 29 cultivares para a produção de silagem de grãos úmidos e 17 cultivares indicadas para ambos os tipos de silagem. No caso da silagem, é sabido que algumas cultivares apresenta melhor comportamento do que outras; entretanto, pelo número de cultivares indicadas para silagem, pode-se inferir que essa recomendação está generalizada, o que até certo ponto é compreensível, considerando a alta qualidade natural do milho como planta forrageira. A não recomendação de a cultivar para silagem não implica necessariamente que o material não deva ser usado como tal. O conhecimento do valor nutritivo das silagens utilizadas para ruminantes é de grande importância, principalmente para animais de grande produção, como vacas em lactação. deficientes em energia reduzem a produção de leite, causam excessiva perda de peso, geram problemas reprodutivos e podem diminuir a resistência a doenças. Por outro lado, o excesso de energia aumenta o custo de alimentação, acumula gordura nos animais e causa problemas metabólicos. O conhecimento do percentual de matéria seca contido na silagem é importante, pois é com base nele que se estabelece o cálculo da dieta, já que o consumo do alimento pelos animais é estabelecido em kg de MS animal-1dia-1. Assim, quanto menor o teor de matéria seca, maior será o consumo. Existe uma faixa de percentagem de matéria seca que é ideal tanto para o consumo como para a produção e conservação da silagem. Considerando que, embora existam algumas variações no ponto ideal de colheita, recomenda-se o estádio compreendido entre 32% e 35% de matéria seca (MS). O que deverá ocorrer no ponto em que os grãos estiverem no estádio farináceo-duro, começando a apresentar a conformação dentada. O objetivo deste dia de campo e produzir alimento volumoso para os rebanhos, particularmente no período seco do ano quando as pastagens naturais tornam-se cada vez mais precárias. 

 DESENVOLVIMENTO 

 Dia de campo no campos do IF de urutai dia 25 de março de 2014 Somos organizadores do dia de campo, neste ouve demonstração de varias. Neste dia de campo foi pelo Dr: Milton lima de UEG inicialmente por modo de palestra os meios diversos de plantio de milhos para silagem bem como corte e preparo do terreno de corte do milho bem como compactação preparo de cobertura de lona e retiragem do material para as vacas Variedades de cultivares de milho para silagem, pois e oque mais interessava no dia de campo, ou seja, cada impressa que ali presente impunha seu material e demostrava o rendimento por tonelada da matéria bem como seu valor nutricional ou valor energético como proteína e NDT e valor de PD, população recomendada época de plantio e sanidade de cada material entre os patógenos tais como Cercosporiose (Cercos porá zea-maydis e C. sorghi f. sp. ((Maydis) Mancha branca ou Mancha de Phaeosphaeria) Ferrugem Polissora (Puccinia polysora) Mancha de Diplodia (Stenocarpella macrospora) Helmintosporiose (Bipolaris maydis) e outras falaram de como em toda tecnologia sempre a ums matérias melhor que outro, mas o que mais despontaram foi o máximos da Syngenta e o 30ª80 da Morgan que ouve o melhores resultados em peso por tonelada de matéria. Nos stand de consorcio lavoura pecuária demostrou a importância econômica do sistema e o manejo, da braquiária em consorcio dosagens de herbicidas e adubação de plantio o modo de preparo do solo e a implantação de sistema integrado. No stand adubação foi apresentado pelos professores DR Flavio de Jesus e Dr: Milton lima e acadêmicos José Fernando, Danilo dos santos e Gustavo reis. Dr: Milton lima apresentou a severidade das doenças na cultura do milho e comparação entre as cultivares, a agressividade de dos patógenos mudava de acordo com os números de folhas, ou seja, quanto mais números de folhas os patógenos teriam mais agressividade pelos fungos citados anteriormente, e que a adubação nitrogenada influenciava na agressividade, visto que na adubação nitrogenada antecipada à agressividade diminuía enquanto a outra teria significante resultados de maior expressão. Dr: Flavio de Jesus apresentou sobre tricrograma como parasitoide de ovos de lagartas no milho, um processo de paralisação natural da praga, pois os tricrogramas fazem sua postura nos ovos das lagartas parasitando os ovos, este processo esta recém iniciando no laboratório do IF campos de urutai e uma inovação no campos. Os acadêmicos Jose Fernando, Danilo dos santos e Gustavo reis explicaram sobre diferentes doses de adubação nas cultivares máximos da Syngenta e Morgan 30ª80 da empresa Morgan e comparação de adubação nitrogenadas. A adução de plantio foi com o formulado de N-P-K 9-30-20 e 410 kg do formulado no plantio mais adubação de cobertura a lance e incorporado nas doses de 50 kg 100 kg 150 kg mais a testemunha que não recebeu nada de aplicação As ervas da ninhas foram controladas com herbicidas 0,8 l de Sanson e de 3 l de atrazinha por há. Considerações Finais Atreves destes eventos foi-se demostrado vários meios de como fazer uma silagens de qualidade bem como resultados de novas cultivares, bem como sua sanidade sobre patógenos, adubação, e valores nutricionais da silagem, e integração lavoura pecuária tudo com um fim de bem estar aos animais em consequência disso visar lucros. Referencias CNPTIA Disponível em , acessado em março de 2014. 


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